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	<title>DoSol &#187; ABRIL PRO ROCK 2008</title>
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		<title>DoSol</title>
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		<title>MOTORHEAD NO ABRIL PRO ROCK 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 16:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Fonte: Nordeste Independente
Acabamos de receber essa mensagem via net. O bicho vai pegar em Recife em 2009,
Abril Pro Rock 2009: Motorhead  Confirmado!
Uma das bandas mais desejadas  pelo público do festival finalmente se apresentará no Recife
Recife abre as portas para  verdadeiras lendas do rock no mês de Abril. Em sua 17ª edição, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/motorhead.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5443" title="motorhead" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/motorhead.jpg" alt="" width="350" height="232" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Fonte: Nordeste Independente</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Acabamos de receber essa mensagem via net. O bicho vai pegar em Recife em 2009,</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>Abril Pro Rock 2009: Motorhead  Confirmado!</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Uma das bandas mais desejadas  pelo público do festival finalmente se apresentará no Recife</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Recife abre as portas para  verdadeiras lendas do rock no mês de Abril. Em sua 17ª edição, o festival  <strong>ABRIL PRO ROCK</strong> terá em sua programação ninguém menos que os ingleses do  <strong>MOTORHEAD</strong> como atração principal. A maior celebração ao rock no Brasil  acontecerá nos dias 17 e 18 de abril, mais uma vez no palco do Chevrolet Hall.  Este será o único show do grupo no Nordeste, que passa pelo Brasil em uma turnê  por mais duas cidades.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Formado em 1975 pelo reverenciado  Lemmy Kilmister, o trio conquistou o sucesso com discos como No Sleep&#8217;til  Hammersmith – quando se auto-proclamou a banda mais barulhenta do mundo -, Ace  of Spades e Overkill. Com a postura clássica de ignorar os rótulos, que tratam  sua banda como ora Heavy Metal, ora Speed e Thrash Metal, Lemmy diz que sua  banda não é nada além de Rock n&#8217;Roll. E, de fato, poucas bandas traduzem tão bem  o espírito de diversão do rock como o Motörhead.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Uma brincadeira clássica no filme  Cabeças de Ventos (Airheads) traduz bem a importância da banda. Para testar se  um executivo de gravadora não é, na verdade, um policial disfarçado, um músico o  pergunta &#8220;Quem venceria numa briga, Lemmy ou Deus?&#8221;. A resposta certa: &#8220;Lemmy É  Deus&#8221;. E o panteão do rock traz mais uma de suas crias para o palco que já  recebeu o Helloween e o Gamma Ray.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">MICROFONIA – Outra banda que já  está confirmada no Abril Pro Rock é a <strong>Candeias Rock City</strong>. Ela foi  escolhida pelo concurso <strong>Microfonia</strong>, promovido pelas Faculdades Integradas  Barros Melo (Aeso) em parceria com o festival. Eles foram selecionados entre  quase 100 inscritos por uma comissão formada pela produção do Abril, jornalistas  e músicos da cidade.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK NA FOLHA DE SP</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 10:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abril pro Rock consagra Wildner e pianista jovem
MÁRVIO DOS ANJOS
ENVIADO ESPECIAL A RECIFE
Em sua 16ª edição, o Abril pro Rock conseguiu equilibrar bem a vocação de plataforma do alternativo nacional com a necessidade de atrair um público que, na maioria das vezes, demanda mais do mesmo. E quem foi atrás do novo Brasil nos dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abril pro Rock consagra Wildner e pianista jovem<br />
MÁRVIO DOS ANJOS<br />
ENVIADO ESPECIAL A RECIFE</p>
<p>Em sua 16ª edição, o Abril pro Rock conseguiu equilibrar bem a vocação de plataforma do alternativo nacional com a necessidade de atrair um público que, na maioria das vezes, demanda mais do mesmo. E quem foi atrás do novo Brasil nos dois dias do festival (sexta e sábado), no Chevrolet Hall, saiu com grandes memórias, ambas do sábado: a ousadia do pianista pernambucano Vítor Araújo, 18, e a catarse do veterano Wander Wildner -a quem talvez ainda faltasse alguma consagração. O garoto de background erudito deu a &#8220;Paranoid Android&#8221;, do Radiohead, ares de Debussy e Bach, acento de jazz a Chico Buarque, e algumas lições às muitas bandas ainda verdes, ou meramente imitativas, do festival. Araújo mostrou personalidade e discurso próprio e enfrentou sem medo as dificuldades sonoras do palco 2, percebidas em outros shows, mas realmente cruéis com o piano solo.</p>
<p>Mesmo assim, foi em transe que centenas de pessoas se apinharam perto das caixas de som para vê-lo transitar, em estado de hipnose, pelo frevo e por Villa-Lobos. Virou o momento único, a imagem a ser trazida do Recife. Por sua vez, Wildner, reforçado por gaita (acordeon, segundo os<br /gaúchos) e metais convidados, desfilou no palco 1 seu punk-brega descarado e acabou tendo a melhor resposta de público do sábado. O simpático toque frevo de "Eu Tenho uma Camiseta Escrita Eu te Amo" ganhou a noite para o gaúcho, que fez possivelmente o grande show de sua carreira.</p>
<p>Na noite de Lobão, Céu e Datsuns (Nova Zelândia), os gaúchos do Superguidis exibiram, com raça e paixão, um powerpop que merece ser ouvido mais vezes e fizeram o melhor show em língua pátria dos palcos secundários, tomados por anglófonos -o que não é crítica quando há gente antenada e precisa, como os pernambucanos do Sweet Fanny Adams, mas uma constatação. Na noite de sexta, que teve New York Dolls (ótimo) e Bad Brains (nem tanto), os destaques do novo Brasil foram The Sinks (RN) e Vamoz (PE). Os potiguares têm peso e melodia, entre o stoner, o Nirvana e o Weezer e deram (bom) refrão em inglês a quem precisa. O Vamoz, extremamente dinâmico nas guitarras, honrou a ebulição rock que sempre se espera do<br />
Recife.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK NO PORTAL FORA DO EIXO</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 10:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Felipe Gurgel (CE) &#8211; Enviado a Recife (PE)
