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	<title>DoSol &#187; Editorial</title>
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	<description>Produtora, Selo, Rock Bar, Estúdio</description>
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		<title>DoSol</title>
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	<itunes:author>DoSol</itunes:author>
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		<title>ARTIGO: O CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA PRECISA CONTINUAR</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2011/06/artigo-o-circuito-cultural-ribeira-precisa-continuar/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 12:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[DOSOL 10 ANOS]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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Por Foca
Passadas quatro edições do Circuito Cultural Ribeira é hora de olhar para trás e fazer uma análise sobre o projeto e levantar uma discussão muito mais profunda sobre o contexto em que ele se realiza.
Analisar os números que o Circuito Cultural Ribeira atingiu em um pouco mais de quatro meses de realização, é quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/ducircuito.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20603" title="ducircuito" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/ducircuito.jpg" alt="" width="419" height="409" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Passadas quatro edições do <strong>Circuito Cultural Ribeira</strong> é hora de olhar para trás e fazer uma análise sobre o projeto e levantar uma discussão muito mais profunda sobre o contexto em que ele se realiza.</p>
<p>Analisar os números que o Circuito Cultural Ribeira atingiu em um pouco mais de quatro meses de realização, é quase assustador para os padrões do bairro. Basta dizer que quase 30.000 pessoas passaram por lá até agora, por si só uma mostra do que somos capazes de movimentar. Lembrem-se, a programação que oferecemos é gratuita e tem todo um conceito de diversidade e vanguarda embutido num pacote de formação de público e de sensibilização do poder público para essas atividades.</p>
<p>Seria fácil reunir esse número no show de Natal da Simone ou numa apresentação de algum “forró de plástico”. O caminho mais fácil não nos interessa e nunca interessou. Só deixaremos de andar na contramão quando a cultura for prioridade, observada pelo poder público e pela população no geral como um elemento de fortíssimo apelo educacional. Uma viga robusta de transformação em todos os sentidos. Nós mesmos somos prova dessa transformação e queremos replicá-la.</p>
<p>Dito isso, é importante que todo mundo saiba o quanto é difícil realizar um projeto como esse. Passamos quase dois anos preparando o terreno para essa construção. Juntos, Casa da Ribeira e Dosol bateram em muitas portas para tentar viabilizar minimamente a atividade. O programa Conexão Vivo acreditou na ideia e nos deu o suporte inicial para que déssemos os primeiros passos da iniciativa através da Lei Câmara Cascudo. Aporte que só vai durar até o mês que vem.</p>
<p>Num misto de teimosia e loucura, levaremos a atividade até Outubro praticamente com verba própria. Investimento na nossa casa, no nosso bairro e na nossa cidade. Os estabelecimentos culturais que estão conosco apostando no projeto, também estão ajudando nesta construção. Uma vitória jamais vista na longa história cultural que a Ribeira insiste em nos contar todos os dias. Pena que nem todos consigam fazer essa leitura.</p>
<p>O fato é que o Circuito Cultural Ribeira se tornou uma espécie de grito espontâneo da classe artística pelo bairro e que precisa de uma resposta a altura das mais variadas áreas da política cultural estatal. Seria uma afronta para classe, por exemplo, chegarmos ao final do ano e ver a extensa programação do Natal em Natal acontecendo em estádios e carnavais fora de época, quando a real e sólida atividade cultural da cidade acontece durante o ano inteiro em “outro lugar”.</p>
<p>Só pedimos mesmo que cada um faça a sua parte. Temos certeza absoluta certeza que estamos fazendo a nossa. Dosol e Casa da Ribeira estão completando dez anos de atividade. O que significa dizer que nem “entramos” para cultura hoje e nem “sairemos” da cultura amanhã. Temos muito trabalho pela frente nessa guerra e queremos mais guerreiros e cavalos de batalha para vencê-la.</p>
<p>Não sabemos até quando conseguiremos ter força para manter a chama do Circuito Cultural Ribeira iluminando o bairro como tem sido feito durante todo o primeiro semestre. Não somos o estado, não ditamos as regras e os trâmites da verba pública, não colocamos policiamento de prontidão, não limpamos as ruas e nem temos o poder absoluto de estruturar um bairro como a Ribeira. Como cidadãos e agentes culturais temos fôlego para gritos coletivos, mas já dá para perceber que o caldo está engrossando e que podemos fazer a diferença.</p>
<p>Para você que de alguma maneira participou do Circuito Cultural Ribeira até agora, o nosso muito obrigado. O bairro cultural da cidade agradece. Vamos em frente!</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: 2011, O ANO EM QUE DOSOL FAZ DEZ ANOS DE MÚSICA!</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 10:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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Foto: Superguidis no Festival Dosol 2010
O ano de 2010 chegou ao fim e nele tivemos nossa melhor performance como combo cultural em nossa curta história. 2010 vai ser lembrado pelo Dosol como o ano em que as ações se afinaram e deram resultados juntas, cada uma do seu jeito.
