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	<title>DoSol &#187; foca</title>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): A VOLTA DE CHUCK HIPOLITHO E DO SINKS</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 10:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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Dois finais que poderiam ter esperado um pouco mais para serem anunciados: o da presença de Chuck Hipólito nos palcos após sair do Forgotten Boys e a pausa da banda The Sinks. Porque ambos, agora, estarão juntos &#8211; claro que, devido a distância entre SP e RN, em ritmo mais desacelerado &#8211; em uma nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-6857" title="focachuck-net" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/focachuck-net-448x297.jpg" alt="focachuck-net" width="448" height="297" /></p>
<p>Dois finais que poderiam ter esperado um pouco mais para serem anunciados: o da presença de <strong>Chuck Hipólito</strong> nos palcos após sair do <strong>Forgotten Boys</strong> e a pausa da banda <strong>The Sinks</strong>. Porque ambos, agora, estarão juntos &#8211; claro que, devido a distância entre SP e RN, em ritmo mais desacelerado &#8211; em uma nova formação. No encerramento da semana, <strong>Anderson Foca</strong>, do império independente <strong>DoSol </strong>confirmou que a antiga parceria agora virou formação oficial.</p>
<p>A relação entre <strong>Chuck </strong>e o <strong>Sinks </strong>é antiga. Ele chegou a remixar as músicas do primeiro EP da banda após ver uma apresentação ao vivo e se declarar fã dos potiguares. Depois disso, fez a mixagem de algumas faixas que entrariam no segundo EP. A vontade de fazer algo juntos já tinha se manifestado no palco (a foto acima foi no Festival DoSol) algumas vezes e, pouca gente que ouviu percebeu, mas <strong>Chuck </strong>ainda canta uma música junto com <strong>Dante </strong>(ex-vocalista do Sinks) nesse segundo EP.</p>
<p><strong>Don’t Wait for Me</strong> dá uma idéia de como deve ser essa nova formação:</p>
<p><a href="http://www.popup.mus.br/?dl=52" target="_blank">DOWNLOAD: THE SINKS &#8211; DON`T WAIT FOR ME</a></p>
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		<title>RESENHA DE CD: CALISTOGA &#8211; NORMAL PEOPLE`S BRIGADE</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 13:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Por Foca
Finalmente saiu em grande festa &#8211; como você pode ler aqui -  o disco do Calistoga intitulado &#8220;Normal People`s Brigade&#8221;. Gravado pela própria banda no Estúdio Dosol durante o carnaval deste ano o trabalho trás cinco faixas novas e duas regravações de músicas do próprio Calistoga. Além das músicas, o CD ainda vem com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/calistoga-03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4284" title="calistoga-03" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/calistoga-03.jpg" alt="" width="306" height="404" /></a></p>
<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p>Finalmente saiu em grande festa &#8211; <a href="http://www.dosol.com.br/2008/10/04/como-foi-lancamento-do-cd-do-calistogalado-r-no-cc-dosol/" target="_blank">como você pode ler aqui</a> -  o disco do <strong>Calistoga</strong> intitulado <strong>&#8220;Normal People`s Brigade&#8221;</strong>. Gravado pela própria banda no <strong>Estúdio Dosol</strong> durante o carnaval deste ano o trabalho trás cinco faixas novas e duas regravações de músicas do próprio <strong>Calistoga</strong>. Além das músicas, o CD ainda vem com um vídeo release contendo uma entrevista e o take de duas músicas. Um trabalho e tanto para quem já conhece e uma grata surpresa para quem ainda não ouviu os potiguares.</p>