O Abril Pro Rock 2008 ainda não terminou, mas já tem história pra contar. No último fim de semana, dias 11 e 12 de abril, o festival colocou 23 bandas nos palcos do Chevrolet Hall, em Recife (PE). A 16ª edição do Abril finaliza sua programação no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Felipe Gurgel (CE) &#8211; Enviado a Recife (PE)</p>
<p>O Abril Pro Rock 2008 ainda não terminou, mas já tem história pra contar. No último fim de semana, dias 11 e 12 de abril, o festival colocou 23 bandas nos palcos do Chevrolet Hall, em Recife (PE). A 16ª edição do Abril finaliza sua programação no próximo dia 27, com os shows do Helloween e Gamma Ray. A data descolada dos dois primeiros dias se justifica por conta da agenda da turnê das duas bandas internacionais de metal. <span id="more-2065"></span></p>
<p>Uma das pedras fundamentais para o que é a música independente hoje no Brasil, o Abril Pro Rock traz uma bagagem que pontua as mudanças no mercado da música no País. Na década de 90, revelou nomes como Los Hermanos e Pato Fu para as gravadoras. Hoje, tem outros desafios. Encontrar bons nomes, numa vastidão de bandas do universo independente, parece ser um deles. Outro é formar público para as mesmas.</p>
<p>Se antes as bandas viam o Abril como um salto para uma estrutura maior, agora o festival é finalidade. O Portal Fora do Eixo ouviu músicos que passaram por essas duas primeiras noites e apurou que algo é comum entre eles: a sede de tocar no festival. Um sonho para alguns. O Abril Pro Rock virou ponta da cadeia produtiva da música independente, apesar de reunir mais público em edições anteriores e agora ter que dividir espaço e atenção com outros festivais do calendário nacional.</p>
<p>A &#8220;marca&#8221; do Festival é notória até fora do universo independente. Em Recife, a agenda cultural da cidade trazia o &#8220;Abril Pro Reggae&#8221; e o &#8220;Abril Pro Brega&#8221;. A versão regueira aconteceu em Fortaleza (CE) também. Reflexo do nome do festival que, hoje, enfrenta uma série de dificuldades para se manter grande. Cerca de 2 mil pessoas prestigiaram o primeiro dia. E mais de 3 mil, o segundo.</p>
<p>&#8220;É muita ousadia trazer essas bandas para o Nordeste. Poderia ter mais 1.500 pessoas aqui hoje, mas está complicado. Tem muito show gratuito na cidade e o nosso Carnaval é pop&#8221;, dizia o produtor Paulo André Pires, no primeiro dia, repetindo o discurso de entrevistas anteriores à realização do evento. Ele coloca outro problema. &#8220;O achatamento da classe média, como já foi dito em uma reportagem da Veja desta semana. Ouço meus amigos dizerem que estão sem grana. E, infelizmente, a classe C não tem acesso a essa produção&#8221;, percebe.</p>
<p>Segundo o produtor, a mudança de local do festival, após 15 anos de realização no Centro de Convenções, favoreceu a nova edição. &#8220;Aqui você ouve o show de qualquer lugar. No Centro de Convenções era só de frente para o palco&#8221;, diz. Paulo André ainda crê que o Abril cumpre bem a integração com o público de outros estados. &#8220;Conversei com gente de Porto Alegre, Ceará, Alagoas, da região inteira. É muito bom perceber essa movimentação em torno do Festival. Essa noite vai ser histórica. Não tinha expectativa de grande público, mas estou satisfeito. Dia 27 eu espero que a fidelidade dos metaleiros, que tanto me impressiona, corresponda uma expectativa maior&#8221;, conclui.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK SEGUNDO DIA NA REVISTA O GRITO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 10:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na longa noite de sábado, seis estrelas, chamarizes de platéia, estavam prontas para subir o palco e arrazar. Foi o que aconteceu durante o segundo dia de apresentação do Abril pro Rock que, literalmente, jogou no lixo o clima de decepção provocado pela primeira noite. O festival havia entrado finalmente no eixo à revelia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na longa noite de sábado, seis estrelas, chamarizes de platéia, estavam prontas para subir o palco e arrazar. Foi o que aconteceu durante o segundo dia de apresentação do Abril pro Rock que, literalmente, jogou no lixo o clima de decepção provocado pela primeira noite. O festival havia entrado finalmente no eixo à revelia de qualquer força contrária já no comecinho da noite.<span id="more-2055"></span>Quem abriu as atividades do palco principal, foi uma velha conhecida do público recifense, a banda <strong>Autoramas</strong>. Gabriel Thomaz, Flávia Couri e Bacalhau animaram um salão completamente cheio e que correspondia, em todas as esferas, às exigências do artista principal. No set list os sucessos como “Nada Haver”, “Paciência” e “Fale Mal de Mim” e aquela velha performance recheada com carinhas, bocas, olhos esbugalhados e movimentos de marcha. Tudo bem funcional e redondo, sem espaço para decepções.</p>
<p>Autoramas parece ter aquecido o Chevrolett Hall fazendo com que a platéia aguardasse algo mais. Sentimento esse correspondido com <strong>Wander Wildner</strong> no palco. A apresentação causou comoção, fazendo todo mundo pular e soltar gritinhos eufóricos. De longe foi o show mais animado entre os dois dias de apresentação.</p>
<p>Gonzo, como Wander prefere ser chamado, começou sua interpretação levando em conta a nova proposta melódica que o aproxima de uma música mais comercialesca. O público não se intimidou, continuou animado e pedindo sucessos como “Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro” e “Bebendo vinho”. Quando finalmente foi atendido, Wildner viu o poder do próprio sucesso e se refestelou com a apresentação mais aplaudida da noite. O vovô mostrou à que veio, sem ter medo de represália.</p>
<p>Na seqüência, <strong>Céu</strong>, grávida de seis meses, começou e terminou seu show de maneira corretíssima. No set list estavam os principais sucessos radiofônicos que fizeram o público cantar coladinho com a cantora, sem errar o compasso da banda. <strong>Júpiter Maçã</strong>, mostrando que está vivinho da Silva, trouxe duas maças no meio das pernas, um quadril que de tão rebolativo ficou contrangedor e um repertório cansativo e morno. Melhorou somente quando entoou “Um Lugar do Caralho”, sendo acompanhado por todo Chevrolett Hall, inclusive por Wander Wildner que estava no salão empunhando uma cerveja e recebendo abraços de fãs.</p>
