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	<title>DoSol &#187; claustrofobia</title>
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		<title>COMO FOI? TERCEIRO DIA DO GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 16:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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GOIÂNIA NOISE ENCERRA EDIÇÃO 2009 COM 130 DECIBÉIS
130 decibéis machuca. É como se uma turbina de um avião estivesse em atividade num local fechado, que deve receber na sua lotação no máximo 4.000 pessoas. Foi assim que o Helmet castigou os ouvidos desavisados e ao mesmo tempo levou ouvidos mais roqueiros ao delírio no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p><strong>GOIÂNIA NOISE ENCERRA EDIÇÃO 2009 COM 130 DECIBÉIS</strong></p>
<p>130 decibéis machuca. É como se uma turbina de um avião estivesse em atividade num local fechado, que deve receber na sua lotação no máximo 4.000 pessoas. Foi assim que o <strong>Helmet </strong>castigou os ouvidos desavisados e ao mesmo tempo levou ouvidos mais roqueiros ao delírio no show de encerramento do <strong>Goiânia Noise Festival</strong>. É com todas as letras digo: o festival teve o encerramento que mereceu no mais insano e assustador P.A que já ouvi na vida!</p>
<p>Ainda pela tarde fui convidado pela produção para acompanhar a passagem de som dos americanos. Na volta pro hotel junto com o grupo perguntei pro <strong>Page Hamilton</strong> no meu inglês horroroso: Esse homi vai tocar <em>Unsung </em>né? Ele deu um sorriso e quis me maltratar respondendo que talvez!</p>
<p>Antes de chegar ao <strong>Helmet </strong>vamos ao que de melhor aconteceu durante o último dia do evento. De cara três baixas na nossa cobertura. Cheguei atrasado e não vi o <strong>Fígado Killer</strong>, <strong>Goldfish Memories</strong> e <strong>Heaven`s Guardian</strong>, três grupos goianos. Na sequência veio o <strong>Hillbilly Rawride</strong> mantendo a incrível tradição de bandas psycho do Paraná. O show foi bastante animado, o perfil do grupo é bem legal e foi divertido vê-los em ação, já que aqui pelo Nordeste praticamente não existem grupos com esse formato baixolão e violão envenenado. Muito bom.</p>
<p>Os Belgas do <strong>Motek </strong>mudaram o clima e jogaram muitos sons etéreos ao público do Noise. Com um técnico gringo dando show e um som perfeito, as guitarras e teclados do grupo tiveram muito impacto e combinou com o clima de ressaca que quase sempre assola o último dia dos festivais (ainda mais depois de um segundo dia matador no noise). Recomendo para quem gosta de Mogwai, Fóssil e afins.</p>
<p>Mais um bom grupo goiano veio na sequência: o <strong>Bang Bang Babies</strong>. As músicas ganchudas da banda fizeram a alegria e deram uma boa animada no público (que não deve ter passado de 1200 pessoas durante toda a noite). Talvez o grupo possa investir e dar uma trabalhada nas vozes, porque de background para empurrar boas músicas eles já são craques.</p>
<p>Não vi o <strong>The Ganjas</strong> do Chile. Fui tomar um folêgo e me poupar pro final da festa. O <strong>Mechanics</strong>, outro herói do rock goiano começou o show de forma acústica no Goiânia Noise. Achei até que não combinou com a mensagem &#8220;maldita&#8221; do grupo e seu líder Márcio Jr. Quando eles ligaram as guitarras esqueci tudo e aí sim vi o bom e velho Mechanics de sempre. Alto e feroz!</p>
<p>Também não vi o <strong>Loop B </strong>e já fiquei perto do palco para ver os <strong>Tormentos </strong>da Argentina, grupo muito legal que toca surf music instrumental poderoso. Meio repetitivo mas muito legal. Adorei ver os guitarristas chutando os pedais de reverb de mola e escutar o efeito doidão que causava. A Argentina foi muito representada nesse rock doido.</p>
<p>Daí para frente o pau comeu feio até dando alguns problemas no P.A, que chegaram ao seu auge no show do <strong>Claustrofobia </strong>(SP). Não fosse pela competência do técnico de som da banda, seria um fiasco. Metal sepultúrico, malvado e grunido. Bom demais o som desses paulistas. Mais uma paquera nossa pro Festival Dosol 2009. Bati cabeça de leve (bati cabeça pesado no Helmet).</p>
<p>Vi um pedaço do<strong> Periferia S.A</strong> e não assisti o <strong>Inocentes</strong>, tudo para esperar a PEDRADA da noite: <strong>Helmet</strong>!</p>
<p>Era perto de 2h da manhã as luzes se apagam, <strong>Léo Bigode</strong> entra, agradece e diz: vou falar mais porra nenhuma não, HELMETTTTTTTTTTT! Juro, parecia que tinha caído uma bomba dentro do teatro quando o quarteto começou o show num riff pesadíssimo e estacatado, bem caraterístico das composições de uma das bandas mais influentes dos anos 90.</p>
<p>O começo do show deu prioridade ao repertório mais recente e foi recebido com espanto pelos presentes (nessa hora não mais que 600 pessoas). Do meio pro fim veio o ataque com <strong>In The Meantime</strong>, <strong>Unsung</strong>, <strong>Wilma`s Rainbow</strong> e a música tema do filme O Corvo que foram só algumas das clássicas canções que <strong>Page Hamilton</strong> e sua turma interpretaram por mais de uma hora.</p>
<p>Peso e intensidade de uma banda que tem um senhor de 48 a frente da sua formação. Foi uma aula de rock, que aliás o <strong>Goiânia Noise Festival</strong> e a <strong>Monstro </strong>vem dando há muitos anos. Feliz de quem vem para sala de aula do rock e aprende como se faz. Parabéns Noise, parabéns Goiânia!</p>
<p><em>PS: Não temos fotos nossas, quando aparecer algo na net colocamos e damos os devidos créditos</em></p>
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