RESENHA DE DISCO: PITTY – CHIASROSCURO
Por Bruno Nogueira
Com sorte, talvez Priscilla Leone nunca tenha parado um dia sequer para pensar na crise de identidade imposta a ela pelo restante da indústria da música, mesmo quando está com o modo Pitty ativado. Mas desde Anacrônico que ela permaneceu a única sobrevivente relevante de uma geração inteira de artistas independentes que tinham entrado para alguma gravadora. A encruzilhada é formada por um público que não pode envelhecer, o próprio coro dos independentes que hoje a perde como atração para os festivais de verão e a questão do qual é, afinal de contas, a atual cara do rock brasileiro? Chiaroscuro, lançado pela Deckdisc, infelizmente ainda não responde nenhuma dessas questões.
O disco guarda esse tom quase autista de quem diz “deixa eu fazer como eu sei” e, por isso, segue exatamente o mesmo ritmo do trabalho anterior, mesmo sendo lançado com quase cinco anos de diferença. É interessante notar que essa tem sido uma opção comum a todos os artistas de publico jovem da Deckdisc, em não dar nenhum passo a frente ou recuar a experiência musical, mas continuar no caminho que é mais conhecido pelo público como uma forma de procurar segurança. Foi assim com a Nação Zumbi em Fome de Tudo e está sendo assim com a Pitty. Vale lembrar que ela, junto com o Matanza e o Cachorro Grande, já seguiam caminhos mais cuidados escolhando lançar ao vivos no lugar de inéditas nos últimos dois anos.
Mesmo nesse ritmo mais lento, de quem não consegue surpreender com o esforço de 11 faixas, Chiaroscuro é um bom disco. Tem pelo menos quatro grandes músicas, incluindo o atual single Me Adora, que está com clipe na MTV. Descontruindo Amélia, Fracasso e Assombra completam a parte boa de ouvir bem alto, como a própria cantora tem instigado os fãs em seu blog. Mesmo assim, não chegam a justificar um álbum inteiro. Mas, novamente, experiementar um formato menor não era algo esperado do contexto dela e da gravadora que está no momento. Talvez um reflexo de um resultado negativo dos dualdisc – aqueles discos duplos com DVD – e os singles em vinil.
Mesmo que essas sejam escolhas pessoais – o que é bem provável, conhecendo a desprentensão que a própria Pitty tem no sucesso gritado ao seu redor – Chiaroscuro levanta questões. Em um ambiente que atinge grande público, é um dos poucos discos rock “de resistência” ao modelo Bonadio que fechou até a tampa do caixão dos Titãs. Mas se essas músicas são o nosso rock sério, elas não causam mais o mesmo impacto naquele fã do disco Anacrônico, hoje na faixa dos 20 anos de idade. Pitty continua dialogando melhor com um público mais jovem que, por sua vez, não parece ser o mesmo interessado no clima de grêmio estudantil dos festivais independentes.
Sem querer, ela acaba traduzindo um monte da postura mal resolvida da música jovem brasileira. Uma que prega uma autenticidade difícil de ser encontrada. E quando uma cantora como Pitty consegue demonstrar, mesmo que em quatro ou cinco faixas de um disco inteiro, só expõe mais complicações. É rock melhor e mais autentico que um NxZero, mas ouvido pelo mesmo público, sem a originalidade de um Cidadão Instigado, mas ouvido pelo mesmo público. Só por levantar tantas questões sem fazer nenhum esforço, seguindo o autismo do “como sei fazer”, Chiaroscuro já é um disco que vale a pena ouvir com atenção.


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agosto 19th, 2009 at 12:20
Eu gostei do disco, e esse cara foi muito infeliz em colocar essa foto da pitty tendo outras melhores e ja vi critica mais precisa e mais verdadeira que essa.
agosto 19th, 2009 at 12:35
Quê ? o publico da pitty não é o mesmo do nx zero não viu nada a ve e o cd é totalmente diferente do anacronico e eu gostei o cd é bem diferente do estilo musical da pitty mais não deixa de ser bom.
agosto 19th, 2009 at 12:43
Não sei, uma revisão final no texto cairia bem. Não sei se to com sono, mas tem diversos erros (digitação?), sei la…e ta deixando tudo meio confuso.
