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	<title>DoSol &#187; boom bahia</title>
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		<title>COMO FOI? MUDHONEY EM SALVADOR</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 09:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Luciano Matos, Salvador/BA
Conteúdo: Elcabong
É difiícil não cair no clichê, mas não tem muito pra onde fugir. O Mudhoney fez um show histórico e marcante na última noite do festival BoomBahia, no Pelourinho. O festival em si nem precisava deles para demonstrar sua importância no cenário local, criando um ar renovado e estimulando bandas, produtores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Luciano Matos, Salvador/BA</strong></p>
<p><strong>Conteúdo: <a href="http://www.nemo.com.br/elcabong" target="_blank">Elcabong</a></strong></p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/twitter_production/profile_images/60591890/avatar_novo_2008_bigger.jpg" alt="null" align="left" />É difiícil não cair no clichê, mas não tem muito pra onde fugir. O Mudhoney fez um show histórico e marcante na última noite do festival BoomBahia, no Pelourinho. O festival em si nem precisava deles para demonstrar sua importância no cenário local, criando um ar renovado e estimulando bandas, produtores e os envolvidos com o rock baiano. Se o clima era de otimismo em ver as coisas acontecendo positivamente, a presença da mais importante banda de rock gringa que já tocou por aqui, serviu para coroar ainda mais o evento. Melhor, o Mudhoney caprichou e fez um daqueles shows marcantes que a gente leva pra casa como boa recordação. Mais ainda, ensinou para muita gente como se fazer rock de fato, sem concessões, sem apelações, sem estrelismo e de forma simples e direta.</p>
<p>A abertura da noite contou com mais um show competente de <strong>Nancyta</strong>. Agora acompanhado da boa banda Nunca Visto, Nancy Viégas mostrou o repertório de seu mais novo trabalho e algumas coisas antigas. Reunindo influências diversas, mas com o rock como o fermento que faz o som crescer e dar a liga, Nancyta comprovou ser um dos melhores nomes do rock baiano. Foi também mais uma prova de que temos um número invejável de bons artistas no cenário local, como o BoomBahia mostrou este ano.<span id="more-4639"></span></p>
<p>O show seguinte foi um dos mais justos que o BoomBahia poderia promover. Não deve haver maior fã do Mudhoney em Salvador do que Bruno Carvalho, vocalista, guitarrista e líder da banda <strong>Pessoas Invisíveis</strong>. Nada mais justo do que a banda dele abrindo. Mas não só pela idolatria. Bruno construiu com seus parceiros, uma banda com som calcado em guitarras sujas, melodias e boas canções. Algo que acabou marcando o próprio grunge. Um prouco prejudicado pelo som, algo inédito no festival até então, fez um show porrada. Visivelmente emocionado, ele berrou, xingou o público quando pediram Alice in Chains, e quase detonou sua guitarra. A cover de “Feel Good Hit of the Summer” do Queens Of The Stone Age não só caiu bem como esquentou de vez o público, que abriu até roda de pogo. Um bom show para mais uma boa aposta do rock local.</p>
<p>Na verdade tudo foi aperitivo. Todos ali queriam ver o <strong>Mudhoney</strong>. A carência de shows internacionais acabou reunindo fãs e gente que nem conhecia a banda e a praça ficou lotada. Quem não conhecia deve ter se surpreendido com a força da banda. Baixo, guitarra e bateria no talo, com destaque para a guitarra de Steve Turner gritando bem alto com seu pedal fuzz. Mas chamava atenção também aquele homem magro, branco, loiro e narigudo a frente do palco. Energia brutal e uma voz punk de dar inveja a qualquer garoto. Mark Arm, que às vezes também tocava guitarra, variava seu modo de cantar para berros impressionante, que soltava como se fosse natural, apenas uma extesão de sua voz. Barbarizava, sem parecer nem fazer tanto esforço.</p>
<p>A sequência de sucessos ou não, de músicas velhas e novas, agitou o público e serviu para dar o recado porque lá daquela terra fria, no canto Noroeste dos Estados Unidos, surgiu uma cena tão interessante de bandas. Com certeza não foi o melhor show que eles já fizeram, mas foi marcante para uma Salvador que precisa muito ter experiências assim, até como referência de como se faz rock nos anos 00. Postura de palco simples e arrasadora, mas sem precisar de apelações. O som que a banda tira de seus intrumentos (e da garganta) é o que brilha. Formada há 20 anos e com seus membros passando dos 40, a banda mostrou como fazer um showzaço de rock. Que venha o próximo.</p>
