<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>DoSol &#187; Resenhas</title>
	<atom:link href="http://www.dosol.com.br/category/resenhas-de-discos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.dosol.com.br</link>
	<description>Produtora, Selo, Rock Bar, Estúdio</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 15:23:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
	<copyright>Copyright &#xA9; DoSol 2011 </copyright>
	<managingEditor>risuenho@digi.com.br (DoSol)</managingEditor>
	<webMaster>risuenho@digi.com.br (DoSol)</webMaster>
	<image>
		<url>http://www.dosol.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg</url>
		<title>DoSol</title>
		<link>http://www.dosol.com.br</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<itunes:summary>Produtora, Selo, Rock Bar, Estúdio</itunes:summary>
	<itunes:keywords></itunes:keywords>
	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>DoSol</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>DoSol</itunes:name>
		<itunes:email>risuenho@digi.com.br</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://www.dosol.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress_large.jpg" />
		<item>
		<title>RESENHA: FOO FIGHTERS &#8211; BACK AND FORTH</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2011/06/resenha-foo-fighters-back-and-forth/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2011/06/resenha-foo-fighters-back-and-forth/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 15:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=20649</guid>
		<description><![CDATA[
Por Marlos Apyus
Foo Fighters: Back And Forth
Não há muito o que se fazer em documentários sobre bandas/músicos. Por mais que suas histórias sejam parecidas e repetitivas (sempre iniciam com sonhos e encontram um mínimo de conflito em experiência com drogas), nunca deixam de soar interessantes. A do Foo Fighters tem uma pimenta especial por ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="470" height="300" src="http://www.youtube.com/embed/VVhsR3xvucs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Por Marlos Apyus</strong></p>
<p><strong>Foo Fighters: Back And Forth</strong></p>
<p>Não há muito o que se fazer em documentários sobre bandas/músicos. Por mais que suas histórias sejam parecidas e repetitivas (sempre iniciam com sonhos e encontram um mínimo de conflito em experiência com drogas), nunca deixam de soar interessantes. A do Foo Fighters tem uma pimenta especial por ter nascido da morte de um dos maiores ícones do rock. Contudo, logo esta passagem é relatada &#8211; com menos drama do que fariam outros aventureiros, mas com respeito e serenidade.</p>
<p>Finda que o documentário se volta ao, digamos, renascimento de Dave Grohl. Acostumado a destruir instrumentos ao final de suas apresentações com o Nirvana, meses depois do suicídio de seu companheiro de palco se vê começando do zero, registrando uma fita K-7 com composições suas que nunca foram aproveitadas por sua antiga banda. E a narrativa segue bem linear até conseguir transforma 300 pagantes nos pequeno pubs americanos em noites seguidas de ingressos esgotados no estado de Wembley.</p>
<p>Talvez tenha faltado à direção de Jame Moll uma certa inventividade para deixar o melhor para o final. Porque, por mais que Wasting Light soe como o maior álbum da banda, ainda é bastante novo para justificar os 40 minutos finais de projeção dedicados a um sessão ao vivo de suas canções de ponta a ponta com auxílio de imagens 3D. Uma montagem mais balanceada teria distribuído suas onze faixas do início ao final do filme, entrecortando-as com a história do grupo e guardando para o clímax as apresentações na Inglaterra. Por mais que assim se perdesse o mote defendido pelo líder do grupo de que, após um show para 85 mil pessoas, o que se pode fazer é se trancar na garagem de sua casa e gravar um novo trabalho.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2011/06/resenha-foo-fighters-back-and-forth/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA: SURF E DESTRUA &#8211; MAHATMA GANGUE</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2011/04/resenha-surf-e-destrua-mahatma-gangue/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2011/04/resenha-surf-e-destrua-mahatma-gangue/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 09:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=19484</guid>
		<description><![CDATA[
Por O Inimigo
Você, usuário de música, responda: é  mais importante um bom vocal ou um bom instrumental? O conjunto da obra  se perde por um item? Claro que se as duas coisas vierem juntas é  perfeito, mas na impossibilidade da união, qual sua preferência? Pois  bem, o Mahatma Gangue,  banda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/mahatma-gangue-02.jpg"><img title="mahatma gangue 02" src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/mahatma-gangue-02.jpg" alt="" width="448" height="223" /></a></p>
<p><strong>Por O Inimigo</strong></p>
<p>Você, usuário de música, responda: é  mais importante um bom vocal ou um bom instrumental? O conjunto da obra  se perde por um item? Claro que se as duas coisas vierem juntas é  perfeito, mas na impossibilidade da união, qual sua preferência? Pois  bem, o <a href="http://www.myspace.com/mahatmagang" target="_blank">Mahatma Gangue</a>,  banda mossoroense que atende pela alcunha de  garage-surf-punk-bicicleta, tem uma proposta que de longe passa por  inovadora. Mas se nos dias de hoje o que mais vemos são cópias mal  acabadas de outras bandas medianas, o trio mossoroense ataca com uma  mistura de surf music-garage-punk peculiar. Eles que possuem algumas  músicas instrumentais não tem o fio condutor na guitarra, como muitas  outras bandas.  Prevalece uma igualdade do trio.</p>