<p>Já de cara posso afirmar que esse, junto com o EP do <strong>Camarones Orquestra Guitarrística</strong> é um dos melhores lançamentos do ano aqui em Natal. No disco, o <strong>Calistoga </strong>conseguiu levar a força do seu show com uma pegada forte, acentuada pela excelente presença das guitarras e ótimos trabalhos vocais. Já na abertura do disco<strong> &#8220;Wait to Fight&#8217; </strong>mostra a que veio com um baixo forte, delays, escaletas e um vocal rasgado que caracteriza todo o disco. Em todo o trabalho a mistura gritos/melodias são disponibilizadas com primor, muito longe dos arranjos infantis que a molecada do metalcore propõe em seus áudios. Aqui é uma aula de como utilizar bem esse tipo de arranjo sem parecer o &#8220;<em>lobo mau</em>&#8221; cantando e &#8220;<em>chapeuzinho vermelho</em>&#8221; respondendo.</p>
<p>O disco imenda com o grande hit do <strong>Calistoga </strong>para esse álbum: <strong>&#8220;Get Together&#8221;</strong>. Uma música pop, bem arranjada com melodias fortes e um refrão que explode num coro para cantar junto. Junto com <strong>&#8220;New Way To Say&#8221;</strong> do EP anterior, a melhor música do <strong>Calistoga</strong>. <strong>&#8220;Meltdown&#8221;</strong> é a que mais chega perto da cena hardcore da qual toda a banda é oriunda, só que o acento pop e as vocalizações fazem o grupo dar um passo a frente. &#8220;<em>Riffagens</em>&#8221; do começa ao fim, musicão!</p>
<p><strong>&#8220;What You Say&#8221; </strong>música que remete muito ao <strong>Queen Of The Stone Age</strong>, uma das referências da banda, é a mais fraca do disco. Não pela música em si (que também pode ser conferida no <a href="http://br.youtube.com/watch?v=CVyKKqx19cQ" target="_blank">vídeo release aqui</a>), mas pela mixagem que deixou as vozes muito enterradas, perdendo um pouco da força da música ao vivo. <strong>&#8220;Silence is Too Loud&#8221; </strong>faz justiça a uma grande música que nunca foi registrada com dignidade pelo grupo, mais uma canção pop power que tem um refrão poderoso e que com certeza não podia ficar de fora deste registro definitivo do <strong>Calistoga</strong>. <strong>&#8220;Accepting You&#8221;</strong> é o momento tranquilo do <strong>Calistoga </strong>registrada num andamento bem diferente do primeiro registro há quase cinco anos. Minha ressalva para música é que ela poderia ser gravada com um pouco menos de drive para reforçar ainda mais as melodias excelentes da canção, mas nada que tire o brilho da interpretação. E tem uma também, pedir para <strong>Calistoga </strong>diminuir os drives é quase uma afronta!</p>
<p>Para fechar o trabalho de forma magistral vem a acústica <strong>&#8220;Never Close Enough&#8221;</strong> que mostra o potencial vocal de <strong>Dante</strong>, saindo de trás das paredes de guitarra e fazendo uma interpretação verdadeiramente emocional na faixa. Com esse registro o <strong>Calistoga </strong>entra para o hall das principais bandas do RN e se candidata a ser a próxima grande banda do Nordeste a atravessar o país em shows e festivais. Seria muito merecido!</p>
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		<title>EDITORIAL PORTAL DOSOL: TENDO UMA BANDA!</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/09/editorial-portal-dosol-tendo-uma-banda/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 12:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas portas da 5ª edição do Festival Dosol nosso foco está voltado inteiro para o festival mas nossas observações sobre o cotidiano da música continua. Quero aproveitar que lancei com meu trio, o Sinks, mais uma EP e refletir sobre o que é ter uma banda de rock.
