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	<title>DoSol &#187; festival mundo</title>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA: SEGUNDO DIA DO FESTIVAL MUNDO (PB)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 10:26:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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Por Bruno Nogueira, Recife/PE
Conteúdo: Popup
Essa dívida antiga com o Festival Mundo me forçou fazer uma loucura das grandes. O show do Macaco Bong (que explicou a história do amp no post anterior) terminou perto das 4h da manhã e sai de lá direto para a rodoviária. Voltei para o Recife, fui trabalhar no jornal e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/elmo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4609" title="elmo" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/elmo.jpg" alt="" width="339" height="236" /></a></p>
<p><strong>Por Bruno Nogueira, Recife/PE</strong></p>
<p><strong>Conteúdo: <a href="http://www.popup.mus.br" target="_blank">Popup</a></strong></p>
<p>Essa dívida antiga com o Festival Mundo me forçou fazer uma loucura das grandes. O show do Macaco Bong (que explicou a história do amp no post anterior) terminou perto das 4h da manhã e sai de lá direto para a rodoviária. Voltei para o Recife, fui trabalhar no jornal e sai de lá de volta para a Paraíba. Direto, sem dormir e sem parar para comer. Tudo porque me comprometi com um dos debates da programação, que acontecia logo após uma mesa com o pessoal do Macaco Bong sobre o dia-a-dia de uma banda independente. Cheguei no centro histórico às 16h e o pessoal ainda estava lá, em circulo, conversando.</p>
<p>Novamente ficava a sensação do quanto o Festival Mundo é necessário para a atual cena de João Pessoa. Estava lá a banda que talvez mais circule hoje pelo Brasil tocando em festivais, disposta a entregar todo o ouro sobre como se inserir nesse circuito e como dar um sentido muito maior nessa história de ter banda. E a presença local era mínima, até de quem estava escalado para tocar no evento. O Mundo faz mesmo um trabalho didático e, pelo visto, dando murro em ponta de faca.<span id="more-4608"></span></p>
<p>Desta vez consegui acompanhar tudo desde o começo. Deu para se surpreender desde o primeiro show, com a banda Cerva Grátis. Rock bem simples, desse mais cru que você encontra na esquina com qualquer Rock Rocket. Sim, eles dão cerveja de graça no palco, o que achei o máximo. Nem peguei, na verdade, mas me parecia que o nome da banda não passava apenas de uma idéia em comum com os amigos. Mas eles acrescentam isso na mis-en-cene e funciona que é uma beleza. Depois dessem do palco e continuam bebendo o que sobrou =P</p>
<p>Falar em palco, o som no segundo dia melhorou substancialmente.</p>
<p>A Paraíba se parece muito com o Recife de alguns anos atrás quando o assunto é a cena rock. Parece que eles ainda estão no processo de definir sua identidade &#8211; com pequenos surtos de uma Zefirina Bomba ganhando destaque, de vez em quando &#8211; e, enquanto o fazem, dão um constante ar de semelhança a outras bandas nacionais. Ficava impossível não associar a Elmo com o Dead Fish, principalmente pela semelhança na voz de Júnior, que dava vida ao grupo.</p>
<p>Olhar para o próprio país me parece ser uma boa opção. Pelo menos assim as bandas da cidade encontram espaço para amadurecer sem esbarrar constantemente em questões mais bobas como letras em inglês e outros purismo que nunca fizeram sentido nesse meio independente. Assistindo a Elmo e a Cerva Grátis, não vi também muita pretensão de sair &#8211; pelo menos por hora &#8211; desse esquema de shows locais. Sei que isso não justifica o ritmo lento da cena paraibana, mas pelo menos explica muito bem o contexto do cotidiano desses grupos.</p>
<p>Quem parece romper timidamente com isso é a Nublado. De todas as de rock local (com exceção da Star 61, claro), eles são as que melhor caminham para uma identidade própria. Isso quando arriscam em fazer músicas próprias, porque o show no festival foi quase todo de covers. Tocaram Radiohed, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys… e Superguidis! Mais uma vez, acabo esbarrando em um comentário que só faria sentido se eu fosse produtor de bandas, mas arrisco a dica: talvez se o baterista Rayan Lins (que também é um dos produtores do Festival Mundo) seguisse nos vocais, eles chamariam ainda mais atenção.</p>
<p>Talvez pela adrenalina e correria de organizar um evento desse porte, quando ele começou a cantar Malevolosidade dos Guidis o show cresceu. Parecia outra banda, mais rápida e agitada, como se os próprios integrantes da Nublado tivessem se contagiado pela animação da mudança de vocalista. Se eu tivesse que apostar em um dos grupos de rock para sair dessa programação e figurar em festivais vizinhos, seriam eles.</p>
<p>O Festival Mundo não caiu no clichê comum de padronizar os dias e, após duas bandas instrumentais na primeira noite, na segunda teve outra, O Garfo. Já falei deles por aqui antes. De Fortaleza, criada a principio para ser cantada, eles conseguem fazer uma música que eu gostaria de ouvir em qualquer boa festa. Pop, rápido, dançante, eles ficam sem dever nada a outros grandes nomes instrumentais como Pata de Elefante e Retrofoguetes. Formada por parte da Fóssil, eles são daquele tipo de banda que já nasce pronta.</p>
<p>O segredo do Garfo está nos timbres do baixo afogando a distorção da guitarra. Parece uma disputa amigável, com ambos os instrumentos tentando sobreviver de acordo com o ritmo da bateria. Sem virtuosismo e caras e caretas, a banda conquista pela repetição, aquele grande segredo escondido da música pop. A gente percebe fácil as estruturas da canção e, com um pouco de atenção, dá até para acompanhar junto. Eles já são revelação do ano, mesmo tendo tocado pouquíssimo.</p>
<p>Eu queimei a língua a profetizar que a Sweet Fanny Adams faria o melhor show da noite. Talvez por assumir um pouco do orgulho pela banda local. Não que eles tenham feito uma apresentação ruim. Longe disso, estavam lá com o pique do artista pronto, daquele que você pluga os instrumentos e eles descarregam quase uma hora de show insandecido. Quando tocaram, já davam dica de que o público da noite passaria das mil pessoas. E eles estavam bem interessados no que acontecia no palco.</p>
<p>A verdade é que a associação Garfo + SFA foi muito bem feita. O clima já era de festa total, com gente pulando ao som da ótima versão que eles fazem para Wolf Like Me do TV On The Radio. A mesma que fizeram no Boom Bahia semanas antes e que, depois, me disseram ser uma versão criada pela própria TV on The Radio.</p>
<p>Mas eles não foram o sucesso da noite. Pelo mesmo motivo que explicava porque o rock na Paraíba ainda caminha devagar. Quando a local Burro Morto, outra banda instrumental, subiu no palco, tudo ficou claro. Com cara de “música do mundo” (que é como o pessoal da World Music tem pedido para ser chamado agora) eles deram o saque para a catarse da noite. Já era impossível circular na frente do palco com tanta gente tentando existir ao mesmo tempo no mesmo lugar. E ficar lá tinha regra: tem que dançar.</p>