Tivemos um ano incrível pro Festival Dosol. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/super.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-17087" title="super" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/super-448x298.jpg" alt="super" width="448" height="298" /></a><br />
<em>Foto: Superguidis no Festival Dosol 2010</em></p>
<p>O ano de 2010 chegou ao fim e nele tivemos nossa melhor performance como combo cultural em nossa curta história. 2010 vai ser lembrado pelo <strong>Dosol </strong>como o ano em que as ações se afinaram e deram resultados juntas, cada uma do seu jeito.</p>
<p>Tivemos um ano incrível pro <strong>Festival Dosol</strong>. Excelente captação, expansão de atuação, quase 70 artistas e o mais importante, praticamente lotação de todas as datas pelo público potiguar e de outros estados próximos. O <strong>Centro Cultural Dosol</strong> também teve um ano muito positivo. A taxa de ocupação do espaço aumentou em 20% e a média de público subiu 25% com relação a 2009. O mais legal disso tudo é perceber uma enorme renovação de público e de produtores que atuam no espaço.</p>
<p>Nosso processo de difusão de música, o maior foco do nosso trabalho como empreendedores de cultura, foi o que mais avançou em 2010. Consolidamos o nosso horário da TV com o <strong>DosolTv</strong> no Nominuto, sempre no ar às 11h do sábado com meia hora de música nova. Tivemos o tão sonhado espaço em rádio afinado com a <strong>Universitária FM</strong> que nos proporciona falar à população todas as noites de 20h às 22h através da 88.9. Um grande salto de difusão e confiança empregados a serviço da música nova brasileira e potiguar.</p>
<p>Para 2011 os planos são ainda maiores. Estamos comemornado 10 anos de atividades com música e estamos trabalhando para que possamos ampliar mais ainda o que já estamos fazendo. Nossas metsa e planos de atuação são os seguintes:</p>
<p><em>1) Aumentar em mais 20% a taxa de ocupação do Centro Cultural Dosol com programação variada e interessante aos mais diferentes públicos da música.</em></p>
<p><em>2) Promover uma ocupação do bairro da Ribeira através de artes integradas. Em parceira com a Casa da Ribeira já começamos a projetar o Circuito Cultural da Ribeira que vai ter sua primeira etapa realizada durante o carnaval de 2011.</em></p>
<p><em>3) Colocar em estúdio através de parceiras e projetos, artistas potiguares com potencial para circulação e difusão.</em></p>
<p><em>4) Documentar em vídeo e áudio a cena potiguar, sua movimentação e eventos. Já temos marcados os lançamentos dos DVD do Festival Dosol 2009 e 2010 para março e maio de 2011.</em></p>
<p><em>4) Lançar um livro através da parceria com os jovens Escribas que vai contar a história dos 10 anos do Dosol.</em></p>
<p><em>5) Expandir as atividades do Festival Dosol para outros municípios do RN através de parceiras público-privadas e aumentar consequentemente o número de dias do evento (em 2010 foram 11 dias, em 2011 queremos 15).</em></p>
<p>Vamos ao trabalho.</p>
<p>Desejamos um ano cheio de saúde e realizações para vocês e contamos com a presença de todos nas atividades que vão comemorar os 10 anos de atividade do Dosol em prol da música. 2011 vai ser divertido, podem nos cobrar!</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: A CULTURA POTIGUAR QUE DÁ CERTO!</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 11:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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Valéria Oliveira na Casa da Ribeira, por Luís Gadelha
Por Foca
Antes de mais nada quero deixar claro que esse editorial é para comemorar vitórias. Como não se empolgar com o que vimos e ouvimos nos últimos vinte dias na cidade? Para começar vamos lamber a própria cria: que edição magistral do Festival Dosol tivemos hein? Foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/valéria.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16896" title="valéria" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/valéria-448x297.jpg" alt="valéria" width="448" height="297" /></a><br />
<em>Valéria Oliveira na Casa da Ribeira, por Luís Gadelha</em></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Antes de mais nada quero deixar claro que esse editorial é para comemorar vitórias. Como não se empolgar com o que vimos e ouvimos nos últimos vinte dias na cidade? Para começar vamos lamber a própria cria: que edição magistral do <strong>Festival Dosol</strong> tivemos hein? Foram mais de 8.000 pessoas em todas as atividades, artistas inspirados, shows épicos, ótima estrutura em todos os palcos, novos parceiros, novas amizades e relevância cultural no nível máximo.</p>
<p>64 shows foram oferecidos, mais da metade gratuitos e todos com ótima repercussão. Pium, o nosso palco mais distante, surpreendeu com quase 1.500 pessoas nos dois dias por lá e com a comunidade participando em peso das atividades. Vai ser difícil fazer melhor, mas é uma meta boa a ser batida para as próximas edições.</p>
<p>Nem bem me recuperei da maratona de shows do <strong>Festival Dosol</strong> e voltei ao palco da Casa da Ribeira para assistir o show &#8220;No Ar&#8221; de <strong>Valéria Oliveira</strong>. Por lá só comprovei o que muita gente já sabe: Valéria não só é uma das maiores cantoras potiguares de todos os tempos como é hoje uma das melhores vozes do Brasil. Some-se a isso a extrema competência da sua produtora <strong>Monica Mac Dowell</strong>, sua equipe técnica, a monstruosidade virtuosa de <strong>Rogério Pitomba</strong>, <strong>Jubileu </strong>e <strong>Paulo Milton</strong> e aos já consagrados <strong>Eduardo Pinheiro</strong> e <strong>Wilberto Amaral</strong> (ambos do Megafone) dando show de som e vídeo.</p>
