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	<title>DoSol &#187; COBERTURA DO MADA</title>
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		<title>HUGO MORAIS (RN): MADA &#8211; OPINIÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 12:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se foram 10 edições de MADA. A lição que a edição acabada deixou foi: a seleção precisa ser mais criteriosa. Indicação talvez não seja a melhor solução, muito menos lobby com outros produtores, que parece que há. Pode até não haver, mas parece. Seria o caso de uma pesquisa com presença em shows? Talvez seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Se foram 10 edições de MADA. A lição que a edição acabada deixou foi: a seleção precisa ser mais criteriosa. Indicação talvez não seja a melhor solução, muito menos lobby com outros produtores, que parece que há. Pode até não haver, mas parece. Seria o caso de uma pesquisa com presença em shows? Talvez seja uma boa. Nos dias de hoje no material de “propaganda” da banda além do velho release é bom começar a constar apresentações.</p>
<p>Em termos de estrutura não há o que reclamar. Dois palcos imensos, praça de alimentação, tenda eletrônica, área coberta para estandes. Aí uma coisa fez falta. As velhas barraquinhas com cds. Mas como o bicho vem definhando a passos largos, quem vai se arriscar a pagar uma grana alta para não ter retorno? Só um louco.</p>
<p>Em aspectos técnicos a quinta foi bem. Sexta e sábado o bicho pegou. Foi pane em microfone, em instrumentos, em luz no palco. Coisas a se corrigir.</p>
<p>Em termos de qualidade das bandas e seus shows podemos dividir em três grupos: 1) ótimos shows; 2) bons shows; 3) é melhor esquecer.</p>
<p>1)      Motosierra, Brand New Hate, Pato Fu, Lobão, Autoramas, Mallu Magalhães, Cordel do Fogo Encantado<br />
2)      Rastafeeling, Sweet Fanny Adams, Amps &amp; Lina, Lunares, Curumim, Rosa de Pedra, Sem Horas<br />
3)      O resto.</p>
<p>Num festival existem obviamente duas necessidades: revelar bandas e agradar a todos, ou desagradar a todos, o que finda sendo a mesma coisa. Pelo menos essa é a intenção. Com esse intuito tem até tenda eletrônica. Mas a necessidade de revelar não passa por bandas despreparadas ou que tenham a qualidade de tocar no Aratu no Facho, na festa de Nossa Senhora dos Navegantes, ou numa micareta. Pois esse ano teve bandas assim. O grupo 3.</p>
<p>Jomardo, quarta passada, nas palestras disse que esse ano encerrava um ciclo. E ano que vem as ações seriam diferentes. Pois bem, talvez duas soluções fossem: criar uma curadoria com produtores e músicos (que não indicassem suas bandas é obvio, mas aí qual ia querer participar?) e descentralizar o festival, fazendo dois. Diminuir o tamanho e fazer um com bandas pop, um Festival de Verão da vida para agradar a massa que gosta do que toca na rádio e outro com atrações indies DE QUALIDADE COMPROVADA. Atestadas por passagens por outros festivais e que não tenham vindo a Natal. E a estrutura podia ser bem menor, acho que quem vai para ver as indies tem mais interesse nas bandas, e menos na festa e no oba-oba.</p>
<p>Há quem ache que esse festival foi o melhor dos últimos anos, não acho. Deixou a desejar.</span></p>
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		<title>HUGO MORAIS (RN): COBERTURA &#8211; TERCEIRO DIA DO MADA</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 11:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TERCEIRO DIA &#8211; SÁBADO
O sábado vinha com a promessa de ótimo público. O céu limpo com direito a eclipse da lua ajudou. Até metade do show do Cordel do Fogo Encantado&#8230;
Quem abriu o último dia de festival foi a local ROSA DE PEDRA. Das três atrações locais que abriram as três noites foi a melhor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>TERCEIRO DIA &#8211; SÁBADO</div>
<p>O sábado vinha com a promessa de ótimo público. O céu limpo com direito a eclipse da lua ajudou. Até metade do show do Cordel do Fogo Encantado&#8230;</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_rosa.jpg" border="0" alt="" align="left" />Quem abriu o último dia de festival foi a local ROSA DE PEDRA. Das três atrações locais que abriram as três noites foi a melhor. Um som regional com alfaia, percussão, bateria, guitarra, baixo e violino.  Acrescido de dançarinas na última música. A banda composta quase que inteiramente por mulheres fez um show seguro para um público ínfimo.  Mas agradou. Se elas tivessem sido escaladas antes do Cordel a coisa teria sido diferente. O público gostaria e a banda sairia bastante elogiada.</p>
<p>O SEM HORAS ganhou problemas técnicos logo no início da apresentação.  O vocalista Igor tem boa presença de palco com trejeitos à Mick Jagger. Até o requebrado é igual. A banda é segura mas o rock ingênuo  não animou muito. Quando a situação técnica melhorou era hora de ir embora. Fica para a próxima.</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_macanjo.jpg" border="0" alt="" align="left" />O MACANJO veio do Rio de Janeiro para mostrar que é uma versão pobre do Los Hermanos. A levada, os metais, as letras, o vocal. Porque não trazer BNegão, Canastra, Fuzzcas e outras com mais personalidade? O show foi bom e animou parte dos presentes, mas se é pra ser cover pobre que traga uma original boa. No fim ainda rolou “Seven Nation Army”.</p>
<p>FALCATRUA fez um bom show com um bom vocalista, presença de palco segura de frontman e banda. Mas quando encerraram fiquei com a sensação que tinha visto uma cena de Predador, aquele do alien que caça na floresta Amazônica. A cena em questão era do soldado que no aperreio de matar o danado do monstrengo gasta todas as balas de sua metralhadora giratória atirando a esmo. Pois bem, a Falcatrua atirou com: 1) Tim Maia (“Sossego”); 2) Belchior; 3) Invocaram Dorival Caymmi;  4) Jimi Hendrix com riffs. No fim das contas ficou na minha cabeça martelando mais uma vez uma banda cover de pior qualidade. No caso do J Quest em início de carreira.</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_mallu.jpg" border="0" alt="" align="left" />O que esperar do show de MALLU MAGALHÃES? Diante do que a imprensa vinha falando e escrevendo a menina ia deixar todos boquiabertos. O pior, ou melhor, é que ela fez um show muito bom. Com direito a música da propaganda da Claro no festival patrocinado pela Tim. A menina com banjo na mão ganhou todos com suas influências de Dylan a Cash passando por Vanguart. Não é o assombro que cansei de ler, mas o show foi muito bom deixando os marmanjos das bandas anteriores no chinelo. A banda de apoio? É de apoio. Com seu jeito de criança, o que de fato ela é, conquistou a todos incluindo o pessoal no backstage.</p>
<p>O CORDEL ENCANTADO fez o melhor show da noite. Um palco decorado à caráter, luzes sincronizadas e o espetáculo de sempre: público em transe cantando todas as músicas, Lirinha “baixando santo” e o pessoal da percussão destruindo tudo. O problema é que uma chuva fraca começou a cair. De fraca passou a incomodar e daí a encharcar. E antes que fossemos levados por uma correnteza, ainda agüentamos meio show, subimos para nos abrigar. O resto da noite só teve ela como personagem. JOSH ROUSE e SEU JORGE que me desculpem, mas não tenho vocação para lavoura e a maioria do público também não.</p>
<p>A chuva que começou no meio do show do Cordel só foi parar no domingo de manhã. E depois de Seu Jorge ainda teve Montage fazendo jam session com músicos de várias bandas. Não deu. A chuva nos venceu e fomos embora no início do show de Seu Jorge. Que foi antecedido, assim como Lobão e Rappa, de fogos e papéis prateados voando sobre o público.</p>
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		<title>HUGO MORAIS (RN): COBERTURA &#8211; SEGUNDO DIA DO MADA</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 11:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Se na quinta não teve problema algum técnico, na sexta a coisa mudou.  Que o digam Poliéster e Curumim. Mas nada muito grave. Já no quesito qualidade, inovação, relevância etc etc etc a noite apresentou algumas bandas fracas.
