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	<title>DoSol &#187; cidadão instigado</title>
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		<title>LUCIANO MATOS (BA): TEMPOS BONS E NOVOS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/11/luciano-matos-ba-tempos-bons-e-novos/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 10:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[
Por Luciano Matos, Salvador (BA)
Conteúdo: Blog ElCabong
No último domingo, o principal jornal do estado deu na capa de seu caderno de cultura que o rock progressivo completava 40 anos. Enquanto isso a cidade, ou uma pequena parcela dela, se despedia do II Fórum Música Mercado e Tecnologia. Alguns nomes relevantes do mercado musical estiveram por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/projetos/images/projetos_mes_musica.gif" alt="" width="458" height="76" /></p>
<p><strong>Por Luciano Matos, Salvador (BA)</strong></p>
<p><a href="http://www.nemo.com.br/elcabong" target="_blank">Conteúdo: Blog ElCabong</a></p>
<p>No último domingo, o principal jornal do estado deu na capa de seu caderno de cultura que o rock progressivo completava 40 anos. Enquanto isso a cidade, ou uma pequena parcela dela, se despedia do <strong><a href="http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/projetos/musicaouvidos_mate.htm">II Fórum Música Mercado e Tecnologia</a></strong>. Alguns nomes relevantes do mercado musical estiveram por aqui discutindo, ensinando e tocando. Bom público, poderia ser melhor, boas discussões e a sensação de que há cada vez mais gente interessada em melhroar suas produções por aqui. O programa <a href="http://radioca.wordpress.com/">Radioca</a> fez uma cobertura do evento que vai ao ar nesse domingo, às 17 horas, na <a href="http://www.educadora.ba.gov.br/">Educadora FM</a>. Mesas sobre Organizações Associativas, Exportação de Música, Jornalismo Musical, entre outras, fora alguns dos atrativos. Fora isso, muitos shows bacanas, num pequeno, mas eficiente panorama do que vem sendo feito de boa música pelo Nordeste. Com um bom público presente no Pelourinho, <strong><a href="http://www.myspace.com/wwwado">Wado</a></strong> e <strong><a href="http://www.myspace.com/cidadaoinstigado">Cidadão Instigado</a></strong> mostraram porque estão entre os melhores nomes da nova safra da música brasileira, além de boas e gratas revelações, como a dupla sergipana meio White Stripes, <strong><a href="http://www.myspace.com/baggios">The Baggios</a></strong>. Teve ainda o bom dos baianos da <strong>Quixabeira da Lagoa da Camisa</strong> e do <strong><a href="http://www.myspace.com/subaquatico">Subaquático</a></strong> e os pernambucanos da <strong><a href="http://www.myspace.com/orquestracontemporaneadeolinda">Orquestra Contemporânea de Olinda</a></strong>.<br />
Além do Fórum, várias outras atividades tornaram mais um fim de semana bem saboroso na capital baiana (de Jorgen Ben a Cascadura, do lançamento do Aguarraz ao Baile Esquema Novo e por ai vai), aquela em que outrora só se ouvir um tipo de som. O melhor é que a programação na cidade continua recheada. Você pode pesquisar na agenda aqui do lado -&gt;, mas vamos te ajudar. <span id="more-5040"></span></p>
<p>Nem todos souberam, mas na semana passada começou o <strong>IIº Phoenix Jazz Festival de Praia do Forte</strong>, com a seguinte programação:<br />
<img src="http://farm4.static.flickr.com/3158/3038309204_b2e481eb87.jpg?v=0" alt="" /><br />
Deu pra perceber? Stanley Jordan, Yamandú Costa, Hermeto Pascoal, Manoel Miranda, Spok Frevo Orquestra, Steve Coleman (EUA), entre outros, de graça em Praia do Forte.</p>
<p>Tá bom, jazz não é sua praia. Tem ainda shows bem interssantes por aqui: Cascadura, Vanguart e Móveis Coloniais de Acajú no Pelourinho, Nasi e Reespública no Groove Bar, Convenção de Tatuagem, Mallu Magalhães, Retrofoguetes, Theatro de Seráphin, entre vários outros.</p>
