<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>DoSol &#187; CACHORRO GRANDE. RATOS DE PORÃO</title>
	<atom:link href="http://www.dosol.com.br/tag/cachorro-grande-ratos-de-porao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.dosol.com.br</link>
	<description>Produtora, Selo, Rock Bar, Estúdio</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 15:23:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
	<copyright>Copyright &#xA9; DoSol 2011 </copyright>
	<managingEditor>risuenho@digi.com.br (DoSol)</managingEditor>
	<webMaster>risuenho@digi.com.br (DoSol)</webMaster>
	<image>
		<url>http://www.dosol.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg</url>
		<title>DoSol</title>
		<link>http://www.dosol.com.br</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<itunes:summary>Produtora, Selo, Rock Bar, Estúdio</itunes:summary>
	<itunes:keywords></itunes:keywords>
	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>DoSol</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>DoSol</itunes:name>
		<itunes:email>risuenho@digi.com.br</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://www.dosol.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress_large.jpg" />
		<item>
		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): O CONVENCIMENTO ROCK</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/07/marcos-bragatto-rj-o-convencimento-rock/</link>
		<comments>http://www.dosol.com.br/2008/07/marcos-bragatto-rj-o-convencimento-rock/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 10:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CACHORRO GRANDE. RATOS DE PORÃO]]></category>
		<category><![CDATA[CÓLERA]]></category>
		<category><![CDATA[DECK]]></category>
		<category><![CDATA[matanza]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=2852</guid>
		<description><![CDATA[Festa de dez anos de gravadora prova como vale à pena convencer os mais velhos que o rock pode dar certo. Principalmente se este mais velho for o dono dessa empresa.
Meus amigos, tristeza não tem fim; felicidade, sim. Começo uma coluna de rock citando uma célebre frase bossa-novística porque é exatamente essa frase que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Festa de dez anos de gravadora prova como vale à pena convencer os mais velhos que o rock pode dar certo. Principalmente se este mais velho for o dono dessa empresa.</em></p>
<p>Meus amigos, tristeza não tem fim; felicidade, sim. Começo uma coluna de rock citando uma célebre frase bossa-novística porque é exatamente essa frase que me surge dentro da cabeça, ao lembrar que a coisa já foi boa e tem tudo para ser melhor. Explico. Anteontem, ou melhor, na madrugada de quarta para quinta, no Circo Voador, tive uma noite daquelas. Eram três e tantas da manhã e um considerável número de pessoas vibrava efusivamente com três senhores de meia idade tocando punk rock pra valer. Eram eles Pierre, Val e Redson. Sim, meus amigos, a formação clássica do Cólera mandando ver todos os seus hits para uma platéia de todas as idades. Isso, repito, às três da matina.</p>
<p>Lembrava eu, lá pelas tantas, que este mesmo Cólera, lá nos anos 80, lotava o Circo Voador, em geral junto com a parceira Plebe Rude, em noites memoráveis. Digo isso em tom de lamentação porque essa dobradinha Cólera + Plebe Rude e Circo Voador já não existe mais. Primeiro porque o Circo já há temos deixa de abrir espaço para bandas novas e para o próprio público de rock, ao cobrar preços incompatíveis com esse mercado. Depois, porque – e até por conseqüência disso, não existem bandas legais que encham minimamente a cara (caríssima) estrutura do Circo Voador versão anos 00. Então ver aquela euforia numa madrugada de quarta para quinta, no Circo, parecia mesmo um sonho.<span id="more-2852"></span></p>
<p>Mas não era, não. Tratava-se do aniversário de dez anos de uma gravadora que açambarcou muito do que aparece de bom no rock nacional nos últimos tempos. É verdade que isso só aconteceu porque o filho do dono gosta de rock e fez disso o mote para se transformar num dos melhores produtores do segmento no Brasil. Não que ele rasgue dinheiro e leve a firma do pai à falência, mas o convence de investir nessa ou naquela banda, e a coisa pode até dar certo. Caso, por exemplo, do Matanza e seu inacreditável sucesso. Como pode uma banda tão pesada, com letras tão duras (para dizer o mínimo) e um som tão indigesto fazer sucesso? Não tenho os números, mas o Matanza já deu certo, e ainda deve render bem aos cofres da empresa. Foi a banda quem abriu a noite, botando um Circo lotado para pogar em contagiantes rodas.</p>
<p>O grande feito do convencimento rock do filho do dono, no entanto, só tocou no dia seguinte. Pitty é hoje uma artista nacional, consagrada, e não só dentro do segmento rock. Uma garota que tinha uma banda de hardcore tosca (isso é um elogio) e uma fitinha com algumas músicas com voz e violão e que este filho do dono, com o capital e os conhecimentos do pai, transformou em estrela nacional. Quinta o Circo não estava tão cheio assim, mas havia gente à rodo. Como o Circo Voador, até pela sua tradição e vocação para a vanguarda sempre deveria ser. Nem precisou da prometida participação de Marcelo D2 para a noite encerrar, também na alta madrugada, com a Nação Zumbi mostrando s músicas de seu álbum mais recente.</p>
<p>Na quarta, antes, um bebaço João Gordo pagou um mico, aparentemente, involuntário. Segundo consta, o chamaram (junto com o batera Boka) para cantar umas músicas do Ratos de Porão com o Mukeka di Rato tocando. Como Celebridade, Gordo chegou ao Circo e foi direto aos camarins tomar todas. Só que a tal gravadora havia anunciado, em todo o material de divulgação, um show do Ratos de Porão. Pois lá estavam os fãs a gritar “Ratos! Ratos! Ratos!”, pedindo esta ou aquela música, e o Gordo, trôpego, arrastando a fala no canto da boca, pensando que era a vez de “Crucificados pelo Sistema” a cada intervalo, até perceber a furada em que tinha se metido e pedir o boné – que, aliás, um fã lhe roubou e quase foi linchado no meio do público. Quem pagou para ver o Ratos deveria é exigir o dinheiro de volta, isso sim.</p>
<p>A dobradinha capixaba Mukeka e Dead Fish (não é que os nomes das bandas se completam?) de seu lado, não fez feio. O segundo, principalmente, tem muito público e manteve o pique do Matanza sem muita dificuldade. Quanto ao Matanza, soube de fonte segura, no próprio vai-e-vem do show, que Donida, guitarrista, letrista, principal compositor e desenhista, deixou o grupo. No que eu retruquei: então a banda acabou. Não que tenha algo contra Alex Kaffer, que tocou nesse show. Mas, vejam bem, eu disse que Donida é guitarrista, letrista, principal compositor e desenhista. Se um cara desses sai de uma banda, a banda já era. Apurando os fatos, a gravadora negou sua saída, e um post no site oficial, assinado pelo próprio Donida, diz que Alex é um substituto eventual, e que ele continua. Que assim seja.</p>
<p>Faltou falar que o Cachorro Grande também tocou, e ratificou a pecha de ser uma das melhores bandas sobre um palco de que se tem notícia. O show curto não impediu o grupo gaúcho de fazer uma performance alucinada, com encerramentos (sim, mais de um) dignos de grandes arenas, e que continuam a eternizar o Circo Voador. Uma outra bola dentro do filho do dono, que, somadas às atrações desses dois dias, resultou numa das melhores lembranças de como era bom o Circo Voador e as bandas de rock que tocavam nele, e como isso pode continuar acontecendo. Não é tão difícil, não, podem crer. Nem a presença do Strike no elenco me rouba essa certeza.</p>
<p>Até a próxima e long live rock’n’roll!!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dosol.com.br/2008/07/marcos-bragatto-rj-o-convencimento-rock/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