<p>Os neozelandeses do <strong>The Datsuns</strong> foram o enigma da noite. Com um show longo e arrastado, a banda terminou a apresentação e deixou uma pergunta no ar: o que esses magrelos, com cabelos grandes e gestual que mais parece um pastiche de uma atitude rocker, vieram fazer aqui? Bem, todo mundo ficou sem resposta aparente e eles foram o grande hiato de uma noite de sonoridade bem concatenada. Teria sido uma grata surpresa apostar em uma banda mais nova no palco principal. Essa, porém não foi a opção da produção.</p>
<p>Depois de oito horas de shows ininterruptos, chegou a vez de <strong>Lobão</strong>. E muita gente comprou ingresso só para vê-lo e tentar compensar a última vez em que ele esteve no Recife em uma apresentação decepcionante no UK Pub. Com 14 instrumentos de corda no palco, ele comandou uma platéia que, apesar do aparente cansaço, já que ele subiu no palco às 2h50, não arredou o pé do Chevrolett Hall nem mesmo na hora do bis. E isso foi pra lá das quatro da matina.</p>
<p>E não faltou clássicos como “Decadence avec elegance”, “Me chama”, “Ronaldo foi pra Guerra”, entre tantas outras. Impossível não cantar juntinho com o velho lobo polêmico e abusado.</p>
<p align="center"><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/04/03sweet_fanny_adams_pe_2_foto_luciana_ourique.jpg" alt="Sweet Fanny Adams (Foto: Luciana Ourique)" height="188" width="414" /><br />
<sup>Sweet Fanny Adams (Foto: Luciana Ourique)</sup></p>
<p><big><strong>O NOVO INDIE</strong></big><br />
Palco 2 e 3<br />
Por <a href="mailto:wagner@revistaogrito.com">Wagner Beethoven</a></p>
<p>No palco 3, duas bandas apresentaram mais pretensão do que realmente alguma eficácia em suas propostas sonoras. A mais bem acabada foi a <strong>Madalena Moog</strong>, que apesar da falta de apuro vocal tem tudo que uma banda nova precisa: bom-humor, som animado e uma integrante feminina simpática. Só não ficou muito claro a identidade do grupo, mas nada que não seja resolvida com o tempo. O <strong>Erro de Transmissão</strong>, que tocou em seguida, protagonizou a mais fraca apresentação da noite. Apesar da boa produção das músicas e da entrosação, nada justificava o som adolescente do grupo. Em alguns momentos, a banda parecia se assemelhar a Pitty, o que não é elogio para ninguém. Foi um evento muito grande para uma banda ainda tão pequena. Tem muito chão ainda para eles.</p>
<p>O <strong>Barbiekill</strong>, vendidos como a new rave do Nordeste, furaram eles mesmos, a bola do hype, enchida por jornalistas e apreciadores do grupo. Com carisma e presença de palco, a música da trupe de Natal era um pastiche do que o CSS já fez. Destaque para algumas faixas que utilizam elementos de funk.</p>
<p>Promessa pro cenário indie pernambucano, o <strong>Sweet Funny Adams</strong> fizeram um bom trabalho e conseguiram iniciar bem os trabalhos no <strong>palco 2</strong>. Os meninos trouxeram um som com influências do indie-rock gringo (até porque eles cantam em inglês), mas obtiveram boa resposta do público. Tocando músicas do seu trabalho anterior, <em>Sweet Funny Adams</em> e o mais recente <em>Fanny, You’re No Fun</em>, a banda animou bem mais do que os indies que faziam festa a cada música tocada. O que já significa muito para uma banda que, a todo momento, parece querer dialogar com um público maior.</p>
<p>Um das surpresas do festival, o grupo de Goiania <strong>Violins</strong>, mesmo tendo pouca presença de palco, mostrou um rock de impacto, muito pesado. O repertório composto por músicas dos dois álbuns, <em>Grandes Infíeis</em> e <em>Tribunal Surdo</em> (2005 e 2007, respectivamente) assustou quem nunca tinha os visto ao vivo. No show a leseira dos álbuns não foi levada a sério, o que fez a banda agradar a platéia. Foi com o Violins que ficou claro que o cenário alternativo agora tem muito mais criatividade e coragem do que o mainstream que agitavam o palco principal do evento.</p>
<p>A organização do festival foi bastante corajosa ao trazer o pianista erutido-pop <strong>Vitor Araújo</strong> para os palcos do APR, o garoto pernambucano que recentemente lançou seu primeiro trabalho, <em>TOC &#8211; Ao Vivo no Teatro Santa Isabel</em>. Seu show juntou um público que certamente estava escutando o rapaz pela primeira vez. Ele tocou poucas músicas, mas que nortearam o quão ampla e variada são as refências de Vitor: Villa-Lobos, Chico Buarque, Levine e a música que o tornou pop, Paranoid Android. Todas as músicas foram tocadas de forma sincera e incrivelmente hipinotizante. Vitor que, além de tocar faz caras e bocas, foi aplaudido por um público atônito e maravilhado.</p>
<p>Indie-rock, pop e jovem guarda, foi o conteudo do show dos sergipanos dos <strong>Rockassetes</strong>, a banda que tem circulado na mídia independente fez digno o nome de banda de rock, levaram ao pé da letra da palavra ROCK. Os EPs, Sistema Nervoso (2005) e SamPa SEcília (2007) eram cantados aos berros pelos fãs mais fieis, e ainda teve uma menina que me viu no show anotando e me deu uma aula de Rockassetes, apenas por que eu perguntei qual era o nome da música, “Próximo Romance”, o grupo que já tocou agradeceu a muita gente, mas eles têm merito próprio e mostraram isso no show.</p>
<p>Muito elogiado pela crítica especialida, o <strong>Superguidis</strong> é uma banda formada em 2002, com dois CDs e influências do Pavement, Guided by voices, Yo La Tengo, Weezer e Teenage Fanclub, mas no palco a pegada era outra. A banda trouxe um show com uma identidade muito forte e novamente como na maioria dos shows do palco dois, a cartase era nítida nos rostos dos fãs.</p>
<p>O <strong>Pata de Elefante</strong> tocou pra um público que definitivamente não aguentava mais esperar por Lobão. O show deles teve apenas uma música com vocal, “Hey”, do novo trabalho do grupo de Porto Alegre, <em>Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha</em>. O elogiado som instrumental da banda não agradou, talvez por ter sido a penúltima banda, o que prejudicou de sobremaneira a apresentação dos gaúchos.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK PRIMEIRO DIA NA REVISTA O GRITO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 10:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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ABRIL PRO NOVO
Palco 1
Por Fernando de Albuquerque
Abril pro Rock – Palco 01
Sexta-feira &#124; 11 de abril 2008
O buxixo que pairava no ar era de que o Abril pro Rock tinha mudado. Que precisava transformar para ganhar mais platéia e voltar a ser a velha plataforma nacional de lançamentos. De fato o Abril mudou. Saiu do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/04/new_york_dolls_01-foto_luciana_ourique.jpg" alt="New York Dolls (Foto: Luciana Ourique/ Divulgação)" height="174" width="383" /></p>