<p>Durante a gravação do disco e últimos shows, já era possível ver como o álbum sairia diferente da proposta do <a href="http://a4.l3-images.myspacecdn.com/images02/132/732496a8d44743619373236359ec05a9/l.jpg" target="_blank">EP</a> e do <a href="http://a4.l3-images.myspacecdn.com/images02/103/35c7b8e1dda2469d9f637be156a9257d/l.jpg" target="_blank">Split</a> com o <a href="http://www.myspace.com/therenegadesofpunk" target="_blank">Renegades Of Punk</a> (SE), onde a pegada é puramente agressiva. A agressividade não sumiu,  mas passeia lado a lado com a suavidade de shortboards deslizando em  cutbacks longos voltando com batidas na junção. A instrumental “Chafurdo  na Praia” é um caso. Lembra Jeffrey’s Bay, em dia clássico. A mítica  onda sulafricana que tem várias seções, com destaque para supertubes. A  onda abre pesada, mais lenta. Quando a bancada se torna mais rasa, a  onda fica veloz, quebra rápido, e se a destreza do surfista permitir  passar todas as seções seguintes, mais de um minuto terá transcorrido. É  sair da água e retornar a pé pela praia. Tal qual a música, seção  lenta, seção rápida.</p>
<p><a href="http://www.oinimigo.com/blog/?p=5864">leia o resto aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2011/04/resenha-surf-e-destrua-mahatma-gangue/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCO: DO AMOR (RJ) &#8211; DO AMOR</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-do-amor-rj-do-amor/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-do-amor-rj-do-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 10:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=14848</guid>
		<description><![CDATA[

Em  primeiríssima mão, o el cabong teve acesso ao disco da banda carioca Do  Amor. Desde já candidato a figurar nas listas de final de ano de  melhores de 2010, o álbum é um bom aprendizado do que é amúsica  brasileira de hoje. Leve, livre e sem preconceitos. Passeando por rock, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><a href="http://www.nemo.com.br/elcabong/wp-content/uploads/2010/06/DoAmor-por-Caroline-Bittencourt2_capa.jpg"><img title="DoAmor por Caroline    Bittencourt2_capa" src="http://www.nemo.com.br/elcabong/wp-content/uploads/2010/06/DoAmor-por-Caroline-Bittencourt2_capa.jpg" alt="DoAmor por Caroline Bittencourt2_capa" width="240" height="240" /></a><em></em></p>
<p><em>Em  primeiríssima mão, o el cabong teve acesso ao disco da banda carioca Do  Amor. Desde já candidato a figurar nas listas de final de ano de  melhores de 2010, o álbum é um bom aprendizado do que é amúsica  brasileira de hoje. Leve, livre e sem preconceitos. Passeando por rock,  carimbó, ijexá, MPB…</em></p>
<p><em><strong>Por Luciano Matos, El Cabong</strong><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>——————————————————————————-<br />
</em></p>
<p>Tentar classificar a música da banda carioca Do Amor é um exercício  de perda de tempo. Sintonizada com o que se tornou a música mundial dos  anos 90 para cá, o grupo capta um pouco de referências diversas e cria  uma sonoridade própria e bem rica. É essa música que o grupo apresenta  no disco de estreia, que está sendo lançado este mês de forma   independente.</p>
<p>Ainda pouco conhecida, apesar de formada por músicos que quase todo  mundo já ouviu, a banda é uma das boas novidades do novo cenário da  música brasileira. A formação conta com Gabriel Bubu (guitarra), que  tocou com o Los Hermanos durante boa parte da existência banda, Marcelo  Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo), que fazem parte da banda  Cê, que acompanha Caetano Veloso desde 2006, e Gustavo Benjão  (guitarra), que já tocou com várias bandas e artistas, especialmente no  Rio de Janeiro. Todos eles excelentes músicos que, nesse trabalho,  assumem também suas facetas à frente dos microfones soltando a voz.<span id="more-14848"></span></p>
<p><strong>O disco </strong><br />
Se em 2009 tivemos vários ótimos álbuns lançados por nomes mais  badalados na música brasileira contemporânea, 2010 está sendo o ano dos  discos de estréia. É o caso desse primeiro álbum da Do Amor. Gravado em  2008 e 2009, entre as turnês de metade da banda com Caetano, o disco é  um daqueles trabalhos instigantes, que resume o que andou sendo ouvido  por essa geração desde os tempos da Mulheres que Dizem Sim, banda  seminal para essa turma.</p>
<p>São 14 músicas, com produção de Chico Neves (O Rappa, Los Hermanos,  Skank). Uma colcha de retalhos musical que  mostrar à diversidade sonora  da banda e  dá uma personalidade especial à música da  Do Amor. Logo  abrindo o disco, a banda mostra a que veio. Se tivéssemos que sintetizar  o que é a música do  grupo, as três primeiras faixas, “Vem me dar”,  “Chalé” e “Morena Russa”, cumpririam muito  bem esse papel. Um pop  essencialmente  brasileiro, mas com várias referências acumuladas, daqui  ou de fora, em  composições caprichadas, redondas, daquelas que você  vai acabar se pegar  cantando por ai.</p>
<p>O disco abre com o latido da cadela de Chico Neves na faixa  “Vem me  Dar”, que  num clima relaxado já deixa o ouvinte confortável com  o que  vem dali em diante. A música é extremamente simples, daquelas que  pouco  revela muito. A guitarra e baixo aparecem fazendo uma base que  remete a  música africana,  com o vocal quase preguiçoso de Benjão  levando a  bonita letra até encerrar no belo e marcante solo final.</p>