<p>Esse povo junto, concebeu um espetáculo musical irretocável. Realçando o que de melhor os artistas tinham para oferecer e deixando a Casa da Ribeira (lotada) incrédula.</p>
<p>Toca o telefone e um amigo fala do outro lado da linha: &#8211; Foca, gostaria muito que vocês viessem ver nossa estréia. <strong>Marco França</strong>, sublime tecladista e um dos maiores músicos dessa cidade. Lembro muito bem nos idos de 97 a gente brincando no estúdio, ele fazendo graça, usando o teclado para sonorizar a traquinagem. Lembro de ter dito: Marco, vá fazer teatro, você leva jeito. Parecia o prenúncio do que estaria por vir.</p>
<p>É 2010 e aqui estamos. Fiz minha primeira visita ao barracão dos <strong>Clowns de Shakespeare</strong>, casa de um dos maiores grupos de teatro do Brasil. Maior não só pelo que leva ao palco, mas pela seriedade e luta com que colocam a coisa para funcionar. Expediente diário de 14h às 20h, muito estudo, entendimento do funcionamento das leis de incentivo, editais e do mercado e , principalmente, excelência artística comprovada com a magistral apresentação do seu mais novo espetáculo, uma adaptação livre de<strong> Ricardo III</strong>.</p>
<p>O que me deixa mais feliz é saber que em algum momento dessa história toda <strong>Dosol</strong>, <strong>Valéria Oliveira</strong> e<strong> Clowns de Shakespeare</strong> se encontram mesmo que por caminhos totalmente diferentes. Nos deparamos com uma admiração mútua, sabendo replicar o que cada um tem de bom e construindo uma estrada sólida para a cultural potiguar. Estamos trilhando caminhos (muitas vezes) virgens, sem deixar que as &#8220;daninhas&#8221; culturais fechem nossa trilha para que mais gente possa passar. E é bom saber que além de nós, tem muitos outros agentes culturais nesta mesma estrada.</p>
<p>Os governos, fundações e atividades estatatais são importantes e servem para criar um ambiente menos ofensivo para que bons projetos culturais se estabeleçam, mas nunca podemos deixar que o nosso suor e trabalho esteja atrelado aos ventos incertos dos gestores. Façamos a nossa parte, que o resultado (e o reconhecimento) aparecem. Assim como muitas outras, essas são só algumas provas da cultura potiguar que dá certo. Nos vemos por aí.</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: UM PRATO QUENTE SERVIDO À CULTURA POTIGUAR!</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 08:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[FESTIVAL DOSOL 2010]]></category>
		<category><![CDATA[FESTIVAL DOSOL]]></category>

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Para muitos, principalmente para aqueles mais iniciados na música independente, hoje é como se fosse primeiro dia de carnaval. Euforia, ansiedade, expectativa de diversão elevada a décima potência. Não é para menos, em 2010 na sua sétima edição, estamos fazendo um Festival Dosol realmente diferente e muito, mas muito eclético.
Por si só as bandas já  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/Lona_460x250_palco_opcao_021.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16630" title="Lona_460x250_palco_opcao_02" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/Lona_460x250_palco_opcao_021-447x243.jpg" alt="Lona_460x250_palco_opcao_02" width="447" height="243" /></a></p>
<p>Para muitos, principalmente para aqueles mais iniciados na música independente, hoje é como se fosse primeiro dia de carnaval. Euforia, ansiedade, expectativa de diversão elevada a décima potência. Não é para menos, em 2010 na sua sétima edição, estamos fazendo um <strong>Festival Dosol </strong>realmente diferente e muito, mas muito eclético.</p>
<p>Por si só as bandas já  garantem um ótimo programa para qualquer pessoa fã de música na cidade (independente do estilo que curta), mas a importância do Festival Dosol não mora na sua mostra ou no que é oferecido de conteúdo pro público. Na real, o festival é a mola mestra de uma iniciativa que precisa do sucesso de cada edição para continuar crescendo e ele só depende de vocês, o público.</p>
<p>Três das nossas maiores empreitadas de formação de público para a nova música em Natal passa diretamente pela visibilidade que o <strong>Festival Dosol</strong> alcançou nos últimos tempos. O <strong>Centro Cultural Dosol</strong>, nosso tão amado espaço diário de shows e hoje o maior celeiro de novos músicos da cidade (independente do estilo, muita gente dá seus primeiros acordes ali) hoje só está de pé porque resolvemos inclui-lo no orçamento final do Festival Dosol.</p>
<p>Em 2008, com a divulgação do DVD do festival daquele ano, conseguimos cavar um espaço importante e hoje consolidado na TV local. O <strong>DOSOLTV</strong> também é fruto do network que estabelecemos com a direção da <strong>TV Nominuto</strong>, graças ao Festival Dosol.</p>
<p>Neste ano, o <strong>Festival Dosol </strong>nos colocou de cara pro gol na <strong>Universitária FM</strong>, o que acabou criando um ambiente de relacionamento e confiança culminando com a nossa entrada a frente da programação noturna da rádio. Todos sabem da importância de se tocar na rádio para que a difusão de novos  artistas se consolide.</p>
