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	<title>DoSol &#187; Bruno Nogueira</title>
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	<itunes:author>DoSol</itunes:author>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): A CULTURA DA TROCA  &#8211; PARTE 3</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/06/bruno-nogueira-pe-a-cultura-da-troca-parte-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 09:46:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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Quando a poeira do Napster – e toda a cultura P2P – baixou, ficou claro o quanto o programa e seus usuários eram apenas as pessoas certas na hora errada. A conta feita pelas gravadoras, que abriram o primeiro processo contra o programador e seus amigos no final daquele mesmo ano de 1999, é simples. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/fitas.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-8222" title="fitas" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/fitas-448x292.jpg" alt="fitas" width="448" height="292" /></a></p>
<p>Quando a poeira do<strong> Napster</strong> – e toda a cultura P2P – baixou, ficou claro o quanto o programa e seus usuários eram apenas as pessoas certas na hora errada. A conta feita pelas gravadoras, que abriram o primeiro processo contra o programador e seus amigos no final daquele mesmo ano de 1999, é simples. A venda de discos começou a cair, enquanto a quantidade de arquivos trocados começou a subir. Mas o argumento usado nos útlimos dez anos é bem fraco. Diz que cada download realizado representava uma venda perdida.</p>
<p>Parece algo que não precisa ser explicado, mas não é uma relação de causa e consequência. Basta ver que nunca – nunca – se comprou música na mesma proporção de arquivos baixos. E, quando sua revolução inicial estava estabelecida, o P2P também já atingia mercados como o do cinema e o dos jogos de computador. Por mais difícil que seja de acreditar – devido toda a anti-propaganda e o caso brasileiro – nos últimos anos anos o volume de filme alugado nos Estados Unidos só tem crescido. Desnecessário lembrar o crescimento do mercado de games também no mesmo período.</p>
<p>A explicação para essa queda também está no mesmo ano de 1999 e, por incrível que pareça, dentro dos escritórios de uma gravadora. Afinal, esse foi também o ano que a Sony lançava seu novo <strong>Playstation 2</strong>. Poderia ser apenas mais um, de tantos videogames que chegam nas lojas todos anos. Mas o PS2 esgotou suas vendas nos primeiros meses. No começo do ano 2000, ter um console desses só era possível através de caros leilões no e-Bay. Até hoje, mesmo na guerra entre xBoxes e o próprio PS3, é considerado o console mais vendido no mundo, com a maior cartela de jogos.</p>
<p>Uma das marcas registradas do PS2 em seu lançamento foram os preços competitivos. A partir de seu lançamento, o paradigma do consumo de entretinmento muda. Um novo jogo podia ser comprado de US$ 6 a US$ 60, literalmente. Enquanto o suporte para a música não atinge mais tantas pessoas, paralelamente, a indústria do cinema e dos jogos soube se re-adaptar aos novos tempos principalmente através dos <em>subscriptions</em>. Jogos que você faz uma assinatura para participar – World of Warcraft representando a bolha desse modelo – ou para ter atualizações com novas fases, armas e desafios – caso também de Halo, da Microsoft.</p>
<p>Como última da fila, a indústria do disco começou a se preocupar em adaptar aos novos tempos apenas recentemente. Para tanto, usaram como modelo de negócios o que já estava dando certo em outras áreas. Primeiro, passaram a olhar para a indústria de shows e espetáculos, onde supostamente estava rolando a grana no mercado da música. Mas fizeram isso olhando para trás e não tentando vislumbrar um futuro. O maior case da associação entre gravadoras e shows acabou por cair numa das piores turnês realizadas por Madonna. E isso foi uma pisada forte no freio para esse tipo de ação.</p>
<p>Depois olharam para os <em>subscriptions</em>. Ainda de forma lenta e forçosa, elas passam a abrir mão de parte do DRM em troca de um parte de assinatura de serviços como a iTunes Music Store, da Apple. Porém, de artistas mais novos e menos populares que, consequentemente, movimentam poucas vendas (ou até downloads, lembrando que o motivo está na primeira parte desta série). Existe uma vitória menor, entretanto, no fato de que as vendas de música online só fazem aumentar a cada ano.</p>
<p>Próxima semana, na parte final, vamos ver o que é que o público estava fazendo durante todo esse tempo! Se você perdeu as primeiras partes da série, pode ler <a href="http://www.popup.mus.br/tag/a-cultura-da-troca">seguindo a tag</a>.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): AUTORAMAS NA UNIÃO EUROPÉIA</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 10:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[autoramas]]></category>

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		<description><![CDATA[
A última passagem do Autoramas pela Europa ainda está rendendo para a banda. Depois de serem chamados de banda independente mais importante do Brasil (aliás, atestados, porque todo mundo já sabia) e ter disco vendido no site da Rough Trade, eles lançam agora o EP Brasil no CEE pelo português Optimus Discos. São cinco músicas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/autoramas1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-8192" title="autoramas1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/autoramas1-448x213.jpg" alt="autoramas1" width="448" height="213" /></a></p>
<p>A última passagem do <a href="http://autoramas.uol.com.br/" target="_blank"><strong>Autoramas</strong></a> pela Europa ainda está rendendo para a banda. Depois de serem chamados de banda independente mais importante do Brasil (aliás, atestados, porque todo mundo já sabia) e ter disco vendido no site da <strong>Rough Trade</strong>, eles lançam agora o EP <strong>Brasil no CEE</strong> pelo português <strong>Optimus Discos</strong>. São cinco músicas, todas disponíveis para download no site após um registro. Mas também dá para baixar aqui no Pop up.</p>
<p class="postmetadata alt"><strong><a title="Até agora 28 downloads" href="http://www.popup.mus.br/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=30">Autoramas &#8211; Brasil no CEE</a></strong> &#8211; 30.43 MB<br />
Downloads: 28</p>
<p>As músicas são inéditas no Brasil. A pegadinha é que o Autoramas gravou algumas de suas músicas favoritas de bandas portuguesas. São faixas de Vitor Rua, Lena D’Água / Salada de Frutas, Daniel Bacelar, José Afonso e Toni Fortuna. A provocação vem justamente de não conhecermos esses artistas que fazem rock na mesma lingua que a nossa. Por essas e outras que <a href="http://www.optimusdiscos.com/" target="_blank">vale a pena uma visita lá</a>. Além de um texto do <strong>Gabriel Thomaz</strong> sobre as relações musicais entre os dois paises, tem vários downloads de diversas músicas de bandas locais.</p>