<p>Um pouco mais pra cima, “Chalé” traz elementos bem diferentes,   teclados, um som mais pop e o clima mais festivo, aqui com Ricardo   assumindo os vocais e as guitarras gritando. “Morena Russa” é  um  sambinha delicioso, levado na guiitarra, com corinho e clima  amoroso.  Um início arrebatador.</p>
<p>No decorrer do disco aparecem diversas outras referências, como  ecos  dos anos 80 em “Homem Bicho”, que remete diretamente ao pop de Lulu  Santos, com direito a efeitos eletrônicos e um leve flerte com a disco  music no final da música.</p>
<p>O ótimo afoxéfrevo “Pepeu Baixou em Mim” faz alusão direta à música  baiana e ao proto-axé de Luis Caldas e banda Reflexu‘s, com percussão  discreta, balanço e teclado de trio elétrico e guitarrinha quase baiana  faz uma reverência à Bahia. Outra que remete a carnavais baianos das  antigas, mas de forma menos direta, é a deliciosa “Perdizes”, com seu  groove ultra dançante e guitarrinha lambadeira revelando uma das  melhores músicas do álbum.</p>
<p>Tem ainda um skazinho-dub safado cantado em inglês, “Brainy Dayz”. O  carimbó, guitarrada e lambada na excelente “Isso é Carimbó”, dançante  até o extremo trazendo o Pará para o baile Do Amor. Tem até rock mesmo,  pesado, estranho ou nonsense, em “Shop Chop”, “I Picture My Self”,  “Exploit” e “Dar uma Banda”, onde brincam com clichês do gênero. Em “I  Picture My Self”, por exemplo, Ricardo solta a voz em uma brincadeira  com os agudos extreos do heavy metal.</p>
<p>Tem direito até a música mais romântica, que, é claro, traz um jeito   próprio da banda de falar de amor, numa baladinha para bater o pezinho,   “Meu Corpo Ali”. Fechando o álbum,  há uma versão sensacional e  surpreendente para “Lindo Lago do Amor”, de Gonzaguinha, algo como um  eletro demente ou uma disco-MPB, dando uma cara totalmente nova à  música.</p>
<p>Uma cozinha suingada, um interessante trabalho de guitarras, que  passeia por reggae, ijexá, fricote, ska, rock, sem nenhum estranhamento,  aliado a vocais despretensiosos, antivirtuosos, quase desleixados, e  arranjos cuidadosos, repleto de detalhes. Tudo isso à serviço de músicas  sem preconceitos, bem feitas e bem humoradas. Sabe aquelas músicas que  elevam qualquer astral? Do Amor não falha.</p>
<p><strong><a href="http://www.nemo.com.br/elcabong/wp-content/uploads/2010/06/do_amor_capa_CD.jpg"><img title="do_amor_capa_CD" src="http://www.nemo.com.br/elcabong/wp-content/uploads/2010/06/do_amor_capa_CD.jpg" alt="do_amor_capa_CD" width="220" height="201" /></a></strong>Artista:<strong> Do Amor</strong></p>
<p>Álbum: <strong>“Do Amor”</strong></p>
<p>Gravadora: <strong>Independente</strong></p>
<p>Faixas: <strong>14</strong></p>
<p>Ano: <strong>2010</strong></p>
<p>Tags:<a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=disco">disco</a>, <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=do-amor">do amor</a>,  <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=estreia">estréia</a>,  <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=lancamento">lançamento</a>,  <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=musica">música</a>,  <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=nova-musica-brasileira">nova música brasileira</a>, <a rel="tag" href="http://www.nemo.com.br/elcabong/?tag=rio-de-janeiro">rio  de janeiro</a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-do-amor-rj-do-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCO: GUIZADO &#8211; CAVALERA (2010)</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-guizado-cavalera-2010/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-guizado-cavalera-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 09:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=14698</guid>
		<description><![CDATA[Por Victor de Almeida

Álbum: Calavera
Artista: Guizado
Gravadora: Punx Records/Trama
Lançamento: 2010
Nota: 4
Guizado é, hoje, um dos músicos mais requisitados da nova safra da  música brasileira. O trompetista esteve presente nos trabalhos mais  recentes de Karina Buhr, Céu, Nação Zumbi e Maquinado, além de  participar no disco da figurona da MPB Elza Soares. Mesmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Victor de Almeida</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em><img class="alignleft" title="capa" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/capa.jpeg" alt="" width="404" height="404" /></em></strong></p>
<p><strong><em><img title="estrelinhas resenhas-02" src="http://sirvase.net/blog/wp-content/uploads/2010/06/estrelinhas-resenhas-02.png" alt="" width="125" height="24" /></em>Álbum:</strong> Calavera</p>
<p><strong>Artista: </strong>Guizado</p>
<p><strong>Gravadora:</strong> Punx Records/Trama</p>
<p><strong>Lançamento:</strong> 2010</p>
<p><strong>Nota:</strong> 4</p>
<p>Guizado é, hoje, um dos músicos mais requisitados da nova safra da  música brasileira. O trompetista esteve presente nos trabalhos mais  recentes de Karina Buhr, Céu, Nação Zumbi e Maquinado, além de  participar no disco da figurona da MPB Elza Soares. Mesmo com um  currículo desses, é no trabalho solo que Guilherme Mendonça solta toda a  sua veia criativa.</p>
<p>Quem pensava que a fórmula de Punx, primeiro disco do músico lançado  em 2008, de misturar rock com música eletrônica e elementos do jazz, não  pudesse ser reinventada se enganou. É bem verdade que a combinação  continua a mesma, mas o trompete e os eletrônicos presentes em Calavera  mostram experimentalismo e apontam para novas possibilidades.</p>
<p>O Jazz – principal influência declarada de Guizado – foi mesclado com  elementos da música balcânica e latina resultando em um disco festivo.  Essa é a principal diferença entre Calavera e Punx. Enquanto o primeiro  disco era mais “pesadão” e “duro”, o sucessor aposta em melodias mais  bonitas e suaves.</p>