Quando cheguei ainda peguei o fim da apresentação da local THE VOLTA com “Enter Sandman”, do Metallica. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="content"> Se na quinta não teve problema algum técnico, na sexta a coisa mudou.  Que o digam Poliéster e Curumim. Mas nada muito grave. Já no quesito qualidade, inovação, relevância etc etc etc a noite apresentou algumas bandas fracas.</p>
<p>Quando cheguei ainda peguei o fim da apresentação da local THE VOLTA com “Enter Sandman”, do Metallica. Vocal, instrumental, tudo levado a sério. Só que mal executado. O peso das guitarras é calculado para ficar entre pesado e pop rock.</p>
<p>O LUNARES também é local e fez uma apresentação boa. O som do trio tem bastante influência de U2, Coldplay e bandas do gênero. Letras em português e instrumental bem afiado contando ainda com programações para suprimir a falta de músicos. O ponto negativo foi a demora entre uma música e outra com troca de instrumentos. Outra coisa que melhoraria a apresentação seria reduzir a distância entre os músicos &#8211; o palco ficou muito grande, observação pertinente de Vlamir Cruz. Mas esses pequenos “problemas” não comprometeram. Já a valsa de Rodrigo com a guitarra foi motivo de riso para muitos.</p>
<p>SUBAQUÁTICO veio da Bahia e a única coisa que me fez prestar atenção no show foi a versão para “Prioridades”, de BNegão e Os Seletores de Freqüência. Não deixará saudade.</p>
<p>POLIÉSTER veio do Rio Grande do Sul e não sorve rock sessentista. Muito pelo contrário, as influências são modernas, rock dançante, pop, com elementos eletrônicos e um vocalista que alternava timbres graves e agudos. Fez alguns dançarem, pra mim não acrescentou nada.</p>
<p>A SÍNTESE MODULAR reúne dois músicos que fizeram parte de boas bandas no cenário local: Adriano Azambuja e Isaac Ribeiro. Fizeram &#8211; a atual não agradou. É um som sem sal que mistura pop com elementos eletrônicos. Muitos questionaram a presença do grupo no festival devido a sua pouca idade. Outros apostavam que após o MADA ela deixará de existir. Veremos. Preferia que tivesse tocado o DuSouto.</p>
<p>CURUMIM teve os piores problemas da noite, atrasando a apresentação. Quando começou foi se entrosando aos poucos com o público. Se tivesse mais meia hora de show era capaz de sair ovacionado. No entanto a apresentação foi morna, com altos e baixos. Destaque para “Feira de Acari”. Nem lembro de que novela essa música fez parte da trilha, mas na hora lembrei de boa parte da letra. O trio fez um show misturando pop e samba-rock com letras sarcásticas e irônicas.</p>
<p>O AUTORAMAS teve a tarefa de entreter o público antes do Pato Fu. Missão difícil. Mas conseguiu com um misto de músicas rápidas e baladas. Sem muita conversa Gabriel, Bacalhau e Flávia fizeram muitos dançar, cantar e até bater cabeça. A apresentação ainda é a mesma de alguns anos, com as mesmas coreografias e quase o mesmo set list.  Poderiam ter acabado com mais uma música, mas Gabriel preferiu agradecer e encerrar.</p>
<p>PATO FU entrou com jogo ganho. O público que até então esboçava reagir, acordou de vez com a banda que ano após ano se renova. De Rotomusic de Liquidificapum até Daqui pro Futuro há qualidade. Se antes eles investiam em misturas que causavam estranheza, já faz tempo que o pop tomou conta da banda e ela só tem ganho com isso. Some-se a isso carisma, personalidade, qualidade, segurança e o que se viu foi um show de músicas novas e clássicos, como “Capetão”, com direito a luz vermelha no rosto de Fernanda Takai, voz alterada e chifrinhos vermelhos acesos. Tantos anos sem vir a Natal criou alta expectativa &#8211; correspondida.</p>
<p>LOBÃO entrou ao som da história de Chapeuzinho Vermelho nos alto-falantes. Ri demais. O show animou tanto quanto o do Pato Fu. Com 14 discos lançados, muitos eram os hits. E o público cantou junto.</span></p>
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		<title>HUGO MONTARROYOS (PE): COBERTURA &#8211; TERCEIRO DIA DO MADA</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 00:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte: www.reciferock.com.br
O terceiro (e último dia) do Mada foi tomado pela expectativa criada em torno da apresentação de Mallu Magalhães. A principal pergunta que pairava entre os jornalistas era: será que vai dar gente? Qual será o grau de apelo dela com o público. Respostas: deu muita gente, mais até do que nos shows de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fonte: <a href="http://http://www.reciferock.com.br/2008/08/18/cobertura-mada-2008-terceiro-dia/" target="_blank">www.reciferock.com.br</a></strong></p>
<p>O terceiro (e último dia) do <strong>Mada</strong> foi tomado pela expectativa criada em torno da apresentação de <strong>Mallu Magalhães</strong>. A principal pergunta que pairava entre os jornalistas era: será que vai dar gente? Qual será o grau de apelo dela com o público. Respostas: deu muita gente, mais até do que nos shows de <strong>Lobão</strong> e do <strong>Pato Fu</strong>. E a menina é mesmo um fenômeno.</p>
<p>Mallu Magalhães é uma criança prodígio. Como todos os precoces, parece viver em um mundo paralelo, particular. Às vezes dá a impressão de que sua idade mental beira os nove anos. E é isso que acaba desarmando todo mundo. Depois do show dela, resolvi cumprimentá-la. “Oi, Malu!” Ganhei um abraço forte no pescoço, desses que as crianças dão em sua mais pura inocência. “Gostei do seu show”. Novo abraço, agora acompanhado de um sorriso de orelha a orelha e de um “brigada” que parecia sair de uma menina de menos de nove anos até. “Você vai tocar no <strong>Recife </strong>dia 29 de setembro, né?”. “É”, ela responde. E depois começa a protestar. “Mas 29 de setembro é meu aniversário!”. O produtor dela me corrige e diz que as datas são 19 e 20 de setembro”. E ela começa a entregar o jogo, falando e pulando feito criança que ganhou uma bicicleta: “eu e o <strong>Marcelo Camelo</strong> já estamos ensaiando algumas coisas. Está ficando bem legal”. Pois é…Além do show dela, Mallu Magalhães vai dar uma canja com Marcelo Camelo. Pelo que vi da apresntação dela em <strong>Natal</strong>, tudo indica que o show dela no <strong>Teatro da UFPE</strong> vai ser arrasador. Quer saber? Quero que minha filha (se tiver uma um dia) seja igual a Mallu Magalhães.</p>