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		<title>EDITORIAL PORTAL DOSOL: CADA UM DO SEU TAMANHO!</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 00:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FESTIVAL DOSOL]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Foca, Natal (RN)

O editorial do Portal Dosol tem sido sempre muito bem visitado e comentado por onde a gente tem passado e agradecemos muito aos leitores por isso. Hoje vamos analisar os festivais de música independente, seu tamanho, penetração e importância dentro de um cenário. Estamos bem próximos de realizar a 5ª edição do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Foca, Natal (RN)<br />
</strong></p>
<p>O editorial do <strong>Portal Dosol</strong> tem sido sempre muito bem visitado e comentado por onde a gente tem passado e agradecemos muito aos leitores por isso. Hoje vamos analisar os festivais de música independente, seu tamanho, penetração e importância dentro de um cenário. Estamos bem próximos de realizar a 5ª edição do <strong>Festival Dosol</strong> que já é semana que vem, e o assunto é bem pertinente. Nosso tema de hoje é: festivais de música independente &#8211; cada um do seu tamanho (no seu quadrado?).</p>
<p>Nas últimas duas semanas visitei festivais em cenas totalmente diferentes e plurais. Estive em Salvador no <strong>Boom Bahia</strong> e em João Pessoa no <strong>Festival Mundo</strong>, os dois com excelente qualidade e com uma característica que reparo ser uma tendência sem volta para eventos nesse nicho: locais para no máximo 1.500 pessoas, ocupando espaços já existentes e investindo em conteúdo além da música (mostras de vídeo, palestras, workshops, etc).</p>
<p>Alguns podem chamar essa tendência de retrocesso por falta de público. Eu já prefiro analisar que trata-se de foco e de valorização com fortalecimento real de um cenário, seja ele onde for. Nos dois eventos que visitei o maior foco do que se propôs apresentar ao público eram bandas das próprias cidades, outra decisão que engrandece o rock (música) em cada cidade e dá força para que todos possam crescer. Claro que é preciso intercâmbio, referência para quem não tem acesso a shows mais diferentes, mas não podemos esquecer que nossa casa é porta pro mundo.</p>
<p>Quando as estruturas físicas dos eventos são muito gigantescas é preciso movimentar muitos patrocinadores e governos para que estes festivais aconteçam e essa grandiosidade acaba sendo uma gordura grande para ser carregada em algumas situações. Talvez aquele período das grandes edições do <strong>Abril Pro Rock</strong> (PE) e do <strong>Porão do Rock</strong> (DF) já não sejam um modelo tão viável para quem ainda quer se estabelecer fazendo um evento de música nova de grande porte que é um festival. Estes festivais continuam incríveis e relevantes mas eles também tem passado por mudanças estruturais pesadas nas últimas edições. E a tendência é mudarem ou se adequarem ainda mais para perderem &#8220;peso&#8221; sem perder a importância.</p>
<p>Na verdade, os próprios eventos de música tem passado pela mesma segmentação que a maioria dos meios de comunicação estão passando. Um movimento interessante que implantou o caos entre as grandes corporações mas que dá possibilidade de novos caminhos para quem não tinha nenhum. É neste ambiente de caos que novas pespectivas se abrem e os produtores de festival, assim como as bandas devem ficar atentos a essa movimentação.</p>
<p>Estamos detectando a tendência mas nunca esqueçamos que cada cidade tem suas peculiaridades e problemáticas localizadas que podem não se encaixar nesse quadro, o que deixa nossas observações ainda mais intrigantes. Vejamos o que vem por aí em 2009!</p>
<p>Se tivermos que fazer daqui a tempo uma edição do <strong>Festival Dosol </strong>com essa mesma filosofia de atuação mas num lugar para 10.000 pessoas vai ser sinal de crescemos junto com nossa cena (público e bandas) e dentro da realidade. Seria um sonho e sonhar, já disse antes, é bom e barato!</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): BOOM BAHIA &#8211; SEGUNDO DIA</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 10:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Bruno Nogeira, Recife (PE)
Apesar do ritmo light, com menos bandas e terminando em horário cedo, o Boom Bahia também teve clima de maratona. Mal deu para descansar direito a tempo de ver o começo dos shows no Pelourinho. Tive que fazer uma escolha e optei por perder a conferência Slavoj Žižek, o “Elvis da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Bruno Nogeira, Recife (PE)</strong></p>