<p>É impossível ver a banda de perto e não se contagiar com a música deles. Esse show foi ainda melhor do que o que eles fizeram no Coquetel Molotov, mesmo sem a ajuda de um ambiente mais lotado. E digo isso sem vergonha de deixar claro que essa sonoridade quase hippie está bem longe de me agradar. Mas não tem como não virar cúmplice do que eles fazem. Se eu tivesse que escolher apenas uma banda de todo o Festival Mundo para ver, seria o Burro Morto.</p>
<p>Lembra que falei do saque? A Cabruêra já entrou no palco dando o corte. Nunca tinha visto o show deles, apesar de já terem tocando centenas de vezes no Recife. Dali pra frente foi jogo ganho. Já tinha gringo, gente que nem fazia idéia que aquilo ali era um festival e só tinha aparecido para ver a banda. “É aqui que vai ter show da Cabruêra?” Era pergunta principal na bilheteria. E acabou nesse clima de festa, com eles esticando o repertório, chamando um grupo de amigos da Itália para cantar junto. Tudo bem memorável. Como todo bom festival, o Mundo teve nesse seu momento histórico.</p>
<p>Depois disso pluguei meu computador no som de lá e entrei no momento autista. Fui de R.E.M a Common People, tocando apenas para mim mesmo, enquanto o lugar esvaziava. Me diverti um monte. Fiz vídeo de tudo lá, com audio bem horrível. Depois publico aqui.</p>
<p>Fotos: Rafael Passos</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): COMO FOI? PRIMEIRO DO FESTIVAL MUNDO (PB)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 09:38:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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Pro Bruno Nogueira, Recife/PE
Conteúdo: www.popup.mus.br
Eu me devia uma visita ao Festival Mundo desde sua segunda edição. Naquele ano fui convidado para apresentar o Overmundo para o público da Paraíba e, por motivos pessoais, acabei tendo que voltar para o Recife logo após a conferência. Nos outros dois anos também não consegui estar lá, mesmo acontecendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/festmundo-geral.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4589" title="festmundo-geral" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/festmundo-geral.jpg" alt="" width="316" height="200" /></a></p>
<p><strong>Pro Bruno Nogueira, Recife/PE</strong></p>
<p><strong>Conteúdo: <a href="http://www.popup.mus.br" target="_blank">www.popup.mus.br</a></strong></p>
<p>Eu me devia uma visita ao Festival Mundo desde sua segunda edição. Naquele ano fui convidado para apresentar o Overmundo para o público da Paraíba e, por motivos pessoais, acabei tendo que voltar para o Recife logo após a conferência. Nos outros dois anos também não consegui estar lá, mesmo acontecendo em uma cidade vizinha. Problema corrigido esse ano. Sai do jornal direto para a rodoviária, encontrei com Montarroyos e seguimos em direção a João Pessoa. Por lá, já esbarramos nos Macaco Bongs, Calistoga e o pessoal do Cabaret, que terminava passagem de som.<span id="more-4588"></span></p>
<p>Corremos com o check in no hotel e depois para o jantar, mas não foi o suficiente para pegar o show da primeira banda. Era a Outona, atração local que tocava hardcore melódico. Dei uma espiada lá no Foca e ele disse que não chamou atenção. Eu fico me devendo uma vista, já que a banda não usou metade do tempo que tinha de show. As fotos chamam atenção pelo visual bem cuidado deles. Coisa que fez falta em boa parte de outros mais experientes que passaram pelo palco.</p>
<p>Este ano o Festival Mundo se viu obrigado a diminuir de proporção. O lugar onde acontecia antes não podia receber um evento este ano por causa da eleição municipal. Num passeio rápido pelo Galpão 14, escolhido como substituto, já ficava evidente a importância que o evento tem em João Pessoa. Eles estão apertando o Fast Forward, descarregando informação em excesso para que o público local perceba o que está acontecendo nas cidades vizinhas. O vai e vem blasé das pessoas ficou entre as sensações mais angustiantes do evento.</p>
<p>As duas bandas potiguares não se deram muito bem na estréia que fizeram no festival, pelo mesmo problema da Outona. Como a programação é menor, dava mais tempo de apresentação para cada atração. E nem o Camarones Orquestra Guitarristica e a Calistoga pareciam preparados para um repertório de 40 minutos. A primeira, instrumental, divide as músicas com um começo mais rock, encerrando com reggae e versões para trilhas de desenhos animados. Resultado: esticaram a parte mais difícil de acompanhar, por ser mais lenta.</p>
<p>O mesmo aconteceu com o Calistoga. Acho eles uma das melhores bandas de rock do Nordeste hoje &#8211; entre as mais novas, claro! &#8211; mas o pique desandou da metade para o fim. Chegaram a terminar mais tímidos, quando deviam levantar e instigar o público cada vez mais. Não vou me meter a produtor de banda aqui, mas de repente escolher algum cover conhecido ajudasse. Sem isso, acabaram perdendo as pessoas que assistiam tudo da frente do palco. Por sinal, nessa primeira noite, o Festival Mundo teve cerca de 300 pessoas conferindo os shows.</p>
<p>Coube a Star 61 dar o primeiro suspiro de esperança da noite. Tocando em casa, começaram brincando um pouco com folk, quase escondendo o potencial glam do vocalista Flaviano. Ele sabe comportar no palco como poucos e, rapidinho, faz caretas, pulas e jogas as plumas para cima, tira a roupa e transforma totalmente a falsa primeira impressão do show. Me lembrou o que escrevi no Boom Bahia sobre se levar a sério. Eles conseguem fazer escracho e ultrapassar o limite do rídiculo sem precisar pagar de personagem.</p>
<p>Isso é a chave central. É impossível não se contagiar quando Flaviano sai para o meio do público, sobe o muro e ensaia um strip tease. O Star 61 consegue existir nos limites no bom senso e, ao mesmo tempo, soar agradavelmente pop. O constrangimento é zero, enquanto a diversão e as músicas já não podem se medir em notas. Eles são uma prova de que o Festival Mundo está tentando mostrar uma realidade rock que já existe na cidade, só precisa ser disseminada.</p>
<p>Tanta purpurina acabou complicando o meio de campo para o Cabaret. Afinal, a proposta das duas bandas eram a mesma. E quando Marvel, vocalista da banda carioca, cantou “O Vira” do Secos e Molhados numa ponta do show do Star, ficou claro que ele não ia vencer na disputa da imagem. Mas acho que isso só não passou de um bom desafio… O Cabaret precisaria, talvez pela primeira vez em festival, mostrar que pode chamar atenção além do cênico.</p>
<p>Mas além de performer, Marvel &#8211; codinome que Márvio dos Anjos usa no palco &#8211; canta como poucos. Aliás, depois de rodar o país em festivais, vendo para lá de mais de 200 bandas diferentes, me sinto seguro em dizer que o cenário independente ainda precisa correr muito para chegar no nível do que eles conseguem fazer no palco. Mesmo nessa, que foi uma apresentação regular, com direito a falha no microfone quebrando a concentração da banda, o Cabaret surge como principal nome de fora nessa edição do Mundo.</p>
<p>O Cabaret é uma banda de hits, algo que ainda faz muita falta no circuito de festivais. É impossível sair do show sem ficar com pelo menos umas duas músicas no repeat mental. Acho que bandas como essa evidenciam a necessidade de um novo meio termo entre a cena independente e o mainstream, já que ela tem competência para transitar entre os dois meios sem pertencer necessariamente a nenhum deles. Mas não deixa de ser divertido imaginar o estrago que eles fariam com uma projeção maior.</p>