<p><strong>ABRIL PRO NOVO</strong><br />
Palco 1<br />
Por <a href="mailto:fernando@revistaogrito.com">Fernando de Albuquerque</a></p>
<p><strong>Abril pro Rock – Palco 01<br />
Sexta-feira | 11 de abril 2008</strong></p>
<p>O buxixo que pairava no ar era de que o <strong>Abril pro Rock</strong> tinha mudado. Que precisava transformar para ganhar mais platéia e voltar a ser a velha plataforma nacional de lançamentos. De fato o Abril mudou. Saiu do aconchegante Pavilhão para abraçar o escorregadio chão do Chevrolett Hall, casa mais bem equipada e que, a priori, funcionaria muito bem para maquiar a constante queda de público dos últimos 10 anos. Até que na funcionalidade make up o espaço funcionou. E fora isso ainda dava para sentar nos batentes, dormir nas pilastras, mas as quedas? Inevitáveis e pelo menos, no primeiro dia, o Abril escorregou em suas próprias escolhas.<span id="more-2054"></span></p>
<p>A primeira característica negativa estava nos gógós dos promotores da Petrobrás, patrocinadora oficial do evento. Os rapazes, bem robustos por sinal, carregaram no vozeirão para animar quem jogava autorama. Era um tal de carro azul ta ganhando, vermelho está perdendo: “Aceleeeera vermelho”, que dava pra ouvir do lado de fora da casa de shows.</p>
<p>Fora isso, a programação do palco principal, responsável por receber as bandas com maior apelo de público, abriu e terminou num climinha “começar tudo de novo”. Quem deu partida aos trabalhos foram os capixabas do <strong>Mukeka di Rato</strong>. De longe, eles fizeram o melhor show da noite misturando sarcasmo, bases rápidas e pesadas, versus vocais velozes (alternando entre o gutural, esganiçado e impúbere), em letras de amor com rima fácil. Mas indo de encontro ao que a noite prometia, o Mukeka apresentou um hardcore diferente. Que usa palito no dente e não franja e roupinha coladéx. Eles foram de chinelo de dedo, ao invés de coturno e deu gosto de ver uma banda que já passou dos trinta, mas que não se tornou balzaquiana no palco. Eles tocaram com a mesma energia de uma garotada que está tendo a primeira chance sob os holofotes e gelo seco. A platéia, suada, vermelha e cansada, mas feliz, agradeceu muito.</p>
<p>Na seqüência, Bad Brains (EUA) fez um show morno e sem empolgação. Lendários e nascidos nos anos 70, a banda trouxe no repertório músicas de seu novo álbum <em>Build A Nation</em>, como <em>Expand Your Soul</em> e <em>Universal Peace</em>, além de clássicos da banda. A empolgação só apareceu mesmo quando o grupo apelou para hits da nação reggueira. Nesse momento todo mundo levantou os pés. Mas o tédio foi sua principal marca.</p>
<p>Ancorados na própria fama de percussores do Glam Rock, o <strong>New York Dolls</strong> pegou uma platéia cansada. Subiu ao palco lá para as duas da matina, quando a maioria do público estava escorada em alguma coluna. Apesar do horário a banda despertou a platéia com a execução de árias de música clássica antes de entrar no palco.</p>
<p>Aqueles que esperavam sentir-se como entre os anos de 72 e 75, quando a banda tornou-se ícone, ficou literalmente chupando dedo. Os pontos altos da apresentação ficaram por conta de “Looking for a Kiss” e quando integrantes jogaram flores para o público.</p>
<p>No ar, após o fim da apresentação ficou a pergunta: será que não seria melhor a lenda ter ficado apenas nos anais da história do rock, como uma banda seminal e importante? A resposta dessa pergunta é sim. E o livro do rock já deveria ter fechado as páginas para eles ao lado de adjetivos como drag, lipstick, glitter, poser, glam, sex, drugs. Tudo tem seu fim.</p>
<p><img src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/04/amp_com_fabricio_nobre_mqn1-foto_luciana_ourique.jpg" alt="Amp com Fabrício Nobre (MQN) (Foto: Luciana Ourique/ Divulgação)" height="159" width="351" /></p>
<p><big><strong>SURPRESA DOS SECUNDÁRIOS</strong></big><br />
Palco 2 e 3<br />
Por Wagner Beethoven</p>
<p>No palco 3, a pernambucana AMP, vencedora da seletiva do Link Musical agradou a platéia e ganhou a visibilidade que precisava. Já o The Sinks, trouxe um rock bem básico, mas também dançante. Quem chegou naquele momento no pavilhão nem imaginaria que o peso e o marasmo seria o tom da noite.</p>
<p>No palco 2, os <strong>Zumbis do Espaço</strong> fizeram um show sólido. Com dez anos de carreira discografia extensa, deu à “inédita” banda (era a primeira apresentação do grupo em terras recifenses) um status de deuses, ovacionados a cada acorde, com a maioria das músicas cantadas freneticamente em coro. Foram uma das grande surpresas na monótona noite do primeiro dia do Abril Pro Rock.</p>
<p>Uma banda como o Zumbis do Espaço certamente sofreu grande injustiça com a escolha do palco. Nomeados como secundários, eles tiveram qualidade superior ao headline do festival naquele dia. O peso do Horror Rock trazido pelos paulistas marcou a primeira noite, cheia de shows fracos e irregulares.</p>
<p>Gomão e cia., do <strong>Vamoz!</strong> não conseguiram trazer nenhuma surpresa além do ótimo show já conhecido na cidade. Pela segunda vez no festival, basearam o show no último trabalho <em>Damned Rock n’Roll</em>. A banda juntou um público razoável, que não desanimou em nenhum momento. Pode até ser discutível uma banda tão conhecida como o Vamoz! tocar no palco 2, mas o que importa mesmo é que foram eles os responsáveis pelo melhor show de rock da noite.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK PRIMEIRO DIA NO PE360GRAUS</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 04:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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Punk rock hardcore agita primeira noite
Por Daniel Santana
Guitarras raivosas ecoaram pela área interna do Chevrolet Hall na noite da última sexta-feira (11). A casa de shows, acostumada a trazer atrações famosas entre o grande público, viu seu espaço ser tomado por pouco mais de 2,5 mil alucinados fãs de rock durante a primeira noite do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ctPost">
<h2>Punk rock hardcore agita primeira noite</h2>
<p><strong>Por Daniel Santana</strong><br />