<p>Voltando um pouco no tempo: a grande surpresa da noite acabou sendo a banda de abertura, a ótima <strong>Rosa de Pedra</strong>, de Natal. Com predominância feminina (uma rabequeira muito boa e um cantora idem), alfaia e som de raiz misturado com guitarras, tinha tudo para dar errado, para ser mais um clone mal feito de <strong>Chico Science</strong> e do <strong>Mestre Ambrósio</strong>. Mas não é. A banda mergulha ainda mais fundo nas tradições caboclas, e tem até a manha de chamar ao palco três dançarinas de música regional que despejam catimbó por todos os poros. Catimbó de verdade, desses que só encontramos nos terrenos de canbomblé. Verdadeiro trabalho de pesquisa antropológica. Foi bonito de ver, e muito bem recebido pelo público presente. Merecido.</p>
<p>Deu pena dos paraibanos do <strong>Sem Horas</strong>, que tocaram na seqüência. Mostrando uma empolgação digna de quem está em cima de um palco, a banda teve diversos problemas técnicos. Na música de abertura o microfone do vocalista pifou, o que foi suficiente para deixar a banda nervosa e desestabilizada. Uma pena, pois trata-se daqueles grupos de rockabilly ingênuo que em condições normais teria tudo para fazer um belo show. Não às toa, só relaxaram no final da apresentação, com a ótima versão para <strong>“Papai me Empresta o Carro”,</strong> de <strong>Rita Lee</strong>.</p>
<p>Depois foi a vez da carioca <strong>Macanjo</strong> imitar o <strong>Los Hermanos</strong> até não mais poder. Naipe de metais igual, vocal igual, temáticas iguais…uma das músicas chama-se simplesmente <strong>“Arlequim”</strong>. Precisa dizer mais? O <strong>Rio de Janeiro</strong>, definitivamente, é hoje o túmulo do rock.</p>
<p>Aí veio mais uma banda na linha “bonitinha mas ordinária”. Era a <strong>Falcatrua</strong>, das <strong>Minas Gerais</strong>. Sei que é um trocadilho fácil, mas o nome da banda é diretamente proporcional à música que produzem. Começa parecido com <strong>Kid Abelha</strong>, depois lembra <strong>Titãs</strong>, e quando acham que não podem se parecer com mais ninguém, tocam covers de <strong>Tim Maia</strong>. Ok, são bons músicos, o som do palco estava ótimo, o show foi profissionao. E daí? E a criatividade? Vergonhoso…</p>
<p>E veio o fenômeno <strong>Mallu Magalhães</strong>. E ninguém mais tirou os olhos do palco. E a menina só tem 15 anos! E é de uma espontaneidade absolutamente desconcertante, o que talvez explique boa parte de seu sucesso em tempos de tamanho cinismo e de artistas completamente pré-fabricados e embalados para o consumo. Ali está uma garota de 15 anos que nitidamente toca sem a menor direção musical ou de palco. E é aí que reside todo o seu apelo. Além de um talento monstruoso. Tanto que a banda que a acompanha mais atrapalha do que ajuda. Ela entra em cena, fala ao microfone e nada de sua voz sair. Quando sai (a voz), diz que vai começar tudo de novo. Volta ao backstage, entra de novo em cena, dá boa noite e apresenta a banda. Depois disso foram cerca de 45 minutos de folk de alta qualidade. A menina é simplesmente sensacional, possui uma voz maravilhosa e é de fato talentosíssima. Desarma qualquer um. Espero sinceramente que ela não seja estragada pelo showbizz. E, no fim das contas, é muito bom saber que a nova referência da gurizada é uma guria que tem como referências <strong>Bob Dylan</strong> e <strong>Johnny Cash</strong>. Boa sorte, Mallu!</p>
<p>Depois foi a vez do <strong>Cordel do Fogo Encantado</strong>. E com ele veio um temporal tão grande, mas tão grande, que não deu para ver mais nada. Nem o show do próprio Cordel (que tem um público bem relevante em <strong>Natal</strong>), nem o americano <strong>Josh Rouge</strong> (uma pena) e muito menos <strong>Seu Jorge</strong> (obrigado, chuva!). Juro que queria ter visto o <strong>Montage</strong> encerrar a noite, mas era impossível. Só deu para entrevistar <strong>Lirinha</strong> e <strong>Gutie</strong> (novo empresário de <strong>João do Morro</strong>) e tentar sobreviver ao toró que caía na capital potiguar. Às vezes Lirinha irrita…</p>
<p>No mais, a impressão geral do Mada não foi das melhores: é tanta banda ruim se apresentando que qualquer show mais redondinho acaba tomando ares de sobrenatural. Ou seja, a verdade é que muita gente não merecia tocar naqueles palcos. Talvez a solução fosse uma curadoria, porque o critério de seleção das bandas revela uma amadorismo incrível. Tomara que melhore em 2009…</p>
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		<title>HUGO MONTARROYOS (PE): COBERTURA &#8211; SEGUNDO DIA DO MADA</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 15:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte: www.reciferock.com.br
Algumas coisas são bem chatas de dizer. Ao contrário do que julga o senso comum, não temos nenhum prazer específico em falar mal das coisas. Ao contrário, sempre torço para que tudo dê certo em todos os eventos. Considero-me uma boa pessoa, e quem me conhece de verdade sabe que não sou tão mau [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://http://www.reciferock.com.br/2008/08/18/cobertura-mada-2008-segundo-dia/" target="_blank">www.reciferock.com.br</a></p>
<p>Algumas coisas são bem chatas de dizer. Ao contrário do que julga o senso comum, não temos nenhum prazer específico em falar mal das coisas. Ao contrário, sempre torço para que tudo dê certo em todos os eventos. Considero-me uma boa pessoa, e quem me conhece de verdade sabe que não sou tão mau quanto meus escritos fazem parecer. Mas a verdade existe para se dita: salvo raras exceções, foi duro suportar o segundo dia do <strong>Mada</strong>.</p>
<p>Desabafo feito, desculpas previamente pedidas, e vamos ao trabalho sujo, pois ele precisa ser feito.</p>