<p>A foto que abre o post é do <a href="http://www.flickr.com/photos/salihamidzic/" target="_blank">Flickr Salihamidzic</a></p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): CONHEÇA O NUBLADO (PB)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 09:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[nublado]]></category>

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De: João Pessoa-PB
 Selo: Independente
Para quem gosta de: Superguidis, Muse
A Nublado é uma banda que está trazendo vida nova para a cena independente da Paraiba. Até então, passear em um show ou festival de rock de lá era perceber que a maioria das referências dos grupos locais tinham ficado no meio dos anos 90. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/nublado1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-8175" title="nublado1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/nublado1-448x298.jpg" alt="nublado1" width="448" height="298" /></a></p>
<p><strong>De:</strong> João Pessoa-PB<br />
<strong> Selo:</strong> Independente<br />
<strong>Para quem gosta de:</strong> Superguidis, Muse</p>
<p>A <strong>Nublado</strong> é uma banda que está trazendo vida nova para a cena independente da Paraiba. Até então, passear em um show ou festival de rock de lá era perceber que a maioria das referências dos grupos locais tinham ficado no meio dos anos 90. Quando então, no meio da programação, surge alguém pedindo licença para tocar um cover do <strong>Superguidis</strong>, o potêncial para troca de informação já cresce um monte. É uma turma que está atenta ao que acontece no restante do país e disposta a participar disso. E, assim como os compadres gaúchos, com a tão necessária maturidade pop.</p>
<p>Mas transformar uma cena local vai além de simplesmente tocar boas músicas e atualizar as referências. A banda está no centro de novidades em proporções quase épicas para a cidade, fundando um dos primeiros coletivos de música da Paraíba, reunindo esforços para diminuir os custos de ensaios, shows, etc. Não bastasse, decidiram também não esperar mais uma solução de terceiros, articulando o próprio festival e assumindo os prejuizos de abrir uma casa de shows para esse tipo de banda. Tudo isso como um dos braços do <strong>Coletivo Mundo</strong>, que ainda reune outros amigos para ajudar a cidade sair do marasmo.<span id="more-8174"></span></p>
<p>A banda tem três vocalistas. É formada por Fábio Viana (guitarra e voz), Andrei (baixo e voz), Rayan Lins (bateria e voz) e Alberto Nanet (guitarra). Foi formada em 2008 e, com seis meses, lançou um primeiro EP de três faixas. O nome veio de uma das antigas tentativos dos integrantes em formar uma banda e acabou ficando, por casar com a propostas de músicas com um clima mais denso. Nesse primeiro suspiro de vida, eles chegaram a chamar atenção do <strong>Jamendo</strong>, o site colaborativo de música, que em uma coluna da casa destacou o grupo como uma das promessas da música no Nordeste do Brasil.</p>
<p>Esse potêncial ficou claro mesmo com o segundo EP do grupo, “<strong>Vôo Livre</strong>“. Produzido, gravado e mixado no estúdio <strong>DoSol</strong> em Natal, as músicas deram uma lapidada final na cara do som da banda, com uma pegada ainda mais pop e vozes com forte efeito viciante. As quatro faixas carimbaram o passaporte deles para os primeiros shows fora de casa, passando por Natal, Recife e Fortaleza. Conversei com a banda sobre essas expectativas e o momento atual que eles estão:</p>
<p><strong>Sempre pergunto isso, porque acho a melhor maneira de conhecer uma banda. O que vocês gostam de ouvir? E o que tem ouvido ultimamente independente de ter gostado ou não?</strong></p>
<p>RAYAN: Gostamos de ouvir muita coisa, de jazz a grunge (Carol, amiga e agora produtora é que adora quando rola isso), soul, funk, samba, música brasileira de 70, rock alternativo, indie rock, british rock e os clássicos do rock. Ah, Andrei gosta de Caetano Veloso, já eu não suporto! Mas 99% das vezes a gente se entende. Ultimamente eu não tenho baixado muita coisa, passei a escutar música quase apenas enquanto dirijo. Quando vou atrás de algo é coisa velha, nada de novo… baixei o primeiro disco de Betty Davis, gostei demais! Um pouco de funk e soul tem me agradado bastante, mas ainda não parei pra baixar muita coisa. Tenho ouvido coisas brasileiras antigas também.</p>
<p>Som novo que tenho escutado é quase sempre de bandas independentes nacionais, Macaco Bong é uma que vez ou outra to colocando o disco no carro ou no Espaço Mundo pra rolar. Gosto muito de Queens of the stone age, Radiohead, Weezer, Sonic Youth, Jorge Ben e os clássicos como Beatles, Led Zeppelin, Bob Dylan, Hendrix, Who</p>
<p>Fábio tem ouvido bastante Death Cab for Cutie, mas também curte Beatles, Stones, Led Zeppelin, Nick Drake, Radiohead, Interpol, Strokes.  Já Andrei, que curte Radiohead, Coldplay e Travis, tem começado a ouvir mais jazz e música brasileira dos anos 70. Por fim, Alberto tem escutado muito electrorock, além de muito groove que tem sido apresentado por Daniel Jesi, do <strong>Burro Morto</strong>.</p>
<p><strong>Como é ter uma banda em João Pessoa? Tem muitos lugares para tocar, as pessoas vão até os shows e apoiam a cena local? Vocês estão satisfeitos com a cidade?<br />
</strong></p>
<p>RAYAN: Ter banda em João Pessoa é igual a todo canto, se você quer apenas ter um hobby, impressionar umas gurias e tocar para os amigos. Pra quem quer levar a música a sério, a cidade não tem sido o melhor dos cenários. Temos poucos lugares pra tocar, muitos aparecem e fecham em menos de um ano, mas o maior problema que vejo é o público, apático e desinteressado.<br />
E é da insatisfação com esse cenário que montamos o Coletivo Mundo, com o intuito de atrair as pessoas envolvidas de qualquer maneira com qualquer manifestação artística independente e que tem vontade de trabalhar para mudar esse cenário.</p>
<p>ALBERTO: O publico daqui é complicado, você vê na rua, nas escolas particulares da praia, uns rockeiros, roupas estilosas, visual hype, só que essa galera prefere ficar em casa assistindo show pelo youtube do que sair e prestigiar quem é da cena. Contudo sou muito satisfeito com minha cidade, no sentido de que faço parte de um grupo que está trabalhando para modificar essa visão do publico, para criar e fortalecer uma cena decente em João Pessoa.</p>
<p><strong>O Nublado está começando a ensaiar os primeiros passos dentro do circuito de festivais independentes. Qual é a expectativa de vocês em relação a isso? O que esperam conseguir tocando fora de casa?<br />
</strong></p>
<p>RAYAN: É muito bom ver isso acontecendo, cria-se realmente uma expectativa, mas temos os pés no chão. Sabemos que temos muito chão pra correr, somos uma banda nova e o que mais queremos é evoluir sempre, nas composições, nos shows. O que esperamos é que nossa música chegue a mais pessoas e que elas realmente gostem do que estamos fazendo, esse é o primeiro passo pra que possamos viver disso.</p>