<p>Ao contrário do que acontece com o Macaco Bong, que tocou logo em seguida. Esse choque entre o pop e o experimental acabou não sendo bem assimilado pelo público, que ao não entender quando uma música começava e outra terminava decidiu deixar o local. Confesso que essa mistura de virtuosismo com stoner rock não consegue fazer muito sentido para mim, apesar de reconhecer o quanto a banda é foda no palco. Vi poucos shows dos Bong até hoje (acho que três), e ainda acho que não vi a mesma a banda que tem sido elevada ao patamar da cena independente.</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Mas nessa noite, especificamente, tive a primeira decepção real com a banda. Um amp do palco estourou quando inventaram de esfregar a guitarra nele. E tive que ver os caras saírem do palco com cara de quem não queria saber, falando de forma bem ríspida para a produção do evento que “festival é assim, isso é normal”. Para uma turma que faz tanta questão em falar de cadeia produtiva, deviam saber que ferraram o dono do som, deram prejuízo ao festival e prejudicaram as bandas do dia seguinte. E não, isso não é normal.</span></p>
<p>UPDATE</p>
<p>Conversei com o pessoal da banda e eles explicaram o acontecido. Segundo <strong>Bruno Kayapy</strong>, o que aconteceu é que o amp sofreu um arranhão e o responsável pelo som do festival exigiu um novo. A banda até topou oferecer um novo, mas apenas em troca do que teria sido “danificado”. E ele acabou não aceitando e deixando a história para lá.</p>
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		<title>EDITORIAL PORTAL DOSOL: CADA UM DO SEU TAMANHO!</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 00:16:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Foca, Natal (RN)

O editorial do Portal Dosol tem sido sempre muito bem visitado e comentado por onde a gente tem passado e agradecemos muito aos leitores por isso. Hoje vamos analisar os festivais de música independente, seu tamanho, penetração e importância dentro de um cenário. Estamos bem próximos de realizar a 5ª edição do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Foca, Natal (RN)<br />
</strong></p>
<p>O editorial do <strong>Portal Dosol</strong> tem sido sempre muito bem visitado e comentado por onde a gente tem passado e agradecemos muito aos leitores por isso. Hoje vamos analisar os festivais de música independente, seu tamanho, penetração e importância dentro de um cenário. Estamos bem próximos de realizar a 5ª edição do <strong>Festival Dosol</strong> que já é semana que vem, e o assunto é bem pertinente. Nosso tema de hoje é: festivais de música independente &#8211; cada um do seu tamanho (no seu quadrado?).</p>
<p>Nas últimas duas semanas visitei festivais em cenas totalmente diferentes e plurais. Estive em Salvador no <strong>Boom Bahia</strong> e em João Pessoa no <strong>Festival Mundo</strong>, os dois com excelente qualidade e com uma característica que reparo ser uma tendência sem volta para eventos nesse nicho: locais para no máximo 1.500 pessoas, ocupando espaços já existentes e investindo em conteúdo além da música (mostras de vídeo, palestras, workshops, etc).</p>
<p>Alguns podem chamar essa tendência de retrocesso por falta de público. Eu já prefiro analisar que trata-se de foco e de valorização com fortalecimento real de um cenário, seja ele onde for. Nos dois eventos que visitei o maior foco do que se propôs apresentar ao público eram bandas das próprias cidades, outra decisão que engrandece o rock (música) em cada cidade e dá força para que todos possam crescer. Claro que é preciso intercâmbio, referência para quem não tem acesso a shows mais diferentes, mas não podemos esquecer que nossa casa é porta pro mundo.</p>
<p>Quando as estruturas físicas dos eventos são muito gigantescas é preciso movimentar muitos patrocinadores e governos para que estes festivais aconteçam e essa grandiosidade acaba sendo uma gordura grande para ser carregada em algumas situações. Talvez aquele período das grandes edições do <strong>Abril Pro Rock</strong> (PE) e do <strong>Porão do Rock</strong> (DF) já não sejam um modelo tão viável para quem ainda quer se estabelecer fazendo um evento de música nova de grande porte que é um festival. Estes festivais continuam incríveis e relevantes mas eles também tem passado por mudanças estruturais pesadas nas últimas edições. E a tendência é mudarem ou se adequarem ainda mais para perderem &#8220;peso&#8221; sem perder a importância.</p>
<p>Na verdade, os próprios eventos de música tem passado pela mesma segmentação que a maioria dos meios de comunicação estão passando. Um movimento interessante que implantou o caos entre as grandes corporações mas que dá possibilidade de novos caminhos para quem não tinha nenhum. É neste ambiente de caos que novas pespectivas se abrem e os produtores de festival, assim como as bandas devem ficar atentos a essa movimentação.</p>
<p>Estamos detectando a tendência mas nunca esqueçamos que cada cidade tem suas peculiaridades e problemáticas localizadas que podem não se encaixar nesse quadro, o que deixa nossas observações ainda mais intrigantes. Vejamos o que vem por aí em 2009!</p>
<p>Se tivermos que fazer daqui a tempo uma edição do <strong>Festival Dosol </strong>com essa mesma filosofia de atuação mas num lugar para 10.000 pessoas vai ser sinal de crescemos junto com nossa cena (público e bandas) e dentro da realidade. Seria um sonho e sonhar, já disse antes, é bom e barato!</p>
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		<title>COMO FOI? FESTIVAL MUNDO (JOÃO PESSOA/PB) SEGUNDO DIA</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 10:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Foca, João Pessoa/PB

A expectativa de público para o segundo dia de shows do Festival Mundo acabou se concretizando e cerca de 600 pessoas apareceram para conferir a programação. Não consegui ver nem o Cerva Grátis que abriu os trabalhos e nem a Cabruêra que encerrou o festival, dois grupos paraibanos. A sonorização do espaço, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Foca, João Pessoa/PB<br />
</strong></p>
<p>A expectativa de público para o segundo dia de shows do <strong>Festival Mundo</strong> acabou se concretizando e cerca de 600 pessoas apareceram para conferir a programação. Não consegui ver nem o <strong>Cerva Grátis</strong> que abriu os trabalhos e nem a <strong>Cabruêra </strong>que encerrou o festival, dois grupos paraibanos. A sonorização do espaço, problema detectado na noite anterior, melhorou bastante no segundo dia e todos os grupos tiveram condições de mostrar o seu melhor.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5943.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4524" title="img_5943" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5943-448x335.jpg" alt="" width="321" height="240" /></a></p>
<p>O <strong>Elmo (PB)</strong> é uma banda que faz um hardcore melódico mais roqueiro e que sai na frente de muitas bandas do estilo por ter um vocalista afinado (calo de 90% das bandas desse estilo musical). Para quem gosta de Dead Fish pode ir fundo no som do grupo que vai gostar. A semelhança com a banda capixaba é tão grande que chega a incomodar. Pro <strong>Elmo </strong>dar um passo a frente seria bom ter a banda como influência mas tentando sempre achar um caminho mais próprio. Fica o toque.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5958.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4525" title="img_5958" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5958-448x335.jpg" alt="" width="326" height="244" /></a></p>