<p>A abertura da noite coube a pior banda do evento, a tal da <strong>The Volta</strong> (RN) (sacou o trocadilho?). Um pessoal que, infelizmente, não tem senso de ridículo e não imagina como seu som regado ao que de pior existiu nos anos 80 somado com guitarras pretensamente pesadas soa falso, plastificado, brega e ingênuo (no pior sentido da palavra). O lirismo é ainda pior. Imagine alguém cantando a sério, tipo <strong>Dinho Ouro Preto</strong>, os seguintes versos: “eu não vou envelhecer sem ver isso mudar / esse mundo de papel e tudo que nele há”. E a coisa ainda piora: “cansei de ouvir desculpas de todos que querem falar / Cansei, não dá / Todos depois vão querer se explicar”. Aí você pensa que não pode vir nada pior do que isso. Mas o mundo é perverso, e a ordem natural das coisas é que tudo piore. Eles fecham o show com um cover horroroso (e novamente levado a sério, com frases do tipo “tira o pé do chão”) de <strong>“Enter Sandman”</strong>, do <strong>Metallica</strong>. Vergonha alheia. E acabei perdendo o melhor do show. Abriram com uma queima de fogos, que quase incendiou uma das caixas de som…</p>
<p>Na seqüência veio o confuso show do local <strong>Lunares</strong>, que tenta ser um êmulo de <strong>Muse</strong>, <strong>Radiohead</strong> e até <strong>Arcade Fire</strong>, e acaba, infelizmente, soando apenas como Lunares mesmo. Com um vocalista talentoso que possui uma voz incrível, o grupo mostrou que ainda está muito, mas muito aquém de suas referências. Pretensioso e muito, mas muito chato mesmo. E foi constrangedor ver o vocalista dançar valsa de olhos fechados com a sua guitarra. Quando achei que fosse o único a achar aquilo o cúmulo do ridículo, percebo um monte de gente virando de costas para desatar no riso. Seria até bonitinho se fosse a <strong>Mallu Magalhães </strong>na inocência de seus quinze anos…</p>
<p>O nível subiu bastante com a apresentação dos baianos do <strong>Subaquáticos</strong>, donos de um som encorpado, que mistura blues moderno com pegada roqueira e um quê de surf music com referências nordestinas. E, o mais incrível, não se perdem no meio de caminhos tão disparatados. Tudo soa coeso, extremamente bem executado (o baterista é monstruosamente bom) e gratificante de se ouvir.</p>
<p>Depois entrou a banda mais estranha de todo o festival. O gaúcho <strong>Poliéster</strong> é tão esquisito, mas tão esquisito, que nem o palco suportou. Deu pane na terceira música, e o palco ficou sem som e luz. O vocalista tem voz de mulher, a banda força tanto a barra para soar original que acaba confundindo originalidade com hermetismo de boteco. O som? Sei lá o que era aquilo, e duvido que alguém consiga explicar. Era tão ruim que preferi conferir a performance de <strong>Madame Mim</strong> na tenda eletrônica. Dei sorte, pois além de animada, a moça estava incrivelmente bonita (de verdade!) e até se dignou a mostrar a bunda para o público. Mas a realidade fez-se presente novamente…</p>
<p>A potiguar <strong>Síntese Modular</strong>, banda com apenas um mês de existência (apesar de formada por músicos experientes da cena local) mostrou que tem…apenas um mês de existência… além de um pop bem fraco, mal executado e que bebe em fontes sessentistas, dando a nítida sensação de não passar de um <strong>Volver</strong> de terceira divisão.</p>
<p>E o aguardado (pelo menos pela crítica) <strong>Curumin</strong> quase deixa de tocar no Mada. O palco, que já havia se manifestado no show do Poliéster, voltou a dar problemas na apresentação de Curumin, que demorou uma infinidade para começar. O show teve de ser encurtado, o que foi uma pena, pois o paulista brinca de fazer samba cafajeste, na linha “pilantragem” de  <strong>Simonal</strong>, soando como um <strong>Mundo Livre</strong> melhorado ao vivo. Debochado, tocou <strong>“Feira de Acari”,</strong> de <strong>Mc Batatinha</strong>, e saiu mais cedo do que o previsto, dando vez àquele que foi, de longe, o melhor show desta edição do Mada: <strong>Autoramas</strong></p>
<p>Com uma introdução instrumental matadora, a banda colocou boa parte das quase três mil pessoas presentes para dançar. Os riffs de <strong>Gabriel </strong>são os mais impressionantes e contagiantes do rock nacional hoje. E tome <strong>“Paciência”,</strong> <strong>“Você Sabe”,</strong> <strong>“Nada a Ver”,</strong> <strong>“Já Cansei de te Ouvir Falar”</strong> e a sensacional <strong>“Surtei”</strong> no coco. Acachapante. Assim como o carimbó roqueiro de <strong>“Hotel Cervantes”</strong> e o hino analógico <strong>“Mundo Moderno”.</strong> Até um jornalista amigo meu, que está muito, mas muito longe mesmo de ser fã da banda, deixou escapar no final: “Showzão!”. Como sempre…</p>
<p>O <strong>Pato Fu</strong> foi tecnicamente impecável, mas recebido com uma certa frieza pelo público. Nem chegou perto da apoteose que foi o show deles no último <strong>Rec-Beat</strong>. Mas a culpa, definitivamente, não foi da banda, que toca a cada dia com mais empenho e vigor. Sem falar que <strong>John</strong> é um senhor guitarrista e <strong>Fernanda Takai</strong>…bem, é Fernanda Takai, e isto basta.</p>
<p>A introdução do tema de <strong>Chapeuzinho Vermelho</strong> serviu para a entrada de <strong>Lobão</strong>, que surpreendeu e veio com formação elétrica desta vez. Com a mão direita enfaixada devido a uma grave queimadura (num estranho acidente em que tentou acender a lareira de casa e, além de se queimar, quase queima também o gato de estimação), Lobão entrou alucinado e atacou com <strong>“Universo Paralelo”</strong> e o clássico <strong>“Ronaldo foi Pra Guerra”.</strong> Boa parte do público – eu inclusive – acabou indo embora antes do show terminar. Saldo da noite: apenas um show de encher os olhos. Muito pouco para um festival…</p>
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		<title>HUGO MORAIS (RN): COBERTURA &#8211; PRIMEIRA NOITE DO MADA</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 02:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Hugo Morais, texto
Débora Ramos, fotos 3, 4 e 5
A grosso modo cabe dizer que a primeira noite de festival não teve um show ruim do ponto de vista técnico. Não houve problemas com as bandas e elas executaram seus sets com segurança e presença. Mas quando partimos para o campo do gosto, da relevância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="content"><em> Hugo Morais, texto</p>
<p>Débora Ramos, fotos 3, 4 e 5</em></p>
<p>A grosso modo cabe dizer que a primeira noite de festival não teve um show ruim do ponto de vista técnico. Não houve problemas com as bandas e elas executaram seus sets com segurança e presença. Mas quando partimos para o campo do gosto, da relevância e outros aspectos a coisa muda de figura.</p>