<p>Apesar do ritmo light, com menos bandas e terminando em horário cedo, o <strong>Boom Bahia</strong> também teve clima de maratona. Mal deu para descansar direito a tempo de ver o começo dos shows no Pelourinho. Tive que fazer uma escolha e optei por perder a conferência Slavoj Žižek, o “Elvis da teoria cultural”, que fez parte do Espaço Digitalia – nome dado ao circuito de debates do festival – sobre Psicanálise, Cinema, Gozo e Ideologia, assuntos tratados no livro “A Visão em Paralaxe” que ele veio lançar no Brasil. Programado originalmente para 100 pessoas, o evento paralelo contou com cerca de 450 no Icba.</p>
<p>Žižek tenta atualizar um pouco da crise marxista a partir do declínio do antigo argumento do materialismo e, como a assimilação desse conceito acabou favorecendo o surgimento de uma nova esquerda. Uma que não é mais tão fundamentalista quanto aquela que, por muito pouco, não pregou a pobreza. Alguém ai falou em PT? O legal é que é ele pega essas questões, de bases puramente filosóficas e aplica em produtos como a série Guerra nas Estrelas e a animação Procurando Nemo.<span id="more-4448"></span></p>
<p>Enquanto ele dava sentido a isso, a Starla dava inicio aos trabalhos no palco. Foi a melhor surpresa para mim, porque pude ver uma banda que cresceu um monte do que tinha escutado apenas pelo MySpace. Fiquei até sem jeito de ter recebido o EP deles e nunca dado a devida atenção. A banda é bem na linha do que gosto de ouvir, afinada com indie rock e, de quebra, um integrante que é cara do Mini. Mas, gosto a parte, eles deixaram esta segunda (ok, na verdade terceira) noite do Boom Bahia com uma boa primeira impressão.</p>
<p>Talvez o ponto mais negativo fosse a constante semelhança que as músicas tem com o Muse. Quando o vocalista Ricardo Longo chega a um agudo – e todas as músicas têm isso – fica praticamente a mesma coisa. E um dos integrantes usando uma camisa do Muse não ajudou muito. Mas é uma referencia muito boa. Talvez se eles tivessem mais direcionamento em questões além da música – do tipo não ir fazer show com a roupa que tava assistindo TV em casa – já teria chegado bem mais longe.</p>
<p>Eu não curti tanto a Yun-Fat, uma das mais comentadas da noite. Grindcore sem muito que acrescentar. Os caras se garantem, afinal quem oscila entre tantos graves e agudos berrados e continua falando, logo em seguida, como se nada tivesse acontecido, no mínimo tem talento. Mas só isso não é o suficiente. Talvez o que me incomode mais é que bandas desse gênero sempre me soam como uma piada contada pela terceira vez. E bandas como o Are You God?, estabeleceram um certo nível que é difícil de atingir e impossível não comparar. Mas a versão baiana também não estava muito ai com isso, o que conta como ponto para eles.</p>
<p>Confesso que fui carregado de preconceito com o que poderia ser o show do Estrada Perdida. Paulo André (aquele, do Abril Pro Rock) chegou a falar que ele era o tipo de cara que faz falta em toda banda de rock. Não sei se é para tanto, mas concordo com a idéia em geral. Aliás, deixando claro, Estrada Perdida não é nome de banda, mas do cara, que tomou alguma coisa que todo mundo ficou atrás depois. Porque ele tava meio maluco, entrando no palco rindo e falando “já começou foi?”. Dali para o final, tirou quase toda a roupa, sempre dançando sem parar.</p>
<p>Acabou se tornando uma boa surpresa. O Estrada faz um rock bem simples, desses que nossos pais ouviam antes da gente nascer e, mesmo assim, nós continuamos gostando. É representante da velha, velha (velha, velha) guarda de Salvador. Não sei ao certo a história dele, mas pela cara, deve ter visto ainda novo um monte de show de Raul Seixas na cidade. Talvez soe clichê, vindo de um grupo com mais idade, mas eles deram aula no Boom Bahia de como fazer um show animado, descompromissado e divertido. Valeu só pela descontração.</p>
<p>A Declinium, que tocou logo em seguida, assim como a Starla, é uma banda que deveria sair mais vezes de Salvador. Tipo de caso que faria Stuart Hall ovular. Vindos do interior do estado – três periferias ai, cidade, estado e país, disputando espaço – com uma produção que, sem exagero, se equipara ou até supera boa parte das referencias internacionais. O indie rock deles é quase soturno de tão carregado. São crias da própria geração indie baiana e estampam um orgulho pela brincando de deus em camisas e constante citações sonoras.</p>
