ago.2010 30

Veja nos cartazes!

labirinto cartaz

NEIL YOUNG RED

ago.2010 30

PALCO

da ACCRBA

Todo ano é assim: acaba uma edição do Palco do Rock e a outra já bate à porta querendo atenção. São 17 anos de luta no cenário independente e quando pensaram que podiam colocar esse evento no ostracismo e deixá-lo como uma mera manifestação de um pequeno grupo, eis que ressurge ainda mais forte e organizado.

Talvez ressurgir não seja o verbo mais adequado, pois o Palco do Rock nunca deixou de existir, mesmo quando esteve suspenso por um ano. Ele estava muito vivo na cabeça de seus organizadores e, grande como sempre foi, voltou fora de sua origem por má vontade política dos mandatários locais da época, mas marcou presença na programação do carnaval de Salvador, repetiu a dose no mesmo molde e se consolidou voltando ao coqueiral de Piatã em cima do maior símbolo do carnaval baiano: o trio elétrico, em 2005. Tudo voltou ao normal, até mesmo a luta, que nunca cessa e já prepara suas batalhas próximas.

Mais de 470 bandas nacionais e internacionais diferentes já tocaram no festival (veja aqui quem já tocou: http://migre.me/15cyV), que tem o bom costume de revelar grandes nomes para o cenário independente brasileiro. Continue lendo »

ago.2010 28
ago.2010 28

Por Luciano Matos

Corrida para o aeroporto depois de almoço rápido e uma manhã de intenso trabalho. Atraso no vôo. Conexão e mais de uma hora de espera, sem muito o que fazer. O que leva um jornalista a sair do conforto de sua casa, enfrentar o cotidiano irregular de viagens, dividir quarto de hotel e ainda correr de um lado para outro para ver shows de artistas desconhecidos da grande maioria? Alguns deles sem nenhum futuro pela frente, seja pela pouca qualidade, seja pelo ingrato mercado?

Deve ser a mesma coisa que move esses próprios artistas, bandas, produtores e toda uma cadeia de profissionais envolvidos com um mercado da música paralelo àquele que aparece na TV. Se o papo aqui fosse, porém, o grande mercado, que padece enfermo, mas ainda tem muito dinheiro e holofote, o aumento dos cifrões na conta do banco dos envolvidos justificaria todo contratempo.

Na Feira de Música de Fortaleza, assim como em diversas feiras semelhantes pelo Brasil e, mais ainda, em festivais durante todo o ano, o estímulo principal é a própria música. Com ou sem recurso, a idéia é levar adiante a criação, a criatividade, a produção própria ou de outros artistas à frente. O jornalista, a imprensa, os veículos de comunicação em geral nem dão muita bola para o que acontece naquela espécie de mundo paralelo, distante daquele de celebridades, flashs e grandes produções.

Quem está nesse circuito é, portanto, um pouco parte dele e enxerga ali algo que merece ser visto. Mas, mesmo conhecendo bem esse mundo, que ainda preserva o batismo de independente, o repórter se pergunta: o que leva as pessoas a toda essa mobilização? Poderiam estar gastando energia em mega shows, em produções de artistas já consagrados, tocando com gente rica e famosa. Poderiam estar produzindo artistas prontinhos, seguindo a fórmula do último verão, preocupados com os cabelos da moda ou apenas com a aparição naquele programa de domingo à tarde.

É fácil entender. Ainda mais quando se lembra da maioria dos artistas que têm sido premiados nos eventos de música “oficiais” de emissoras de televisão, ou o que aparecem como novidade de nossa música nas rádios. Há algo acontecendo na música brasileira, algo que tem muito menos a ver com show business e mais com criatividade, com novidade e com a idéia de se produzir música mais preocupada em qualidade do que em vender bilhões. Se gravadoras, TVs, rádios e a grande indústria parecem não dar a menor bola para isso, então, essa turma se junta e cria o próprio mercado.