<p>Hoje, é com enorme felicidade que abrimos a programação de 2010 com um show dentro da nossa casa, no nosso espaço e com nossos colaboradores. Graças a <strong>Oi</strong>, <strong>Petrobras </strong>e <strong>Praia Mar Hotel</strong> chegamos finalmente a mais uma edição do <strong>Festival Dosol</strong>, de agora em diante é só compromisso com a música e diversão, um prato quente servido à cultura potiguar. Estejam servidos!</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: PORQUE AS LEIS DE INCENTIVO E OS EDITAIS SÃO TÃO IMPORTANTES?</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 11:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[FESTIVAL DOSOL 2010]]></category>

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Foto: Jane Fonda no Festival Dosol 2005 &#8211; Foto por Nicolas Gomes

Por Foca

Ontem dei uma entrevista pro Novo Jornal (Natal/RN) com enfoque na minha carreira de produtor e músico numa espécie de perfil. Lá pelas tantas a jornalista que me entrevistava perguntou sobre o processo de distribuição de verba pública para projetos, e as questões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/janefonda1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16582" title="janefonda" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/janefonda1-448x297.jpg" alt="janefonda" width="448" height="297" /></a><br />
<em>Foto: Jane Fonda no Festival Dosol 2005 &#8211; Foto por Nicolas Gomes<br />
</em></p>
<p><em><strong>Por Foca</strong><br />
</em></p>
<p>Ontem dei uma entrevista pro <strong>Novo Jornal</strong> (Natal/RN) com enfoque na minha carreira de produtor e músico numa espécie de perfil. Lá pelas tantas a jornalista que me entrevistava perguntou sobre o processo de distribuição de verba pública para projetos, e as questões que os envolvem: leis de incentivo, editais, patrocínios e afins.</p>
<p>Rapidamente parei para refletir e analisar esse processo dentro do Dosol e detectamos algumas coisas que eu gostaria de dividir com vocês. Lembro que em 2001, no nosso primeiro ano de existência como Dosol, tentar um patrocínio era algo inglório e injusto. Invariavelmente para se conseguir um apoio público era preciso ter trânsito com os gabinetes, conhecer os gestores e ter bom relacionamento com eles. Ou seja, era preciso usar de influência para que alguém apoiasse um projeto. Todo esse processo era feito às escuras, sem prestações de contas, sem licitações e com muitas interrogações.</p>
<p>Nunca fomos patrocinados ou apoiados dessa forma uma única vez, mas nem por isso deixamos de acreditar no potencial e no foco do nosso trabalho. Vamos pular quase dez anos e chegar em 2010. O que mudou de lá para cá? A corrupção e o tráfico de influências acabaram? Não. Mas diminuiram bastante porque hoje a realidade e a pressão pública são outras.</p>
<p>Nesse período, as leis de incentivo à cultura se solidificaram, passaram a ter uma papel fundamental para quem promove ações culturais com pouco apelo de público (memória e vanguarda) e aos poucos vem consolidando um espaço que passou quase 15 anos para ser construído e que tem relação direta com a democracia e o mérito. Hoje um projeto cultural realmente relevante e bem gerido tem reais possibilidades de conseguir um apoio graças aos editais e leis de incentivo.</p>
<p>Ainda há distorções, claro. Ainda existem no mercado produtores sanguessugas que caçam oportunidades com projetos fantasmas que nunca saíram do papel esperando dinheiro público para realizar ações (normalmente mal feitas), assim como alguns marqueteiros que usam as leis visando apenas a exposição de sua marca, sem levar em consideração o conteúdo cultural dos projetos.</p>
<p>Os bons projetos são aqueles que tem foco e ação, são aqueles que tem clipping, que são colocados na rua independente de patrocinadores e que mostram mérito para que cresçam, tenham visibilidade e aí sim, consigam apoios mais sólidos. Boas idéias e realizações não precisam começar grandes e espalhafatosas. Às vezes um pequeno núcleo de ação gera resultados fantásticos mesmo com pouco ou nenhum dinheiro.</p>
<p>O Festival Dosol deste ano ganhou dois editais de duas super-empresas: a Oi, gigante de telefonia e da Petrobras, que dispensa qualquer apresentação. Foram quase 10 anos criando um ambiente de interesse e relevância cultural para chegar nessas vitórias e mesmo assim não há garantias de que continuaremos sendo patrocinados caso nosso projeto perca relevância.</p>
<p>O que pouca gente sabe é que participamos de quase cinquenta editais para sermos comtemplados em dois, ou seja, é muito trabalho, muito estudo e muita dedicação para que as coisas comecem a dar certo. Isso não é nenhuma novidade para qualquer profissão (ou não deveria ser).</p>
<p>Mesmo com anomalias, as leis de incentivos e os editais são instrumentos essencialmente democráticos e devemos trabalhar para que eles continuem existindo e melhorando. Vamos em frente!</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: UM RAMONE NO MEU SHOW</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 11:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[FESTIVAL DOSOL 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Foca
Com esta primeira semana de outubro começando fica ainda mais próxima a edição de 2010 do Festival Dosol, nossa maior movimentação anual em termos de música e cultura. Todos os anos é um verdadeiro dilema montar o lineup, convidar as bandas e negociar. É a parte mais complicada da história e também a mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/marky.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13779" title="marky" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/marky-448x448.jpg" alt="marky" width="448" height="448" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Com esta primeira semana de outubro começando fica ainda mais próxima a edição de 2010 do <strong>Festival Dosol</strong>, nossa maior movimentação anual em termos de música e cultura. Todos os anos é um verdadeiro dilema montar o lineup, convidar as bandas e negociar. É a parte mais complicada da história e também a mais cara (só esse ano quase 120.000,00 do orçamento do festival, serão gastos diretamente com bandas).</p>