<p><img src="http://foreveringreen.files.wordpress.com/2008/05/31290611_c621894217.jpg" alt="" width="438" height="330" align="left" />Nenhuma novidade? Que tal o norte-americano <a href="http://www.myspace.com/princebonniebilly"><strong>Bonnie “Prince” Billy</strong></a>? Considerado pelo The Observer o maior compositor norte-americano dos anos 90, ele vem a Salvador para um dos quatro shows que fará no Brasil (São Paulo, São Carlos e Porto Alegre, são as cidade além da capital baiana que recebe o músico. Bonnie, também conhecido como Will Oldham e que encabeçava os projetos Palace, Palace Songs e Palace Brothers, se apresenta no dia 28 na Boomerangue. Na mesma noite o projeto <strong><a href="http://www.myspace.com/doisemum">Dois em Um</a></strong></p>
<p>Ainda tem o <strong><a href="http://www.mercadocultural.org/">Mercado Cultural</a></strong>, que se perdeu um pouco de sua força, ainda tem relevância e vai trazer bons nomes para a cidade.<br />
Entre as atrações este ano estão Jards Macalé, La Revuelta (Colômbia), Nico Okkerse &#8211; Silent Disco (Holanda), PercaDu (Israel), Alejandro Vargas Cuarteto (Cuba), Fernanda Takai, André Abujamra, além de nomes locais.</p>
<p>Mais pra frente devem pintar outros gringos por aqui. O projeto/ banda <a href="http://www.myspace.com/littlejoymusic">Little Joy</a> de Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (Strokes), fará uma turnê pelo Brasil de 23 a 31 de janeiro Festival de Verão? Bem possível, mas pode nem ser. Vamos aguardar. O show tá confirmado no Rio, SP, BH e… Salvador. Tá bom, mas pode ser melhor.</p>
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		<title>FÁBIO FARIAS (RN): COQUETEL MOLOTOV  &#8211; 1ª NOITE</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/09/fabio-farias-rn-coquetel-molotov-1%c2%aa-noite/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 09:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[coquetel molotov]]></category>
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A quinta edição do Coquetel Molotov vai entrar para história musical brasileira. Apostar na estréia do ex-Hermano Marcelo Camelo no seu projeto solo e ainda por cima chamar Mallu Magalhães para tocar junto com ele foi uma tacada de mestre da produção. Foi porque, gostando de Los Hermanos ou não, Camelo é um compositor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="size-large wp-image-23 aligncenter" title="Camelo e Malu" src="http://catorzeblog.files.wordpress.com/2008/09/dsc_0220a.jpg?w=500&amp;h=334" alt="" width="327" height="218" /></p>
<p style="text-align: left;">A quinta edição do Coquetel Molotov vai entrar para história musical brasileira. Apostar na estréia do ex-Hermano Marcelo Camelo no seu projeto solo e ainda por cima chamar Mallu Magalhães para tocar junto com ele foi uma tacada de mestre da produção. Foi porque, gostando de Los Hermanos ou não, Camelo é um compositor de talento raro, fora a simpatia que esbanja com o público e a qualidade das suas músicas. É um dos músicos mais talentosos da nova geração. E Mallu Magalhães nem se fala. Ouro puro.</p>
<p style="text-align: left;">Depois de muito suor para conseguir o ingresso de sexta (pasmem, blogueiros não recebem credencial) consegui entrar no infer… ops, Sala Cine UFPE para ver o show dos conterrâneos do Bandini. Vale ressaltar que na terça-feira esgotaram os ingressos, resultado do caô dos fãs de Los Hermanos. O Bandini fez um show com personalidade e de força. Entraram, ajeitaram os equipamentos, Galego soltou a deixa “Somos o Bandini, somos de Natal e todas as músicas são autorais” e aí começaram a tocar composições do EP “Time Can Break Your Heart” algumas músicas novas e o seu poderoso post-punk ressou pela sala. Show foi foda e, só para não perder o costume, o grupo sofreu com um probleminha no cabo de um dos instrumentos que rendeu algumas minutos de espera para o público. A banda só precisa superar mesmo um pouco o nervosismo e se soltarem mais no palco, além de arranjarem um bom técnico de som.</p>
<p><span id="more-4062"></span></p>
