Não é qualquer banda que muda da água para o vinho sem perder a identidade. Pois o Tom Bloch conseguiu. Para início de conversa, dos seis integrantes que gravaram disco de estréia, de 2002 (aquele do hit “Nessa Casa”), restaram apenas Pedro Veríssimo e Iuri Freiberger. O “apenas” vale só pela questão numérica, já que Iuri, além de baterista é afamado produtor no meio independente, e Pedro Veríssimo é o autor de todas as letras e faz praticamente todas as músicas, com a ajuda de parceiros. Nesse disco o agora duo teve o auxílio luxuoso do baixista Patrick Laplan (Eskimo, Los Hermanos, Biquini Cavadão) e do excepcional guitarrista Júnior Tostói. Para melhorar, tudo foi gravado no Estúdio Toca do Bandido, herança de Tom Capone. Tais credenciais seduziram a Som livre, braço musical da Rede Globo, que incluiu o Tom Bloch no projeto “Som Livre Apresenta”. (more…)
maio 10th, 2008

Na boa? O Brigitte Beréu era uma banda ruim. A bateria de André Tresse era confusa e vivia se batendo com a percussão de Jorge Negão. A guitarra de Frank Boy, apesar de ter lá seu charme, era deveras suja. O meu baixo corria com o andamento o tempo todo. Tanto meu vocal como o de Joana eram desafinados e a voz de Eider era, além de limitada, de um timbre deveras estranho. Quando a banda se enxugou em quatro músicos, e ainda passou as baquetas para as mãos mais duras de Joab Kental, o meio de campo desenbolou um pouco. Mas as letras continuaram um tanto ingênuas, e nossa arrogância ainda nos impedia de irmos além. (more…)

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