<p>Nessa equação maluca de todos os anos sempre sobra sonhar com aquela banda que você curte ou elocubrar sobre algo perto do impossível, mas que só quem tenta consegue realizar. Foi assim que terminou o Festival Dosol 2005 que sonhei em trazer pelo menos um dos Ramones à Natal numa edição do evento.</p>
<p>Em 2006, com uma boa captação, já ficamos em cima do projeto e mandamos vários emails. Conseguimos fechar com o Marky Ramone, na época junto com os Intruders mas infelizmente não conseguimos bater o martelo 100% do projeto e a data de Natal rumou para Curitiba. Fiquei abalado, engoli o choro mas não desisti da ideia.</p>
<p>Passaram-se os anos e o Festival Dosol aumentou em conteúdo. Formamos uma equipe vencedora e que tem muita interação com a cena do estado. Conseguimos no decorrer dos anos crescer organizadamente e fazer um evento sólido, sem afetação e quase sempre com as bandas que queríamos. Nossa relação internacional aumentou muito culminando com a vinda de artistas como as <strong>The Donnas</strong> (EUA), <strong>Vivisick </strong>(Japão),  <strong>Danko Jones</strong> (Canadá), entre outros. Era a hora certa de tentar um novo bote e conseguir que um <strong>Ramone </strong>estivesse no meu show.</p>
<p>De novo mandamos emails, potencializamos alguns contatos e sugerimos o nome do <strong>Marky Ramone </strong>novamente para tocar no Dosol. Dessa vez a coisa foi diferente, em menos de uma semana a nossa resposta foi afirmativa e finalmente Natal vai poder ver ao vivo uma das maiores lendas vivas do rock mundial (pelo menos para mim).</p>
<p>Dizem que você consegue falar com qualquer pessoa do mundo  por intermédio de cinco pessoas. Eu conheço você, que conhece um americano, que conheceu um roadie que conhece um produtor que fez o disco dos Ramones. Acredito nisso e acredito em trabalho para ver nossos sonhos se realizarem. Tente você também!</p>
<p>Te esperamos no<strong> Festival Dosol</strong>, até a próxima!</p>
<p><object width="470" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YV6LI9uXDJ4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YV6LI9uXDJ4?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="470" height="300"></embed></object></p>
<p><object width="470" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nN8WYCiCN78?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/nN8WYCiCN78?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="470" height="300"></embed></object></p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: COM A PALAVRA OS CANDIDATOS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/09/editorial-dosol-com-a-palavra-os-candidatos/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 12:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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Por Foca
Ontem aconteceu na Casa da Ribeira o primeiro debate entre candidatos a governador do RN focado totalmente em cultura. Por si só uma vitória da classe, novamente encabeçada por inciativas individuais e inquietas de quem quer ver mudanças. E como precisamos de mudanças, né?
Iberê deixou clara sua proposta para cultura quando desdenhou o convite. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/debate-01.JPG"><img class="alignnone size-medium wp-image-16253" title="debate 01" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/debate-01-448x336.jpg" alt="debate 01" width="448" height="336" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Ontem aconteceu na <strong>Casa da Ribeira</strong> o primeiro debate entre candidatos a governador do RN focado totalmente em cultura. Por si só uma vitória da classe, novamente encabeçada por inciativas individuais e inquietas de quem quer ver mudanças. E como precisamos de mudanças, né?</p>
<p><strong>Iberê </strong>deixou clara sua proposta para cultura quando desdenhou o convite. Nenhuma. Os outros dois candidatos foram, levaram a atividade de forma bem humorada, séria e sem ataques de ambos os lados. O público também se comportou bem e a condução dos trabalhos se deu no sentido de evitar as tradicionais ladainhas e lamentos tão comuns a esse tipo de encontro. Isso foi massa!</p>
<p>Fui um dos convidados a perguntar e quis saber sobre dotação orçamentária. Um ponto que hoje é o principal problema para as políticas públicas de cultura no estado. Estamos cercados de produtores e pensadores de cultura de excelente nível, capazes de construir rapidamente um plano de atividades. Isso todo mundo está careca de saber. O problema é que sem regulamentação, dotação fixa, dinheiro previsto em leis, tudo não passará de ilusão ou de boa vontade do governador que lá estiver.</p>
<p>Tudo começa com as tais garantias de investimento. Acabaram de aprovar uma para a Copa de 2014. Deveriam aprovar uma garantia igual para cultura há 30 anos e ainda não temos nada a respeito.</p>
<p>Sobre o assunto, a senadora <strong>Rosalba </strong>respondeu que pretende colocar em vigor um super fundo estadual de cultura, regulamentado através de ICMS e que seria fixo em 1% da arredação. Isso injetaria na área cultural do estado um investimento direto de, no minímo, trinta milhões de reais ano, sem dúvida um número relevante. O problema todo é que essa promessa tem cara de discurso pré-eleitoral, até porque todo mundo sabe que o montante é alto e que o governo precisará da assembléia para fazê-lo. Sinceramente, ficarei muito surpreso positivamente se isso acontecer, mas tenho minhas dúvidas.</p>