<p>Infelizmente, nessa hora eu já precisava começar a programar minha partida de Salvador. Por isso, perdi o show da Berlinda. Entretanto, você sempre pode recorrer aos comentários de Luciano e Foca em um caso desses. <img src='http://www.dosol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Voltei já na segunda música do SubAquático, que é uma banda que anda bem falada em Salvador. Junto com a Yun Fat, foi a segunda banda que não gostei no festival inteiro. Me pareceu superestimada. No show as músicas são imensamente superiores ao disco, que já tinha ouvido na época que eles foram finalistas para tocar no Abril Pro Rock. Ainda assim, me pareceu mais uma banda de rock dessas que a gente encontra em qualquer esquina. E, só por isso, não casou tanto com um evento que só mostrou tanta banda diferente na programação.</p>
<p>Não sei até onde o Curumin era conhecido na Bahia, já que essa foi a primeira vez que ele tocou lá com esse formato de banda. Mas o jogo já estava ganho para ele antes mesmo de soltar o primeiro “boa noite”. Eu gosto a forma como a música dele destoa do que é ouvido normalmente nos festivais independentes, ao mesmo tempo em que acaba funcionando bem melhor. O circuito foi unido pelo rock, mas parece que vai precisar ceder cada vez mais para uma certa brasilidade no som.</p>
<p>Basta perceber como isso começou com os Móveis Coloniais de Acaju e seguiu exatamente na mesma linha agora com o Curumin. Por onde o paulista passou, seja na praia de Natal, no Carnaval do Recife, na terra central do rock (Goiânia, claro) e, agora, em Salvador, essa turma tem agradado muito mais, levado muito mais público e repercutido muito mais os próprios festivais que participam. Por hora é um surto, mas não vai demorar para isso trazer a tona aquele velho papo sobre até onde vale cantar em inglês e se entupir de guitarra, que recheou a cena independente no fim da década de 90.</p>
<p>Nem precisei ver o show do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta para saber que ele também é exemplo dessa mudança. Mas, na verdade, não pude ver porque já estava na hora de correr para o aeroporto e voltar para o Recife. Mas lá, eu sei que catarse é o mínimo que o show dele causa no público.</p>
<p>Na sequência, os vídeos. Prometo. As fotos são de Mariana Neri.</p>
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		<title>LUCIANO MATOS (BA): BOOM BAHIA &#8211; COMO FOI?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 10:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O rock baiano já havia feito às pazes com o Carnaval, do qual tem uma interseção que o enorme sucesso da Axé Music interrompeu. Agora o rock local deixa de lado o jeito carrancudo e começa a acreditar que pode dar certo, ser divertido, tolerante e popular (sim, na Bahia isso às vezes parecia constrangimento). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://s3.amazonaws.com/twitter_production/profile_images/60591890/avatar_novo_2008_bigger.jpg" alt="" align="left" />O rock baiano já havia feito às pazes com o Carnaval, do qual tem uma interseção que o enorme sucesso da Axé Music interrompeu. Agora o rock local deixa de lado o jeito carrancudo e começa a acreditar que pode dar certo, ser divertido, tolerante e popular (sim, na Bahia isso às vezes parecia constrangimento). Foi essa a tônica do Boombahia nos seus primeiros dias (sexta-sábado-domingo com continuação nessa quarta). Aproveitando a boa estrutura do Pelourinho, o festival pôde oferecer som de qualidade, estrutura de bom nível, pontualidade, produção caprichada e shows bons, alguns até memoráveis, para um ótimo público, de cerca de 1.500 pessoas por dia. Como já havia falado antes, se nem todos foram brilhantes, nenhuma banda fez feio ou não disse a que veio. Algumas brilharam e (re)colocaram a Bahia de novo no mapa das melhores cenas do país, fato legitimado por alguns produtores de festivais de fora presentes. Pena que a grande imprensa fique à margem disso.<span id="more-4429"></span></p>
<p>Se em 2007, o Boombahia trazia uma cara de continuidade de um festival que parou nos anos 90, com bandas e clima que respirava mais o passado com poucos lampejos de futuro, a edição desse ano, a quarta, foi bem diferente, apontando para o que deve se tornar o rock baiano daqui pra frente. Além dos dois headliners, cada vez com mais novidades no som, os grandes destaques foram as bandas novas. <strong>Subaquático</strong> fez um show antológico, <strong>Vivendo do Ócio</strong> mostrou às cartas da novíssima geração e a <strong>Yun-Fat </strong>comprovou que ainda há espaço para som pesado, criativo e com misturas. O grande público que compareceu nos dois dias, soube deglutir as novidades e reconhecer qualidade até nos sons menos conhecidos.</p>