<p><a href="http://sirvase.net/blog/?p=1168#more-1168" target="_blank">LEIA O RESTO AQUI</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2010/07/resenha-de-disco-guizado-cavalera-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCO: PATA DE ELEFANTE &#8211; NA CIDADE</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2010/06/resenha-de-disco-para-de-elefante-na-cidade/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2010/06/resenha-de-disco-para-de-elefante-na-cidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 12:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=14037</guid>
		<description><![CDATA[Pata de Elefante.  Foto de Danilo Christids
Por Bruno Nogueira (Popup)
O Pata de Elefante nunca teve suas referências rurais realmente  declaradas. Mas não apenas o nome, mas nas fotos de divulgação e o clima  de faroeste spaguetti sempre falaram pelas músicas instrumentais do  trio gaúcho. “Na Cidade”, disco que marca a saída [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2707" style="width: 500px;"><img title="pata" src="http://www.popup.mus.br/wp-content/uploads/2010/06/pata.jpg" alt="" width="490" height="326" />Pata de Elefante.  Foto de Danilo Christids</p>
<p><a href="http://www.popup.mus.br" target="_blank"><strong>Por Bruno Nogueira (Popup)</strong></a></div>
<p>O Pata de Elefante nunca teve suas referências rurais realmente  declaradas. Mas não apenas o nome, mas nas fotos de divulgação e o clima  de faroeste spaguetti sempre falaram pelas músicas instrumentais do  trio gaúcho. “Na Cidade”, disco que marca a saída deles da Monstro  Discos para a Trama, mirando público e ambições maiores, faz esse  trabalho de transição para o ambiente urbano. Sem fugir do que fez a  banda tão atraente: música sem palavras para – isso mesmo – cantar.</p>
<p>“Na Cidade” explica, sem usar palavras, algo que era muito fácil de  sentir ao assistir o Pata de Elefante se apresentar ao vivo. E é o fato  de que essa é, hoje, uma das melhores bandas instrumentais do país. A  mistura de rock com surf music e folk, com usos criativos de Wah Wah’s –  pedal que não muda a nota, enquanto muda ela entre grave e agudo,  fazendo um som que soa igual ao nome do instrumento – e teclado. O Pata  não caiu no clichê do sortuno ao usar o tema cidade e fez um de seus  discos com clima mais para cima.</p>
<p>“Grandona”, terceira faixa, mostra como eles conseguem ser  instrumental e pop de uma forma que muitas bandas próximas, como o  Macaco Bong, ainda encontram dificuldades. O Pata de Elefante é sempre  mais sobre diversão que masturbação guitarrística para cansar o ouvido.  “Pesadelo nos Bambus”, quinta na sequência, é o momento urbano local,  com a faixa batizada a partir de um dos inferninhos mais clássicos de  Porto Alegre. A mixagem final do disco, feito no lendário estúdio Abbey  Road, deixou que as músicas ficassem encorpadas como costumam soar ao  vivo.</p>
<p>Apesar de ter notadamente mais referências – o disco todo poderia  passar como uma trilha sonora de filme, com cada faixa traduzindo um  momento de tensão diferente – o clima rock da banda está em “Sai da  Frente”, música que já podia ser conferida nas apresentações do grupo.  Na verdade, todo o repertório de “Na Cidade” pode ser identificado por  quem acompanha o Pata de Elefante com afinco. Para não perder a  oportunidade do convite da Trama, o que a banda fez foi reaproveitar uma  parte de seu acervo ainda não registrado.</p>
<p>Talvez uma audição mais acelerada e preguiçosa possa encontrar um  disco que tem variações demais de clima em cada música. Mas o divertido  dos últimos lançamentos da banda é perceber como eles trabalham bem o  conceito de álbum. Sem palavras, “Na Cidade” consegue contar várias  histórias. E, sem letras, a gente acaba reproduzindo o som delas,  “cantando”, enquanto escuta.</p>
<blockquote><p><strong>Pata de Elefante – Na Cidade<br />
</strong>Gravadora: Trama<br />
Para baixar: <a href="http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos" target="_blank">Álbum Virtual</a><br />
Para ouvir: Grandona</p>
<p><object id="audioplayer_1" style="outline: medium none;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="290" height="24" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="name" value="audioplayer_1" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="menu" value="false" /><param name="flashvars" value="animation=yes&amp;encode=yes&amp;initialvolume=60&amp;remaining=no&amp;noinfo=no&amp;buffer=5&amp;checkpolicy=no&amp;rtl=no&amp;bg=f8f8f8&amp;text=666666&amp;leftbg=eeeeee&amp;lefticon=666666&amp;volslider=666666&amp;voltrack=FFFFFF&amp;rightbg=cccccc&amp;rightbghover=999999&amp;righticon=666666&amp;righticonhover=ffffff&amp;track=FFFFFF&amp;loader=9FFFB8&amp;border=666666&amp;tracker=DDDDDD&amp;skip=666666&amp;soundFile=aHR0cDovL3d3dy5wb3B1cC5tdXMuYnIvbXAzL2dyYW5kb25hLm1wMw&amp;playerID=audioplayer_1" /><embed id="audioplayer_1" style="outline: medium none;" type="application/x-shockwave-flash" width="290" height="24" flashvars="animation=yes&amp;encode=yes&amp;initialvolume=60&amp;remaining=no&amp;noinfo=no&amp;buffer=5&amp;checkpolicy=no&amp;rtl=no&amp;bg=f8f8f8&amp;text=666666&amp;leftbg=eeeeee&amp;lefticon=666666&amp;volslider=666666&amp;voltrack=FFFFFF&amp;rightbg=cccccc&amp;rightbghover=999999&amp;righticon=666666&amp;righticonhover=ffffff&amp;track=FFFFFF&amp;loader=9FFFB8&amp;border=666666&amp;tracker=DDDDDD&amp;skip=666666&amp;soundFile=aHR0cDovL3d3dy5wb3B1cC5tdXMuYnIvbXAzL2dyYW5kb25hLm1wMw&amp;playerID=audioplayer_1" menu="false" wmode="transparent" bgcolor="#FFFFFF" name="audioplayer_1"></embed></object></p></blockquote>