<p>O ex-prefeito <strong>Carlos Eduardo</strong> também citou contidamente a regulamentação do Fundo Estadual de Cultura. Esquivou-se de números e também jogou a responsabilidade para a assembléia. Demonstrou ter um pouco mais de solidez no que diz respeito a um programa de governo voltado para cultura (que foi um dos carros chefes da sua administração como prefeito de Natal, muito pela competência de Dácio Galvão) apresentando um projeto de criação da tão sonhada Secretaria Estadual de Cultura com dotação orçamentária própria (e gorda segundo ele), transformando a <strong>Fundação José Augusto</strong> num agente fomentador de parcerias para a área.</p>
<p>O candidato também anunciou que pretende fazer um Plano Estadual de Cultura através de convocação de artistas, produtores e demais agentes da cadeia produtiva cultural do estado.</p>
<p>Chego a conclusão de que os dois candidatos tem sim uma paquera pela área cultural, comprovada em governos anteriores, o que nos dá um alento mínimo de esperança (e mudança). Agora uma coisa é certa, o que precisamos fazer em qualquer caso é garantir que as promessas virem realidade. Temos chance, usaremos as plataformas que estão aí e vamos em frente.</p>
<p>Pressionar para o governo ceder. Essa é a meta!</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: O MEU NATAL EM NATAL</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/07/editorial-dosol-o-meu-natal-em-natal/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 11:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[natal em natal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Foca
Ontem estive presente numa mesa redonda dentro da programação do SBPC. Por lá estavam outros produtores culturais da cidade além de uma platéia atenta para discutir os rumos da cultura independente em Natal. No meio do debate iniciei uma reflexão sobre aquele que pode ser o maior período cultural e festivo da cidade: o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/natal-em-natal.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-15247" title="natal em natal" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/natal-em-natal-448x300.jpg" alt="natal em natal" width="448" height="300" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Ontem estive presente numa mesa redonda dentro da programação do <strong>SBPC</strong>. Por lá estavam outros produtores culturais da cidade além de uma platéia atenta para discutir os rumos da cultura independente em Natal. No meio do debate iniciei uma reflexão sobre aquele que pode ser o maior período cultural e festivo da cidade: o Natal em Natal.</p>
<p>Eu digo que pode ser, porque de fato ainda estamos longe de ter um evento que faça parte dos planos turísticos das pessoas de outras cidades. Comparando com ações culturais que participei tocando ou cobrindo esse ano, caso da <strong>Virada Cultural de São Paulo</strong>, <strong>Festival de Inverno de Garanhuns</strong> ou o<strong> Carnaval de Recife e Olinda</strong> chega a ser pífia intenção da prefeitura em tornar o mês de dezembro atrativo em termos culturais.</p>
<p>Isso só acontece porque a prefeitura age como se fosse dona do evento, produtora das ações e responsável direta pelo resultado dela. Alô gestores, vamos acordar. Eventos grandiosos são aqueles em que a comunidade abraça como dela, que a iniciativa privada enxerga possibilidade de lucrar, que o cidadão se sinta participando e opinando. Resumindo o papo: <strong>o Natal em Natal precisa ser das pessoas e não dos governos.</strong></p>
<p>O <strong>Carnatal</strong>, um dos maiores eventos populares da cidade, só é popular como é porque as pessoas não vêem seus organizadores como donos absolutos do projeto, não tenho a conta mas acredito que nem 10% da população sabe que quem promove o evento é a Destaque Produções. Cada bloco tem suas responsabilidades, cada camarote tem sua meta própria, a prefeitura e o  governo  preparam a rua e incentivam no que é necessário, os hotéis fazem divulgação adicional e a população vai brincar ao som do que a maioria gosta. Pagando ou de graça! Um exemplo de sucesso em que a população abraçou o projeto como dela (sem fazer juízo de valor ou de gosto pessoal). Lógico que o Carnatal tem suas distorções, atrapalha a vida de um monte de gente ao redor da festa e poderia evoluir também.</p>
<p>Dito isso, acabei me pegando fazendo uma análise como seria o meu Natal em Natal e que modelo utilizaria para realizá-lo. Segue passo-a-passo as ações:</p>
<p>1) Pediria aos orgãos de turismo, saúde, educação e cultura envolvimento no projeto com verba direta direcionada ao evento. Estipularia com antecedência qual o montante de dinheiro público teria para o investimento nas ações do mês inteiro. Somaria todas as esferas, municipal, estadual e federal numa coisa só, custurando politicamente a ação;</p>
<p>2) Com a verba estipulada pediria um estudo de todos os centro culturais, teatros, casas de show, eventos, festas populares e festas religiosas que ficam abertas em dezembro e financiaria parte da programação economizando estrutura física de som e luz. Espalharia ações em toda a cidade;</p>
<p>3) Contactaria a classe de produtores culturais da cidade através de edital (ou coisa parecida) para que fossem propostos palcos, ações, espetáculos de ocupação da cidade durante o  Natal em Natal. Passaria a responsabilidade de cada ação para os projetos aprovados e fiscalizaria a realização de todos eles. Deixaria também que esses projetos tivessem autonomia para captação de recursos diretos;</p>