<p><img src="http://www.boombahia.com.br/blog/wp-content/arquivos/subaquatico1.jpg" alt="" width="60%" align="right" />Veteranos no palco mas começando a circular com mais frequência pelo circuito com o projeto Subaquático, Junix (Guitarra e voz), Marcos Kieta (baixo) e Emanuel (bateria) detonaram a Praça Teresa Batista no início da segunda noite. Ninguém conseguiu ficar imune ao som que o power trio tirava. Parecia que tinha muito mais gente em cima do palco tamanha era a força do som. Rock experimental, ecos de psicodelia, reggae, música brasileira, covers da banda Crac! e de B Negão e a cara de felicidade de Junix ao ver o público atento e em êxtase com o show. Showzaço. Entrou definitivamente na lista de todos como uma das melhores bandas baianas da atualidade. Para quem achava que o rock local não tinha novidades, foi só uma delas.</p>
<p><img src="http://www.boombahia.com.br/blog/wp-content/arquivos/vdocio.jpg" alt="" width="60%" align="left" />Sem firulas, sem frescura, com um rock certeiro, como já foi dito aqui, a <strong>Vivendo do Ócio</strong> abriu o festival mostrando porque é uma das maiores apostas locais. Apesar do pouco tempo de estrada, a banda parece pronta para maiores rumos, músicas com alto potencial de se tornarem hit, boa postura de palco &#8211; apesar de ainda poderem se soltar mais um pouco &#8211; e uma sonoridade sintonizada com o novo rock. Um daqueles shows que servem para consagrar a banda. Tanto que o comentário entre os roqueiros veteranos presentes, que costumam criticar tudo que não seja de sua época, era da grande banda que tinham acabado de conhecer. Sem contar o produtor de um grande festival independente nordestino que ficou de queixo caído com a banda e vendo o show decidiu chamá-los para tocar no evento no próximo mês. Melhor de tudo é ver que a banda, mesmo com pouco tempo, já tem um público próprio que encheu a praça desde cedo para ver o show e cantar junto. De cara o Boom Bahia já cumpriu bem a função de apresentar boas bandas novas para o circuito.</p>
<p><img src="http://www.boombahia.com.br/blog/wp-content/arquivos/yunfat.jpg" alt="" width="60%" align="right" /> Outra que entra nesse mérito é a <strong>Yun-Fat</strong>. Som vigoroso, trash metal nerd com bossa-nova incrustado no meio de algumas músicas, referências surpreendentes e um cover detonador de “Sunday Bloody Sunday”. A prova de que ainda há espaço para criatividade nos sons mais pesados, sem apelar e sem querer inventar a roda. Grande show. A pergunta que ficou é porque estes caras não tocam com mais frequência? Iam se dar bem.</p>
<p><strong>Pra que grandes bandas de fora?</strong><br />
Os dois, digamos assim, hedliners, foi um feliz acerto da produção. Para que torrar uam grana que não tem para trazer grandes nomes de fora, se existe Retrofoguetes e Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta? As duas bandas formam, ao lado da Cascadura, o trio de maiores bandas de rock locais, as mais ativas e com maior público. Com qualidade indiscutível, garantiram o encerramento das duas noites provando a fama que levam. Não só na Bahia, mas seria um acerto em qualquer festival do Brasil, encerrar uma noite com o <strong>Retrofoguetes</strong>. Tocando 50 minutos ou três horas, eles sempre dão conta do recado e botam para dançar qualquer desavisado. No Pelourinho não foi diferente. Assim como em 2007, a banda botou todo mundo para balançar com sua mistura cada vez menos presa ao rock e abrindo o leque, com surf music, psychobilly, música cigana, tango etc. Rodas de pogo, rodas de ciranda, casais dançando juntinho, era festa total. Mais um showzaço da melhor banda do Brasil, segundo o apresentador do Festival. Exagero talvez, mas sem dúvida o Retrofoguetes é uma delas. Mais um show marcante, o que já virou clichê de tão comum.</p>
<p>Ah! aquela história de fazer as pazes. Imaginem um festival de rock em Salvador, terminando em clima de Carnaval com um afoxé moderno e roqueiro, com <strong>Ronei Jorge</strong> pedindo “Canta Sulacap!” (pra quem não sabe é um tradicional edifício que fica num ponto estretégico da Praça Castro Alves e é uma das referências do Carnaval baiano) e o povo pulando como se estivesse atrás do trio. O repertório mais novo de Ronei é calcado mais na MPB e menos vibrante em sua maior parte. Mesmo selo de qualidade do restante do trabalho do grupo, mas é quando trazem os pequenos clássicos da primeira fase da banda que ganham vigor em cena. “O Drama” cantado a plenos pulmões por cerca de mil pessoas não é algo para se desprezar. Em “Aquela Dança”, o Carnaval roqueiro mostra qual o caminho que o rock baiano está tomando. Mais um show marcante.</p>
<p><strong>Samba pra roqueiro</strong><br />