Acho que a primeira coisa a se pensar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas portas da <strong>5ª edição</strong> do <strong>Festival Dosol</strong> nosso foco está voltado inteiro para o festival mas nossas observações sobre o cotidiano da música continua. Quero aproveitar que lancei com meu trio, o <strong>Sinks</strong>, mais uma EP e refletir sobre o que é ter uma banda de rock.</p>
<p>Acho que a primeira coisa a se pensar quando se vai formar um grupo roquístico é: <strong>para que vou formar uma banda?</strong> Nessa pergunta mora quase que a totalidade dos problemas (e algumas soluções) para que uma banda se desenvolva, consiga andar e registrar trabalhos. Quando você pensar em montar um grupo deixe claro para quem está com você as metas dele.<span id="more-3657"></span></p>
<p><strong>1) Banda é meu hobby -</strong> Se esse é o seu caso você precisa doar apenas o tempo que estiver afim para o grupo. Aí não precisa prazo, metas nem cobranças. Você produz quando quer, toca como quer e não se preocupa com os resultados. <strong>Deveria ser assim</strong>. Mas só o que vejo por aí são bandas que pensam que são carreiras artísticas, sendo levadas como hobby. Depois vem aquele chororô do tipo &#8220;<em>minha banda não toca</em>&#8220;, &#8220;<em>minha banda não tem espaço</em>&#8221; ou &#8220;<em>minha banda é injustiçada</em>&#8220;. Pense bem, se você trabalha, tem outras atividades e leva a música como hobby, fingindo que isso é seu trabalho <strong>CAIA AGORA NA REAL</strong> e assuma de vez o hobby e as coisas ficarão muito mais fáceis.</p>
<p><strong>2) Banda é meu trabalho </strong>- Aí amigo, as coisas mudam totalmente de figura. Caso você deseje que sua banda seja sua profissão não precisa nem dizer que como em qualquer trabalho você vai precisar se dedicar no mínimo 8 horas do dia para que algo aconteça. Como em qualquer profissão você também vai precisar de metas estabelecidas, lutar para alcança-las, mudar estratégias caso não consiga atingi-las e afins. É mais ou menos como vender pão, só que você vai vender música.</p>
<p><strong>CAIA NA REAL NOVAMENTE</strong> e pense que artisticamente seu trabalho vai ser prejudicado. Para vender você vai obrigatoriamente precisar que as pessoas gostem do seu trabalho. Para vender ainda mais você vai precisar que <strong>MUITO MAIS</strong> gente goste do seu trabalho e no Brasil isso significa dizer que você vai precisar tocar <strong>MÚSICA POPULAR</strong>. O estilo pouco importa, mas a música vai precisar ser popular. Se sua &#8220;verve&#8221; artística não é música popular comece a pensar num milagre, eles acontecem mas são raros.</p>
<p><strong>3) Música é minha vida </strong>- Se a música é simplesmente a sua vida e você não pode viver sem ela, se o rock toma conta de você de um jeito que você não se vê fazendo outra coisa, aí temos um terceiro caso e o mais difícil de ser resolvido. Acho que me enquadro nesse tópico. Ter banda nesse caso passa a ser uma necessidade quase fisiológica e é uma misto de hobby (no sentido do prazer) e trabalho (no sentido que tudo o que você faz na vida é para gerar o momento sublime de ter uma banda, gravar e se apresentar).</p>
<p>O que você tem que fazer nesse caso é <strong>TUDO </strong>que envolva música e reverter  <strong>TUDO </strong>o que conseguir financeiramente no seu projeto pessoal como músico. Vou dar um exemplo: se sua banda não dá dinheiro seja um excelente <strong>roadie/técnico/músico de apoio/produtor</strong>.</p>
<p>Resumido em miúdos, <strong>SE VIRE</strong> em vez de ficar sonhando que o dia de amanhã vai ser melhor. Faça por onde ele ser melhor. Melhor do que planejar é fazer, melhor que sonhar e tornar as vontades em realidades. Deixe os sonhos para quando tiver dormindo, acordado a vida é bem diferente e dura. Bola para frente!</p>