<p>4) Realizaria o Auto de Natal em forma de oficina fixa de teatro, agregada ao Departamento de Artes da UFRN e do NAC;</p>
<p>5) Procuraria Sescs, Sebrae, Fiern, entre outras siglas para propor programação adicional, oficinas, palestras, workshops e ações do tipo;</p>
<p>Acredito que essa descentralização de ações, divisão de responsabilidades, ecletismo de propostas e envolvimento maior da comunidade traria para Natal uma movimentação que despertaria interesse nos turistas e nas pessoas da própria cidade e faria com que o nosso tão sonhado evento de fim de ano se tornasse realmente relevante como a cidade merece. Sem contar que  a roda da economia da cultura municipal giraria de maneira positiva e responsável.</p>
<p>Do jeito que está o Natal em Natal ninguém ganha. A prefeitura é criticada sempre pelo lineup ou condução das ações, a cidade não recebe o evento como deveria receber e a economia não se beneficia como poderia. Tem gente ligada a parte cultural da cidade até propondo um boicote aos festejos do fim de ano (como se a responsabilidade de propor uma mudança não fosse nossa já que o dinheiro público financia o evento). Porque não dividir as responsabilidades e os resultados?</p>
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		<title>EDITORIAL DOSOL: DIA MUNDIAL DO ROCK DO DOSOL VAI SER DE SEGUNDA A SEGUNDA</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 09:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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Por Foca
Hoje é o Dia Mundial do Rock, convenção para comemorar o estilo de música mais apaixonante do mundo. Já acordei com uma frase de uma adolescente no meu twitter com os seguinets dizeres: Foca, seu filho da puta, cadê o show do Dia Mundial do Rock? O fogo adolescente e a rebeldia concentrada e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/dia-do-rock.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-15024" title="dia do rock" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/dia-do-rock-448x672.jpg" alt="dia do rock" width="448" height="672" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Hoje é o <strong>Dia Mundial do Rock</strong>, convenção para comemorar o estilo de música mais apaixonante do mundo. Já acordei com uma frase de uma adolescente no meu twitter com os seguinets dizeres: <strong>Foca, seu filho da puta, cadê o show do Dia Mundial do Rock?</strong> O fogo adolescente e a rebeldia concentrada e desocupada de uma garota como essa é que geraram mais a frente artistas do calibre de Robert Plant, Kurt Cobain, Jimmy Hendrix, entre outros gênios da música no mundo e que deram ( e ainda dão) a vida pelo rock.</p>
<p>Não usaremos a data do Dia Mundial do Rock para comemorar com shows, como fizemos nos últimos anos. Os motivos a maioria já sabe porque divulgamos amplamente através de <a href="http://www.dosol.com.br/2010/07/01/carta-aberta-silencio-no-dia-mundial-do-rock-2010/" target="_blank">carta aberta alguns fatos</a>. Mesmo que já resolvido, não tivemos tempo de preparar alguma movimentação extra, porque as movimentações diárias vocês vêem todos os dias através de vídeos, shows, eventos, workshops e diversas atividades que fazemos nos quase dez anos em que o <strong>Dosol </strong>existe.</p>
<p>Mesmo médico, publicitário, dentista, administrador ou advogado não deixe o rock desaparecer dentro de suas almas, ele as vezes e a última fronteira da rebeldia que sobra em nós e precisamos de um pouco  dessa energia para viver. Deixem o rock salvar suas almas de novo!</p>
<p>Cibele, adolescente desbocada do twitter, dedico esse Dia Mundial do Rock a você.</p>
<p>Grande abraço.</p>
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		<title>OPINIÃO: NÃO TEM PREÇO</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/06/opiniao-nao-tem-preco/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 16:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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NÃO TEM PREÇO
Ana morena, baixista do Camarones Orquestra Guitarrística analisa  tour da banda e comenta o que viu por aí Brasil afora.
Quando eu tinha quinze anos, banda de rock tocava em estruturas  pífias, normalmente em lugares abandonados ou na casa de alguém, para  públicos mínimos, de forma totalmente underground, sem organização e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/anamorena-bragança.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13967" title="anamorena bragança" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/anamorena-bragança-448x669.jpg" alt="anamorena bragança" width="448" height="669" /></a></p>
<p><strong>NÃO TEM PREÇO</strong></p>
<p><em>Ana morena, baixista do Camarones Orquestra Guitarrística analisa  tour da banda e comenta o que viu por aí Brasil afora.</em></p>
<p>Quando eu tinha quinze anos, banda de rock tocava em estruturas  pífias, normalmente em lugares abandonados ou na casa de alguém, para  públicos mínimos, de forma totalmente underground, sem organização e  feita na raça de uns dois ou três corajosos que agilizavam em suas  cidades. Era um show de banda “underground” por mês. Em Natal, cidade  onde moro, era até pior. Esperávamos e preparávamos um show, um  showzinho com cinco bandas, sendo um de fora da cidade por dois meses  inteiros. Fazíamos o show e dava sempre umas cem pessoas. Se desse  duzentas, era um sucesso arrebatador e íamos todos gastar o “lucro” numa  sanduicheria mais próxima.</p>