Antes de RJLB, o paulista <strong>Curumin</strong> botou todo mundo, roqueiro ou não, para sambar e ainda cantar “Preta” de Beto Barbosa. Algo que parecia inimaginável num festival de rock casou muito bem. Com uma formação diferente do usual: o próprio Curimun tocando bateria, controlando programações e cantando ao mesmo tempo, acompanhado dos Aipins, um baixista que também executava programações e outro integrante que fazia percussão e “tocava” violão e guitarra na programação. O som? samba moderno pra frente. Smaples de Clementina de Jesus, Roberto Carlos e o final com Curumin cantando junto com Gal “São Salvador, Bahia de São Salvador”. Merece uma volta com um show completo.</p>
<p><strong>Na média</strong><br />
Se nem todas as bandas conseguiram ser brilhantes, não há dúvidas do bom nível das bandas locais. Mesmo aquelas que fizeram seus shows competentes, mas sem grande impacto, caso da Lou, Os Culpados e da Os Irmãos da Bailarina, conseguiram mostrar que o cenário baiano vive um bom momento. <strong>Os Culpados</strong> possuem algumas boas músicas, prontas para tocar em qualquer FM (isso é um elogio leitor, à banda, não às rádios), mas precisam de um repertório mais regular. Vocal seguro, violão e guitarra convivendo harmonicamente, bom batera, mas ainda falta algo, talvez a energia adolescente que normalmente o rock pede. Mas deixaram boa impressão em seus melhores momentos. A <strong>Lumpen</strong> mostrou que o histórico de boas bandas baianas de hardcore não é gratuito. Porrada, letras politizadas e um bom show. Evidente, que não é nenhuma banda inesquecível, mas sabem fazer direito o que se propõem.</p>
<p>A <strong>Lou</strong> melhorou bastante com a nova vocalista, mais sintonizada com o som do grupo. Banda e vocalistas competentes, mas falta melhores composiçôes. Por mais que você tente se empolgar no show, você procura um refrão pra cantar junto, uma melodia mais simpática e não encontra. O som é bom, pesado, correto, mas parece que tocaram durante meia-hora a mesma música, nada é ruim, mas também nada chama a atenção. Algo parecido faz <strong>Os Irmãos da Bailarina</strong>. Está tudo ali bem apresentado, boa banda, vocal de personalidade, um estilo próprio até, mas falta capricharem mais na criação. A impressão que fica é que o show é bom, mas nada que você vai guardar por muito tempo e não por ser algo descartável, mas por faltar algo que pegue o esepctador.</p>
<p>A <strong>Theatro de Séraphin</strong>, que já havia tocado no ano passado, trouxe o cheiro dos anos 80 para o BoomBahia. Com um visual coom se tocassem em Londres (todos de preto e com com muita roupa), a banda tem bastante conceito e uma boa presença de palco. Perderam, no entanto, uma boa chance de mostrar como já têm um repertório de qualidade. Não que as novs músicas não mantenham o clima das anteriores, mas o que de melhor já fizeram ficou de fora.</p>
<p>Cada vez é mais raro ver uma banda cantando em inglês. Não é um problema, mas não tem muito sentido isso nos dias de hoje. A pernambucana <strong>Sweet Fanny Adams</strong>, uma das duas atrações de fora do estado, parece mesmo uma banda gringa. Arrumadinha no palco, certeiro nas músicas, não fizeram um show brilhante, mas deram seu recado. Rock moderno, sintonizado com o que rola no mundo hoje, incluindo uma versão bacana de “Laika” do Arcade Fire. O público que no começo estranhou, acabu se rendendo ao som bem feito da banda.</p>
<p>Starla, Declinium, Berlinda, e Estrada Perdida completaram a programação. A <strong>Starla</strong> abriu o segundo dia com seu rock noventista competente. A <strong>Declinium</strong>, direto de Dias D´ávila, levou para o Pelourinho o som pós-punk dos anos 80. Mais um daqueles casos de banda competente, com uma boa idéia, mas que não soluciona bem no resultado final, pois falta uma dose de boas melodias e refrões. A <strong>Berlinda </strong>trouxe os sons indies das guitar bands. Mais segura no palco, a banda até brilha em suas melhores canções, mas ainda precisa melhorar o repertório para galgar passos maiores. A <strong>Estrada Perdida</strong> é bem vista pelos roqueiros mais velhos, mas não adciona muito. Ótima banda até, mas com um vocalista vendido como o Iggy Pop bainao e não chega a um Marcelo Nova renovado, não convence. E tocar “Sinca Chambord” como se fosse “Silvia” soa a falta de coragem.</p>
<p><strong>Quarta-feira tem mais: Nancyta, Pessoas Invisíveis e Mudhoney</strong></p>
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		<title>ABRAFIN: MUDHONEY CONFIRMADO NO BOOM BAHIA</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 10:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Fonte: Assessoria Boom Bahia
Essa é para levantar as mãos para o céu em agradecimento: o  Mudhoney, uma das bandas mais importantes da geração grunge de Seattle, virá a  Salvador no dia 15 de outubro, uma quarta-feira, para tocar no festival Boom  Bahia, na Praça Teresa Batista, Pelourinho.