<p><span> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2010/06/resenha-de-disco-para-de-elefante-na-cidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA: PUMPING ENGINES (RN) &#8211; IGNITION</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/10/resenha-pumping-engines-rn-ignition/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2009/10/resenha-pumping-engines-rn-ignition/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 10:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[DoSol Net Label]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[rock potiguar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=10012</guid>
		<description><![CDATA[
Foto: Pumping Engines
Um ano que parecia ser de renovação para o rock potiguar acabou se consolidando como um dos mais legais que já tiveram por aqui no quesito &#8220;boas bandas e novidades&#8221;. Ainda mais legal que ter aparecido novidades é saber que Mossoró também está fazendo parte dessa invasão de bons grupos, caso da tosqueira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pumping-engines.JPG"><img class="alignnone size-medium wp-image-10013" title="pumping engines" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pumping-engines-448x286.jpg" alt="pumping engines" width="448" height="286" /></a><br />
<em>Foto: Pumping Engines</em></p>
<p>Um ano que parecia ser de renovação para o rock potiguar acabou se consolidando como um dos mais legais que já tiveram por aqui no quesito &#8220;boas bandas e novidades&#8221;. Ainda mais legal que ter aparecido novidades é saber que Mossoró também está fazendo parte dessa invasão de bons grupos, caso da tosqueira surf do <strong>Mahtama Gangue</strong>, do rock varado do <strong>Velociraptors</strong>, das ótimas canções do <strong>Mr. Pow</strong> e do incrível peso e fúria o <strong>Pumping Engines</strong>. E é examente deles que vamos falar agora.</p>
<p>O <strong>Portal Dosol </strong>ouviu antes o trabalho do quarteto mossoroense <strong>Pumping Engines</strong> intitulado <strong>Ignition</strong>. Na formação e idealização do grupo está <strong>Kalyl Lamarck</strong> que tocava no <strong>Brand New Hate</strong> mas saiu do grupo um pouco antes do <strong>Festival Dosol </strong>no ano passado. De lá para cá a banda vem ensaiando aqui em Natal e em Mossóro e ganhou vida com esse EP que tem cinco músicas muito bem registradas.</p>
<p><strong>Ignition </strong>não é um trabalho recomendado pra quem gosta de melodias e bons trabalhos de vocal. Aqui a parada é peso, afinação baixa e gritaria o tempo todo. Algumas partes mais cantadas são praticamente recitadas por <strong>Amilton</strong>, que também toca no<strong> Brand New Hate</strong> e aqui aparece dividindo vocais com <strong>Kalyl </strong>além de tocar guitarra. É como se o <strong>TurboNegro </strong>encontrasse o <strong>Metal </strong>e saissem juntos para tomar uma cerveja. O resultado é matador e surpreendente.</p>
<p>O fio condutor da boa sonoridade que o <strong>Pumping Engines</strong> conseguiu registrar no <strong>Estúdio Dosol</strong> <strong></strong> é  a bateria. É lá que mora todo o peso e levadas contagiantes das músicas. O batera <strong>Renan </strong>é o grande destaque do trabalho.</p>
<p>Como destaques do EP cito a matadora <strong>&#8220;Burn The Truth&#8221; </strong>com uma levada meio Numetal e com gritos precisos que lembra muito o <strong>Mugo </strong>(banda goiana que toca esse ano no Festival Dosol) e <strong>&#8220;I Call At My&#8221; </strong>que soa como se fosse um blues dos infernos com vocais variando entre partes cantadas e gritaria infame.</p>
<p>O <strong>Portal Dosol</strong> recomenda! Como aperitivo baixe e escute <strong>&#8220;Burn The Truth&#8221;</strong>.</p>
<p>Gravado no <strong>Estúdio Dosol</strong><br />
Produzido por <strong>Anderson Foca</strong><br />
Mixado e masterizado no Megafone por <strong>Edu Pinheiro</strong></p>
<a class="downloadlink" href="http://www.dosol.com.br/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=11" title=" downloaded 316 times" >Pumping Engines - Burn The Truth (316)</a>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2009/10/resenha-pumping-engines-rn-ignition/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CRÔNICA: CARLOS FIALHO ASSISTE GREEN DAY EM MADRID</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/10/cronica-carlos-fialho-assiste-green-day-em-madrid/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2009/10/cronica-carlos-fialho-assiste-green-day-em-madrid/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=9994</guid>
		<description><![CDATA[
Por Carlos Fialho
Eu gosto do verde. Da cor verde. E não se trata de consciência ecológica ou simpatia gratuita. Minha predileção por essa cor tem duas razões bastante simples: sou consumidor e fã da cerveja holandesa Heineken e quando eu tinha 15 anos ouvi um certo som que fez muito bem aos meus ouvidos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/green-day.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-9995" title="green day" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/green-day.jpg" alt="green day" width="279" height="392" /></a></p>
<p><strong>Por Carlos Fialho</strong></p>
<p>Eu gosto do verde. Da cor verde. E não se trata de consciência ecológica ou simpatia gratuita. Minha predileção por essa cor tem duas razões bastante simples: sou consumidor e fã da cerveja holandesa Heineken e quando eu tinha 15 anos ouvi um certo som que fez muito bem aos meus ouvidos em meio à confusa e cheia de sobressaltos adolescência na medíocre classe média (e por que não dizer mediana?) natalense. Era um som, digamos assim, “verde”, contagiante e, como não poderia deixar de ser, punk. Naquele já longínquo 94 do século passado, ano de muita efervescência musical, tive a consciência que só o Punk salva. Amém!</p>