<p>Então, para essa realidade dos meus quinze anos, a única saída para  se ter uma carreira musical era, sem dúvida, ser “descoberta” por uma  grande gravadora. Nossa, e como eu queria! Não exatamente ser  descoberta, mas como eu queria viajar o Brasil, conhecer pessoas, tocar  para públicos diferentes, gente interessante e interessada, divulgar  minha música. Queria demais fazer isso.</p>
<p>Passou-se um tempo e eu comecei a entender que ser “descoberta” por  uma grande gravadora era para poucos. A gota d’água foi quando tocava  numa banda e recebi uma proposta de uma gravadora média que era tão  absurda, tão sem propósito que eu cortei esse sonho idiota de ser  descoberta por alguém. Sou dona do meu próprio nariz, e se tem alguma  coisa que eu quero, eu mesma vou até lá conseguir. Decidi que não  deixaria nunca mais nas mãos de terceiros a realização de um sonho MEU.</p>
<p>E aí, foi quando eu e Anderson Foca (parceiro em tudo na minha vida)  montamos o DoSol. Começamos com um selo, depois um estúdio, depois uma  produtora, depois um centro cultural, depois um festival, uma produtora  de vídeos… enfim. Montamos a duras penas e com muito trabalho, uma  estrutura para que pudéssemos ter uma carreira musical (que para quem  não sabe, envolve bem mais do que só tocar em banda). Queríamos viver  disso, sem precisar deixar nas mãos de ninguém os nossos sonhos. Agora,  doze anos depois, posso afirmar: conseguimos isso. Não é fácil, dá  trabalho, mas o que importa é que a nossa vida está em nossas mãos.</p>
<p>Então: carreira musical e viver disso, check! Mas sinceramente, para  quem é roqueiro como a gente, não estaria completo se não estivéssemos  tocando. Lembra quando eu disse que o meu sonho de quinze anos era tocar  por aí? Divulgar o som, fazer shows, conhecer pessoas? Bem, esse sonho  eu já posso dizer que realizei e que, melhor ainda, continuarei  realizando.</p>
<p>Eu tenho uma teoria que banda pra ser banda MESMO, precisa cair em  turnê. Nada, eu disse, NADA, define melhor um grupo, amadurece e  fortalece, do que passar dez, quinze, trinta dias sendo banda em tempo  integral. Como diria um amigo: “é aí que você tem que se garantir”. Por  que não é fácil. Você lidar com trânsito, estrutura dos lugares, doença,  cansaço, equipamentos que quebram, 24 horas do seu dia, é muita coisa.  Como uma banda consegue passar por esses pormenores é que mostra a que  ela veio.</p>
<p>Não entendo porque alguns músicos reclamam tanto, que não tocam, que  são boicotados, que é panelinha. CONVERSA FIADA! Músico que não toca ou é  músico com outras prioridades, ou é músico preguiçoso ou é músico que  quer ser “artista” no pior sentido da palavra – minha avó dizia dos  mazelas da rua: “é, esse fulano é um artista!”.</p>
<p>É conversa fiada porque, em quase todas as cidades que circulamos,  tínhamos um suporte INCRÍVEL dos coletivos do Fora do Eixo. Sabe os tais  coletivos que tem uma turma do contra que fica falando mal? Injusto  demais. Injusto, injusto, injusto. Os coletivos foram papel fundamental  em uma turnê de quase 20 dias que fizemos pelo Sudeste e Centro-Oeste do  país. Não tem preço você chegar numa cidade estranha, cansado da  viagem, cansado de outros shows e ter uma galera organizada que vai te  ajudar a fazer o melhor show possível naquele lugar. Uma galera que vai  te receber bem, trocar uma idéia, te levar nas pautas, providenciar  hospedagem e alimentação e o mais importante: BRIGAR PELO SHOW. Cara, é  muito importante ter uma pessoa na cidade que brigue pelo show, que  divulgue, que faça o boca-a-boca, que gere matérias nas mídias locais,  enfim. Sabe aquele PRODUTOR ROCHA? São os coletivos do Circuito Fora do  Eixo.</p>
<p>Claro que existem uns mais bem estruturados do que outros, claro que  existem falhas e pequenos problemas. Mas gente, temos uma pessoa que  representa e respeita o rolé da banda em cada uma dessas cidades. O  Camarones fez umas 14 pautas, acho que uns 12 shows. Sabe o único show  que tinha menos de 70 pessoas para ver a gente? Na única cidade que não  tinha nem um coletivo ou um produtor local brigando por ele.</p>
<p>Aí o “artista” retruca: “Ah, mas você foi pagando do bolso.” Não  mesmo. O Camarones tinha 2 shows com uma verba muito boa (SESC e Virada  Cultural) que bancaram a brincadeira. A diferença está aí: a gente não  quer ser “artista” a gente quer ter carreira musical. Então, em vez de  irmos fazer dois shows em São Paulo e voltar para Natal com a grana boa  no bolso, resolvemos investir numa turnê, fazendo bilheterias e pegando  ajuda de custo nos outros lugares. Quer saber do melhor? Ainda voltamos  no lucro e com convites e possibilidades de shows com cachês ótimos. É  aquela brincadeira que a gente faz com as palavras: você quer tocar?  Então toque, amigo. Porque banda que toca, toca!</p>
<p>Voltei para Natal com a sensação de dever cumprido, com a satisfação  de só quem passa por uma experiência dessa pode entender. A sensação de  estar fazendo a minha parte e de estar sendo recompensada por isso.  Conhecemos tanta gente, fizemos tantos amigos, tocamos para platéias de  dez pessoas e para outras de cinco mil, em diferentes locais com estruturas  tão díspares, e fizemos o mesmo show, com a mesma vibe e a mesma  vontade. Pensar que cada uma daquelas pessoas do público saiu de casa e  se dispôs a curtir uma banda de Natal/RN, que fazia rock instrumental  divertido, da qual elas nunca tinham ouvido falar? Cara, isso não tem  preço.</p>
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