<p><strong>DIGA AÍ NOS COMENTÁRIOS: ONDE VOCÊ ACHA QUE SE ENQUADRA?</strong></p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): ENTREVISTA &#8211; ANDERSON FOCA (RN)</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/09/bruno-nogueira-pe-entrevista-anderson-foca-rn/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 19:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Nogueira]]></category>
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Nos últimos três anos, Foca se tornou uma das figuras centrais para o rock independente do Nordeste. Começou pequeno, abrindo um bar para shows na Ribeira, onde antes acontecia o festival Mada. Com o tempo, conseguiu reunir as bandas locais num maior espírito coletivo, e o DoSol Rockbar acabou virando também um selo para lançar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/foca.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3611" title="foca" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/foca.jpg" alt="" width="362" height="241" /></a></p>
<p>Nos últimos três anos, Foca se tornou uma das figuras centrais para o rock independente do Nordeste. Começou pequeno, abrindo um bar para shows na Ribeira, onde antes acontecia o festival Mada. Com o tempo, conseguiu reunir as bandas locais num maior espírito coletivo, e o DoSol Rockbar acabou virando também um selo para lançar os discos de quem tocava por lá. Hoje, essas ações resultaram também numa produtora de vídeo, estúdio de ensaio e no festival DoSol.</p>
<p>Essa ações se multiplicaram pelo Nordeste. Em parceria com o Hey Ho de Fortaleza, as bandas agora encontravam um circuito de shows até então nunca aproveitado na região. Quem viesse de São Paulo, não faria mais bate e volta. E o mais importante: os contatos estavam expostos para se articular essas turnês. Indiretamente, o DoSol movimentou shows em João Pessoa, Recife, Fortaleza e até a mais distante Salvador. Abaixo tem um papo rápido com Foca, feito por email:</p>
<p><strong>Ano passado o festival não teve patrocínio e vcs se ferraram. Você chegou a considerar encerrar? E, independente disso, porque decidiu continuar?</strong></p>
<p>Em nenhum momento nem eu nem Ana, minha sócia, pensamos em desistir de fazer o Festival e também já sabíamos com pelo menos um mês antes do festival acontecer que tomaríamos prejuízo. O que aconteceu é que quando o evento já está na rua perdemos nosso maior patrocinador. Só que confiamos tanto no nosso trabalho que resolvemos fazer o festival e apostar na continuidade do projeto. Acho que foi uma decisão acertada já que para esse ano e pro ano de 2009 as coisas estão bem mais tranquilas para realizarmos o festival.</p>
<p>A gente nunca cogitou continuar porque jamais pensamos em parar de fazer o que fazemos. As indas e vindas são chatas, mas acontece em qualquer área de trabalho.</p>
<p><strong>Esse ano vc conseguiu ver quase todos os festivais independentes importantes. Como é que estamos aqui no Nordeste em relação ao Brasil? Dá para comparar?</strong></p>
<p>Não só dá para comparar como estamos no mesmo patamar artístico e organizacional que todos eles. Agora você há de concordar que fazer um festival perto do Sudeste custa bem menos dinheiro e por tabela dá bem menos dor de cabeça. Esse ano tive muitos problemas logísticos para montar a programação porque as passagens aéreas jamais estiveram tão caras. Aqui temos grandes festivais em estrutura física como o MADA e grandes festivais com propostas artísticas interessantes como o próprio Dosol e o Coquetel Molotov. Temos também gigantes estruturais e artísticos como o Abril Pro Rock e o Rec Beat. Então em todos os sentidos, grandes ou pequenos, estamos muito bem na fita e com a região povoada de festivais em quase todas as capitais.<span id="more-3610"></span></p>