<p>O ano do tetra foi relembrado outro dia aqui mesmo na Digi na ótima crônica de Hugo Morais a respeito dos 15 anos do CD “Da Lama ao Caos” de Chico Sciensce e Nação Zumbi. O texto me fez voltar no tempo para aquele ano e foi como se eu vivesse tudo de novo. Além do CD da Nação, teve o acústico do Nirvana (e do tiro na cabeça do Kurt Cobain), o primeiro disco dos Raimundos, a explosão do Oasis (“Wonderwall”, “Don’t look back in anger”), o surpreendente “Usuário” do Planet e o “Smash” do Offspring, só pra citar alguns de memória. Gosto de todos, mas para mim talvez o mais divertido que foi prensado naquele ano tenha sido um com encarte bonito em que havia uma ilustração bem bacana de uma cidade e uma explosão, o “Dookie” do Green Day. <span id="more-9994"></span></p>
<p>Som vibrante, alegre, moleque, urgente e pegajoso até que invadiu meu toca-CDs e segue tocando alto nos fones de ouvido até hoje. Faixa por faixa era um disco quase todo composto por hits e meio que me salvou de um caminho muito perigoso. Entre os 13 e 17 anos o adolescente vive aquele período de tomada de decisão, busca de uma identidade, formação de um caráter e de uma personalidade. As escolhas que a gente faz nessa fase da vida podem marcar para sempre nossa passagem por este mundo. Por isso eu me encontrava em um terreno bastante perigoso, pois o Colégio das Neves onde estudava era uma verdadeira incubadora de idiotas. O nível educaional era muito bom. Tínhamos bons professores e o conteúdo, tirando os dogmas medievais que nos eram repetidos como mantras, produziu alguns dos melhores e mais bem sucedidos adultos de minha geração. O problema era a mentalidade reinante entre os meus colegas, uma gente muito simpática, mas careta, preconceituosa e adepta de uma estupidez corrosiva e mais contagiante que vírus da gripe.</p>
<p>Num ambiente como esse, se você não reza segundo a cartilha reinante da coletividade, o que para um jovem aluno Neves significava ir a shows de Axé, saber dançar forró e frequentar os pagodes de fim de semana, pode estar condenado à uma rápida morte social ou, muito pior, ganhar reputação de excêntrico o que, aliás, dá no mesmo. Eu gostava de rock. Até me esforçava (não muito) para ser igual aos outros, mas não dava. Paguei um preço por minhas opções. Meus amigos achavam exótico, as meninas da GRD nem olhavam pra mim e os que não me conheciam tinham a sensação de que era melhor continuarem assim. Até que descobri em outras salas e séries, alguns como eu.  Minha solidão terminou quando percebi que havia um pequeno nicho roqueiro na escola. Fiz amigos como Fernando Filho, Thales Lago, Caio Vitoriano, Leonardo Medeiros, Diogo Salim, Vítor Duarte e juntos criamos nosso próprio gueto, protegido da intolerância e hostilidade dos demais.</p>
<p>O Green Day, Offspring e muitos outros conjuntos roqueiros gringos e também brasileiros proporcionaram minha catequese, pavimentano um caminho para que eu conhecesse outros sons, bandas mais pesadas, ritmos mais frenéticos. Estava salvo. Só havia um problema: possivelmente eu nunca teria a oportunidade de ver meus dois grupos californianos ao vivo. Numa cidade em que Durval é rei e todos os puxadores de bloco ganham títulos de cidadãos locais, deveria haver alguma lei que mantinha os shows internacionais a milhares de quilômetros. Felizmente, os anos mostraram que eu estava errado.</p>
<p>Em 2004, o Offspring tocou em Recife. Em 2009, foi a vez do Iron Maiden fazer o mesmo. Vez por outra também rola um concerto imperdível em São Paulo ou Rio e, com um pouco de economia e planejamento, dá pra marcar presença. Mas ainda faltava o Green Day. Faltava, pois por uma dessas jogadas do destino, acabei vindo passar um período de estudos fora de Natal e haveria um show dos californianos aqui onde estou morando.</p>
<p>Quando chegamos à fila do evento, gigantesca, dando voltas no quarteirão, a primeira coisa que vi foi a multidão de camisetas pretas que passavam uma mensagem clara: eu estava em casa. Depois percebi que a maioria era de adolescentes, ou pelo menos adultos bem jovens que eu. Senti-me o tiozão do Rock. Aquela gurizada conheceu o grupo certamente através do American Idiot. Ao percorrer a extensão da fila, comecei a perceber representantes de minha época, facilmente identificáveis pelas primeiras rugas, precoces pelos grisalhos ou proeminentes calvícies. Fiquei imaginando se a banda foi tão importante para eles, na formação de seus gostos musicais, quanto foi pra mim. durante a espera, muitos senhores e senhoras que passavam, paravam um pouco para nos perguntar o propósito de uma multidão de jovens como aquela disciplinadamente alinhados, ordenadamente a espera de algo certamente grande. “Vamos a um concerto de Rock”, eu respodia todo sorrisos.</p>
<p>Até que, finalmente, teve início o espetáculo: público ensandecido, devotado e de alma lavada. Inclusive eu, pois finalmente podia ver Billy Joe, Tré Cool e Mike Dirnt numa performance memorável. Quase 3 horas de clássicos (“Basket Case”, “She”, “When I come arround”), canções históricas (“Minority”, “American Idiot”, “Boulevard of broken dreams”) e baladas (“Good riddance”), além das novas do “21st Century  Breakdown”. Tudo bem orquestrado com uma produção alucinante, muita energia na plateia e ótima presença de palco.</p>