Guitarras raivosas ecoaram pela área interna do Chevrolet Hall na noite da última sexta-feira (11). A casa de shows, acostumada a trazer atrações famosas entre o grande público, viu seu espaço ser tomado por pouco mais de 2,5 mil alucinados fãs de rock durante a primeira noite do Abril Pro Rock 2008. As bandas podem até não ser muito conhecidas fora do circuito alternativo, mas fizeram jus ao palco e conseguiram provar que o Recife tem muito mais do que frevo a oferecer.<span id="more-2061"></span><br />
Foi com esse espírito que os pernambucanos do AMP entraram em cena. A banda foi escolhida pelos internautas em uma eleição feita pela organização do evento e não decepcionou os fãs. Logo depois foi a vez do Project 666 iniciar a maratona de hardcore. Com um vocal gutural e uma bateria forte, a banda, também pernambucana, fez barulho e o público montou a roda. A essa altura, a festa estava apenas começando.<br />
Quando The Sinks subiu ao palco, o hardcore deu lugar ao tradicional rock’roll. Tá, não tão tradicional assim. A banda do Rio Grande do Norte toca um som parecido com o de bandas como The Strokes, isto é, um rock novo com jeitão de antigo. “Tocar no Abril Pro Rock é um sonho de toda banda independente”, bradou o vocalista do The Sinks, Dante, no início do show.<br />
O público não parava um minuto de pular. Jéferson das Neves e Alzione Oliveira vieram de Feira de Santana, Bahia, conferir de perto o festival. “Tem muita banda que a gente quer ver, não dá para escolher uma. Por isso que vamos ficar para o show de amanhã também”, avisou o baiano.<br />
Ele parou de conversar quando a quarta atração da noite subiu ao palco. Mukeka di Rato veio para destruir tudo o que via pela frente. Com letras ora cantadas em uma velocidade impossível de se acompanhar, ora de forma bem humorada, a banda fez um dos melhores shows da noite. Ninguém parava um só minuto, e mais uma vez a roda se formou, com uma intensidade ainda maior que das outras vezes.<br />
A estratégia de usar músicas curtas, com no máximo três minutos, fez a engrenagem da roda girar em velocidade alucinante. Mukeka di Rato foi uma das atrações mais aplaudidas. “Pena que nosso tempo é curto. Espero voltar logo a Recife para fazer uma apresentação mais completa”, disse o vocalista da banda, Sandro, lamentando o fato de ter apenas 45 minutos para fazer sua apresentação.<br />
E se alguém pensava em parar, era melhor ter ficado em casa. Não havia intervalo de uma banda para outra, pois como são três palcos, enquanto uma toca, a outra vai passando o som. E quem estava passando o som enquanto o Mukeka “destruía” no palco 1 foram os paulistanos do Zumbis do Espaço.<br />
Começa o show e sobe aquela figura vestida de jeans e com um chapéu de vaqueiro. Este é André, mais conhecido como Tor Zanatas, o vocalista dos Zumbis do Espaço. A banda é uma das mais famosas da cena independente de São Paulo. Em Pernambuco, parece não ser diferente pois a cada música, a cada riff, o público festejava, cantava as letras e fazia pedidos.<br />
“Eu adoro essa banda. Ela é a melhor”, opinou Alexandre West, morador de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ao lado dos amigos – José Benedito, Rodolfo Santana e Milka Nóbrega – o grupo se declara fã dos Zumbis, que em suas letras falam de violência de uma forma que chega a ser cômica. Apenas para ter uma idéia, a música que fechou a apresentação chama-se “Espancar e Matar”.<br />
<strong>ATRAÇÕES INTERNACIONAIS</strong><br />
Já era quase meia-noite e nada das atrações internacionais – Bad Brains e New York Dolls, ambas dos Estados Unidos &#8211; subirem ao palco. A espera foi premiada com dois shows alucinantes.<br />
Bad Brains fez uma apresentação inusitada. A banda alternava momentos de verdadeiro hardcore com a suavidade do reggae. A musicalidade deles, aliás, é uma mistura de vários gêneros, como funk e rock. Não é a toa que bandas como Red Hot Chilli Pepers admitem ter sido influenciadas por eles.<br />
“O show foi muito bom, apesar de no começo o áudio ter sido mal regulado. Eles são monstros sagrados do rock e eu vim só para acompanhar esse momento histórico”, analisou o músico, produtor musical e fã assumido do Bad Brains, Bernardo Vieira.<br />
A última atração brasileira da noite veio a seguir. Os pernambucanos do Vamoz fizeram um show visceral, acordando aqueles que demonstravam um leve sinal de cansaço. E essa sensação de que o evento tinha acabado sumiu tão logo o New York Dolls iniciou o seu espetáculo.<br />
<strong>NEW YORK DOLLS</strong><br />
O hardcore balançava as estruturas, agitava a galera, mas uma coisa era inegável: todos queriam ver o New York Dolls. A banda é considera a precursora do punk rock e não faltaram fãs no salão do Chevrolet Hall que acompanham o grupo desde o início de sua carreira.<br />
João Neto, 39 anos, veio de João Pessoa (PB) apenas para ver o show da banda. “Sou fã deles desde 1978. Eu não podia perder a oportunidade de vê-los de perto, ainda mais agora que já estão em fim de carreira”, apontou.<br />
O advogado Fábio Pimentel, 32, afirmou ser apaixonado por New York Dolls indiretamente. “Adoro The Smiths e sei que eles foram influenciados pelo New York. Por isso, não posso perder esse show”, explicou.<br />
A expectativa de João Neto, Fábio e de todo o público foi plenamente correspondida. O já vovô David Johasen não faz as mesmas piruetas que fazia no começo da carreira, mas ainda consegue ter uma performance digna de um astro do rock. Na terceira música tocada pela banda, “We are in love”, o público se emocionou. Logo depois os roqueiros fizeram um cover de Janis Joplin, transportando a galera para os tempos áureos do rock.<br />
No final, a satisfação estava estampada no semblante de cada espectador, de cada roqueiro. A alegria disputava espaço no rosto de cada um com a expressão de cansaço, mas não tem problema: este sábado (12) tem mais. A partir das 17h o Abril Pro Rock volta a eletrizar o Chevrolet Hall, desta vez com Autoramas, Júpiter Maçã, Lobão e outras atrações.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK SEGUNDO DIA NO PE360GRAUS</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 04:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Diversidade de estilos marca segunda noite do Abril Pro Rock
Por Daniel Santana
O rock é um dos gêneros musicais que possui mais vertentes, subdivisões e movimentos e talvez por isso seja também um dos mais vigorosos de todo o mundo. A segunda noite do Abril Pro Rock 2008 comprovou que o rock é muito mais que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="ctPost">
<h2>Diversidade de estilos marca segunda noite do Abril Pro Rock</h2>