<p>O <strong>Nublado (PB</strong>) entrou no palco propondo melodias, guitarrinhas espertas e letras bem sacadas no seu som. Até certo ponto conseguiu dar bem o seu recado mas ficou faltando maior segurança do vocalista do grupo que parecia estar incomodado com sua própria voz (inseguro). Além das músicas próprias ainda mandaram uma do Artic Monkeys e do Superguidis no final, <span style="text-decoration: line-through;">a primeira cantada pelo baixista e a segunda pelo baterista Rayan (um dos organizadores do festival)</span>. Acho que seria um bom caminho <span style="text-decoration: line-through;">se o baixista </span>assumisse os vocais de vez pro <strong>Nublado </strong>ser um grupo ainda melhor e mais coeso.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5972.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4527" title="img_5972" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5972-448x335.jpg" alt="" width="302" height="225" /></a><span id="more-4516"></span></p>
<p>O <strong>Garfo (CE)</strong> foi mais um grupo a subir defendendo as cores do <em>&#8220;Clube Das Boas Bandas Instrumentais Sem Chatice&#8221;</em>. O trio cearense faz um espécie de loop dançante tocado ao vivo com os temas bem repetitivos e se completando entre si. No show do <strong>Festival Mundo</strong> o guitarristica <strong>Vitor </strong>não estava num dos seus melhores dias (devia ser a garrafa de vodka que estava em cima do palco) mas mesmo assim foi bem divertido. Uma dica para qualquer banda de rock instrumental é a seguinte: falar pouco com a platéia. Rola uma conexão e uma vibração entre o som e o público e se a banda se comunica de maneira direta muitas vezes &#8220;dá um quebrada no encanto&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5989.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4528" title="img_5989" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5989-448x335.jpg" alt="" width="311" height="232" /></a></p>
<p>O <strong>Sweet Fanny Adams (PE) </strong>fez o melhor show do <strong>Festival Mundo</strong>. Vou dar um &#8220;Control C + Control V&#8221; na resenha do show do <strong>Boom Bahia</strong> que vai servir para o <strong>Festival Mundo </strong>também. <span style="text-decoration: line-through;">Não tem muito para acrescentar ao que vocês já leram por aqui em outras coberturas sobre a banda. O grupo tem força, boas músicas, bons timbres e está azeitado por uma séria de apresentações Brasil afora. Show muito bom</span>.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_6003.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4529" title="img_6003" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_6003-448x335.jpg" alt="" width="310" height="231" /></a></p>
<p>O<strong> Burro Morto (PB)</strong> era a atração que mais estava curioso para ver na  programação do festival e não decepcionei. O grupo parece ter saído de um interior remoto no meio do período hippie para fazer um som instrumental que se forma com grooves de bateria e percussão meio africanos deixando as frases, temas e climas para a guitarra, o teclado e a escaleta. Viajei mesmo sem as drogas. Excelente show para uma casa já bastante cheia. O mais legal de tudo é saber que  <strong>Festival Mundo</strong> teve quatro bandas instrumentais na sua programação e que as quatro tiveram propostas totalmente diferentes ente si e todas funcionaram muito bem. Foi o charme do evento na minha opinão.</p>
<p>O <strong>Mundo </strong>deu um passo a frente, se adequou, abriu novos leques de possibilidades, cresceu em público e a tendência é uma solidificação bem vinda para a cena paraibana (que também vai receber na cidade o Aumenta que é Rock daqui a 15 dias). Parabéns a todos os envolvidos.</p>
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		<title>COMO FOI? PRIMEIRO DIA DO FESTIVAL MUNDO (JOÃO PESSOA/PB)</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 13:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Por Foca
O Festival Mundo chega na sua 4ª edição fazendo uma visível alteração estética: trocou o grande palco/espaço da edição do ano passado por um lugar menor e investiu pesado em conteúdo. Uma escolha acertada. Cerca de 300 pessoas circularam ontem no primeiro dia de shows e para hoje a tendência é no mínimo dobrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5879-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4499" title="img_5879-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5879-small-448x336.jpg" alt="" width="331" height="248" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>O <strong>Festival Mundo</strong> chega na sua 4ª edição fazendo uma visível alteração estética: trocou o grande palco/espaço da edição do ano passado por um lugar menor e investiu pesado em conteúdo. Uma escolha acertada. Cerca de 300 pessoas circularam ontem no primeiro dia de shows e para hoje a tendência é no mínimo dobrar segundo os organizadores.</p>
<p>Algumas ressalvas ficam como alerta (que dá para ser resolvido até hoje mesmo com algum esforço). A sonorização foi um problema em quase todos os shows. Frequências emboloadas, P.A mal afinado e um equipamento mal cuidado exigem muito mais das bandas na hora de acertar o som. Por isso, quem passou os instrumentos a tarde levou vantagem. Fica o alerta para hoje. Outra coisa ruim é que a produção permite que as pessoas entram e saiam do festival (prática pouco comum em outras praças), deixando alguns shows com público maior e outros nem tanto. Se é costume da cidade, que possamos tentar mudar esse costume. É para isso que festivais de música independente servem também.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5872-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4501" title="img_5872-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5872-small-448x336.jpg" alt="" width="354" height="265" /></a></p>
<p>A escalação dos shows e a pontualidade monstraram a competência da equipe em estruturar as apresentações. Às 21h em ponto o <strong>Outona (PB)</strong> começou o seu show com um emo moderno tocado por uma turma bem nova (o guitarrista parecia ter 15 anos). Boa pegada com bons músicos mas tenho certeza que a próxima banda de cada um deles vai ser bem mais interessante que essa. É um processo natural.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5877-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4502" title="img_5877-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5877-small-448x336.jpg" alt="" width="360" height="270" /></a></p>
<p>O <strong>Camarones Orquestra Guitarrística (RN)</strong> veio de Natal se apresentar pela primeira vez em festival fora do seu estado de origem e fez um bom show. O som não ajudou no começo, mas do meio pro fim a turma engrenou e mostrou vigor nas interpretações. O número de bons grupos que &#8220;limam&#8221; o vocalista está só aumentando Brasil afora. Despretensão a serviço da música instrumental, um bom rumo a seguir.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5894-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4503" title="img_5894-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5894-small-448x336.jpg" alt="" width="326" height="244" /></a></p>