<p>A banda que abriu o festival foi a potiguar POETAS ELÉTRICOS. O público tímido pôde apreciar as poesias e trocadilhos de Caritó: “Vou fazer uma Mandala, para mandá-la&#8230;”; “seus olhos são jabuticabas que nunca acabam&#8230;”. A banda cairia muito bem numa vernissage. Ainda conta com Michelle Régis nos vocais e o guitarrista Edu Gomez. O público não se abalou, aliás esteve frio até O Rappa.</p>
<p>AMPS &amp; LINA vieram de Recife após ganhar a seletiva Radar Indie. Se na seletiva o som estava embolado a ponto de não se entender o vocal e de alguns instrumentos passarem batidos, dessa vez foi diferente. Fizeram um show bom que mistura rock com elementos eletrônicos e até um violino. Bom para o público e as bandas de Natal verem, já que aqui não há muita experimentação. Mesmo com esse som diferente, o grupo pareceu ser apenas mais uma que ia tocar antes da atração principal.</p>
<p>NV ganhou a seletiva Laboratório Pop no Rio de Janeiro, o que dava direito a vir ao festival. Mesmo com uma rápida chuva, a banda fez um show legal, com boa presença do vocalista e com direito a gente pulando e achando tudo ótimo. O problema é que o som é uma cruza de Rappa com Detonautas, um genérico. Ou seja, agrada em cheio aos fãs das duas bandas e ao público telespectador de Malhação.</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_sfa.jpg" border="0" alt="" align="left" /><br />
SWEET FANNY ADAMS também é de Recife e fez o show mais “diferente” da noite. Nas influências ficam nítidos Gang of Four e Talking Heads, por exemplo. As músicas têm boa pegada e levam a dançar. Mais uma pernambucana que enterra as raízes e mostra que a fase em Recife aponta para fora. No fim “Hate Song” animou alguns presentes.</p>
<p>A única banda de reggae foi a potiguar RASTAFEELING. O público já era grande e os portões da Babilônia se abriram. A banda fez um show muito bom em cima do repertório de dois discos lançados e um por vir.  Destaque para o vocalista Bino Negão, que segura muito bem a onda rasta com músicas que estavam na boca de muitos da platéia. Ganja no ar para aromatizar.</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_brand.jpg" border="0" alt="" align="right" />O BRAND NEW HATE tinha a tarefa de tocar antes de Motosierra e Rappa.  Não fez feio, ao contrário, fez um show muito bom. O vocal Samuka encarna bem o personagem rocker e instiga o público. Apesar da platéia ser grande, pouca reação. Influências de Ramones, New York Dolls e até Motosierra, levam a banda a fazer um rock rápido que passeia entre o punk, o hardcore e o stoner. Se o show tivesse sido mais curto teria sido mais instigante.</p>
<p><img src="http://www.portalrockpress.com.br/images/especial/shows_mada_motosierra.jpg" border="0" alt="" align="left" /><br />
O MOTOSIERRA veio do Uruguai para fazer o melhor show da noite.  Marcos, vocal, é o frontman. O cara se pendurou no guitarrista e puxou seus cabelos, xingou e cuspiu o público, simulou sexo com as caixas e com estante do microfone. E até enfiou o microfone na bunda e o lambeu. Sobrou até para uma cinegrafista que foi “atacada” e gentilmente apalpada. A mistura de metal, punk e hardcore alegrou quem gosta e agrediu quem não gosta. Era possível até ouvir entre uma música e outras um “vai embora uruguaio filho-da-puta”. O público que aguardava ansiosamente o Rappa, claro. Ouso dizer que nunca mais o MADA receberá um show como o do Motosierra, com um excelente vocalista e uma banda idem. Tocando alto e pesado ao extremo.</p>
<p>O RAPPA foi antecedido por fogos de artifício e fez aquele show de sempre. Hits e o público cantando e pulando junto.</span></p>
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		<title>FABIO FARIAS (RN): COBERTURA &#8211; TERCEIRO DIA DO MADA</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 23:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[COBERTURA DO MADA]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a produção decidiu mudar a data da edição de 10 anos do MADA de maio para agosto foi com o objetivo de evitar as chuvas. Em Natal, o período de chuvas dura normalmente de maio a julho. A produção só não contava com um ano atípico na cidade. São Pedro não poupou água. Começou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a produção decidiu mudar a data da edição de 10 anos do MADA de maio para agosto foi com o objetivo de evitar as chuvas. Em Natal, o período de chuvas dura normalmente de maio a julho. A produção só não contava com um ano atípico na cidade. São Pedro não poupou água. Começou tímido com um chuvisco no início do show de Cordel do Fogo Encantado para culminar num toró que durou o resto da madrugada. Uma pena para Josh Rouse e Seu Jorge, que fizeram bons shows para quase ninguém.</p>
<p>A primeira banda a se apresentar no último dia foi a potiguar Rosa de Pedra, que contou com reforço do grupo de dança Cia Xamânica. Eles tocaram às 21h, enquanto  eu estava na parada de ônibus, a mais de uma hora, esperando o bendito 56. Não vi, mas pelo que disseram, não perdi muito.</p>
<p>Me parece que o que eu realmente perdi foi o som dos paraibanos do Sem Horas. Um rockability muito bem executado. Tudo culpa do maldito sistema de transporte público de Natal, que não permite o cidadão a deixar o carro em casa para se divertir a noite com segurança e eficiência. Tristeza.</p>
<p>Enfim, cheguei assim que os cariocas do Macanjo subiram no palco. Não gostei da banda. O show foi animado, o público se divertiu. O som é bem executado, mas as músicas são ruins, parecem trilha da novela Malhação e coisas do tipo. É aquele maldito pop óbvio. Sinceramente, as bandas independentes das edições anteriores do MADA eram melhores.</p>
<p>Depois de Macanjo, os animados mineiros do Falcatrua subiram no palco. Confesso que gostei do som deles. Ainda ficou muito longe do nível das apresentações das bandas independentes do ano passado. Fizeram alguns covers, animaram o público que os assistiram. Vale ressaltar: bem maior do que a platéia da quinta e da sexta-feira. Destaque para o vocalista da banda numa empolgação tocante.</p>