<p>ALBERTO: Para mim que estou no barco agora é fenomenal. Esse lance é importante porque é nessa hora que começa a aumentar a responsabilidade com a banda. Tocar fora de casa é bom demais, porque é uma vibe diferente, é outro espaço e você saca que sua musica ta expandindo, você começou a chamar um atenção legal e por isso aparecem as oportunidades. Agora, tem essa de ter que ralar mesmo, tanto pra estar se garantindo no palco como pra estar representando bem toda uma galera que trabalha junto com a gente.</p>
<p><strong>A banda tem recebido pequenos sinais de que pode ir além das outras “bandas de fim de semana”, com destaques em sites especializados nacionais (Trama Virtual) e internacionais (Jamendo). Se isso acontecer, vocês encaram? Até onde esse papo de banda é sério para vocês largaram emprego e viverem de música?<br />
</strong></p>
<p>RAYAN: Espero por isso desde que comecei a tocar bateria nas panelas da minha mãe! É para isso que fazemos música, viver dela seria algo maravilhoso e resultado de muito trabalho. Eu já larguei meu emprego e atualmente me dedico às atividades do Coletivo Mundo, do Espaço Mundo e do Nublado. Já tivemos sérias conversas sobre isso e realmente queremos viver de música, pois é o que mais satisfaz a todos nós!</p>
<p>ALBERTO: Cara “até onde” não da pra responder, porque não tem. Eu estou decidido a viver de musica e não importa o resto. Largar o emprego é mínimo, além disso tem todo o rojão que você tem que aguentar pra viver nessa. Isso para mim é sério, seríssimo. Não dá para trabalhar para outra coisa. Eu tenho um trampo que me garante uma grana legal, mas na hora que preciso, eu largo e caiu na pista. Sem pestanejar.</p>
<p>FÁBIO: No meu caso, seria a única forma de atingir alguma satisfação profissional e reconhecimento. Tenho estudado para concursos públicos pensando em garantir uma grana no fim do mês, mas para investir na banda. A prioridade é a música!</p>
<p><strong>Tudo isso (repercusão, festivais, etc) está acontecendo ainda no lançamento de um EP. Como está a programação de vocês? A banda pensa em lancar um disco, ou pretende ficar só nos singles? Como estão se organizando em relação a isso?<br />
</strong></p>
<p>RAYAN: Queremos lançar um disco, mas só quando tivemos suporte para isso. Uma gravação profissa e uma distribuição legal, se isso vai ser com recursos próprios ou através de algum selo/gravadora, não importa. Enquanto isso vamos lançando apenas EP’s. O próximo deve sair fim desse ano ou começo do próximo. Esse ano é para trabalhar em cima da divulgação do “Voo Livre”. Temos muita vontade de tocar fora do Nordeste e sentir como é essa experiência, levar nosso trabalho mais longe…</p>
<p>FÁBIO: Certamente gravaremos albuns mais pra frente, mas para isso é preciso ralar muito: tocar pelo brasil, amadurcer o instrumental e as composições, conhecer melhor como funciona todo o esquema. As músicas desse primeiro álbum devem ser a soma ou uma seleção entre todas as músicas feitas nesse caminho.</p>
<p>ALBERTO: Devemos seguir com a apresentação legal desse EP, fecha umas viagens e tentar alcançar um pouco mais distante no país; mostrar o som mesmo, investir pra que as pessoas conheçam o nosso som.</p>
<p><a href="http://www.popup.mus.br/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=29" target="_blank">BAIXE O EP DO NUBLADO NO BLOG POPUP CLICANDO AQUI</a></p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE) &#8211; A CULTURA DA TROCA &#8211; PARTE DOIS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/06/bruno-nogueira-pe-a-cultura-da-troca-parte-dois/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 10:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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Boa parte das indústrias de consumo de cultura tem suas lógicas de produção com base na cópia. Você precisa ter várias copias de um disco para que o artista seja ouvido, ou várias cópias de um filme para que ele se torne um sucesso. É uma lógica inversa do que acontece, por exemplo, nas artes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/buster.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-8091" title="buster" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/buster.jpg" alt="buster" width="430" height="323" /></a></p>
<p>Boa parte das indústrias de consumo de cultura tem suas lógicas de produção com base na cópia. Você precisa ter várias copias de um disco para que o artista seja ouvido, ou várias cópias de um filme para que ele se torne um sucesso. É uma lógica inversa do que acontece, por exemplo, nas artes plásticas onde pode existir apenas um modelo original da obra. E as pessoas vão viajar até aquele gigantesco local de contemplação para vê-la. É inverso, mas não tanto quanto parece. Com pouco tempo filmes de distribuição limitada e discos que só tiveram uma primeira tiragem também se transformaram em objetos cultuado.</p>
<p>Quando a troca de arquivos em redes P2P se popularizou, logo após o surgimento do <strong>Napster</strong>, outra grande revolução atingiu a indústria do disco de uma forma que ela jamais podia prever. Não é que o acesso a certas obras tenha ficado mais fácil, mas também a cópia &#8211; aquele fundamento básico que antes era necessário para que existissem &#8211; ficou ilimitada. Antes você só podia gravar tantas vezes um determinado disco quanto você tivesse fitas K7 que você tivesse uma forma de entregar pessoalmente. O que nunca foi muito. Mas não existe limite mensurável para quantas vezes &#8211; e quantas pessoas &#8211; você pode copiar digitalmente uma música.</p>
<p>Enquanto redes como o <strong>AudioGalaxy</strong> e <strong>E-Mule</strong> tentavam expandir a bolha criada pelo Napster, outras empresas conseguiram observar um novo padrão de consumo. A <strong>Apple</strong> foi a primeira a perceber que espaço se transformava no novo fetiche. Seu primeiro player, o <strong>iPod</strong>, era feio e grande, mas tinha a premissa de que as pessoas poderiam carregar toda sua coleção de música e acessá-las em três cliques. De certo modo foi esse aparelho que impusionou uma segunda fase na troca de arquivos. Não importa se você tinha 10gb de música (um valor que, até então, era difícil de encontrar em um HD doméstico), elas caberiam todas lá dentro.<span id="more-8090"></span></p>
<p>Hoje, esse fetiche pelo armazenamento está perto de chegar aos 200gb, por mais sensato que seja afirmar que uma pessoa normal não escuta (ou sequer conhece) 200gb de música. Mas com esses valores, veio o primeiro grande baque nas gravadoras. Se eu tenho um disco de seu artista, eu posso compartilhar ele com quantas pessoas eu quiser &#8211; sem limites &#8211; e essas pessoas vão ter espaço para receber essas músicas até duas ou três vezes se quiserem. A primeira tentativa de impedir isso foi construida exatamente com base nessa lógica. O <strong>DRM</strong> (<strong>Digital Rights Management</strong>) só permitia que cada arquivo fosse copiado três vezes. E nem precisou recorrer a pirataria para constatar porque isso jamais daria certo: em uma família com cinco pessoas (e cinco MP3 players), dois vão ficar sem ouvir aquela música, mesmo tendo pago pelo disco.</p>