Primeira crítica que leio indo contraria a de todo mundo, qdo tiver mais acordada, re-leio.
agosto 19th, 2009 at 12:48
CHIASROSCURO ? Que eu saiba o nome do cd é CHIAROSCURO muito bom por sinal.
agosto 19th, 2009 at 12:59
Tá não concordo com você, o disco tá bom e original, não bvejo comparações a se fazer com outrostipos de sons deoutras bandas, e na maioria do público da pitty não ouve Nx zero, você foi um tanto equivocado nesse seu comentário!
agosto 19th, 2009 at 12:59
Sou muito fã da Pitty, achei o Chiaroscuro muito bem trabalhado, ela foi feliz ao resgatar vários estilos musicais como influência, foi feliz ao citar referências literárias, mas ela se baseou tanto em tanta coisa que acabou saindo um disco de auto-conhecimento.Claro,esse era o intuito,afinal, é claro-escuro, doce-azedo,mas é um turbilhão de emoções,as músicas em si são boas, mas a sequência do cd ficou muito estranha.E também músicas sobre auto-conhecimento é o q mais tem hoje em dia, e o que ela fez não foi nada inovador….mas ainda gosto muito da banda….
agosto 19th, 2009 at 13:04
Hum… você foi obrigado a escrever essa crítica? È o que tá gritando.
Não passou verdade nem conhecimento de causa… você realmente ouviu o chip novo? Depois o Anacrônico… e agora, 4 anos depois, o Chiaroscuro?
Qualquer leigo, que ouve na sequencia os tres albuns percebem uma evolução fudida musicalmente… nos arranjos, que estão bem mais cuidados… nos novos ritmos experimentados, principalmente neste ultimo album. Uma mudança BRUTAL no estilo, letras densas e mais maduras… menos guitarra, menos peso… mais ritmo, e na minha opiniao mais rock. O que p/ uns podem significar uma mudança negativa, já pra outros, positiva.
Agora falar que permanece a mesma coisa, é totalmente um equívoco.
Fazer uma resenha do cd, e deixar passar “8 ou 80″ com todas suas influências… o tango de “Água contida”…. dentre outros diversos fatores, tira totalmente sua credibilidade.
Ouça novamente o cd… algumas vezes… leia…. busque informações… veja as influências…. e tente novamente.
agosto 19th, 2009 at 13:24
Nossa, quem escreveu isso entende de musica?
Anacronico de Chiaroscuro são totalmente diferentes, o disco novo vem cheio de coisas novas diferentes do que a Pitty vinha fazendo.
Chiaroscuro é lindo
agosto 19th, 2009 at 13:50
Muito inteligente o texto e inclusive o comentário sobre os festivais. A turma do DoSol ou não entendeu lhufas ou foi muito corajosa em copiar o post do outro blog.
agosto 19th, 2009 at 14:32
Gostei, bastante inteligente a análise, principalmente a parte que fala dos festivais. Ou a turma do DO SOL não entendeu nada ou teve muita coragem em copiar o texto do outro blog
agosto 19th, 2009 at 14:33
porque não odpe comentar?????
agosto 19th, 2009 at 16:33
Aonde Pitty tem 20 anos? Eu acho que a pessoa que fez essa resenha poderia pesquisar melhor sobre Pitty A banda e sobre Pitty a cantora também!
O disco está otiimo.
agosto 19th, 2009 at 20:01
Crítica mal elaborada, não da pra saber se você gostou ou não, comparações sem ligação alguma. Já li melhores, acho o disco muito bom, superior em termos de letras e tecnica com os instrumentos, mas nao tem a pegada pesada do Anacrônico, ou seja , a banda não continuou nem nunca esteve na mesma.
agosto 19th, 2009 at 23:34
desculpem a demora em liberar os comentários, passei o dia na rua. O texto é do bruno nogueira, parceiro de conteúdo aqui do dosol…
agosto 20th, 2009 at 20:32
A Pitty fez um cd muito bem produzido, aplaudo essa nova fase dela e da banda em si… estava na hora de evoluir musicalmente! o pessoal fala que o cd não está tão rock, mas pra mim continua a ser rock, rock não é só som pesadão, é intensidade com o que você o faz. Espero logo ver a turnê desse cd… que venha Pitty !
abs,
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=6834639
Fc Pitty Natal-RN.
outubro 18th, 2009 at 0:43
esse cara nao sabe oq diz…….se ela mudou um poko o estilo do cd é
pq ela axou necessario…e outra……o cd é boum de todo jeito
ele nao soube expressar mas na verdade ele é um grande fã
e axa a PITTY FODA