<p>A Mallu Magalhães entrou no palco um tanto tímida, com aquele jeito de criança, mas fez um show muito bom. O primeiro, realmente empolgante, na noite. Já é clichê falar que a menina esbaja talento ou é um hype. Isso todo mundo sabe. Gostei de vê-la no palco, um acerto da produção, que poderia ter sido maior se, logo depois dela, Josh Rouse tocasse.</p>
<p>Quando ela saiu do palco, o céu ameaçava fechar. Cordel do Fogo Encantado entrou abençoado por uma chuvinha tímida que refrescava a sensação de calor presente na platéia. A cenografia do palco e a iluminação estavam perfeitas. E isso vale um parêntese, um dos grandes acertos do MADA neste ano foi essa preocupação cenográfica, primeira vez que acontece na cidade. O show de Cordel foi aquilo que todo mundo esperava. Um espetáculo. Na minha opinião, o melhor show do festival. Com direito a um público encharcado implorando por mais uma música.</p>
<p>Cordel saiu no meio de uma tempestade. A essa altura já chovia e ventava muito. Josh Rouse, um dos shows que mais queria ver, tentou emplacar com o seu folk pitadas de referências latinas. Mas o toró atrapalhou tudo. E, como não bastasse, o pobre do Josh ainda teve que tocar depois do espetáculo do Cordel. Função ingrata. A produção poderia muito bem deixá-lo para tocar depois da Mallu e fechar com Cordel e Seu Jorge. Até por uma lógica de sonoridade e platéia. Infelizmente, só alguns gatos, literalmente pingados, ficaram para aproveitar o show de Josh. Muito bom, aliás.</p>
<p>Quando o pobre do Seu Jorge entrou, a maior parte do público ou já tinha debandado, ou estava na tenda curtindo o bate estaca. Mesmo assim o carioca conseguiu fazer uma boa apresentação, animou os corajosos que encararam o dilúvio. Tocou Jorge Ben Jor e alguns clássicos. Não posso falar muito porque, neste momento, eu estava encharcado, na tenda eletrônica, tentando me esquentar com o abafado e a quantidade de pessoas que havia lá e rezando para que a minha dor de cabeça e tosse constante não se transformasse em algo pior.</p>
<p>Para fechar, ainda rolou Montage (CE) para os corajosos. Atração surpresa, divulgada dias antes do Festival. A essa altura, eu estava num táxi a caminho do meu chuveiro elétrico e de roupas quentes, para depois dormir o domingo inteiro. Seria bem legal, se São Pedro não tivesse mandado tanta água.</p>
<p>O saldo final do MADA foi positivo. As headliners, sem dúvida, foram as melhores. Em compensação, as bandas independentes não foram lá muito boas. Ainda prefiro o formato antigo, com mais bandas e menos tempo para cada uma. O que salvou mesmo foi a estrutura do Festival. Tudo muito bem organizado, o som estava melhor, com reservas a um ou outro problema. Havia uma área coberta maior também, a tenda estava melhor organizada, assim como a feirinha. Além disso, o investimento em cenografia e iluminação dos shows foi um espetáculo a parte.</p>
<p>Uma pena que São Pedro ignorou a tentativa da produção de afastá-lo do festival e deus as caras no último dia.</p>
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		<title>HUGO MONTARROYOS (PE): COBERTURA &#8211; PRIMEIRA NOITE DO MADA</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 23:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Fonte: http://www.reciferock.com.br
O primeiro dia da décima edição do festival Mada mostrou que uma das suas principais qualidades torna-se também o seu maior defeito: a diversidade de estilos entre suas atrações. Se por um lado é saudável privilegiar as diferenças, por outro, tamanha falta de uniformidade entre as atrações deixa todos (público e imprensa) um tanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="postentry">
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.reciferock.com.br/2008/08/16/cobertura-mada-2008-primeiro-dia/" target="_blank">http://www.reciferock.com.br</a></strong></p>
<p>O primeiro dia da décima edição do festival <strong>Mada</strong> mostrou que uma das suas principais qualidades torna-se também o seu maior defeito: a diversidade de estilos entre suas atrações. Se por um lado é saudável privilegiar as diferenças, por outro, tamanha falta de uniformidade entre as atrações deixa todos (público e imprensa) um tanto tontos e confusos: teve poesia eletrônica musicada, indie, reggae, rock carioca (terrível, por sinal), rockão, punk-eletrificado-uruguaio e..<strong>.O Rappa</strong>.. Difícil assimilar tanta variedade em uma só noite.</p>
<p>Outra coisa que chama a atenção é o comportamento do público do festival. Poucos shows empolgam os pagantes do Mada, dispersos e desinteressados do que acontece no palco na maior parte do tempo. Exceção feita ao Rappa, único momento de catarse do primeiro dia. Fora eles, a indiferença reinava soberana.</p>
<p>A estrutura da <strong>Arena do Imirá</strong> continua impressionando. Dois palcos gigantes ladeados que, pelo menos na primiera noite, ofereceram ótima estrura técnica para os artistas.</p>
<p>Um público ainda bem minguado conferiu o irregular show de abertura do talentoso <strong>Poetas Elétricos</strong>. Se antes a banda primava acertadamente pela palavra e deixava a música apenas como pano de fundo, agora resolveu empatar o jogo. A música deixou de ser um elemento secundário para dar uma roupagem um tanto equivocada às novas composições idem. Pairou no ar uma mistura de<strong> Titãs</strong> com <strong>Blitz</strong>, empobrecendo alguns bons versos na tentativa infeliz de soar engraçadinho com trocadilhos bem pobres, vide “Jessica Lange/ Jessica Longe, Jessica Lounge”. Inegável que há talento na banda, mas ele ficava mais evidente em fases passadas.</p>
<p>Selecionada através do <strong>Radar Indie</strong>, a <strong>Amps &amp; Lina</strong> teve um começo de show bem atribulado. Nervosos, desafinaram nas duas primeiras músicas, ficaram sem som no violino até metade da apresentação e as coisas pareceram fluir mesmo apenas nas duas últimas músicas. Tocando para um público um pouquinho maior que o do <strong>Poetas Elétricos</strong>, o Amps &amp; Lina acabou não repetindo a excelente apresentação que fizera no <strong>Pátio do Rock</strong> do ano passado. Mas também não comprometeu. No mais, é aquela velha coisa: não existe meio-termo na corda bamba em que a banda se equilibra: aprecia-se ou rejeita-se à primeira vista. Não foi diferente em <strong>Natal</strong>.</p>