<p>Para quem estava compartilhando parecia simples entender que o mote era “eu gosto tanto dessa música que quero que várias pessoas a escutem e gostem dela”. Mas, para as gravadoras, o raciocínio era o de “vou roubar, prejudicar e acabar com você”. E após o DRM vieram as primeiras tentativas de acabar com os fãs das bandas, processando, prendendo e multando um por um, como se tal tarefa fosse possível. Até hoje grupos como o <strong>Metallica</strong> ainda sentem a perda que tiveram ao serem os primeiros a processar o Napster por promover a troca de arquivos.</p>
<p>Todo esse desespero impediu que bandas e gravadoras percebessem a chave para compreender todo o processo desencadeado pelo Napster. Os fãs também estavam tendo um prejuizo próprio. Afinal de contas, ele pagou por aquele disco. Mas, mesmo assim, decidiu distribuir gratuitamente com estranhos algo que custou dinheiro. Prática que já era bastante comum na internet bem antes, quando técnicos de informática começaram a tirar dúvidas ao invés de ganhar clientes, apenas para citar um exemplo. O conceito de “bem imaterial” estava em expansão.</p>
<p>Mas esse assunto é para a próxima semana, quando tem mais texto dessa série. Quem perdeu o primeiro, ainda dá tempo de acompanhar <a href="http://www.popup.mus.br/2009/06/02/a-cultura-da-troca-parte-um/" target="_blank">seguindo esse link</a>.</p>
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		<title>RESENHA DE DISCO: AMP &#8211; PHARMAKO DINÂMICA</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2009/06/resenha-de-disco-amp-pharmako-dinamica/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 10:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[amp]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Bruno Nogueira
A primeira década deste novo milênio termina com uma crise de identidade na música de Pernambuco. Existe uma ansiedade em proporção nacional para que o novo saia mais uma vez desse estado, mesmo que não exista mais continuidade daquilo que começou na década de 90. Associar imagens e sons a região se transformou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pharmako.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-8015" title="pharmako" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/pharmako.jpg" alt="pharmako" width="430" height="279" /></a></p>
<p><strong>Por Bruno Nogueira</strong></p>
<p>A primeira década deste novo milênio termina com uma crise de identidade na música de Pernambuco. Existe uma ansiedade em proporção nacional para que o novo saia mais uma vez desse estado, mesmo que não exista mais continuidade daquilo que começou na década de 90. Associar imagens e sons a região se transformou em uma tarefa ingrata, na medida em que referências vão se distanciando desse “caráter multicultural” que, forçosamente, está determinado a carimbar todos os passaportes do estado.</p>
<p>Talvez, nessa ansiedade, tenhamos esquecidos que um dos aspectos do novo é de ser, antes de inédito, desafiador. E a <strong>Amp</strong>, formada por Capivara (guitarra e voz), Djalma (guitarra e voz), Dudu (baixo) e Crika (bateria) é a configuração musical mais desafiadora da estética local que surgiu nesse primeira década dos anos 2000. Sua música é a metáfora perfeita para aqueles filmes de ficção científica onde um monstro gigante devasta completamente uma cidade indefesa.</p>
<p>Seus passos largos representam a velocidade em que o quarteto avança na maturidade da música que fazem. O disco de estréia, <strong>Pharmako Dinâmica</strong>, não é rock para guetos, mas sim para multidões. Sem cara de produto reprocessado, mas assim como esses, milimetricamente planejado para conquistar espaços maiores. Trabalho do produtor musical <strong>Iuri Freiberger</strong>, ferreiro do rock nacional que imprimiu sua marca em discos como o da banda goiana <strong>MQN</strong>.</p>
<p>O grito grave do monstro é o baixo de Dudu, que faz pressão contra os ouvidos em cada nota, quase como um prenúncio apocalíptico. A parede sonora da Amp está toda em seu instrumento, que deixa inegável a referência que a banda tem ao rock do <strong>Helmet</strong> e <strong>Queens of the Stone Age</strong>. A metáfora encerra nos versos da própria banda que, quase ironicamente, descobre que ouvir suas músicas tem o mesmo efeito de presenciar essa invasão: “uma dose de adrenalina”.</p>
<p>Lançado pela <strong>Monstro Discos</strong>, Pharmako Dinâmica é apenas uma cereja no bolo do talento da Amp. As poucas músicas que lançaram no <a href="http://www.myspace.com/amprockrecife" target="_blank"><strong>MySpace</strong></a> já garantiam a eles o prestígio de uma das melhores bandas de rock da cidade. Antes mesmo do disco sair, apenas com a promessa de reunião de alguns do melhores músicos de rock da cidade, rendeu a eles convites para tocar em festivais como o <strong>Abril Pro Rock </strong>(PE), <strong>Bananada</strong> (GO), <strong>Porão do Rock</strong> (DF), <strong>Goiânia Noise</strong> (GO), <strong>DoSol</strong> (RN), <strong>Calango</strong> (MT) e outros do circuito independente.</p>
<p>Sem a pressão de re-inventar a roda que tanto encerra carreiras em Pernambuco, Amp se destaca com o básico. Sexo, drogas e rock, muito rock, em riffs e refrões divertidíssimos. Sabe aquelas noites mais loucas, onde o sol nasce ainda ao som de guitarras, com amizades reforçadas, novos amores surgidos e ocasionais desventuras no banheiro? Essa é a trilha sonora perfeita dessas noites. A música que toca quando, por um breve instante, fechamos os olhos e sentimos o mundo girar e a vida acontecer ao nosso redor. Uma overdose de alegria.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): A CULTURA DA TROCA</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 10:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[napster]]></category>
		<category><![CDATA[P2P]]></category>

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O ano de 1999 foi cabalístico para a música. Aliás, para o mundo todo em geral. De certa forma, ele definiu boa parte de uma cultura global que vivemos hoje. Muito diferente do que foi previsto por Stanley Kubrick em 2001 uma Odisséia no Espaço (o filme começa sua história em 1999), esse foi o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/napster.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7996" title="napster" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/napster.jpg" alt="napster" width="430" height="250" /></a></p>
<p>O ano de 1999 foi cabalístico para a música. Aliás, para o mundo todo em geral. De certa forma, ele definiu boa parte de uma cultura global que vivemos hoje. Muito diferente do que foi previsto por Stanley Kubrick em 2001 uma Odisséia no Espaço (o filme começa sua história em 1999), esse foi o ano em que George W. Bush anunciou a candidatura a presidência dos Estados Unidos. O Euro começava a circular e, com um ano de atraso, a Microsoft lançava o Windows 98, enquanto a Apple dava início a sua revolução &#8211; e o retorno a era Steve Jobs &#8211; com o primeiro iBook.</p>