<p>O <strong>Calistoga (RN)</strong> também sofreu um pouco para acertar o som e levou seu rock forte, sempre resvalando no hardcore, para o bom público que já assistia as apresentações. O grupo é coeso, tem boas músicas e pode alçar vôos maiores em breve. <strong>Dante </strong>ontem estava com a voz ruim, mas segurou as notas altas com muito esforço até o final.</p>
<p>O<strong> Star61 (PB)</strong>, banda muito popular aqui na Paraíba, mostrou a força das suas músicas na hora em que o som estava no seu pior momento &#8211; fato que quase bota a perder a apresentação do grupo. <strong>Flaviano </strong>é um dos front mans mais legais do Brasil com seu jeito &#8220;gay maldito&#8221; de comandar as apresentações.  Quando solta o violão então, aí vira bicho e é difícil segurar. Foi uma festa! No final tocou uma dos <strong>Secos e Molhados</strong> e ainda chamou <strong>Márvio </strong>do <strong>Cabaret </strong>para fazer uma capela de uma música dos anos 80 ícone da cena gay (me ajudem no nome e no autor dessa música nos comentários).</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5924-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4504" title="img_5924-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5924-small-448x336.jpg" alt="" width="371" height="278" /></a></p>
<p>O <strong>Cabaret (RJ)</strong> veio com tudo para estas apresentações no Nordeste. Já no começo da sexta o jornalista pernambucano <a href="http://www.popup.mus.br" target="_blank"><strong>Bruno Nogueira</strong></a> tinha comentado comigo que a banda capitaneada pelo excelente vocalista <strong>Márvio dos Anjos </strong>tinha &#8220;moído&#8221; em Recife. O que o <strong>Cabaret </strong>faz no seu som e tudo ponte para que seu vocalista brilhe, e os outros membros parecem não se incomodar com isso, o que é ótimo! As músicas são todas clichês de bons rocks daqueles &#8220;grandões&#8221; dos anos 70. Riffões, bateria reta e precisa, tudo para deixar o vocalista comandar o show. Beijos na platéia, danças, estripulias com <strong>Flaviano </strong>do <strong>Star61</strong> e tudo isso cantado e muito bem &#8211; o que é o mais importante. <strong>Marvio </strong>é artista, mesmo que alguns achem que isso é um posicionamenteo falido ou fadado ao fracasso. Ele não se importa e no palco curte o momento. Muito bom de ver e ouvir!</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5934-small.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4505" title="img_5934-small" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/img_5934-small-448x336.jpg" alt="" width="366" height="274" /></a></p>
<p>Já com a sonorização  bem ajustada vinda da apresentação anterior (e não por acaso foram os únicos grupos a passarem o som) o <strong>Macaco Bong (MT)</strong> mostrou porque hoje é um dos grupos mais importantes da música indie nacional. O grupo faz uma espécie de mantra nervoso para levar o ouvinte onde ele nunca foi e o mais impressionante é que conseguem. O baterista dos <strong>Camarones</strong>, pouco acostumado a assistir grupos desse tipo, parecia hipinotizado na frente do palco. Uma cena surreal. Retundante dizer que foi magnífico, que os timbres estavam ótimos, que a precisão do trio é sensacional. Ontem eles pareciam estar num dia especial.</p>
<p>Foi um ótimo encerramento de noite premiando o esforço da produção do festival. Hoje tem muito mais!</p>
<p>Fotos: Ana Morena Tavares e Anderson Foca</p>
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		<title>FESTIVAL MUNDO COMEÇA HOJE</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 12:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festival mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Festival Mundo realizado em João Pessoa começa com os shows hoje mas já está rolando com outras atividades desde terça feira. O Portal Dosol vai estar láaci]ompanhando tudo e cobre o Festvial para vo~cês. Duas bandas potiguares estarão em ação: Calistoga e Camarones Orquestra Guitarrística.
SEXTA (17/10) &#8211; 20h
Macaco Bong &#8211; MT
Cabaret &#8211; RJ
Star 61 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>O Festival Mundo realizado em João Pessoa começa com os shows hoje mas já está rolando com outras atividades desde terça feira. O Portal Dosol vai estar láaci]ompanhando tudo e cobre o Festvial para vo~cês. Duas bandas potiguares estarão em ação: Calistoga e Camarones Orquestra Guitarrística.</div>
<p>SEXTA (17/10) &#8211; 20h</p>
<div><a href="http://www.myspace.com/macacobong" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Macaco Bong</span></a> &#8211; MT</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/radiocabaret" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Cabaret</span></a> &#8211; RJ</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/star61" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Star 61</span></a> &#8211; PB</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/bandacalistoga" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Calistoga</span></a> &#8211; RN</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Camarones Orquesta Guitarrística</span></a> &#8211; RN</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/bandaoutona" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Outona</span></a> &#8211; PB</div>
<p>SÁBADO (18/10) &#8211; 19h</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/cabrueramusic" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Cabruêra</span></a> &#8211; PB</p>
<div><a href="http://www.myspace.com/burromorto" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Burro Morto</span></a> &#8211; PB</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Sweet Fanny Adams</span></a> &#8211; PE</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/ogarfo" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Garfo</span></a> &#8211; CE</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/bandanublado" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Nublado</span></a> &#8211; PB</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/bandaelmo" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Elmo</span></a> &#8211; PB</div>
<div><a href="http://www.myspace.com/cervagratis" target="_blank"><span style="color: #de7008;">Cerva Grátis</span></a> – PB</div>
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		<title>ROCK POTIGUAR: BANDAS POTIGUARES TOCAM PELO NORDESTE NO FINAL DE SEMANA</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 11:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[calistoga]]></category>
		<category><![CDATA[camarones orquestra guitarrística]]></category>
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		<category><![CDATA[festival mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas bandas potiguares rodam o Nordeste neste final de semana. O Camarones Orquestra Guitarrística e o Calistoga tocam amanhã no Festival Mundo. O Calistoga segue viagem e também toca em Recife na segunda edição da festa organizada pelo Lumo Coletivo no Quintal de Lima.