<p>A data de 29 de setembro de 2009 entrou para a história, pelo menos para a minha história. Foi um bom dia, colorido com contornos verdes, regado ao sabor amargo de muita cerveja e cada vez que lembro do concerto se anuncia um largo sorriso em meu rosto. O que aconteceu naquela terça-feira foi uma celebração aos 15 anos que se passaram desde que eu ouvi o Green Day pela primeira vez.  A alegria que eu exibia no show não era apenas de um fã que via ao vivo a performance de seus ídolos, mas de um adulto que se descobria muito feliz pelas escolhas que fez.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2009/10/cronica-carlos-fialho-assiste-green-day-em-madrid/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCO: PITTY &#8211; CHIASROSCURO</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/08/resenha-de-disco-pitty-chiasroscuro/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2009/08/resenha-de-disco-pitty-chiasroscuro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 08:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=9224</guid>
		<description><![CDATA[
Por Bruno Nogueira
Com sorte, talvez Priscilla Leone nunca tenha parado um dia sequer para pensar na crise de identidade imposta a ela pelo restante da indústria da música, mesmo quando está com o modo Pitty ativado. Mas desde Anacrônico que ela permaneceu a única sobrevivente relevante de uma geração inteira de artistas independentes que tinham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pitty1.jpg"><img title="pitty1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pitty1-448x336.jpg" alt="pitty1" width="448" height="336" /></a></p>
<p><strong>Por Bruno Nogueira</strong></p>
<p>Com sorte, talvez Priscilla Leone nunca tenha parado um dia sequer para pensar na crise de identidade imposta a ela pelo restante da indústria da música, mesmo quando está com o modo <strong>Pitty </strong>ativado. Mas desde <strong>Anacrônico</strong> que ela permaneceu a única sobrevivente relevante de uma geração inteira de artistas independentes que tinham entrado para alguma gravadora. A encruzilhada é formada por um público que não pode envelhecer, o próprio coro dos independentes que hoje a perde como atração para os festivais de verão e a questão do qual é, afinal de contas, a atual cara do rock brasileiro? <strong>Chiaroscuro</strong>, lançado pela Deckdisc, infelizmente ainda não responde nenhuma dessas questões.</p>
<p><img title="More..." src="http://www.popup.mus.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />O disco guarda esse tom quase autista de quem diz “deixa eu fazer como eu sei” e, por isso, segue exatamente o mesmo ritmo do trabalho anterior, mesmo sendo lançado com quase cinco anos de diferença. É interessante notar que essa tem sido uma opção comum a todos os artistas de publico jovem da Deckdisc, em não dar nenhum passo a frente ou recuar a experiência musical, mas continuar no caminho que é mais conhecido pelo público como uma forma de procurar segurança. Foi assim com a <strong>Nação Zumbi</strong> em Fome de Tudo e está sendo assim com a Pitty. Vale lembrar que ela, junto com o Matanza e o Cachorro Grande, já seguiam caminhos mais cuidados escolhando lançar ao vivos no lugar de inéditas nos últimos dois anos.</p>
<p>Mesmo nesse ritmo mais lento, de quem não consegue surpreender com o esforço de 11 faixas, Chiaroscuro é um bom disco. Tem pelo menos quatro grandes músicas, incluindo o atual single <strong>Me Adora</strong>, que está com clipe na MTV. <strong>Descontruindo Amélia</strong>, <strong>Fracasso</strong> e <strong>Assombra</strong> completam a parte boa de ouvir bem alto, como a própria cantora tem instigado os fãs em seu blog. Mesmo assim, não chegam a justificar um álbum inteiro. Mas, novamente, experiementar um formato menor não era algo esperado do contexto dela e da gravadora que está no momento. Talvez um reflexo de um resultado negativo dos dualdisc – aqueles discos duplos com DVD – e os singles em vinil.</p>
<p>Mesmo que essas sejam escolhas pessoais – o que é bem provável, conhecendo a desprentensão que a própria Pitty tem no sucesso gritado ao seu redor – <strong>Chiaroscuro</strong> levanta questões. Em um ambiente que atinge grande público, é um dos poucos discos rock “de resistência” ao modelo Bonadio que fechou até a tampa do caixão dos Titãs. Mas se essas músicas são o nosso rock sério, elas não causam mais o mesmo impacto naquele fã do disco Anacrônico, hoje na faixa dos 20 anos de idade. Pitty continua dialogando melhor com um público mais jovem que, por sua vez, não parece ser o mesmo interessado no clima de grêmio estudantil dos festivais independentes.</p>
<p>Sem querer, ela acaba traduzindo um monte da postura mal resolvida da música jovem brasileira. Uma que prega uma autenticidade difícil de ser encontrada. E quando uma cantora como Pitty consegue demonstrar, mesmo que em quatro ou cinco faixas de um disco inteiro, só expõe mais complicações. É rock melhor e mais autentico que um NxZero, mas ouvido pelo mesmo público, sem a originalidade de um Cidadão Instigado, mas ouvido pelo mesmo público. Só por levantar tantas questões sem fazer nenhum esforço, seguindo o autismo do “como sei fazer”, Chiaroscuro já é um disco que vale a pena ouvir com atenção.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2009/08/resenha-de-disco-pitty-chiasroscuro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCOS: FLAMING DOGS (RN) &#8211; FLAMES WENT HIGHER</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-discos-flaming-dogs-rn-flames-went-higher/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-discos-flaming-dogs-rn-flames-went-higher/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 10:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=8882</guid>