<p>É um período que diz muito sobre nossa cultura pop hoje. <strong>Matrix</strong> foi lançado (e tinha a história ambientada) em 1999. Assim como o primeiro episódio de <strong>Bob Esponja</strong> abria as portas para a geração pós-Ren &amp; Stimpy de desenhos animados. Foi quando o <strong>Strokes</strong> lançou o primeiro disco em Nova York, dando início a corrida pelo indie rock e, no Brasil, foi o ano de lançamento do primeiro disco dos <strong>Los Hermanos</strong>. <strong>Last Night </strong>e <strong>Anna Julia</strong> eram hits irmãos, que tocavam em toda rádio, toda festa e todo top da MTV.</p>
<p>Foi o ano do “bug do milênio” e o Brasil viveu sua paranóia apocalíptica de várias formas, principalmente no famoso “apagão”, que forçou o país a entrar em alerta. A rede Manchete saia do ar, dando lugara para a RedeTV, enquanto a rede Globo estreava a primeira edição do Mais Você, com Ana Maria Braga. Também descobriamos, com grande atraso, o quanto que o episódio 1 de <strong>Star Wars</strong> era uma bela bosta. Em meio a tantas grandes transformações, a chegada do novo milênio também foi acompanhada pelo lançamento de um novo programa para a internet, o <strong>Napster</strong>.<span id="more-7995"></span></p>
<p>A idéia de Shawn Fanning era bem simples. Ele queria compartilhar música com seus amigos. Mas não contava que esses tinham outros amigos, que também tinham essa necessidade básica. Em um mês, o programa que ele batizou com seu nickname na rede, “Napster”, já contava com cerca de 10 mil usuários. No final daquele ano, o que havia começado em seu dormitório, conectava aproximadamente 6 milhões de pessoa no mundo inteiro. Até hoje, esse é considerado o crescimento mais rápido já registrado na história de uma empresa.</p>
<p>O que aconteceu mais tarde já virou parte da história. O que eu pretendo destacar, em todo essa contextualização, é que o Napster só funcionou tão bem por estar emergido numa profunda mudança cultural que acontecia em todo o mundo. Não era um evento isolado, mas conectado com várias transformações que ainda hoje marcam nossas vidas. No final dessa primeira década nós ainda estamos tateando todas essas mudanças. Tentando entender quem é o próximo Strokes e qual a próxima grande revolução da internet, apenas para delimitar um fim de um processo e criarmos reflexão nisso.</p>
<p>A quantidade de transformações causadas pelo Napster é gigantesca. O programa conseguiu estabelecer a música como expressão central da revolução digital. Até então os computadores investiam em programas de vídeo e edição de fotos, achando que o futuro de certa forma estava ali. Depois do P2P, todas as grandes marcas &#8211; incluindo a Apple e Microsoft, que não estavam nesse mercado &#8211; se prontificaram a concentrar os esforços em players de música digital. É a música quem acelera tudo o que acontece na internet e movimenta, por exemplo, a criação de redes sociais como o Orkut, Facebook e, claro, MySpace.</p>
<p>A partir daí, vem a segunda &#8211; e talvez mais fundamental &#8211; mudança. O Napster e a MP3 deram sentido a internet. E nesse sentido o conteúdo interessante para se navegar por horas não estava nos portais, nem nos grandes conglomerados de comunicação. Mas na casa daquele adolescente em Cingapura, que é fã dos Beatles e tinham digitalizado todo o acervo da banda em seu computador. Ou então na casa daquele outro cara em Nova York, amigão dos Strokes, e que tinha algumas das músicas inéditas deles em MP3. Na maior paródia já criada até hoje ao “o meio é a mensagem”, “o usuário é o conteúdo”. E começava então um leve vislumbre da cultura de colaboração.</p>
<p>Essa primeira etapa de revoluções causadas pelo Napster encerra justamente com o fã de Cingapura. Apesar do programa ter se transformado em um dos ícones do futuro da internet, seus usuários estavam todos de olho no passado. O Napster não serviu exatamente para as novas bandas como o Strokes, para que antigos artistas &#8211; quase todos fora de catálogo &#8211; voltassem a chamar atenção e serem cultuados. Aliás, esse retorno explica muita coisa dessa estética mofada que o indie rock assumiu em sua fase inicial. Das três primeiras transformações, essa é a que afeta diretamente as gravadoras, que descobrem que devem relançar quase todo seu catálogo que ainda não existia sequer em CD.</p>
<p>Compreender essas três etapas é fundamental para entender o que acontece mais tarde com música, internet e nossas vidas. E esse é só o momento inicial dessas mudanças. Próxima semana tem mais.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): RIAA QUER MATAR QUEM BAIXA MÚSICA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 10:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
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Não é brincadeira. A Riaa, a associação de gravadores de discos da america, está pedindo a pena de morte de três adolescentes do estado de Oklahoma, por terem compartilhado uma grande quantidade de músicas de Kanye West. Isso já foi um mote clássico de piada contra a Riaa &#8211; numa reunião, com eles decidindo como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/kanye.png"><img class="alignnone size-full wp-image-7862" title="kanye" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/kanye.png" alt="kanye" width="333" height="187" /></a></p>
<p>Não é brincadeira. A Riaa, a associação de gravadores de discos da america, está pedindo a pena de morte de três adolescentes do estado de Oklahoma, por terem compartilhado uma grande quantidade de músicas de <strong>Kanye West</strong>. Isso já foi um mote clássico de piada contra a Riaa &#8211; numa reunião, com eles decidindo como matar quem baixa música &#8211; mas acontece que a morte por eletrocução é uma das penas aceitas no estado norte-americano.</p>
<p>Um representante da associação chegou a fazer a seguinte declaração: “lá fora está igual ao velho oeste. Todo mundo rouba o que quer roubar, pega o que quer pegar. Nós bem que poderiamos usar um pouco de justiça do Oeste esses dias”. Outros empresários do meio, como a Sony, tem festejado a decisão da Riaa, dizendo que há tempos que pressionavam eles para algo do tipo.</p>
<p>Jason Miller, que só tem 16 anos, chegou a protestar quando foi ouvido pela imprensa. Disse “que diabos, Kanye West já é podre de rico, porque eu tenho que morrer porque compartilhei uma música dele com um amigo?”. A mãe dele, entretanto, ainda não conseguiu ser acalmada e chora quando tocam no assunto.</p>
<p>Por mais assustador que seja o desespero da associação, não seria uma surpresa eles tomarem uma decisão dessas. O que eu espero é saber o que eles vão fazer quando, depois de assassinarem três pessoas (porque, na boa, isso é assassinato com chancela do estado), continuarem baixando música no mundo.</p>
<p><a href="http://moredigitaler.com/2009/05/10/riaa-to-seek-death-penalty-in-file-sharing-case/" target="_blank">Mais informações aqui</a></p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): QUER TOCAR NUM FESTIVAL?</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 09:58:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais e Shows]]></category>
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Foto: Mudhoney em ação no Demosul