<p><strong>O que você viu nesses festivais, não apenas de bandas, mas de novas idéias e estruturas, que pode ser aproveitado pelo DoSol e outros festivais da região?</strong></p>
<p>Bem, são trocas de experiências interessantes, mas o que podemos fazer fica mais no âmbito dos detalhes. Eu gosto de ver bandas em ação e isso ajuda na escolha dos grupos que se apresentam não só no festival como no dia-a-dia  do bar. Então aproveito para ver quem eu não conheço, fazer negócios, conhecer pessoas. Em Cuiabá conheci melhor o Eduardo Ramos, por exemplo, e desde então tenho trocado uma figurinhas com ele e o Sérgio da Amplitude, pessoas que eu não conhecia se não rodasse por aí. Viajar faz ficarmos mais exigente com nós mesmo.</p>
<p><strong>Esse ano, pela primeira vez, parece que Natal está conseguindo firmar boas bandas no circuito de shows independentes. Temos pelo menos uns três ou quatro nomes ai que parecem que vão ajudar a repercutir o nome da cidade. No seu ponto de vista de produtor, qual é o próximo passo para a cena daí agora?</strong></p>
<p>Acho que o próximo passo para as bandas daqui é tentar “ser banda” mais tempo (o máximo possível). Acho que isso é o que tá faltando, aliás não só para as bandas daqui, serve para grupos do Brasil inteiro, principalmente aqueles grupos que não tem tanta visibilidade. Mas aos poucos tem uma galera se formando numa lógica um pouco diferente, que é a lógica do começo dos anos 80 nos EUA por exemplo. O espírito é o mesmo, trampar pela música, tentar viver dela e acordar de um dia querendo outro dia ainda melhor. Só assim bandas crescem, cenas crescem e saimos do marasmo.</p>
<p>Ficar reclamando, dizendo que não tem espaço e choramingando porque “não é chamado” é um caminho paternalista para cacete! Quero ver bandas de Natal metendo a cara, marcando tour, indo atrás, se jogando, porque banda vira “de verdade” na estrada e até melhora artisticamente nela, um exemplo disso é o CSS que se tornou um grupo respeitado por causa da estrada e melhorou 1.000% artisticamente com as gigs.</p>
<p><strong>Falando específicamente do festival agora, adianta ai para nós, como é que vai ser o DoSol esse ano? Vai ser com as duas casas de show, igual na edição passada? Ou palcão tradiocional? O que vamos encontrar lá?</strong></p>
<p>Basicamente a estrutura é a mesma do ano passado, mas nossa política de ocupação dos espaços do bairro antigo da Ribeira será 150% ampliada para esse ano. Ano passado ocupamos o Centro Cultural Dosol com shows e o Armazem Hall (ao lado) também com shows. Esse ano, além dos dois galpões de shows, ainda teremos um terceiro espaço para shows que é a Casa da Ribeira onde vai acontecer o Festival Dosol Música Contemporânea nos dias 12 e 13 de novembro. Além disso,  dentro do espaço do festival nos dias 01 e 02 teremos uma área de convivência para as bandas na Grito Filmes (galpão ao lado do Centro Cultural Dosol) e uma área de convivência pro público no espaço Calígula.</p>
<p>Significa dizer que saímos de dois galpões para cinco esse ano. Não acredito mais no formato tradicional de festival com grandes palcos e estruturas, acha que uma aposta em conteúdo e ocupação é mais parecido com o que fazemos no nosso dia-a-dia.</p>
<p><strong>Você tinha falado de planos para um DVD. Vai sair mesmo? Que outros produtos o Festival DoSol vai gerar esse ano?</strong></p>
<p>Sim, o DVD está todo pensado e só esperando a hora para ser registrado. Ele vai ter a direção do áudio feita pelo Gustavo Vasquez da RockLab de Goiânia e direção de vídeo pela Dosol Image. Acho que isso é uma grande coisa que faremos esse ano, se bobear uma das mais importantes. Sempre gostamos de gerar conteúdo das ações que fazemos e para esse vai ser possível. Além do que é um diferencial já que acho que no Brasil ainda não foi feito nada parecido. Sempre via os DVDs da Warped Tour ou do Ozzfest  e ficava imaginado que um dia faria algo parecido. Então esse ano eis que deu certo. É o que eu sempre digo, sonhar não custa nada!</p>