<p style="text-align: left;">Ainda tocaram outras bandas na Sala Cine, mas não aguentei o calor e fui correndo atrás de uma cerveja gelada do lado de fora. Uma pena. Ouvi dizer que Burro Morto (PB) e Guizado (SP) fizeram shows excelentes. Depois de ‘refrescado’ (sem duplos sentidos) encarei a fila que se formava em frente a entrada do teatro da UFPE. A primeira banda do teatro foi Júlia Says. Não entendi o som deles até agora, aliás fiquei pouco tempo tentando entender. Não gostei na verdade do som. Do show, não posso dizer muita coisa porque saí. Esperei lá fora pela apresentação de Cidadão Instigado.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-24 alignleft" title="Shout Out Lounds" src="http://catorzeblog.files.wordpress.com/2008/09/dsc_0355.jpg?w=200&amp;h=300" alt="" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align: left;">Cidadão Instigado entrou para uma apresentação competente. Eles foram escalados de última hora, depois do problema que a produção teve com os matogrossenses do Vanguart. Mesclaram músicas dos CD’s anteriores e algumas novas composições que deverão entrar no novo trabalho. O público se divertiu muito no show deles e o problema que a produção teve acabou muito bem. Até porque, Vanguart provavelmente repetiria o mesmo show que sempre fazem.</p>
<p style="text-align: left;">Shout Out Lounds foi a primeira das suecas a tocar. Gosto do som deles e ver as músicas ao vivo foi uma experiência muito boa. Logo de cara, o vocalista tentou arriscar algumas palavras em português, o que gerou um certo frisson no público. O show foi forte, potente, animado, um pouco diferente do último álbum deles Our Ill Wills, que é mais morgadão. As músicas ficaram mais animadas, principalmente aliada a alegria dos músicos que estavam ali. Parecia até mesmo que Recife era o paraíso dos suecos.</p>
<p style="text-align: left;">Na verdade, Recife foi o paraíso loshermanosmaníaco nesta sexta de Festival. No teatro não cabia mais uma viva’lma entre previnidos que conseguiram pagar R$ 10 até os azarados que tiveram que pagar o absurdo de até R$ 60 dos cambistas. Dá-lhe Camelo. Ele entrou, falou que tinha que ser ali seu primeiro show, o público delirou. Alías, o público delirou a cada respirada diferente que o homem dava. Impressionante a loucura dos fãs. Sentou no seu banquinho, pegou o violão e começou a tocar as músicas do seu disco solo. Impressionou-se com a fato do teatro inteiro cantar junto com ele as músicas lançadas apenas a uma semana atrás. E aí chamou a Mallu Magalhães. Antes disso falou que a menina mudou o modo dele ver a música. Ela entrou um tanto tímida, passou longos minutos abraçada com o ídolo, sentou no banquinho ao lado e quando começaram a tocar “Janta”, a menina não aguentou. Chorou muito. Aquele choro infantil e sincero. Ela mal conseguia cantar e dedilhar seu violão. Foi um momento realmente bonito. E aí, tocaram Morena, do último CD do Los Hermanos. Acho que dá para imaginar a reação d <a href="http://catorzeblog.files.wordpress.com/2008/09/dsc_0266a2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-34" title="Mallu3" src="http://catorzeblog.files.wordpress.com/2008/09/dsc_0266a2.jpg?w=300&amp;h=242" alt="" width="300" height="242" /></a>público. Depois disso, Mallu saiu e se sentou do lado do palco, assistindo ao show e talvez imaginando que aquilo tudo era um sonho. De hora em hora, ela abaixava a cabeça. Mal esperava ela pelo que estava por vir. Hurtmold ainda tocou uma música, Camelo tocou suas composições e aí terminou o show. Se despediu e saiu do palco. Passaram uns 5 minutos ele voltou só com seu banquinho e o violão. Enquanto todo mundo esperava que ele cantasse os sucessos Los Hermanos, ele manda Thubaruba. Ponto alto da noite. Mallu corre, chora no seu ombro e se arrisca no microfone, cantando junto com o ídolo. Surreal.</p>
<p style="text-align: left;">A primeira noite valeu o ingresso. Valeu muito mais. Camelo conseguiu mostrar personalidade e muito talento com suas novas músicas e os shows de Shout Out Lounds e Cidadão Instigado foram muito bons. Mas ainda faltava Peter Bjorn and Jonh e Club 8.</p>
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		<title>COMO FOI? 1º DIA DO COQUETEL MOLOTOV (PE)</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/09/como-foi-1%c2%ba-dia-do-coquetel-molotov-pe/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 19:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Hugo Montarroyos
Conteúdo: Recife Rock
Os textos sobre os shows da sala Cine PE serão escritos por Breno Mendonça, e estarão aqui no ar em breve.