Se fosse levantar uma estatísca dos emails e comentários que recebo aqui no Pop up, talvez um dos Top 3 tópicos recorrentes seriam os de bandas perguntando como faz para entrar nesse circuito de festivais independentes. E, para a alegria dela, dois eventos abriram inscrição essa semana em busca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/mudhoney-demosul.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7801" title="mudhoney-demosul" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/mudhoney-demosul.jpg" alt="mudhoney-demosul" width="430" height="286" /></a><br />
<em>Foto: Mudhoney em ação no Demosul</em></p>
<p>Se fosse levantar uma estatísca dos emails e comentários que recebo aqui no Pop up, talvez um dos Top 3 tópicos recorrentes seriam os de bandas perguntando como faz para entrar nesse circuito de festivais independentes. E, para a alegria dela, dois eventos abriram inscrição essa semana em busca de novos talentos. Um no sul do país e outro no Nordeste, então tem oportunidade para ambos os lados.</p>
<p>O primeiro é o <strong>Demo Sul</strong>, que acontece em outubro em Londrina, Paraná. Já passaram por lá figuras da primeira divisão como o Mudhoney (na foto acima, tocando lá) e a Nação Zumbi, assim como os novos talentos Vanguart e Macaco Bong. Quem quiser tocar no mesmo palco que eles, basta entrar em contato com a Braço Direito Produções, que organiza o evento que também é filiado a Abrafin.</p>
<p>Pode mandar o CD com a música (em qualquer formato) e texto de apresentação para o endereço<em> Rua Xingu, 136, Vila Nova. CEP 86025-390 &#8211; Londrina, Paraná</em><span id="more-7800"></span></p>
<p>O segundo é o <strong>festival Mada &#8211; Música Alimento da Alma</strong>. É uma das vitrines mais importantes do mercado independente, porque tem um dos maiores números de imprensa convidada. Só para ilustrar, foi o único festival independente que o Cansei de Ser Sexy tocou no Brasil, partindo para o exterior logo em seguida. Outros nomes, como o Moptop, assinaram contratam com gravadora com um empurrãozinho do evento. Na horário nobre eles trazem desde os Paralamas do Sucesso à O Rappa e Cordel do Fogo Encantado. Ele também acontece em outubro, lá em Natal.</p>
<p>Assim como o Demo Sul, o prazo para enviar material é até julho. Quem quiser mandar o CD com músicas o endereço é <em>Av. Deodoro da Fonseca, 402 / 1002 &#8211; Petrópolis. CEP 59020-600 &#8211; Natal / RN</em>.</p>
<p><strong>Uma dica</strong>: tente entrar em contato com a produção antes de mandar material para saber como funciona o evento. Para bandas iniciantes, participar de um evento desses é antes de tudo um investimento. Geralmente não são dadas passagem de avião ou cachê para atrações menores, apenas uma ajuda simbólica de custo. A pior coisa que pode acontecer &#8211; e infelizmente continua acontecendo &#8211; é a banda ser chamada para tocar e depois desistir, achando que vai ter tratamento especial.</p>
<p><strong>Outra dica</strong>: Se encarar o investimento, use o festival como um evento satélite. Entre em contato com bandas e produtores de outros estados e aproveite para fechar uma turnê na vizinhança. O MySpace está ai para isso. Você já vai ter um grande cartão de visitas que é a chancela de um grande evento, portanto saiba usar essa vantagem.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): ENTREVISTA &#8211; MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 10:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[móveis coloniais de acajú]]></category>

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O Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, tem um significado quase místico no cenário do novo rock brasileiro. Foi lá que o monstro da cena independente ganhou vida, personaficado na forma dos festivais Goiânia Noise e Bananada; e do selo que lançou quase todas as bandas que ainda importam no país até agora. Hoje, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/moveis-01.png"><img class="alignnone size-full wp-image-7701" title="moveis-01" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/moveis-01.png" alt="moveis-01" width="430" height="143" /></a></p>
<p>O <strong>Centro Cultural Martim Cererê</strong>, em Goiânia, tem um significado quase místico no cenário do novo rock brasileiro. Foi lá que o monstro da cena independente ganhou vida, personaficado na forma dos festivais Goiânia Noise e Bananada; e do selo que lançou quase todas as bandas que ainda importam no país até agora. Hoje, os palcos que ocupam o que antes eram duas caixas d’água da cidade, são uma das silhuetas da própria Abrafin, a Associação Brasileira dos Festivais Independentes. Passear por lá, de noite, é também uma atividade de contemplação.</p>
<p>Enquanto os poucos privilégiados a entrar no local antes de começar o show descansam em uma das mesas de plástico, 11 figuras seguem frenéticas num eterno vai e vem do portão até o palco. Os integrantes da banda <strong>Móveis Coloniais de Acaju</strong> tinham vivido um dos momentos mais importantes de suas carreiras em menos de 24 horas, mas nem tiveram tempo ainda de processar toda a informação. De um show que foi além do lotado em Brasília, com direito a apoio do governo local, eles tinham lançado o novo disco, C_mpl_te, com a cidade inteira já cantando todas as músicas.</p>
<p>Mas os heróis locais dormiram menos de cinco horas e partiram direto para a capital vizinha de ônibus. Acompanhados pelos Black Drawing Chalks, Macaco Bong e Galinha Preta, a comitiva carregava toda comissão de frente do independente nacional, com direito ao próprio Fabrício Nobre, que nessa hora não era nem vocalista do MQN, nem presidente da Abrafin, mas produtor contratante do show do Móveis.<span id="more-7700"></span></p>
<p>É muita informação para ser processada em pouco tempo. Cumprimentos de integrantes da já finada Bois de Gerião, da dupla Lucy and the Popsonics, entre outros de toda a cena da capital nacional – e até o Senhor F, Fernando Rosa – passaram quase como um vulto até esse momento. Sem descanso, eles seguem para um lado e para o outro, carregando o equipamento, montando o próprio palco, afinando o próprio show. São 11 músicos e 11 roadies ao mesmo tempo, numa espécie de micro-empresa musical. Facilita, mais também complica. No Habibs mais próximo, o empresário Fabrício Ofuji desenbolsava o montante para alimentar uma frota inteira com dezenas de pizzas e esfihas… e um kibe.</p>
<p>No pique de quem tomou uma injeção de café, eles não demonstram sequer sinal de cansaso. Quando terminaram de montar tudo e de fazer a passagem de som – e devorar as pizzas, claro &#8211; foram direto para as mesas para dar essa entrevista. E, dela, sairam direto para o palco já para fazer o show. Quem também participou dessa conversa, além da banda e o empresário Fabrício Ofuji, foi o gente finissima Tiago Agostini, que também estava lá a convite deles, mas com o distintivo da Rolling Stone.</p>
<p><strong>TEVE ALGUM MOMENTO QUE “DEU UM CLIQUE” E A BANDA DEIXOU DE SER UM HOBBY E VOCÊS DECIDIRAM SE DEDICAR COM MAIS SERIEDADE?</strong></p>
<p>ANDRÉ &#8211; A banda começou em 98, no dia 10 de outubro. Começamos completamente sem pretensão, algo bastante jovem por conta de referências de bandas da cidade mesmo, como o Bois de Gerião. Mas em 2003, a gente tocou no Brazillian Music Festival…</p>