<p><strong>Por Daniel Santana</strong><br />
O rock é um dos gêneros musicais que possui mais vertentes, subdivisões e movimentos e talvez por isso seja também um dos mais vigorosos de todo o mundo. A segunda noite do Abril Pro Rock 2008 comprovou que o rock é muito mais que um rótulo musical – é um estilo que transcende barreiras.<span id="more-2060"></span><br />
Se na sexta-feira (11) o hardcore imperou, neste sábado (12) a diversidade de estilos foi tão grande quanto a de bandas: 15 no total. E se a noite teve mais bandas e mais “estilos”, também teve um público maior. Cerca de cinco mil pessoas – o dobro do primeiro dia – estiveram no Chevrolet Hall para assistir a show de nomes consagrados do rock nacional como Wander Wildner e Lobão e outros mais recentes, a exemplo do Autoramas.<br />
A pluralidade musical foi iniciada com a banda vencedora do Click Msical, concurso realizado pela produção do Abril Pro Rock. Os internautas escolheram duas bandas do Nordeste para abrir os shows dos dois primeiros dias. Os pernambucanos do AMP tocaram na sexta e neste sábado foi a vez de Madalena Moog, da Paraíba. A mistura de pop gótico com música brasileira foi o cartão de visitas de uma noite que prometia – e cumpriu.<br />
Ainda em ritmo de aquecimento, Erro de Transmissão, uma banda pernambucana composta quase que completamente por mulheres tocou um pop rock suave, que agradou o público que começava a se acomodar no salão da casa de shows onde estavam montados os três palcos. Depois foi a vez de Sweet Fanny Adams agitar o público.<br />
Apesar de uma carreira breve, de apenas dois anos, os pernambucanos já participaram de festivais no Nordeste e em Belém do Pará. O Abril Pro Rock foi uma grata surpresa para os eles. “Quando recebi o convite para tocar eu estava dirigindo. Estacionei o carro na hora, pois não acreditei que iríamos tocar aqui”, contou um dos vocalistas da banda, Léo.<br />
A empolgação da banda foi levada para a performance e a o resultado da equação animação + empolgação só poderia ser um show vibrante. “Eu gosto muito dessa banda. Eles são um dos principais motivos de eu ter vindo aqui”, contou o fã Gustavo Costa, morador de Boa Viagem, no Recife.<br />
Em seguida foi a vez da banda potiguar Barbiekill. Uma mistura de bom humor com música tecno e um pouco de rock trouxe um tempero a mais para o caldeirão do festival. As letras cômicas só não eram mais engraçadas que a atuação do grupo no palco. Além de dançar bastante, quem assistiu ao show pôde dar muitas gargalhadas.<br />
<strong>AUTORAMAS</strong><br />
As apresentações deste sábado podem ser dividas em dois momentos: antes e depois de Autoramas. A banda carioca foi a primeira a tocar no palco principal e trouxe um repertório com músicas agitadas como “Você Sabe” e “Nada a Ver”, esquentando de vez o público, que pela primeira vez lotou a pista em frente ao palco.<br />
As músicas estavam na ponta da língua de quase todos, mas Humberto Santana foi além. Ora ele gesticulava como se tocasse a guitarra de Gabriel Thomaz (voz e guitarra), noutra parecia tocar a bateria de Bacalhau. “Sou fã da banda e só lamento o show ser tão curto. Eles têm repertório para tocar por mais de uma hora”, reclamou o fã, dando uma pausa no seu “rock imaginário”.<br />
Após a performance de Autoramas, que lembrou em alguns momentos as antigas festas adolescentes dos anos 80, devido às músicas agitadas e de certo modo pesadas, mas, acima de tudo, dançantes, as apresentações não foram mais as mesmas. O alto astral foi mantido, em seguida, pelos goianos do Violins, banda sucesso de crítica e público que já chegou a sofrer processos por conta da acidez contida em suas letras.<br />
No mesmo pique também seguiu o show de Wander Wildner. O roqueiro gaúcho é um dos precursores do punk brasileiro, mas iniciou o show de uma forma bem diferente de sua origem musical. Foram músicas de seu novo álbum, <em>La Cancion Inesperada</em>, lançado durante o festival e cuja melodia se sobrepõe ao peso das guitarras. Algo inovador, por assim dizer, para um artista do calibre de Wander.<br />
Inovador mesmo foi o que ele fez na parte final de seu show, que contou com a participação de músicos da Orquestra Contemporânea de Olinda. Clássico como “Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro” e “Vou entorpecer bebendo vinho” foram tocados de um jeito inusitado: em ritmo de marchinhas de carnaval. A galera entrou na brincadeira e ensaiou diversos passos carnavalescos em uma noite de rock. A primeira barreira foi quebrada.<br />
<strong>MÚSICA CLÁSSICA, MPB E ROCK’ROLL</strong><br />
Até o show de Wander Wildner, bandas bastante singulares haviam subido nos palcos do Abril Pro Rock, mas nada se comparou com as atrações seguintes. Vitor Araújo levou o som do piano – isso mesmo, piano – para uma apresentação de música clássica, com pitadas de MPB e rock.<br />
MPB mesmo veio com o show da paulista CéU. A cantora fez sua primeira apresentação em Pernambuco e deixou o público com gostinho de quero mais. O rock voltou à cena com os Rockassetes, outra banda do Nordeste (Sergipe) que comprovou a força do rock na região.<br />
Outro show clássico foi o gaúcho Júpiter Maçã, mais um pai do rock daquele estado. De um gaúcho antigo para um gaúcho atual. Os Superguidis levaram um pouco mais do som leve e tranqüilo do pop, dosando na medida certa o que estava por vir: The Datsuns.<br />
A banda neozelandesa mostrou um rock um pouco mais pesado, apenas para contrastar com a leveza que as apresentações em geral traziam, ainda mais quando comparadas com a noite anterior. Pata de Elefante, outra banda gaúcha, foi a penúltima atração do evento, que ainda contava com o polêmico músico Lobão.<br />
<strong>ACÚSTICO</strong><br />
Lobão trouxe pela primeira vez ao Recife o show do Acústico MTV na íntegra e a receptividade não poderia ser maior. Não havia mais guitarras, mas a voz estridente e poderosa do cantor conseguiu suprir a ausência do principal instrumento do rock. Em seu lugar, o dedilhar mágico dos violões garantiu a animação, e o público, claro, aprovou.<br />
“Eu queria ver todas as bandas, mas Lobão é a grande atração, e um show desses não poderia ser melhor”, elogiou o engenheiro Robson Carvalho. “A acústica do Chevrolet Hall também é ideal para este tipo de show. Foi uma escolha feliz trazer o Abril Pro Rock para cá”, opinou Robson.<br />