<p>Constrangedor mesmo foi o tal do <strong>NV</strong>, banda carioca que consegue piorar ainda mais a dialética paulistana “charliebrowoniana”. Com letras pobres (e bota pobre nisso) que poderiam servir perfeitamente como trilha sonora de academia de musculação (na linha “seja forte, ame a natureza e preze amigos que não têm preço”), o grupo fará um favor aos ouvidos e cérebros alheios se encerrar suas atividades hoje. Aliás, ontem…</p>
<p>Quem vem evoluindo a olhos vistos em cada apresentação é o <strong>Sweet Fanny Adams</strong>. Com domínio de palco, técnica apurada e boas composições na linha pós-<strong>Strokes</strong>, o grupo fez uma apresentação impecável, mas foi recebido com indiferença pelo frio público potiguar.</p>
<p>A coisa mudou um pouco de figura com o local <strong>Rastafeeling</strong>. Banda de reggae redondinha, muito bem ensaiada, com boas músicas em português e inglês, foi a única a despertar interesse na noite fora o Rappa. Goste-se ou não de reggae (eu detesto), não dá para não reconhecer que é uma boa banda do estilo.</p>
<p>Das atrações nacionais, quem fez o melhor show foi o excelente <strong>Brand New Hate</strong>. Banda com ótima pegada, presença de palco e uma sonoridade marcante que casa velocidade com rock de raiz e uma urgência juvenil que também pode ser chamada de raça. Eis uma banda que mostra vontade em cena, passa a nítida sensação de estar se divertindo no palco e faz quem está fora dele se divertir pacas também. Belíssimo grupo potiguar com uma estrada promissora pela frente. Mas, infelizmente, foi solenemente ignorado pelo público.</p>
<p>O mesmo aconteceu com o inclassificável <strong>Motosierra</strong>, dono do melhor show da noite, e de um dos melhores que já vi na vida. Com uma sonoridade única, que mescla a pegada do punk com doses cavalares de hardcore super-acelerado e consistente com riffões contagiantes, ninguém parecia dar bola para a maravilhosa apresentação que o grupo fazia no palco. Não adiantou chamar palavrões em português ou mesmo mostrar a bunda para chamar a atenção. Nem tampouco convidar um cara e uma menina da platéia para uma versão desajeitada e deliciosa de “Rock n’ Roll All Night”, do Kiss, que fechou a apresentação dos uruguaios. O público queria o mais do mesmo do mais do mesmo do Rappa…</p>
<p>E ele veio. Após fogos de artifício promovidos por um dos patrocinadores e aqueles efeitos especiais utilizados em finais de copa do mundo, Falcão surgiu para o delírio das poucas mais de quatro mil pessoas, que compareceram ao local apenas para cantar os sucessos dos cariocas, todos eles vertidos em chatíssimas versões dub, de dar sono em qualquer um que não é fã de carteirinha da banda. Foi a senha para dormir mesmo, que ainda teria muito chão no segundo dia de festival.</p></div>
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		<title>FABIO FARIAS (RN) &#8211; MADA &#8211; SEGUNDA NOITE</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 19:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
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		<description><![CDATA[A segunda noite do MADA foi boa. Apesar de alguns pesares. Como o problema no  som e a &#8216;surpresa da produção&#8217;. Lá pelas 23h, apresentador anunciou para o  desesperos de muitos. &#8220;E para você que gosta de Rappa, depois do último show da  noite, o vocalista da banda Falcão estará &#8216;quebrando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda noite do MADA foi boa. Apesar de alguns pesares. Como o problema no  som e a &#8216;surpresa da produção&#8217;. Lá pelas 23h, apresentador anunciou para o  desesperos de muitos. &#8220;E para você que gosta de Rappa, depois do último show da  noite, o vocalista da banda Falcão estará &#8216;quebrando o barraco&#8217; na tenda  eletrônica&#8221;. Confesso que senti arrepios. E, sinceramente, eu não queria pagar  para ver o &#8216;barraco quebrando&#8217;.</p>
<p>Assim como não paguei para ver os  natalenses &#8220;The Volta&#8221;, a primeira banda a tocar na noite. Banda que, segundo o  seu release, depois de um tempo parados estavam the volta. Trocadilho cruel. É um  daqueles grupos de pop óbvio, com um vocal digno dos melhores apresentadores de  rádio da capital. O som não é bom e sinceramente não entendo ainda porque eles  foram convidados. Não são bons e nem público tem na cidade. Não valia a  pena.</p>
<p>Outra que não valeu foi Isaac e a Síntese Modular. Fiquei pensando  onde a produção estava com a cabeça quando decidiram escalar a banda. Eles  começaram o grupo há três meses, podiam esperar pelo menos o pessoal ficar mais  calejado para tocar no festival. Tá certo que os músicos da banda já são tiozões  na cena musical potiguar. Mas faltou entrosamento e o som não colaborou. A  intenção do pessoal (algo como um pop-rock com efeitos psicodélicos) é até  interessante. Mas infelizmente não desceu.</p>
<p>Por falar em som, não entendi  bem o que aconteceu. Não sei se entre Isaac e a Síntese Modular e os paulistas  simpáticos do Curumim houve um apagão. Fato que o som deu pau. Atrasou tudo. E  se os paulistas não estivessem de bom humor, teria sido uma merda. Com o som  ainda ruim eles começaram a tocar riffs a lá samba-rock e a conversar com a  platéia. Até o troço decidir funcionar. Isso chamou o público que dançou muito e  se divertiu com o samba-funk-derivados da banda e a simpatia dos músicos. Foi  muito bom, o segundo melhor show das bandas independentes da noite tanto pela  empolgação, quanto pelos músicos.</p>
<p>Só não conseguiram superar o que foi o  show dos gaúchos do Poliéster. Eles tocaram antes de Isaac. É impressionante  como o rock gaúcho consegue revelar uma série de bandas muito boas para o  cenário musical brasileiro. A minha única tristeza no show deles foi a  quantidade de pessoas que havia. Quase ninguém. Isso frustrou um pouco Porsche,  o vocalista, que tentava a todo custo fazer os gatos pingados que assistiam a  banda se animar um pouco. Não deu certo. A música e a sonoridade são muito boas,  uma espécie de rock-pop divertido. Talvez fosse melhor que se apresentassem num  palco menor, como no DoSol, para um público mais rocker.</p>