<p>ESDRAS &#8211; … a gente ganhou um concurso para tocar no festival. Ai mudamos nossa lógica de trabalho, procuramos um produtor, etc. Foi um festival grande que teve em Brasília, com Alanis Morrissete e Simply Red. Selecionaram uma banda através de um concurso e ganhamos a parada. Obrigatóriamente a gente teve que virar uma banda que precisou arrumar iluminador, produtor, etc, pelo menos para fingir que era uma banda séria. Porque eles ficavam sempre perguntando ‘cadê o produtor?’ Só falo com o técnido de som de vocês’.</p>
<p>ANDRÉ &#8211; O Ofuji tava trabalhando nesse festival na assessorial de imprensa. A gente já se conhecia antes de colégio e tal, mas ai nessa época ele entrou e começou a fazer assessorial também para a banda. E logo depois ele assumiu o posto de produção.<br />
O segundo momento foi o disco Idem. A gente já podia falar de profissionalização e entender a banda não só como uma banda. Porque o disco foi lançado por a gente de forma independente, até chegamos a conversar com alguns selos, mas foi um projeto que a banda acreditou. E ai fizemos o show de lançamento organizado por nós mesmo e percebemos que eramos capaz de produzir shows também.</p>
<p>Daí em 2005 a gente fez o primeiro Móveis Convida. A banda tinha vários potenciais incubados e foi descobrindo isso com essas necessidades. No lançamento do Idem já tinham tres potenciais produtores de eventos como sao hoje em dia, mega experientes. A banda virou um modelo de negócios referencia porque é o lado artístico e burocrático junto.</p>
<p>ESDRAS – O estalo foi um processo. As coisas vão acontecendo, ficando mais interessantes. Sempre é um processo. É um trampo nosso.</p>
<p>BRUNO – A banda foi tocando, demandando mais ensaios e dedicação. E ai veio a necessidade da gente se profissionalizar. Porque isso tava tirando tempo e dinheiro de outras coisas, então pensamos que isso tinha que dar certo. Foi bem natural.</p>
<p>ANDRÉ &#8211; Já a parte artistica, o show principalmente, foi um processo. A gente foi descobrindo nossa performance, nossas interações e isso resultou no que a gente é hoje…</p>
<p>ESDRAS &#8211; … É, a gente sempre foi muito de inventar moda a cada show. Nesse de 2003 o iluminador inventou de içar o vocalista no meio do show.</p>
<p>ANDRÉ &#8211; Uma hora antes de tocar tavam os caras me leventando num palco de mais de 12 metros de altura e eu morro de medo de altura. Morro de medo… Teve show que a gente foi de Branca de Neve e os Sete Anões. A gente entrou com um bolo e eu sai de dentro dele vestido de Marilyn Monroe.</p>
<p><strong>E EM RELAÇÃO A FAMA? TEVE ALGUM MOMENTO QUE VOCÊS CHEGARAM A PENSAR “CARAMBA, TÁ ACONTECENDO. TÁ MAIOR DO QUE A GENTE PREVIU”?</strong></p>
<p>ESDRAS &#8211; Tocar no Mada foi muito importante, foi um festival que apostou na gente. A gente encarou como sendo muito bem recebido. Dos anteriores para o Mada teve um salto de posição no festival. Não teve nenhum BUM, FOI AGORA. A gente tava sempre trabalhando todo dia e as coisas foram acontecendo, etc.</p>
<p><strong>E HOJE A BANDA JÁ FUNCIONA COMO UMA EMPRESA. COMO É ESSA DIVISÃO DE VOCÊS, ONDE CADA UM FICA RESPONSÁVEL POR UMA ÁREA?</strong></p>
<p>FÁBIO &#8211; A banda é uma empresa, já temos um CNPJ. Foi de nossas conquistas em 2008. É uma banda empreendedora, a diferença é essa. O Móveis reune muito bem o lado artístico e o burocrático. Acho que a gente tem até potencial para virar uma grande empresa.</p>
<p>OFUJI &#8211; Tentamos aproveitar que somos uma banda de muitos integrantes. O Gabriel é arquiteto de informação, então ele trabalha no nosso site. O Borém e o André são designers, tem quem trabalha com a parte de finanças, etc.</p>
<p>ANDRÉ &#8211; Isso tambem foi um processo natural de organização. Porque é muita gente, se a gente nao conseguisse de organizar seria um problema. Tem bandas de quarto pessoas que nao conseguem ensaiar! A gente tem vários amigos que perguntam como a gente dá conta dos ensaios. Na época que isso era um hobby apenas, era um problema.</p>
<p>ESDRAS &#8211; No final das contas, todo mundo bota a mão na massa. A gente nao faz porque somos mega-não-sei-o-que, mas porque somos muitas pessoas e a gente quer tocar. Se a gente nao fizer isso a gente nao toca.</p>
<p><strong>VOCÊS COMEÇARAM GRAVANDO AO VIVO, DEPOIS MUDARAM PARA UM PROCESSO DENTRO DO ESTÚDIO. QUAIS FORAM OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DESSAS DUAS EXPERIÊNCIA?</strong></p>
<p>BORÉM &#8211; O Miranda falou que não tendo vídeo, nao sabia se justifica fazer uma produção ao vivo. Que não compensaria apenas por ser uma produção mais simples…</p>
<p>ANDRÉ &#8211; Mas ai a gente falou “pô, vamos fazer ao vivo e vamos fazer o discão!”</p>
<p>BRUNO &#8211; A vantagem disso é que o disco foi muito bem gravado. Pegamos os melhores microfones, a melhor pele de bateria, melhor estúdio, melhor tudo. O projeto era bem mais simples, mas era bem mais barato. Depois virou um processo mais caro, mas também bem mais trabalhado. Tenho certeza que valeu a pena. Essa estratégia de lançar as músicas antes, ao vivo, valeu muito a pena por que a gente acabou ganhando outro produto.</p>
<p>BORÉM – Falando da sonoridade, eu acho que é uma mudança muito drástica do que a banda era no Idem e do que é o Móveis ao vivo. O novo está muito bem produzido, com muito efeitos em vozes, guitarras, etc. É um disco composto e arranjado pelo Móveis, mas com o olhar de um produtor. Uma proposta artística. Estamos lançando um produto que é uma cara do Móveis, enquanto nosso show é outra, por exemplo.</p>
<p>ESDRAS &#8211; O Idem, que foi produzido pelo Rafael Ramos, representa um retrato de seis anos da banda. Sem muita produção até então. Naquela época já entramos no estúdio na hora de gravar. Foi legal pra caramba, mas com o Miranda a gente passou quase um ano trabalhando nesse disco. Até chegar o final demorou muito. E o resultado é o Móveis fazendo canções e com nossa cara. Isso era algo que ele sempre falava, que a gente tinha que trabalhar a cara da gente.</p>
<p>ANDRÉ &#8211; O Miranda trouxe foco para a banda. Deu um norte pra gente seguir. Ele deu 40gb de música pra gente ouvir antes de começar o processo. E sempre foi muito aberto, falando que a gente precisava fortalecer a identidade da banda e criar um album com unidade e com uma cara própria.</p>
<p>ESDRAS – No primeiro encontro ele já sacou como ele queria a cara do disco. Nós já tinhamos umas musicas prontas e pensavamos que o repertório sairia dali e já começariamos a gravar já no mês seguinte. E ai de cara o Miranda chegou e só destacou cinco, que nem eram as que a gente mais gostava, nem as que estavam mais prontas. Eram as versões mais toscas. Eram músicas muito ruins. E a gente só tinha mostrado porque o Miranda tava vindo para brasília e a gente precisava mostrar trabalho e falamos “ó, vamo dá um migué aqui nele e tal, pegamos uma músicas para parecer mais”. Ai qdo ele ouviu, pirou nelas e só falava “vei, essa é uma das melhores”. Tinha música que a gente tinha tocado ao vivo e já considerava como nossa e ele falou “essa é muito ruim” e acabaram saindo.</p>