<p><strong>Como você fez para montar a programação? Queria que você justificasse porque escolheu as principais bandas que tocam esse ano no DoSol.</strong></p>
<p>Bem, nossa curadoria é do gosto pessoal meu e das pessoas que trabalham com a gente. E não tem como ser diferente. Recebemos mais de 2.000 inscrições online e pelo menos 200 bandas poderiam tocar no festival. Depois disso, analisamos algumas bandas que vimos ao vivo, alguns grupos que tem uma repercussão (por mérito próprio) dentro da cena de Natal e fechamos o cast.</p>
<p>A banda com mais nome (nem sei se tem alguma nessa condição) é The Donnas que é uma excelente banda americana que é uma espécie de sonho que estamos realizando e que só está viável graças ao dólar baixo e aos bons contatos que a Abrafin, associação que fazemos parte, tem com produtores brasileiros e gringos. Tem o Mukeka que é a banda har core mais foda do Brasil e que amamos desde sempre. Nem são bandas enormes porque o Dosol tem a característica de não ter uma escalação muito díspare da realidade local. É todo mundo de igual para igual dentro do possível.</p>
<p><strong>Um dos discursos comuns a Abrafin é de que a banda ganha em mídia espontanêa. Mas o DoSol conseguiu ser um dos primeiros festivais a antecipar essa fase mais negativa da associação com a grande mídia, onde a mesma se mostrou claramente desinteressada e, por vezes, preguiçosa em acompanhar esse momento da música independente. Lembro de caso de jornalistas convidados que sumiram no dia do show à clássica cobertura da MTV que só mostrava a turma de camisa-preta. Como é que vai ser esse ano? Quais vão ser os ganhos para uma banda que tocar no DoSol, já que esse não é mais um ponto a favor?</strong></p>
<p>Bem, uma banda que sai de casa com tudo pago (95% das bandas da programação tem seus custos totalmente cobertos pelo festival) para tocar numa estrutura legal, para um público que está afim de novidade e ainda por cima ganhar um clip ao vivo de alta qualidade para o currículo não pode reclamar né?  Acho que está de ótimo tamanho. E muitos delas ainda estão aproveitando o custeamento das passagens dadas pelo Dosol para participar de outros eventos Nordeste afora. Como banda isso seria um sonho para mim. Então o que quero que aconteça comigo como músico é o que tento proporcionar para as bandas que visitam o festival. Nosso saldo tem sido bem positivo.</p>
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		<title>DOSOLTV: FOCA E BRUNO COMENTAM TOUR DA SLAG</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 01:07:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Veja agora no DOSOLTV comentários sobre a entrevista, tour e tudo o que envolve as idéias da slag para a criação de um novo modelo de tours no Brasil. Quem fala  é Anderson Foca (RN) e Bruno Nogueira (PE) num intervalo durante o festival MIMO no Recife. Acompanhem:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja agora no <strong>DOSOLTV </strong>comentários sobre a entrevista, tour e tudo o que envolve as idéias da slag para a criação de um novo modelo de tours no Brasil. Quem fala  é <strong>Anderson Foca</strong> (RN) e <strong>Bruno Nogueira</strong> (PE) num intervalo durante o festival <strong>MIMO</strong> no Recife. Acompanhem:</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/2008/09/dosoltv-foca-e-bruno-comentam-tour-da-slag/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Jc6UGmD-Pv0/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
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		<title>BRUNO NOGUEIRA (PE): INDEPENDÊNCIA 2.0</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 19:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nogueira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiro vieram os festivais.