Se existe um festival no Brasil que cresceu ano a ano &#8211; e hoje merece todos os elogios do mundo -, ele atende pelo nome de “No Ar: Coquetel Molotov”. Ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Hugo Montarroyos</strong></p>
<p><a href="http://www.reciferock.com.br/2008/09/20/cobertura-noa-ar-coquetel-molotov-primeiro-dia/" target="_blank">Conteúdo: Recife Rock</a></p>
<p>Os textos sobre os shows da sala Cine PE serão escritos por Breno Mendonça, e estarão aqui no ar em breve.</p>
<p>Se existe um festival no Brasil que cresceu ano a ano &#8211; e hoje merece todos os elogios do mundo -, ele atende pelo nome de <strong>“No Ar: Coquetel Molotov”</strong>. Ainda que peque na escalação e que force uma barra tremenda para emplacar bandas suecas em terras brasileiras (de banda ruim a Suécia está cheia), os acertos acabam sendo mais relevantes do que as falhas, caso dos gols de placa ao apostar em Marcelo Camelo e Mallu Magalhães. Sem contar que a estrutura é de primeiro mundo: o som foi impecável em todos os shows, a iluminação estava perfeita (dá-lhe, Albert!), e é de encher os olhos ver o Teatro da UFPE lotado, abarrotado de gente. Trabalho de formiguinha que começou lá atrás, em 2004, na primeira edição do evento.</p>
<p>O primeiro dia do “No Ar: Coquetel Molotov” serviu para cravar de vez o nome de Marcelo Camelo como principal artista brasileiro de sua geração. Camelo é hoje uma espécie de Chico Buarque dos anos 00: todas as meninas querem dar para ele. Os caras querem ser iguais. E os gays não se envergonham de gritar “lindo!” e “gostoso!” durante toda a apresentação dele. E, analisando por outro prisma, bem menos passional, tal tietagem é justificável, emblemática e merecida no caso de Camelo, um compositor talentosíssimo, bom músico e excelente letrista que conta hoje com o apoio da melhor banda brasileira da atualidade, a paulistana Hurtmold. Não bastasse tudo isso, e o sujeito possui um carisma ainda maior do que a quantidade de fãs que entoam todas as suas canções em uníssono. Trata-se de uma seita: é questão de aceitar ou não.</p>
<p>Aos shows: o duo pernambucano<strong> Júlia Says</strong> fez um show que primou pelas novidades e pelo bom aproveitamento da estrutura do palco do Teatro da UFPE. Mostrando um estilo desencanado de ser e viver, o guitarrista Pauliño entrou no palco sem camisa, e assim levou o show até o final. Acertaram bem a mão ao despejar peso da guitarra e da programação, e mostraram ótimas canções, como a bem trabalhada “Intro-Mental” e a excepcional “Aos Segredos”, que fechou o show. Permanecem pecando em alguns momentos, sobretudo quando a frágil voz de Pauliño surge em primeiro plano, defeito que aos poucos vem sendo corrigido ao cobrirem seus vocais com efeitos eletrônicos. E a execução de “Mohamed Saksak”, com telão exibindo o clipe da música, beirou a perfeição. O Júlia Says galgou degraus altos em curto espaço de tempo. Ainda há muito a ser melhorado, mas é visível o quanto de talento existe ali. O público os recebeu com simpatia, mas a verdade é que o show não chegou a empolgar muito.</p>
<p>A empolgação começou a vir aos poucos, e se instalou de início na boa apresentação do cearense <strong>Cidadão Instigado</strong>, que tocou de última hora no lugar do Vanguart (que perdeu uma oportunidade de ouro de expandir seu público por essas praias). Liderados pelo guitarrista Fernando Catatau, uma espécie de Odair José intelectualizado, a banda contou com coral da platéia em boa parte de seu show, casos de “O Pobre dos Dentes de Ouro” e na deliciosamente brega de beira de estrada “O Tempo”. Foram bastante aplaudidos no final.<span id="more-3648"></span></p>
<p>Ê, Suécia! A tal de <strong>Shout Out Louds</strong> faz hoje o que o The Cure já fazia muito melhor nos anos 80. Ou seja, pura cópia da banda de Robert Smith, mas tão descarada, tão deslavadamente cara-de-pau que dá até vergonha. E, quem diria, eles possuem até um numeroso neo-fanclube no Recife, pois não eram poucas as pessoas que bradavam as letras do grupo a pleno pulmões. Mas, cá pra nós, não passa de um pastiche bem sem-vergonha do The Cure. Para aqueles que preferem a cópia ao original. E parece que não são poucos. Paciência…</p>