Em novembro as duas bandas continuam shows pelo interior do RN em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas bandas potiguares rodam o Nordeste neste final de semana. O <strong>Camarones Orquestra Guitarrística </strong>e o <strong>Calistoga </strong>tocam amanhã no <a href="http://www.dosol.com.br/2008/09/23/festival-mundo-pb-anuncia-programacao/" target="_blank">Festival Mundo</a>. O <strong>Calistoga </strong>segue viagem e também toca em Recife na segunda edição da festa organizada pelo <a href="http://www.dosol.com.br/2008/10/11/quintal-do-lumo-em-recife-chega-a-sua-segunda-edicao/" target="_blank">Lumo Coletivo</a> no <strong>Quintal de Lima</strong>.</p>
<p>Em novembro as duas bandas continuam shows pelo interior do RN em mais uma etapa da <strong>Dosol Tour</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CABARET (RJ) FAZ QUATRO SHOWS PELO NORDESTE</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/10/cabaret-rj-faz-quatro-shows-pelo-nordeste/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 10:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CENTRO CULTURAL DOSOL]]></category>
		<category><![CDATA[cabaret]]></category>
		<category><![CDATA[festival mundo]]></category>
		<category><![CDATA[panela rock]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fonte: NE Indie
NESTA SEMANA, CABARET EM 4 SHOWS NO NORDESTE
Quatro dias, quatro cidades.  Desta quinta ao domingo, os últimos  heterossexuais sensíveis do país  atravessam parte do Nordeste  democratizando a fraude do rock. Aquela coisa  toda que você já viu em  tantos cantos, sempre mais perto de você. Chupa  essa manga, Brasil.
QUINTA, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/cabaret.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4432" title="cabaret" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/cabaret-448x341.jpg" alt="" width="333" height="253" /></a></p>
<p><strong>Fonte: NE Indie</strong></p>
<p><strong>NESTA SEMANA, CABARET EM 4 SHOWS NO NORDESTE</strong><br />
Quatro dias, quatro cidades.  Desta quinta ao domingo, os últimos  heterossexuais sensíveis do país  atravessam parte do Nordeste  democratizando a fraude do rock. Aquela coisa  toda que você já viu em  tantos cantos, sempre mais perto de você. Chupa  essa manga, Brasil.</p>
<p><strong>QUINTA, 16 &#8211; RECIFE</strong><br />
A Noite Requintada tem lugar  no BURBURINHO, com a companhia da<br />
mal-intencionada Pocilga DeLuxe, destaque  do último Coquetel Molotov, o<br />
maior festival off-Estocolmo do país.<br />
Rua  Tomazina, Recife Antigo, às 23h<br />
Entrada: R$ 5<span id="more-4431"></span></p>
<p><strong>SEXTA, 17 &#8211; JOÃO  PESSOA</strong><br />
O Cabaret é uma das atrações do Festival MUNDO, na capital paraibana,  ao<br />
lado dos destaques Calistoga, as primas do Star 61 e a pedreira<br />
instrumental do Macaco Bong. Show previsto para 1h. Traga seu exemplar<br />
do &#8220;Eu e Outras Poesias&#8221; que o sobrinho-bisneto do Augusto dos Anjos<br />
autografa. Não é nada, não é nada&#8230;<br />
Galpão 14, Centro  Histórico<br />
Entrada: R$ 8 na hora, R$ 6 antecipado.</p>
<p><strong>SÁBADO, 18 &#8211;  FORTALEZA</strong><br />
É a vez da terra de Iracema abrir portas para o Festival PANELA  ROCK, em<br />
que o Cabaret toca na mesma noite que Joseph K, Renegados e&#8230;  MADE IN<br />
BRAZIL! Estamos no auge, fala a verdade!<br />
Clube Oasis<br />
Entrada:  R$ 14, com meia para estudantes.</p>
<p><strong>DOMINGO, 19 &#8211; NATAL</strong><br />
Finalmente, é dia  do Cabaret aterrissar no templo do rock potiguar, ao lado<br />
de Venice Under  Water e Os Malditos, a partir das 17h. Por isso mesmo,<br />
venha de  biquíni.<br />
Centro Cultural DoSOL<br />
Entrada: R$ 8</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: CAROL MORENA (FESTIVAL MUNDO /PB)</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/10/entrevista-carol-morena-festival-mundo-pb/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 01:47:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[calistoga]]></category>
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		<category><![CDATA[carol morena]]></category>
		<category><![CDATA[festival mundo]]></category>
		<category><![CDATA[LADO R]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conteúdo: Lado [R]
Por Rafael F.