Ao término do show, Lobão e público lamentaram o fim de festa. Isso não significa que o Abril Pro Rock tenha acabado. No próximo dia 27, o festival terá ainda duas atrações de peso: Halloween e Gramma Ray, duas bandas da Alemanha pioneiras no heavy metal europeu e que transformaram, de certa forma, a maneira de tocar metal. Mas esta é uma história para o próximo capítulo do Abril Pro Rock 2008.</p>
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		<title>REPERCUSSÃO: ABRIL PRO ROCK NO MINUTO (RN)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 21:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>CLIQUE NO <a href="http://www.nominuto.com/cultura/abril_pro_rock_bandas_potiguares_chamam_atencao_/18363/" target="_blank">LINK</a> PARA LER</p>
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		<title>LUCIANO MATOS (BA): ABRIL PRO ROCK &#8211; ROCK DÁ AS CARTAS</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Shows]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[ABRIL PRO ROCK 2008]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode até ser que Recife não viva mais seus melhores momentos no campo da música como alguns anos atrás, mas é lá que continua sendo feito o mais importante festival do Nordeste e um dos melhores do país. O Abril Pro Rock já revelou nomes da música pop brasileira e vem tentando encontrar um novo caminho diante da realidade do mercado de música atual. Neste último fim de semana, o festival recebeu 23 artistas, apostando especialmente no rock e sem muitas variações para outros gêneros. O resultado foi uma junção de alguns dos principais nomes do rock independente nacional e duas noites muito divertidas.<span id="more-2051"></span></p>
<p>Se o Abril Pro Rock era marcado pela mistura que fazia, colocando no mesmo palco, por exemplo, uma banda de Metal e um grupo de música popular/tradicional, os novos tempos deram outro rumo para o festival. Em 2008 foi o rock o foco e deu certo, reunindo mais de cinco mil pessoas nos dois dias de evento, o que deve dobrar com a previsão para o último dia (Gamma Ray e Halloween no próximo 27).</p>
<p>Convocar bandas gringas foi um acerto, qualifica o evento e possibilita fãs de todo Nordeste a ver nomes históricos fazendo seus shows por aqui. Bad Brains e New York Dolls deram conta do recado, fizeram excelentes shows na primeira noite. Não tanto para quem não conhecia muito ou não curtia o som das bandas, mas perfeito para os fãs que viram as duas desfilarem seus sucessos com a competência que as colocaram na história.</p>
<p><img src="http://www.abrilprorock.info/fotos/Primeiro_Dia/fotos_para_web/Bad_Brains_01-Foto_Luciana_Ourique.jpg" align="right" width="50%" />Ao contrário do que muitos podem achar, o <strong>Bad Brains</strong> provou ao vivo como é capaz de mesclar o clima do reggae mais puro com hardcore sem parecer um artifício apelativo para soar diferente. E faziam com maestria, saindo de um ritmo para outro, sem parecer uma colcha de retalhos mals costurada. Hardcore-punk-reggae-rastafari, com direito a discurso em ode a Jah e um público de 15 anos fazendo roda de pogo em músicas de quase 30 anos. E o novo vocalista Israel Joseph-I, segundo os próprios fãs da banda, incorporou muito bem o espírito do grupo.</p>
<p><img src="http://www.abrilprorock.info/fotos/Primeiro_Dia/fotos_para_web/New_York_Dolls_06-Foto_Luciana_Ourique.jpg" align="left" width="35%" />Talvez o público de Recife não tenha dado a importância devida a um festival que recebia duas lendas do rock mundial. Tudo bem que as duas pertencem a um time fundamental, mas sem ter o histórico extendido para o grande público. Assim mesmo, mereciam mais público. Da formação original, o <strong>New York Dolls</strong> mantém o vocalista David Johansen, que de imediato traz a mente um Mick Jagger menos sexy, e o guitarrista Sylvain Sylvain, um ser meio estranho responsável por animar a platéia. Fizeram um bom show, mas ninguém tem dúvida que seria aquém do que a banda conseguia fazer no auge, mesmo só sabendo como eram através de leitura. Não importa mandaram suas principais música com direito a sucesso de Janis Joplin. É aquele tipo de show que você sabe a importância, sabe que eles influenciaram meo mundo, sabe que são bons, mas para quem não é fã inveterado, não foi tão marcante que você vai lembrar para contar para os netos.</p>
<p>Já os neo-zelandeses <strong>The Datsuns</strong> conquistaram pelo poder de levar ao palco o rock em estado bruto. Mesmo desconhecidos da grande maioria, teve gente que saiu de Salvador só para vê-los, conquistou o público e nos bastidores foram os mais elogiados pela peformance segura e sem frescuras. Rock no talo.</p>
<p><img src="http://www.abrilprorock.info/fotos/Segundo_Dia/__fotos_para_web/07.Wander_Wildner_%28RS%29_7_foto_Luciana_Ourique.jpg" align="right" width="35%" />O melhor foi ver o gaúcho <strong>Wander Wildner</strong> surpreender a todos com um show histórico, onde, acompanhado de figurinhas na banda (as lendas Jimi Joe na guitarra, Sandra Coutinho que foi das Mercenárias no baixo, Artur de Faria no acordeon e a baterista) e de músicos convidados, cantou músicas do novo disco, recriou sucessos da própria carreira e da fase com o Replicantes e arrepiou. Imaginem <em>Hippie-punk-rajneesh</em> em versão surf music, ou <em>Amigo Punk</em> em versão milonga, ou uma música de Benito di Paula, e pra terminar <em>Eu não Consigo ser Alegre o Tempo Inteiro</em> e <em>Eu Tenho uma Camiseta Escrita eu Te Amo </em>em modo frevo-marchinha, com direito a confetes, sopros e um sorriso na cara de todos os presentes. Sem dúvida o show mais marcante do festival.</p>
<p>Mas teve muito mais: as boas surpresas locais <strong>Amp</strong>, que abriu o festival bem com um pesado que remetia a Queens of the Stone Age e <strong>Sweet Fanny Adams</strong>, num eficiente elo de Pernambuco com o rock dançante dos anos 00. O surgimento de uma ótima aposta para qualquer festival do país, <strong>The Sinks</strong>, de Natal, com uma capacidade impressionante de fazer canções com melodias certeiras para dançar e cantar junto, com a porrada comendo solta por trás. Alguém falou em Nirvana?</p>
<p><strong>Apostas, erros e diversidade</strong></p>
<p>Teve ainda os sempre hiper-divertidos shows do <strong>Mukeka di Rato</strong> e seu hardcore tosco e hiperdivertido, e o <strong>Autoramas</strong>, com baixista nova e aquela sonoridade particular, que faz qualquer alma dançar junto. A banda finalmente estreou no Abril Pro Rock e fez, como sempre, um dos melhores shows. É sempre assim por onde passam, um feito considerável.</p>