<p>A noite era toda dele. Órfãs do Los Hermanos e fãs da nova safra de Marcelo Camelo se espremiam por todo o teatro na tentativa inútil de conter os nervos diante da espera do ídolo. Desesperada, a produção do festival sofria para convencer o público a permanecer sentado, milagre que acabou por fim operando: apenas no bis a platéia se soltou e levantou para dançar. E, faça você parte ou não da seita “camelônica”, a verdade é que foi um show e tanto, o primeiro da “digressão” pelo País. Segundo declarou, para delírio dos fãs, a estréia do show “tinha que ser aqui, tinha que ser hoje e tinha que ser com vocês”. E nada do que ele fala parece premeditado, calculado ou dito só para agradar. Ali está um ser de dissimulação zero.</p>
<p>Ele entra no palco, fica meio sem jeito com a saraivada de palmas que inunda o teatro, pega o violão e dedilha “Sou”, cantada por parte bem numerosa da platéia. Depois, chama a excelente Hurtmold, empunha uma guitarra e leva “Téo e A Gaivota”. E o “estrago” estava feito: a mesma devoção dedicada ao Los Hermanos é renovada na carreira-solo de Camelo. A histeria segue com “Tudo Passa”, dos belos versos “eu, você e todos os encontros casuais/os ais e os hão de ser/e todos os casais também/ olha, acho até que quem achou que nunca ia/ esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor/ e até eu vou pra ver no que vai dar/ a massa, a moça e até esse pra sempre tudo passa”. Parece retalhos de letras, mas todos cosidos de maneira a dar significados ocultos às partes e interpretações pessoais ao todo. E, quem diria, o recém-lançado “Sou” já está na boca do povo.</p>
<p>O momento mais emocionante da noite se faz quando Camelo chama <strong>Mallu Magalhães</strong> ao palco, amiga que, nas palavras dele, “mudou minha maneira de ver a música, mudou minha maneira de ver a vida”. Mallu entra, abraça Camelo e desata no choro de uma criança de 16 anos que até anteontem era fã do Hermano, e que hoje vive o sonho dourado de menina de dividir o palco com o ídolo. Quase não consegue dedilhar o violão ou cantar de tanto que chorava, e a impressão que ficou é que o próprio Marcelo desabaria no choro a qualquer momento. Mallu saiu correndo após sua participação, e o show prosseguiu em clima de uníssono até o fim. Após uma certa hesitação, Camelo volta para o bis, banquinho e violão e, cartada de mestre, ataca com “Tchubaruba”. Mallu corre para cantar novamente ao lado do ídolo, desta vez uma canção dela, e o momento fofura estava instaurado de vez. Camelo então pede licença ao Hurtmold, que tomava posição para acompanhá-lo novamente, e diz que o clima de improviso estava tão bonito que preferia continuar assim por mais um tempo, banquinho, violão e todas as vozes do teatro. Ao Hurtmold restou esperar respeitosamente o término da catarse para entrar em cena novamente, como figurantes de luxo.</p>
<p>Aos fãs: Camelo está de volta em sua melhor forma, e o show de seu “Sou” é ótimo. Aos que não gostam: vai ser difícil se livrar dele no próximo verão. Às seguidoras: Aleluia, irmãs! A seita ressurge…Para o bem e para o mal. Para cristãos e ateus (licença, Zeroquatro). Batizados e pagões. Resta escolher o seu lado e ser feliz.</p>
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		<title>RESENHA DE DISCO: CIDADÃO INSTIGADO (CE) &#8211; E O MÉTODO TUFO DE EXPERIÊNCIAS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2007/11/resenha-de-disco-cidadao-instigado-ce-e-o-metodo-tufo-de-experiencias/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 10:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciano Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Luciano Mattos (El Cabong)
Existem determinados sujeitos que são inquietos e instigantes em sua essência. Entre tantas alternativas de vida, alguns deles resolvem mergulhar no mundo da música e costumam presentear os ouvintes com boas esquisitices. O cearense Fernando Catatau é um desses caras. Desde que lançou os primeiros trabalhos de sua banda Cidadão Instigado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Luciano Mattos</strong> (<a href="http://www.nemo.com.br/elcabong" target="_blank">El Cabong</a>)</p>
<p>Existem determinados sujeitos que são inquietos e instigantes em sua essência. Entre tantas alternativas de vida, alguns deles resolvem mergulhar no mundo da música e costumam presentear os ouvintes com boas esquisitices. O cearense Fernando Catatau é um desses caras. Desde que lançou os primeiros trabalhos de sua banda Cidadão Instigado ele corrompe as regrinhas da música brasileira. Na verdade nem se importa com elas. Depois de anos tocando alcançou o status de um dos músicos mais importantes e criativos dessa nossa música, pelo menos a do universo que mais importa.<span id="more-1132"></span></p>