Entre os dias 14 e 19 desse mês rolará na sempre bela e aconchegante João Pessoa[PB] o Festival Mundo. O festival que já está na sua 4ª edição, coloca de vez a cidade na rota dos principais festivais “independentes” do país. Batemos um papo com uma das organizadora do evento, Carol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/mundo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4369" title="mundo" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/mundo.jpg" alt="" width="321" height="254" /></a></p>
<p><strong>Conteúdo: Lado [R]</strong></p>
<p><strong>Por Rafael F.</strong></p>
<p>Entre os dias 14 e 19 desse mês rolará na sempre bela e aconchegante João Pessoa[PB] o <strong>Festival Mundo</strong>. O festival que já está na sua 4ª edição, coloca de vez a cidade na rota dos principais festivais “independentes” do país. Batemos um papo com uma das organizadora do evento, <strong>Carol Morena</strong>. Carol é fanzineira das antigas e nutre um contato de longa data com a família[R]. Ela nos forneceu algumas impressões e expectativas sobre a edição desse ano&#8230;</p>
<p><strong>Quais as novidades pra edição desse ano do festival?</strong><br />
A programação paralela aos shows, as oficinas, debates, exposição, mostra de vídeo. Nós damos uma atenção a isso todos os anos, mas esse ano conseguimos realmente fechar uma programação ótima dessas atividades. Além disso focamos muito mais nos shows em si, demos uma enxugada nas bandas e tudo indica que realmente foi a melhor opção pra logística do Festival Mundo. A mostra de vídeo, ao contrário dos anos anteriores, será nos intervalos dos shows, porque dá para centralizar as atenções do público muito melhor e ao mesmo tempo resolve o problema da troca de bandas.<span id="more-4368"></span></p>
<p><strong>Achei bacana enveredar por esses caminhos. No sentido de pensar o festival como um grande encontro criativo. Você poderia falar um pouco do que vai rolar nas oficinas, debates e exposições?</strong><br />
É, essa sempre foi uma das grandes preocupações da gente. As oficinas serão duas, de home studio e produção de vídeo clipe com baixo custo. Todos os dois temas nós vimos que realmente são importantes pra solidificação da produção cultural daqui, e é tudo muito dentro da realidade local: gravação em casa, que é o que acaba rolando com muitas bandas, e gravação de vídeo clipe com baixo custo, já que ninguém tem muita grana para investir, mas procura formas de produzir mesmo assim.</p>
<p>Os dois debates serão ótimos, escolhemos pessoas realmente inseridas no circuito independente pra falar sobre ele. No primeiro teremos Bruno Nogueira (PE) e Marcus Alves (PB, para falar sobre mercado, o que aconteceu nos últimos 10 anos com a música e repensar sistemas de produção da música independente. O outro é com os meninos do Macaco Bong (MT), que vão compartilhar a experiência deles no Espaço Cubo, como fizeram, junto com o pessoal de lá, pra implantar na cidade deles esse circuito de bandas, um festival (Calango), que hoje é um dos maiores do país, e, principalmente, trocar figurinha com as bandas daqui sobre profissionalização e o trabalho de uma banda realmente. Eles são uma das bandas hoje que mais tocam em festivais, respeitados não só pela articulação, mas pelo show também, é legal pras bandas locais trocarem experiências.</p>
<p><strong>Falando no pessoal do Macaco Bong, militantes da cultura do fanzine e de seus desdobramentos criativos&#8230; Como anda o fanzinato aí em Jampa?</strong><br />
O negocio pro lado dos zines por aqui sempre foi meio parado, né? Tinha o meu, que tirou férias prolongadas há uns dois anos, mas que eu to na instiga pra fazer de novo e, ‘tcharans’, pode ser que role antes do festival. Fora isso, na universidade sempre tem uma galera interessada, ministrei umas oficinas de fanzine, o pessoal fica instigado, mas é difícil rolar algo certo. As vezes rola, as vezes não&#8230; Aqui não tem mais nenhum zine que a galera conheça mesmo, tipo o Lado[R] aí em natal, sabe?</p>
<p><strong>Mas João Pessoa tem a presença de grandes fanzineiros, posso citar o professor Henrique Magalhães, Jesuíno André do Ladonorte, Olga Costa e muitos outros. Parece que jampa respira essa vivência rockeira. O festival mundo é um exemplo disso. Cada um fazendo dentro das suas possibilidades&#8230;</strong><br />
Bom&#8230; nem Olga, nem Jesuíno produzem zines impressos mais. Jesuíno ta cuidando junto com um poessoal de um site ótimo, que é o Ladonorte, que você citou&#8230; Mas fanzine mesmo não tá rolando. Só Henrique que nunca parou de produzir mesmo, na sua editora, a marca de fantasia. Os zines dele são sobre quadrinhos e são muito bem feitos!</p>
<p><strong>Você ainda acredita naquela máxima: Fanzine de verdade é fanzine de papel?</strong><br />
Sempre. Acabei de lembrar de uma frase que um grande amigo meu disse: &#8220;me mostre um zine que não é impresso que eu te mostro uma nota de três reais”. O que se tem na internet, os blogs e tudo mais, são ótimos, dou o maior apoio e força, mas não são fanzines, são outra coisa. Zine é aquilo que a gente pega, põe na bolsa, leva pra casa, que o editor se preocupou em fazer cópia, em divulgar, em enviar pras pessoas, entende? O Lado [R] é sempre parceiro. Vi o zine nascer e gosto muito do rumo que a coisa tomou.</p>
<p><strong>Concordamos e engordamos a aposta. O que a galera pode esperar dessa edição do festival mundo?</strong><br />
Bom, nessa edição do Festival Mundo vocês podem esperar ótimos shows e um ótimo clima. Estamos muito orgulhosos da nossa escalação, apostamos mesmo em shows bons.</p>
<p>Massa! Nos vemos por lá!!!</p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): ENTREVISTA COM CAROL MORENA E RAYAN DO FESTIVAL MUNDO (PB)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 08:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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A Paraiba sempre foi um dos principais celeiros da boa música independente do Nordeste. São de lá a Cabruêra, ChicoCôrrea, Star 61, Zefirina Bomba e agora o Burro Morto, bandas que sempre foram, em algum momento, centro da atenção quando o assunto era selos, festivais, etc. É de se estranhar que, até então, o estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/carol.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4098" title="carol" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/carol.jpg" alt="" width="367" height="324" /></a></p>
<p>A Paraiba sempre foi um dos principais celeiros da boa música independente do Nordeste. São de lá a Cabruêra, ChicoCôrrea, Star 61, Zefirina Bomba e agora o Burro Morto, bandas que sempre foram, em algum momento, centro da atenção quando o assunto era selos, festivais, etc. É de se estranhar que, até então, o estado não tivesse um festival de música nos moldes de um Abril Pro Rock ou DoSol, como acontece em todos os outros estados da região.</p>
<p>Precisou a iniciativa de uma dupla bem nova, Carol Morena e Rayan Lins, que produziam shows menos na cidade quando muito marmanjo só pensava em encher a cara, para mudar essa situação. Eles começaram com a cara e coragem o Festival Mundo, que agora vai para a quarta edição e já coloca João Pessoa no mapa dos festivais, já que eles são um dos próximos nomes a compar a lista da Associação Brasileira de Festivais Independentes, a Abrafin.</p>
<p>Abaixo, entrevista que fiz com os dois:<span id="more-4097"></span></p>
<p><strong>- A Paraiba tem sempre nomes representativos. Cabruera, Zefirina Bomba, ChicoCorrea, agora o Burro Morto… Porque vocês acham que demorou tanto a João Pessoa ter um festival que fizesse parte do circuito?</strong></p>