Seus selos, eventos, festivais, produções e feiras, e até meios de comunicação, mobilizam um mercado que, sim, quer vender, atingir o máximo de pessoas possível, mas não abre mão disso por um punhado de dólares. Numa feira como essa, além de muita discussão sobre como viabilizar carreiras, circuitos, bandas e festivais, há troca de informação e, sim, até rodadas de negócios. Nelas, especialmente, artistas e seus produtores tentam mostrar o quão interessante são para gente de selo e, principalmente, de festivais e eventos que ocorrem pelo Brasil. Muitas vezes, focando na busca de espaço para mostrar trabalho e não, necessariamente, nos próprios cachês, um entrave ainda não solucionado nesse mercado.

O melhor é quando diante de todo esse quadro, num evento como a Feira de Música, se percebe que o público não é apenas aquele mesmo que freqüenta os já costumeiros pequenos shows do circuito. Quando se percebe que há um público sedento por novidade. Aquele mesmo, que passa ali para ver uma voz e violão de sempre, pára para assistir um show de um quarteto de trombones ou de um instrumentista vanguardista. Aquela turma que veio simplesmente comer em um restaurante chique, acompanha com atenção a uma banda disparando composições que nunca ouviu antes.

A proposta do evento é vista em diversas camisas coloridas estampadas com o mote “Permita-se ouvir” que passeiam pelo espaço, um enorme e belo centro cultural no meio de Fortaleza, batizado com o interessante nome de Dragão do Mar. Mais do que reunir pessoas, colocar artistas para tocar, fazer negócios, a idéia do produtor do evento,o simpático e empolgado Ivan Ferraro, é fazer com que as pessoas se abram para a imensa possibilidade de música oferecida, não só ali nos palcos, mas em todo país, através de sites, blogs, festivais, shows e nesse tal de circuito independente.

Artistas que podem surpreender até mesmo quem já anda por esses eventos, como a banda gaúcha Pública, que contagiou com um show cheio de adjetivos, que o jornalismo perdoa em casos como esse. Belo show de uma banda que atravessou o país, pagou parte das próprias despesas, apresentou-se para pouco mais de cem pessoas, tocou no outro dia em outra cidade do Nordeste, a 800 quilômetros dali, mas conseguiu cumprir muito bem seu papel.

Os bons shows de bandas como Autoramas, nome já veterano e respeitado nesse circuito e que já vem fazendo seguidas turnês no exterior, ou Canastra, ótima banda que traz os dias de hoje o clima e os sons dos anos 50, com sopros, baixo acústico e ótimas composições, mostram que há muito o que se ouvir por ali. Assim como vários outros que passaram pelos três palcos da Feira da Música em seus mais diversos estilos: o ska com frevo da Ska Maria Pastora, a surf music do The Dead Rocks, a musica nordestina moderna do Cabruêra, o rock fofo da Lulina, o forró contemporâneo da Naurêa, entre outros.

Essa música diversa, rica, nova, contemporânea, mas ainda se ajeitando para se tornar viável, é quem move artistas,produtores, festivais,selos, blogs e jornalistas, como esse. Que prefere muito mais assistir a algo real, genuíno e, mesmo cheio de problemas, concreto e promissor, do que a acompanhar um mercado nauseabundo, com cartas marcadas e novidade fabricada em escritório de marketing. Na volta da Feira de Fortaleza, a sensação de estar assistindo algo verdadeiro acontecendo faz com que o repórter nem se lembre de atrasos, conexões, poucas horas dormidas ou outro qualquer contratempo. Bota o fone no ouvido, bota os CDs que comprou e ganhou para tocar… Senhores passageiros, sejam bem vindos a Salvador.

ago.2010 28

Feiradamusicaweb
Show concorrido do Camarones Orquestra Guitarrística

Faz sentido,uma banda atravessar o Brasil bancando parte das próprias despesas da viagem para tocar para pouco mais de cem pessoas? Vale à pena reunir diversos artistas desconhecidos da maioria das pessoas, que não tocam nas rádios, não aparecem na TV e são incógnitos em suas próprias cidades? Pelo visto durante a Feira da Música de Fortaleza – que teve cerca de 50 mil pessoas circulando durante seus quatro dias no último fim de semana no Centro Cultural Dragão do Mar -, não só faz sentido, como há nove anos vem dando resultado para vários dos envolvidos.