A revelação foi feita pelo  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_j-5I3lmxH0Y/SLlxNTlcsXI/AAAAAAAAAtg/iXm_EwRu-S4/s1600-h/Mudhoney+por+Shawn+Brackbill.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240344114831864178" src="http://1.bp.blogspot.com/_j-5I3lmxH0Y/SLlxNTlcsXI/AAAAAAAAAtg/iXm_EwRu-S4/s320/Mudhoney+por+Shawn+Brackbill.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><em>Fonte: Assessoria Boom Bahia</em></p>
<p>Essa é para levantar as mãos para o céu em agradecimento: o  Mudhoney, uma das bandas mais importantes da geração grunge de Seattle, virá a  Salvador no dia 15 de outubro, uma quarta-feira, para tocar no festival Boom  Bahia, na Praça Teresa Batista, Pelourinho.</p>
<p>A revelação foi feita pelo  produtor do festival, Messias Guimarães Bandeira. Ele ainda não sabe dizer se, a  exemplo do Boom Bahia do ano passado, a entrada será gratuita, pois &#8220;isso ainda  depende de captação de recursos. Mas nossa intenção é fazer o festival todo de  graça para o público&#8221;, garante.</p>
<p>Realizado em duas ocasiões na década de  90 e retomado somente no ano passado com o apoio do Pelourinho Cultural, o Boom  Bahia 2008 por enquanto só tem confirmados o nome do Mudhoney, a data e o local  (Pça. Teresa Batista). &#8220;Na verdade, o festival ia ser em novembro, mas a  confirmação do Mudhoney precipitou tudo, então estamos redefinindo o line up a  partir disso&#8221;, explicou Messias.<span id="more-3359"></span></p>
<p>Ícone do grunge, o Mudhoney é um símbolo  de resistência e independência no cenário alternativo, com seu musculoso rock de  garagem, fortemente influenciado pelos Stooges de Iggy Pop, o heavy metal e o  pré-punk dos anos 60. Era também uma das bandas preferidas de Kurt Cobain, que  sempre a citava como influência.</p>
<p>Mais importante ainda: não é uma banda  decadente em fim de carreira, apesar de já contar com mais de 20 anos de  estrada. Seu CD mais recente, The Lucky Ones (2008), é uma tremenda pedrada.</p>
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		<title>BOOM BAHIA, PALCO DO ROCK, ETC&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 13:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Luciano Mattos (elcabong)
Nos anos 90 e no início dos 00, apesar de um bom número de bandas de rock, algumas com bom público, Salvador vivia fora do circuito nacional de shows. Naquele período, o que salvavam eram os festivais como o Garage Rock e o Boom Bahia, mas no dia-dia não era comum ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Luciano Mattos</strong> (<a href="http://www.nemo.com.br/elcabong">elcabong</a>)<br />
Nos anos 90 e no início dos 00, apesar de um bom número de bandas de rock, algumas com bom público, Salvador vivia fora do circuito nacional de shows. Naquele período, o que salvavam eram os festivais como o Garage Rock e o Boom Bahia, mas no dia-dia não era comum ver bandas do circuito nacional passarem pela cidade. As maiores, do mainstream, quando vinham estavam normalmente atreladas a shows de Axé. <span id="more-1210"></span>As do circuito off mídia apareciam muito raramente. Os festivais eram a salvação. E salvaram muitos fins de semana na cidade com bandas locais e nomes como Eddie, Ratos de Porão, Planet Hemp, Racionais MC´s, Mundo Livre S/A, Ira, Loop B, Cigarretes, entre outros. Hoje Salvador está cada vez mais inserido no circuito de shows nacionais, tanto de nomes do maistream quanto do circuito independente. Bem ou mal, boa parte dos artistas nacionais interessantes tem passado por aqui. A falta de festivais, no entanto, evita que a cena local ganhe um peso maior, já que são eles que normalmente reúnem num mesmo espaço, bandas, mídia e público. Boas novidades prometem ajudar a mudar esse quadro. A primeira é que o <a href="http://www.boombahia.com.br/"><strong>Festival Boom Bahia</strong></a> acaba de anunciar seu retorno definitivo. O festival está marcado para 8 e 9 de dezembro no Pelourinho e vai reunir uma grade interessante com algumas das principais bandas locais e vários DJs, além dos convidados: Montage (CE), Snooze (SE) e Wander Wildner (RS). Veja a programação:</p>