<p>CAROL &#8211; É uma questão de interesse, por saber que o trabalho ganha muito em qualidade e dinâmica quando se sabe que ele faz parte de um circuito maior, não estando isolado. A gente tem a preocupação de dar uma circulada e ver outros festivais no país, ver shows, ver realmente o que está acontecendo com a música independente nesses últimos anos. Isso torna o festival realmente verdadeiro e justificável. João pessoa já teve outros festivais, como o Mormarço, que, ao seu modo, também fazia uma boa circulação de músicos e público. A diferença é que hoje esse mercado está mais articulado, sendo maior a visibilidade dessas produções.</p>
<p>RAYAN &#8211; Faltava gente comprometida, Bruno. Não é fácil produzir por aqui, tem que formar público e fortalecer, mostrar a vantagem de ter uma cena forte e unida e na maioria das vezes ficar batendo em teclas básicas demais. Sempre falo que nosso trabalho é muitas vezes até educativo. Antes tínhamos o Mor-março, que tinha tudo pra entrar nesse cirtuito, mas aí Ilsom foi pra São Paulo com o Zefirina e acabou tudo, a cidade voltou ao zero. Foi a partir dái, também, que resolvi fazer o festival e posteriormente integrar Carol nisso, que é uma pessoa que sempre se mostrou comprometida e afim de fazer algo pra melhorar essa situação de marasmo por aqui. Nós realmente queremos colocar a Paraíba no mapa e integrar o circuito de festivais independentes, abrindo portas pra mais bandas virem tocar aqui e mais bandas daqui irem tocar fora.</p>
<p><strong>- Essa soa meio clichê, mas afinal qual a dificuldade em se fazer um festival como o Mundo em João Pessoa? É o público? As próprias bandas? Outros apoios?</strong></p>
<p>CAROL &#8211; A questão principal é dinheiro, sempre foi. Sempre nos preocupamos em fazer um festival completo, que realmente fosse vitrine da produção local e que pudesse trazer artistas que somassem à programação, numa estrutura bacana. João Pessoa merece e pode fazer isso, e estamos fazendo.</p>
<p>É uma dificuldade constante ter apoio de empresas privadas. Não adianta só apresentar o projeto do festival, a gente tem que fazer a empresa acreditar nisso, provar a todo segundo que realmente é um projeto importante, explicar que a gente não tem o Capital Inicial ou Biquini cavadão porque não é a nossa proposta mesmo, entende?  Ainda ter que explicar isso hoje em dia é desistimulante, e a quantidade de respostas negativas também.</p>
<p>Apoio publico é complicado. Editais locais são complicados, acabam sempre contemplando um único perfil de produção cultural, sempre voltada pra música popular, entende? Sempre temos apoio da prefeitura, custeando alguns ítens do nosso orçamento, mas este ano foi duplamente complicado por ser ano eleitoral e esse apoio acabou não rolando.</p>
<p>Público não sustenta as atrações do festival, além de ser sempre uma incógnita. Não é difícil ver gente reclamando de pagar 6 ou 8 reais pra entrar, é um absurdo! São poucas as pessoas que sai de casa pra conhecer bandas, nós damos nó em pingo d’água aqui, hehehe.</p>
<p><strong>- O que estamos vendo em outros estados é realmente o que tem de mais legal ai? Ou existem outras bandas que vocês percebem no dia a dia e que ainda não chegaram aos festivais? O que deveriamos estar ouvindo? =)</strong></p>
<p>CAROL &#8211; Eu costumo dizer que o grande problema das bandas locais é a falta de noção de produção. Nos ultimos tempos isso tem melhorado um pouco, posso dizer no máximo 4 bandas que estão abrindo os olhos pra fora do estado agora, e é importantíssimo tocar fora, não só por divulgação, mas por amadurecimento.</p>
<p>Fora essas que você citou, a Star 61, Sem Horas, Nublado e Reis da Cocada Preta estão se articulando, e, por consequencia amadurecendo, independete de estilos ou gosto pessoal. Elas merecem crédito por isso. Mas confesso que ainda sinto falta de um grande nome dentro do rock por aqui.</p>
<p>RAYAN &#8211; É sempre difícil produzir algo do tipo em qualquer canto, mas aqui é quase impossível. O público é complicado, reclamam quando não tem nada diferente acontecendo na cidade, mas não são abertos a novidades, querem sempre as mesmas figurinhas carimbadas e deixam de comparecer por não conhecer uma atração.</p>
<p>Já as bandas, de um ano pra cá, estão mais antenadas, procurando se profissionalizar e viver a banda. Nos sentimos parte desse processo, pois independente das oficinas e debates do festival, estamos sempre conversando com as bandas e dando dicas, mostrando o que tá acontecendo fora do estado e o que elas podem fazer pra crescer mais e mais.</p>
<p>A grande dificuldade que sentimos é realmente a falta de incentivo, seja pública, seja privada. Tanto município, quanto estado possuem leis de incentivo, mas que simplesmente não funcionam para outros movimentos que não os regionais. Ano passado mesmo, só de cabeça agora, me lembro de dois festivais e uma coletânea que não entraram nessas leis de incentivo.</p>
<p>As empresas privadas de médio porte do estado preferem investir em shows de forró, enquanto as de grande porte não possuem sede aqui, é muita burocracia e eles não vêem a importância de investir em marketing cultural local, vem tudo pronto e enlatado de fora.</p>
<p>Enquanto isso a gente vai tirando leite de pedra e construindo parcerias como a do Sebrae e da Coca, que mesmo não sendo patrocínios, são apoios importantes pra realização do festival.</p>
<p><strong>- Lembro que vocês foram ao Abril Pro Rock apresentar proposta de filiação na Abrafin. Como é que está esse processo? Perto, longe? O que falta?</strong></p>
<p>RAYAN &#8211; Nossa filiação com a Abrafin deveria ter sido concluída no encontro que aconteceu no Calango, mas resolveram adiar e conferir de perto a edição deste ano. Em parte por problemas internos da associação e em parte por problemas internos nosso (pois acabamos transparecendo que talvez este ano não houvesse o festival). Conversamos com o Pablo Capilé durante a Feira da Música em Fortaleza e pudemos apresentar melhor o festival, ele gostou e foi daí que já fechamos o Macaco Bong. Tudo está caminhando para que próximo ano o Festival Mundo já esteja integrando a Abrafin.</p>
<p><strong>- Fiz essa pergunta a Foca, do DoSol, e acho que devo repetir ela um monte ainda. Como foi a seleção de bandas do festival? Queria que vocês justificassem algumas das atrações convidadas.</strong></p>
<p>RAYAN &#8211; A verdade é que acabamos tendo critérios diferentes para bandas paraibanas e bandas de outro estado e vou explicar porque. Nos dois casos, gosto pessoal da gente influência muito, mas é muito mais forte com as bandas de fora. A vontade de apresentar algo novo e que você curte pro público é muito forte. Mas é claro que além disso conta também a vontade da banda em tocar aqui e o trabalho que ela vem desenvolvendo. Nunca tivemos grande nomes, até porque nunca foi essa a intenção do festival,  o que nos importanta é que sejam bandas comprometidas com o que fazem.</p>
<p>Já com as bandas daqui, o gosto pessoal pesa menos, tentamos escolher bandas que façam bem o seu som, independente de gostarmos daquele estilo ou não. Bandas realmente afim de crescer e que tenham mais chances de dar certo. É uma forma também de incentivo para outras bandas se espelharem e fazerem a coisa da maneira certa.</p>
<p>Temos o Macaco Bong, que é uma puta banda, tem tocado em quase todos os festivais e é realmente foda. E o Cabruêra, que apesar de ser local, deve ter tocado mais na Europa que por aqui nos últimos tempos. Estávamos em negociação com eles desde o ano passado e finalmente fechamos esse ano. Vai ser ótimo pra diversificar ainda mais o festival.</p>
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