<p>Em 2005, foi considerado pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo como o melhor compositor brasileiro do ano. Responsável pela composição, produção, arranjos, voz e diversos instrumentos, Catatau acaba sendo a cara da banda, que criou em 1994 ainda em Fortaleza. Catatau já tocou ou toca com gente como Otto, Vanessa da Mata, Zeca Baleiro, Nação Zumbi, entre outros, mas é no seu próprio trabalho que mostra sua enorme capacidade de criação.</p>
<p>Com o Cidadão Instigado (formado por Régis Damasceno, Rian Batista, Clayton Martin e convidados especiais, como Daniel Ganjaman, Maurício Takara e Izaar, entre outros), solta esse petardo que vem tirando do prumo quem já estava se contentando com as repetições, mesmo as mais recentes. “Cidadão Instigado e o Método Tufo de Experiências” altera os sentidos porque é simples. Desnorteia por utilizar elementos de nosso cotidiano, que mal utilizados costumam ser rejeitados, desprezados ou esquecidos. Elementos que aparecem nas letras, melodias, timbres, instrumentos, forma de cantar e que se juntam a elementos mais modernos, como sintetizadores, bateria eletrônica e efeitos. Ao contrário do quem vem sendo alardeado, não é apenas um disco de música brega no novo milênio.</p>
<p>O trabalho da Cidadão Instigado não é tão facilmente encaixável em um tipo de rótulo. Como no primeiro disco, Catatau e a banda subvertem e jogam para o alto qualquer tipo de tentativa de formatar sua música em alguma prateleira. Passeiam por sons psicodélicos, batidas eletrônicas, sonoridades setentistas, ritmos nordestinos e abrem a torneira de um universo particular para experimentar e contar histórias. Há música brega na música que abre o disco, a belíssima “Te Encontra Logo” e na última “O Tempo”. Um brega moderno que traz uma conhecida sonoridade das mesas de bares.</p>
<p>Dor de cotovelo embalada por um ritmo baladeiro com teclados, trechos falados, corinho e letras que falam de romances melodramáticos. “Estou morrendo e tenho medo de só pensar em você/ Te encontro logo a distância/ Antes dela te dizer que já é tarde demais”, na primeira, ou “mas o tempo é um amigo precioso/ que faz questão de jogar fora/ aquela mágoa vencida que ficou/ sofro por não ter pensado em te dar um desconto/ pus o rancor pra cuidar de tudo/ e vi que a vida mudou um segundo/  s vezes choro/ pois sei que não posso deixar que o passado invada meu mundo/ lembrei do perdão e vi nós dois construindo um futuro.”</p>
<p>Preciosidade da última canção do disco. Porém, não é só isso. Como definir “Os Urubus só Pensam em te Comer”, uma excêntrica música retirada da trilha sonora de um curta homônimo. Experimentalismo em cima de uma batida simples, teclados tortos e uma letra metafórica sobre vacas e urubus. Em “O Pobre dos Dentes de Ouro” uma levada mais latina que logo se transforma num samba de terreiro e muda completamente virando uma experimentação sonora com guitarras.</p>
<p>Tudo para contar a história de um sujeito pobre que sonha com dentes de ouro para ficar lindo. A viagem em que mostra personagens comuns, mas que parecem invisíveis prossegue em “Silêncio na Multidão”. E ai ele mostra a estranheza de um lugar como São Paulo, que acolhe e assusta. A realidade da cidade grande, cruel e solitária. “Eu vejo as pessoas que passam por mim/ que falam, que ralam, que gritam/ em harmonia e solidão/ dói no coração ver meu povo silencioso”. Como se quisesse acordar quem o cerca do conformismo e passividade reinante. E segue ainda com o rock experimental alucinado “Calma!”, a estranha “O Pinto de Peitos”, o meio reggae-rock enviesado “Apenas um Incômodo”, que dá um recado nada conformado de um discriminado (nordestino em São Paulo? Cantor desafinado?), a bela “Chora, Malê” e a esquizofrênica a la Zumbi do Mato “Noite Daquelas”.</p>
<p>Catatau e sua trupe passeiam por sons experimentais e ousados. Encontram uma forma inteligente de falar de personagens comuns, problemas sociais, preconceito e de um universo simples, até cotidiano, mas que poucas vezes foi apresentado ao mesmo tempo de forma tão criativa e original. Criam sonoridades interessantes e desconcertantes, que aliadas  s letras ousadas e criativas resultam nessa pequena obra prima.</p>
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