<p><strong>COMO FOI ESSE MOMENTO DE MOSTRAR AS MÚSICAS PARA O MIRANDA, COM ELE DIZENDO QUE NÃO CURTIU?</strong></p>
<p>ESDRAS &#8211; Foi “engole o choro! a gente chamou ele para isso!”</p>
<p>ANDRÉ &#8211; É, a gente viu duas opções. Ou não trabalha com ele, ou confiávamos no que ele estava falando. Não dá para ficar batendo de frente, também. Tem que deixar ele fazer o trabalho dele, afinal esse disco é também um disco dele.</p>
<p>ESDRAS &#8211; …do mesmo jeito que ele dava total liberdade para a banda, em certas músicas ele era bem sincero. Falava “vei, eu nao sei tocar nada. Nao sei como você deve fazer acorde, nao vou falar de arranjo. Eu vou falar ‘tá bom’ ou ‘tá ruim’. E vou te mostrar como pode ficar bom”.</p>
<p>Tinha música que ele reconstruia toda, botava introdução no meio, mandava uma parte com sopro. Algumas horas a gente ficava confuso. No final tinhamos 10 músicas, estavamos terminando uma e faltava fazer outra. Dai ele foi embora, marcou os estúdios e etc, e fizemos a música da noite para o dia. Chamavamos ela internamente de “12″. É a última do disco.</p>
<p><strong>E NO MEIO DESSE PROCESSO A BANDA FOI FICANDO CADA VEZ MAIS FALADA E MAIS VISTA, TOCANDO EM TODOS OS PRINCIPAIS FESTIVAIS DO PAÍS. CHEGARAM A RECEBER PROPOSTA DE GRAVADORAS?</strong></p>
<p>BORÉM &#8211; A gente chegou a receber uma proposta em 2007. Mas conversar com todos, desde major a selos. Mas nenhuma tinha muito sentido, nem pra gente, nem para a gravadora.</p>
<p>ESDRAS &#8211; Mas na Trama a gente muita liberdade, porque já tinhamos colocado o Idem para baixar lá. O lance foi liberdade mesmo. A gente falou que queria fazer um vídeo de cada música e colocar na internet antes de lançar o disco, eles falaram “massa!”. Deram incentivo para todas as nossas idéias. Inclusive para nossa idéia de disponibilizar na internet e vender barato depois.</p>
<p><strong>OUTRA COISA QUE FOI FICANDO MARCANTE FOI O FORTE APELO VISUAL DOS SHOWS. ISSO CHEGOU A PESAR QUANDO COMEÇARAM A PENSAR COMO SERIA ESSE NOVO DISCO?</strong></p>
<p>ESDRAS &#8211; Pensamos em fazer uma coisa separada mesmo. Esse é o disco, o show é outra coisa. Vamos criando e variando as músicas com o tempo.</p>
<p>BRUNO &#8211; Teve um processo muito importante que foi o da arte do disco. Coordenado pelo Borém, Renato e André, mas que teve a participação de todo mundo. A gente fez uma oficina de dois dias, cortando fotografia, parecia aula de educação artística. E dali eles tiraram alguma coisa. O conceito do “Complete” também está presente ai. A partir dessa arte a gente também está pensando no show. Já tem alguns elementos de cenário, de figurino. A gente tá testando esses elementos, vendo o que funciona. É espontaneo mesmo…</p>
<p>BORÉM – Acho que o visual vem a reboque da música. A música é o mais importante. Pensamos como vamos tocar a música, como vamos nos relacionar quando tocamos a música. E ai entra a relação com o público. Eu acho que visual não tem como não ser, principalmente pelo número de cabeças que tem no palco. É uma coisa visualmente forte, é uma multidão. Somos uma banda que tem um nome for a de lugar, um humor meio ácido também. O caso visual era botar alguma coisa que de certa maneira está fora de seu lugar, como as lixeiras como abajur, no nosso palco atual.</p>
<p><strong>NOS VÍDEOS QUE ANTECEDIAM O DISCO, DAVA PARA VER A BANDA EM UM PROCESSO MATEMÁTICO, ESTRUTURANDO A MÚSICA NO QUADRO. AQUILO ERA SÉRIO MESMO OU SÓ TIRAÇÃO DE ONDA?</strong></p>
<p>TODOS &#8211; Era sério mesmo!</p>
<p>ESDRAS &#8211; Tinha horas que o Miranda nao estava no estúdio. Falava “vou ali comprar uma coca e umas revistas”. Quando isso acontece, entravamos naquela lá. Falavamos “vamo repetir essa trecho aqui nessa outra parte!”…</p>
<p>ANDRÉ -  … só que a parte que repetia mudava o lado, indo para outro tom, então não encaixava. Então ficávamos lá construindo a estrutura da música.</p>
<p>BORÉM &#8211; Quando aconteciam essas discussões o Miranda falava “bah! nao sei porque vocês tão discutindo isso, sou eu que decido no final”. No final daquele vídeo, a proposta do André é exatamente a mesma com que começamos a discussão. Ele teve a mesma idéia com que a gente começou tudo.</p>
<p>ESDRAS &#8211; Na banda nem todo mundo sabe harmonia, nem sabe escrever melodia, nem todo mundo sabe escrever letras. Então a gente botou um quadro no estúdio para cada um ir escrevendo suas idéias.</p>
<p>Nessa hora do papo, um dos integrantes chegou puxando os outros. “Já é o show da Galinha Preta! As músicas são curtas, termina rápido”. Nessa, Esdras já levanta da mesa falando “tem problema não, a gente chega lá no palco e toca!”.</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): PROGRAMAÇÃO DO PWM FESTVIAL EM PALMAS</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 09:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais e Shows]]></category>
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Em Palmas também tem festival independente! O PMW - a sigla é a mesma do Aeroporto do estado que, assim como BSB, eu não tenho muita certeza do que signifique &#8211; é membro da Abrafin e está em sua quinta edição com dois dias de shows. No primeiro tem Pato Fu de headliner e no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/bnegao1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7104" title="bnegao1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/bnegao1.jpg" alt="bnegao1" width="430" height="323" /></a></p>
<p>Em Palmas também tem festival independente! <strong>O PMW </strong>- a sigla é a mesma do Aeroporto do estado que, assim como BSB, eu não tenho muita certeza do que signifique &#8211; é membro da Abrafin e está em sua quinta edição com dois dias de shows. No primeiro tem Pato Fu de headliner e no segundo quem fecha é o Mundo Livre. Mas quem chama a atenção são os nomes das locais na escalação. “Meu Xampu Fede” e “A Baba de Mumm-Rá” só não é mais legal que “Meros Berros”. Fiquei aqui pensando como deve ser o som dessa.</p>
<p>Quem for de lá, ou estiver de passagem, recomendo não perder o show do Lendário Chucobrylliman. Nada menos que um dos melhores one-man-band que já tive oportunidade de ver ao vivo. Olha ai a programação:</p>
<p><strong>12.06 &#8211; sexta &#8211; Espaço Cultural</strong><br />
<em>01h20 – PATO FU | MG<br />
00h30 – LENDÁRIO CHUCROBYLLIMAN | PR<br />
23h30 – RATOS DE PORÃO | SP<br />
23h00 – NEVILTON | PR<br />
22h30 – BODDAH DICIRO | TO<br />
22h00 – PACATO CIDADÃO DO ALTO | GO<br />
21h30 – CRÍTICOS LOUCOS | TO<br />
21h00 – PIMENTA BUENA | RS<br />
20h20 – MATA-BURRO | TO<br />
20h00 – MEROS BERROS | TO</em><br />
<strong><br />
13.06 &#8211; sábado &#8211; Espaço Cultural</strong><br />
<em>01h20 – MUNDO LIVRE S/A | PE<br />
00h30 – BARANGA | SP<br />
23h30 – BNEGÃO E OS SELETORES DE FREQUÊNCIA | RJ<br />
23h00 – MECHANICS | GO<br />
22h30 – ENGENHO NOVO | TO<br />
22h00 – A PEDRA | SP<br />
21h30 – LA CECÍLIA | TO<br />
21h00 – THE BAGGIOS | SE<br />
20h20 – A BABA DE MUMM RÁ | TO<br />
20h00 – VENTO AZUL | TO<br />
19h30 – NOSE BLEND | TO<br />
19h00 – MEU XAMPU FEDE | TO</em></p>
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