<p>Foi também oportunidade para a consolidação das bandas <strong>Vamoz</strong>, <strong>Violins</strong>, <strong>Superguidis</strong>, <strong>Rockassetes</strong> e <strong>Pata de Elefante</strong> como novo time do universo independente. Cada um a sua maneira, elas mostraram a capacidade de encarar o público e mostrar sua sonoridade. A Vamoz jogou em casa e fez um showzaço, deixando boquiaberto quem não os conhecia. As outras tiveram um pouco mais de dificuldade, com vantagem para o Superguidis e sua impressionante competência em fazer hits em meio a guitarras barulhentas.</p>
<p>Com o público na mão já nos primeiros acordes, <strong>Jupiter Maçã</strong> fez um show meio tenso, com a psicodelia e o sexo no comando. A sensação era que todos ali estavam esperando uma merda qualquer vinda do palco, devido ao estado do vocalista, num visual meio hard rock detonado. Com a loucura “Jim Morrison baixou em mim” de Júpiter Maçã, fez um show para fãs, com a banda mantendo as bases para viagens particulares e chatas para quem não curte muito a banda. Mas sempre é bom ouvir <em>Lugar do Caralho</em> cantada aos berros por uma multidão. Só isso já vale o show.</p>
<p>Houveram alguns erros sério de escalação. O que era a banda <strong>Erro de Transmissão</strong>? A brincadeira foi fazer um trocadilho com o nome da banda: “erro de escalação”. Pior que a própria banda deveria saber que eram verdes demais para encarar um festival daqueles. Lamentável. Menos ruim, mas desnecessária também foi a presença da <strong>BarbieKill</strong>. A divertida presença de palco, não copensa a emulação de Cansei de ser Sexy e Bonde do Rolê. Engraçado é constatar que hoje em toda capital do país deve ter um bando de garotos fazendo isso, pegando programações, metendo umas guitarras e fazendo papagaiada no palco, com refências até a É o Tchan. Divertido até, mas dá para se preparar um pouco mais.</p>
<p>A <strong>Madalena Moog</strong> de João Pessoa não é tão boba e nem tão novata, mas precisa encontrar um caminho e se resolver. Música pop com um vocalista sem carisma nao dá. Melhro seria botar a backing para frente do palco, que canta, dança e rouba todas as atenções. Do <strong>Project 666</strong> nem dá para falar muito, fazem um metal normal, sem brilho, mas sem grandes defeitos. Pior é quando uma banda veterana como <strong>Zumbis do Espaço</strong> quase passa batida das resenhas por simplesmente não ter representado quase nada num evento desse porte. Também poderiam ter ficado em casa que não faria diferença.</p>
<p>Mesmo no meio de tantas guitarras, quem soube aproveitar o espaço foi a paulista <strong>Céu</strong> com sua MPB contemporânea e um bom show. Foi a responsável por tornar o Chevrolet Hall (espaço bacana que recebeu o Abril Pro Rock no lugar do enorme Centro de Convenções das edições passadas) mais florido e num clima que remeteu a anos anteriores, quando o festival se abria para outras sonoridades. A receptividade ao piano do jovem <strong>Vitor Araújo</strong> foi impressionante. Todo mundo (ou quase) parado, em silêncio, tentando ouvir o mal sonorizado piano do garoto, que tocou músicas próprias, de Chico Buarque, Villa-Lobos e a sintonizado com o momento, <em>Paranoid Android</em> do Radiohead. É sempre marcante ir a Recife e perceber como as coisas podem conviver bem, sem ranços e preconceitos.</p>
<p>Tirando a necessidade de se precisar de um show de um nome mais conhecido para atrair o público médio, que não ouve nada além do que as rádios oferecem, não teria porque ver o velho <strong>Lobão</strong> finalizar o festival. Acabou que praticamente só esse públco ficou lá para vê-lo. Ele encerrou o festival com aquele sabor, que mesmo ele sendo cheio de hits as novas gerações já tem muito a oferecer. Pena que só nos festivais independentes se tem acesso a elas.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA: POR TRÁS DE UM FESTIVAL</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 12:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ABRIL PRO ROCK 2008]]></category>

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Acabou o Abril Pro Rock 2008, pelo menos até dia 27 quando tem show do Helloween e Gamma Ray. Este ano, pela primeira vez, eu acabei mudando de lado na história. Após ser convidado para fazer curadoria das bandas independentes da programação, acabei me misturando na parte de produção, assessoria e o que mais aparecesse [...]]]></description>
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<p>Acabou o Abril Pro Rock 2008, pelo menos até dia 27 quando tem show do Helloween e Gamma Ray. Este ano, pela primeira vez, eu acabei mudando de lado na história. Após ser convidado para fazer curadoria das bandas independentes da programação, acabei me misturando na parte de produção, assessoria e o que mais aparecesse no processo. Foi uma experiência muito boa. Primeiro para perceber que a quantidade de imprevistos que um evento desse porte tem é muito maior que a mente mais criativa pode conceber. Segundo, para ganhar ainda mais a noção do todo que envolve esse processo da música independente e, entender, com isso, que meu lugar é mesmo como jornalista, do outro lado.<span id="more-2050"></span></p>
<p>Engraçado que, sempre auto-referente, costumava ser um fervoroso crítico ao discurso de que jornalista é uma raça preguiçosa. Me espantei o quanto eu estava enganado, mesmo. De um lado, gente perguntando o que é que tem de curioso para destacar, a outro, de gente pedindo uma cobertura pronta para ler antes de escrever algo, teve de absolutamente tudo. Existe um despreraro gigante, que vai muito além da própria preguiça de apenas assistir a um show. Chega ao exagero de não conseguir criar nenhuma reflexão pelo que foi visto.</p>
<p>Acabou casando muito bem com uma das provocações que Fabrício Nobre fez durante o debate sobre mídia independente, com o Paulo Terron e o Bruno Maia, muito bem reforçado por ambos. Sobre o excesso de gente escrevendo sobre algo por algum motivo aleatório ainda não descoberto. E casou mais ainda com algo que o próprio disse antes, ao falar de produção executiva, que estar envolvido nesse meio é algo que você precisa fazer quando acorda até o momento que vai dormir, caso contrário não sai do canto.</p>
<p>Obrigado a todos que foram e os elogios que surgiram ao longo dos três dias. Especialmente pela produção e para quem nos ajudou com as broncas que apareciam no caminho.</p>
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