Em um cenário apocalíptico onde as grandes gravadoras começaram a apertar a descarga do departamento artístico, reduzindo contratos e lançando cada vez menos discos e músicas, as bandas encontraram nos festivais independentes um sopro de sobrevida. Do primeiro arquivo em formato MP3, há 10 anos, até este fim de semana, a Internet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro vieram os festivais.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.popup.mus.br/wp-content/uploads/2008/09/moveis.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1139" title="moveis" src="http://www.popup.mus.br/wp-content/uploads/2008/09/moveis.jpg" alt="" width="430" height="172" /></a></p>
<p>Em um cenário apocalíptico onde as grandes gravadoras começaram a apertar a descarga do departamento artístico, reduzindo contratos e lançando cada vez menos discos e músicas, as bandas encontraram nos festivais independentes um sopro de sobrevida. Do primeiro arquivo em formato MP3, há 10 anos, até este fim de semana, a Internet escancarou um fato que não era peciso esforço para ignorar: existem centenas, senão milhares, de bandas lançando coisa nova em todo momento. E se essas bandas não iriam mais assinar contratos, poderiam pelo menos vislumbrar um calendário de grandes eventos ao longo do ano inteiro, em todo o país, que garantiria ao menos uma mímica de mercado independente.</p>
<p>A <strong>Associação Brasileira dos Festivais Independentes</strong> (<strong>Abrafin</strong>) permitiu isso. Essa informação de que em um estado distante como Cuiabá tinha eventos tão interessantes como a então efevercente cena do Recife. E que as bandas de Belo Horizonte encontrariam um grande evento logo ao lado, em Goiânia. Os eventos se conectaram e, com a troca de informações, criaram um grande funil para bandas independentes. A coisa ficou mais séria e, quem quisesse tocar, teria que aprender a abrir mão de certas regalias e passar a colocar a banda em primeiro lugar. Pouca gente aguentou o tranco e até cancelou participação em festivais.<span id="more-3420"></span></p>
<p>Muita banda inclusive acabou depois de tocar em festival. E, provavelmente, muito mais bandas devem acabar a partir de agora, porque o negócio vai começar a ficar realmente sério.</p>
<p>Até então, depois dos festivais não vinha mais nada.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.popup.mus.br/wp-content/uploads/2008/09/gig.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1140" title="gig" src="http://www.popup.mus.br/wp-content/uploads/2008/09/gig.jpg" alt="" width="430" height="172" /></a><br />
Uma das conseqüências que a Abrafin trouxe ao meio independente do país foi uma facilidade melhor de articular uma turnê fora do país. Nos últimos dois anos a participação do Brasil em eventos como o <strong>South by Southwest</strong> quadruplicou. E enquanto a banda <strong>Debate </strong>fazia shows em várias cidades vizinhas ao Texas, <strong>Eduardo Ramos </strong>(sim, aquele do <strong>CSS</strong>), teve o estalo ao lado do amigo <strong>Sérgio Ugeda</strong>, da <strong>Amplitude</strong>. “Estamos tocando no Texas, mas nunca tocamos em Bauru”. E passaram a olhar mais atentamente a vizinhança.</p>
<p>De volta ao Brasil, os selos Slag Recores e Amplitude decidiram juntar os esboços desses questionamentos em idéias concretas. Até então, fazer shows no Brasil sempre significou 1- Fazer uma temporada de dois meses, sempre com média de cinco ou seis shows, nas casas dos arredores da Augusta em São Paulo; 2- Contornar o Nordeste, com um máximo de três shows que passavam por Natal, João Pessoa, as vezes Recife, as vezes Fortaleza. Um potencial enorme sempre foi deixado de lado em cidades do interior.</p>
<p>Nos últimos seis meses, Slag e Amplitude dedicaram tempo exclusivo em desbravar o interior. Primeiro com ligações para donos de bares e casas de shows, a principio desavisados e desinteressados, muito perrengue, visitas nas casas e persistência. O resultado chegou agora: Esses caras estã montando um circuito de nada menos que 90 shows no Brasil. <strong>Noventa</strong>. E agora, cair na estrada ganha um novo sentido.</p>