<p>O outro destaque  da noite, entre as independentes, foi o pessoal do Lunares. É impressionante  como grupo está caminhando rápido e evoluindo a cada show. Eu lembro da primeira  apresentação do grupo, na Cientec, acho que em 2006, quando eles ainda só  tocavam cover. A evolução em dois anos foi algo surreal e as músicas próprias  estão muito boas. Para mim eles já estão entre as melhores bandas potiguares da  nova safra. Se continuarem investindo na sua sonoridade e nas apresentações, com  toda certeza, o grupo terá um belo futuro musical.</p>
<p>Os baianos do  Subaquatico não convenceram. O seu som &#8216;das ruas baianas&#8217; é algo meio batido,  sem nenhuma novidade. Não foi pior que Isaac e The Volta, mas também não foi  bom. O grupo também enfrentou o mesmo problema que a gauchada. Não tinha quase  ninguém. Imagino o quanto deve ser chato para uma banda independente tocar só  para meia duzia de jornalistas e alguns curiosos.</p>
<p>Autoramas começou muito  bem. Fizeram uma entrada sensacional, neguinho enlouqueceu na platéia. Todo  aquele afã. Mas depois ficou morno, até esfriar. Foi uma das melhores aberturas  que vi. Mas depois, não sei se é porque eu nunca fui lá um fã de Autoramas, o  negocio foi ficou chato e eles fecharam o show com mais gente no outro palco  esperando Pato Fu do que curtindo o final do show.</p>
<p>Aliás, antes de falar  do Pato Fu, algo merece um destaque. A vocalista, Fernanda Takai. Ela é uma  espécie de maestro do público e da banda. Com uma presença de palco da bela  frontgirl de dar inveja, o show de Pato Fu é um sério candidato para ser um dos  melhores da edição de 10 anos do Mada. Divertido, com um set que variou entre os  sucessos batidos da banda e algumas músicas um tanto enterradas. E um destaque:  &#8220;Capetão&#8221;, foi um show a parte. Tanto na iluminação (primeira vez que vejo isso  em Natal) quanto na &#8216;interpretação&#8217; da vocalista. Sensacional.</p>
<p>Quando deu  o problema com o som, la atrás, antes do Curumim entrar, previ: Lobão tocaria  cinco músicas, teria uma birra e abandonaria o palco, como sempre faz quando o  som não esta bom. Mas parece que o apresentador da MTV estava de bom humor na  segunda noite do MADA. O show dele foi legal, apesar de eu não conseguir gostar  das músicas de Lobão. Ah, destaque para a entrada: fizeram um efeito com a  música do lobo mal. Muito legal.</p>
<p>Na tenda, quem mandou muito bem foi o  pessoal do Coletivo Lo Que Sea. Com um set divertido de indie rock, fizeram  negada rebolar até o chão no espaço. No geral, melhor do que as festas  promovidas pelo Coletivo. Outro destaque, que ainda não sei se é positivo ou  negativo, foi a famigerada Madame Mim. Não a vi na tenda. Apenas ouvi as  histórias, um tanto quanto estranhas. As más línguas andam dizendo que ela  mostrou a bunda para a platéia. Enfim, sorte que eu estava no palco e não vi  essa cena bizarra.</p>
<p>Não fiquei para ver Falcão quebrar o barraco na tenda.  Não quis nem imaginar. Não bastasse o Rappa na quinta-feira. Só falta agora o  pessoal se mudar para Natal e fazer show todo final de semana. Não, não, isola,  melhor nem pensar. Enfim, o saldo final da segunda noite foi bom. Melhor que a  primeira, apesar do pequeno público. Aliás, o público este ano do festival foi  fraco. Acho que isso também é reflexo do caráter das headliners, a única que  realmente da povão é o Rappa. O que, para quem gosta de música, é muito bom. Mas  ruim para o investimento feito pela produção e para as bandas independentes, em  que muitas tocam para quase ninguém.</p>
<p>E que venha o sábado</p>
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		<title>FÁBIO FARIAS (RN): MADA &#8211; PRIMEIRO DIA</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 10:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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		<category><![CDATA[COBERTURA DO MADA]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro dia dos dez anos do maior festival de música de Natal foi regular. A  chuva que, ora caía, ora parava e a cerveja Sol a três reais contribuíram para  isso. Mas o determinante foi a escolha das bandas. Principalmente da esperada  headliner, O Rappa, que fez o mesmo show, em que Falcão falou a mesma coisa, com  direito aos mesmos pulos de Falcão e a mesma lição de moral. Já são cinco anos  de mesmice. Um saco.</p>
<p>A banda uruguaia Motosierra, apesar da excelente  presença de palco do grupo, dos rifs pesados, da negada enlouquecida e da  crítica natalense que dizia ser a melhor escolha do MADA, não me convenceu. É  gritaria, não consigo gostar de gritaria. Um vocal rasgado que lembra ritmos  como grind core e porcarias do gênero. A banda só não é ruim por conta do  instrumental, que é do caralho. Para mim foi que nem Sol quente: não desceu.</p>
<p>Quem me surpreendeu foi o grupo natalense Brand New Hate. Sangue novo na  cena local, a banda fez um show empolgado, mostrou personalidade no som e  vontade. Eles são bons. Apesar de a minha situação alcóolica estar no auge no  momento do show do grupo (três doses de tequila + conhaque + umas latinhas de  Sol).</p>
<p>Sweet Funny Adams e Rastafeeling também fizeram bons shows.  Incrível como os veteranos da banda de reggae conseguem contagiar com o seu som.  E os pernambucanos fazem um som sóbrio e um show acima da média. O resto das  bandas (tirando Poetas Elétricos, que não vi), não vale a pena  comentar.</p>
<p>Sobre a estrutura do festival, gostei da feirinha e a tenda  eletrônica ganhou dois pontos positivos. Um palco. Bem melhor que as edições  anteriores em que DJ&#8217;s ficavam apertados. E bandas. O Barbiekill inaugurou o  espaço. Com o jeito, digamos, descolado do performer Daniel Podicrê e dos  integrantes da banda, eles mostraram composições novas e boas, que sai um pouco  da linha eletro-rock, empolgaram a platéia com o single &#8220;Chiclete&#8221; e fizeram um  show divertido.</p>
<p>De resto, na tenda, foi o mesmo bate estaca de  sempre.</p>
<p>A quinta-feira foi isso. Sinceramente, não me empolgou. Espero  que hoje as coisas melhorem. Autoramas e Pato Fu prometem um show ótimo. Das  independentes, to interessado particularmente por Lunares (RN), Curumim (SP) e  Poliéster (RS). O rock gaúcho costuma dar boas contribuições para o cenário  nacional.</p>
<p>Agora é esperar.</p>
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