The Dead Rock webOs paulistas The Dead Rock detonaram

Nesse período, a Feira de Música tem se notabilizado por ser uma das ferramentas de discussão, de encontro e de mostra artística para diversos elos da cadeia de música do Brasil, especialmente do mercado independente. A edição de 2010 consolidou ainda mais esse papel, transformando essa na “melhor edição de todos os tempos”, segundo o empolgado Ivan Ferraro, coordenador geral da Feira. Continue lendo »

ago.2010 28

As músicas que disputarão as duas semifinais da 5ª edição do Festival de Música do Beco da Lama – o conhecido MPBeco – já estão definidas. A comissão responsável pela escolha das 24 concorrentes debruçou-se sobre um universo integrado por 260 composições, pertencentes aos mais diversos gêneros musicais, cujas inscrições vieram de diferentes regiões do Estado.

A comissão contou com a participação do jornalista e músico, Moisés de Lima, vencedor da 3ª edição do Festival, como integrante da banda “Os Grogs”; pela também jornalista e musicista, Michelle Ferret, ex-integrante do grupo “Rosa de Pedra”; e pelo músico e produtor Vlamir Cruz.

Para definir a ordem das apresentações nas duas etapas da fase semifinal, que serão realizadas nos dias 11 e 18 de setembro, e para esclarecer dúvidas com relação ao regulamento, a produção do Festival está convocando representantes dos trabalhos selecionados para uma reunião, na próxima segunda-feira, 30, às 18h00, no auditório da Capitania das Artes. A seqüência de apresentação nas semifinais será definida por sorteio.

As 24 selecionadas estão abaixo:

Segue abaixo as 24 músicas selecionadas à primeira eliminatória da 5ª edição do Festival MPBeco. Detalhes do festival, premiação, regulamento, é só visitar o site oficial do evento, clicando AQUI.

Música: A Balada da Cidade Mágica
Compositor(a): Franklin Mário Continue lendo »

ago.2010 27

AUTORAMAS

Estamos soltando todos os dias aqui no Portal Dosol os artistas que estarão tocando no Festival Dosol 2010, que ocorre nos dias 05, 06, 07, 10, 11, 12, 13 e 14 de novembro. O Festival Dosol 2010 acontece com apoio da Oi e Petrobrás através da Lei Câmara Cascudo e Lei Rouanet.

Hoje divulgamos a participação dos cariocas Autoramas, um dos mais sensacionais trios da história do rock brasileiro. Com uma carreira mais internacional que nunca, a máquina de hits e riffs dá uma paradinha no Brasil para show no Dosol 2010. Não dá para perder!

Escute: http://www.myspace.com/autoramas

ago.2010 27

plastico lunar

Seguindo série de vídeos inéditos e conteúdos de áudio do Festival Dosol, estamos apresentando material da edição de 2009 aqui no DOSOLTV. Quem aparece hoje são os sergipanos  do Plástico Lunar em take high quality de áudio e vídeo durante o Festival Dosol  2009.

A produção de áudio, vídeo e finalização e da Dosol Image com edição de Anderson Foca.

ago.2010 27

camarones são carlos

A banda potiguar Camarones Orquestra Guitarrística vem cumprindo uma agenda de shows bem grande  pelo Brasil . A segunda parte dessa agenda foi feita pelo Centro-Oeste e Sudeste, passando pelos estados do RJ, SP, MG, GO, DF. Confira agora a vídeo cobertura das cidade de São Carlos (SP).

A edição é de Ana Morena Tavares com produção da Dosol Image. Recomendamos conferir todos os nossos vídeos em high quality e em full screen. Assista:

ago.2010 27

O Centro Cultural dosol abre as portas hoje numa ação para tentar angariar mais verba para a tour européia do AK-47. O show, patrocinado pelo CCDoSol, começa às 20h. Gosta da banda? Quer ajudar? Apareça! Todas as infos no cartaz.

ak cartaz