<p><strong>Sexta, dia 08 de dezembro</strong><br />
Dj Cryer/ Subaquáticos/ DJ Munch/ Pessoas Invisíveis/ DJ Mopa/ Teatro de Seraphin/ DJ Big T/ DJ Angelis Sanctus/ Rabeca Matta/ Cascadura/ DJ Elettra/ Montage (CE)</p>
<p><strong>Sábado, dia 09 de dezembro</strong><br />
DJ Chicão e Brahmz/ Berlinda/ DJ Big Brother/ Alex Pochat e os 5 Elementos/ Tropical Noise/ Snooze (SE)/ DJ el Cabong/ Som do Roque/ DJ Nazca/ Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta/ Retrofoguetes/ DJ Mauro Telefunksoul/ Wander Wildner (RS)</p>
<p>Outra boa nova é que polêmico <strong><a href="http://www.accrba.com.br/">Palco do Rock</a></strong> vem com novidades para 2008. Os organizadores, a Associação Clube do Rock, resolveu criar uma curadoria, formada por músicos e comunicadores (Joel Moncorvo, Ricardo Primata, Zezão Castro, Caio Andrade e Alexandre Antunes), o que deve dar maior credibilidade as atrações escolhidas para o evento. Outra boa novidade é que o festival vai estar inserido num projeto muito maior. O Palco do Rock será o braço baiano do Grito Rock, festival simultâneo que estreou este ano em 22 cidades e para 2008 já tem 40 cidades confirmadas. Serão festivais integrados em cidades brasileiras de 15 estados, além das capitais da Argentina e Uruguai. Não são, porém, apenas estes festivais que prometem agitar o cenário local. Dois grupos de produtores estão tramando outros dois festivais em Salvador para 2008, o que pode gerar um total de quatro festivais na cidade com foco no circuito independente. O melhor disso tudo é que a Diretoria de Música da Fundação Cultural do Estado está estudando a possibilidade de criar um edital para ajudar na realização de festivais em todo estado.</p>
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		<title>BOOM BAHIA ANUNCIA PROGRAMAÇÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 19:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Shows]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[boom bahia]]></category>
		<category><![CDATA[montage]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de alguns anos sem ser realizado o Festival Boom Bahia volta a acontecer nos próximos dias 08 e 09 de dezembro na capital baiana. Segue programação dos doisdias de evento:
Sexta, dia 08 de dezembro
 Dj Cryer
Subaquáticos (BA)
DJ Munch
Pessoas Invisíveis (BA)
DJ Adriano Prates
Teatro de Seraphin (BA)
DJ Angelis Sanctus
Rabeca Matta (BA)
DJ Elettra
Montage (CE)
Sábado, dia 09 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de alguns anos sem ser realizado o <strong>Festival Boom Bahia</strong> volta a acontecer nos próximos dias 08 e 09 de dezembro na capital baiana. Segue programação dos doisdias de evento:</p>
<p><strong>Sexta, dia 08 de dezembro</strong><br />
<em> Dj Cryer<br />
Subaquáticos (BA)<br />
DJ Munch<br />
Pessoas Invisíveis (BA)<br />
DJ Adriano Prates<br />
Teatro de Seraphin (BA)<br />
DJ Angelis Sanctus<br />
Rabeca Matta (BA)<br />
DJ Elettra<br />
Montage (CE)</em></p>
<p><strong>Sábado, dia 09 de dezembro</strong><br />
<em> DJ Kikilli<br />
DJ Chicão<br />
Berlinda (BA)<br />
DJ Big Brother<br />
Alex Pochat e os 5 Elementos (BA)<br />
Snooze (AL)<br />
DJ El Cabong<br />
Som do Roque (BA)<br />
Retrofoguetes (BA)<br />
DJ Mauro<br />
Wander Wildner (RS)</em></p>
<p>Todas as informações adicionais, preços e local estão no <a href="http://www.boombahia.com.br/" target="_blank">site do festival </a></p>
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