		<description><![CDATA[
E a leva de eps, discos e trabalhos da nova geração do rock potiguar continua saindo com força e temos procurado registrar tudo aqui no Portal Dosol.  Hoje o assunto é &#8220;rock fire&#8220;, aquele tipo de som &#8220;caminhoneiro&#8221; e que tem representantes em várias partes do mundo. Em Natal uma molecada bem nova, mas ávida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/flaming-dogs-net.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-8131" title="flaming-dogs-net" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/flaming-dogs-net-448x311.jpg" alt="flaming-dogs-net" width="448" height="311" /></a></p>
<p>E a leva de eps, discos e trabalhos da nova geração do rock potiguar continua saindo com força e temos procurado registrar tudo aqui no <strong>Portal Dosol</strong>.  Hoje o assunto é &#8220;<em>rock fire</em>&#8220;, aquele tipo de som &#8220;<em>caminhoneiro</em>&#8221; e que tem representantes em várias partes do mundo. Em Natal uma molecada bem nova, mas ávida por fazer o rock rolar, também entra nessa praia. São os jovens do <strong>Flaming Dogs</strong>.</p>
<p>&#8220;<strong>Flames Went Higher</strong>&#8221; é o EP de estréia do quarteto. A banda, que fez apenas sua primeira gravação valendo, já dá mostras de que pode ser uma ótima revelação deste ano. Gravado no <strong>Estúdio Dosol</strong> e mixado por <strong>Foca </strong>e <strong>Eduardo Pinheiro</strong> no <strong>Megafone</strong>, o curto EP mostra gordura, peso, sonoridade pesada e garra nas três faixas que foram registradas.</p>
<p>O engraçado disso tudo é constatar  que uma banda de gente tão nova já surge fazendo um rock de &#8220;gente grande&#8221;  e  aqui a principal influência da turma é o rock de goiânia capitaneado por <strong>Black Drawing Chalks</strong> e <strong>MQN</strong>, fruto da constante interação e shows entre o RN e o estado roqueiro do centro-oeste.  Claro, gringos como <strong>Hellacopters</strong>, <strong>AC/DC</strong> e lendas como <strong>Hendrix </strong>também estão no DNA dos<strong> Flaming Dogs</strong>.</p>
<p>Letras sobre mulheres, carros e bebidas dão o complemento aos riffs e levadas roqueiras das três músicas. <strong>Léo</strong>, guitarista do grupo comenta: <em>&#8220;Nossas letras não são um ponto forte, faço minhas as palavras de Douglas do Black Drawing Chalks  &#8211; a gente gosta muito de riffs, barulhos, refrões e tem que ter uma letra&#8221;. </em>Algumas coisas ainda podem melhorar nos próximos trabalhos do <strong>Flaming Dogs </strong> como alguns andamentos mais constantes e precisão na hora de registrar o áudio,  mas isso o tempo e principalmente muito shows, vão se encarregar de resolver. Para um primeiro registro o áudio está bem poderoso e até surpreendente.</p>
<p>Na semana que vem o EP dos <strong>Flaming Dogs </strong>estará para download gratuito aqui no portal mas o áudio das três músicas já pode ser ouvido no myspace da turma. Visite e tire suas dúvidas:</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/flamingdogs" target="_blank">www.myspace.com/flamingdogs</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-discos-flaming-dogs-rn-flames-went-higher/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>RESENHA DE DISCO: EX-EXUS (PE) &#8211; TERRORISTAS FREELANCERS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-disco-ex-exus-pe-terroristas-freelancers/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-disco-ex-exus-pe-terroristas-freelancers/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 09:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=8854</guid>
		<description><![CDATA[
Por Yuno Silva
O primeiro contato com o quarteto pernambucano Ex-Exus, formado por Ricardo Maia Jr., Bruno Freire, João Marcelo Ferraz e Amaro Mendonça, pode causar estranheza e certa dose de curiosidade no ouvinte incauto. Apostando numa mistura interessante de rock experimental, psicodelismo nonsense e letras soturnas, a banda dá uma renovada e sacode a tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/EX-EXUS.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-8855" title="EX-EXUS" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/EX-EXUS.jpg" alt="EX-EXUS" width="220" height="165" /></a></p>
<p><strong>Por Yuno Silva</strong></p>
<p>O primeiro contato com o quarteto pernambucano<strong> Ex-Exus</strong>, formado por Ricardo Maia Jr., Bruno Freire, João Marcelo Ferraz e Amaro Mendonça, pode causar estranheza e certa dose de curiosidade no ouvinte incauto. Apostando numa mistura interessante de rock experimental, psicodelismo nonsense e letras soturnas, a banda dá uma renovada e sacode a tal cena ‘Indie’ (no melhor sentido da palavra) com originalidade e sem receio de rótulos. Apesar da sonoridade não ser das mais comerciais e passar longe do trivial radiofônico, vale a pena dar uma conferida na proposta dos Ex-Exus.</p>
<p>Como eles mesmos dizem: “O verdadeiro Exu não faz mal a ninguém, mas joga para cima de quem merece! (&#8230;) Ajudam a limpar (ou a sujar), encaminham espíritos para luz ou para outros lugares do astral inferior. Os Ex-Exus retiram da música os espíritos obscuros, fazem, refazem e desfazem os trabalhos viciados sem medo de acusações de clichê, populismo ou vaidade”. Ouça “Tubo de despacho” e, se elas existirem, exorcize as mazelas.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/exexus">www.myspace.com/exexus</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2009/07/resenha-de-disco-ex-exus-pe-terroristas-freelancers/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