<p>Até então, isso é algo inédito. E incrivelmente grande. Nos Estados Unidos as bandas viajam sem muito glamour de cidade para cidade, as vezes fazendo pequenos shows, outras vezes esbarrando em um grande festival. Essa vida na estrada talhou o som desde históricos Led Zeppelins a hypados Klaxons e mesmo estrangeiros como o CSS. No Brasil, é certo afirmar que nenhuma banda independente conheceu de verdade essa vida on the road, que, ironicamente, é até comum a alguns nomes do mainstream do pop nacional.</p>
<p>A primeira turnê Amplitude + Slag será com as bandas <strong>Fóssil</strong> e <strong>Attractive&amp;Popular</strong>. Para não começar dando um passo maior que a perna, as duas bandas somam, juntas, cerca de 40 shows. Tocam em Bauru, Botucatu, São José do Rio Preto, Araraquara, Mogi das Cruzes, São Carlos, Rio Claro, Campinas, São José dos Campos, Piracicaba, Limeira, Guarulhos, Sorocaba, Bragança, Franca, Santos, Ribeirão e São Caetano do Sul, além de São Paulo.</p>
<p><strong>Vai ser a primeira vez que uma banda independente consegue fazer um show por dia, todos os dias, sem parar durante um mês. </strong></p>
<p>Nesse trajeto, encontram outras bandas e, com o tempo, vão multiplicando o circuito. Outras bandas como Firefriend e Macaco Bong já estão fechando suas participações nesses circuitos. E Eduardo Ramos e Ugeda já estão articulando novos braços, com Anderson Foca no Nordeste e, mais tarde, Fabrício Nobre no Centro Oeste. A interiorização vai mudar profundamente o comportamento e postura que as bandas começarão a precisar assumir a partir de agora.</p>
<p>Conversei ontem com Eduardo e, na seqüência, vem um post com entrevista. E as bandas podem começar a se preparar para se levar muito mais a sério do que jamais imaginaram. E, na sequência, as datas das turnês, que começam dia 23 de setembro.</p>
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		<title>MEMÓRIA: ENTREVISTA COM SONINHA FRANCINE EM MAIO DE 2000</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 10:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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		<description><![CDATA[
O tempo é implacável e muda muito nossos rumos, metas e vidas. Conheci a Soninha em 98. Em 2000 ela veio à Natal visitar festival e lá troquei uma idéia com ela que virou essa entrevista aí. Soninha hoje é uma das candidatas a prefeitura de São Paulo, virou uma espécie de porta voz da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/soninha.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3048" title="soninha" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/soninha.jpg" alt="" width="379" height="253" /></a></p>
<p>O tempo é implacável e muda muito nossos rumos, metas e vidas. Conheci a <strong>Soninha </strong>em 98. Em 2000 ela veio à Natal visitar festival e lá troquei uma idéia com ela que virou essa entrevista aí. <strong>Soninha </strong>hoje é uma das candidatas a prefeitura de São Paulo, virou uma espécie de porta voz da juventude e das pessoas com ideais alternativos e por aí vai. Sensacional, confira!</p>
<p><em>Soninha, como é mais conhecida na cena musical, é ex-VJ da MTV e comentarista do canal esportivo ESPN Brasil. Atualmente estuda o formato de seu novo programa na Tv Cultura. Pra falar de futebol, música e cena potiguar, entre outros assuntos, Anderson Foca bateu um papo com ela no MADA-2000. </em></p>
<p><strong>Anderson– E aí, Soninha? E o Festival? </strong><br />
Soninha– Gostei de muitas bandas que eu não conhecia. Lamentei a chuva que insistiu em cair. Ainda não vai ser desta vez que vai se formar um público em Natal. Para isso acontecer a cena tem que sem forte, o público tem que consumir a música que se faz aqui. Na base da insistência você vai conseguir formar um público e uma cena. É só questão de tempo. Mesmo assim a galera ficou embaixo de chuva para assistir as bandas e isso é muito bom. Em São Paulo é maravilhoso para você ver banda consagrada. Banda nova não tem onde tocar e é muito difícil da gente ver.</p>
<p><strong>Anderson &#8211; Cite as bandas que você mais gostou no festival.</strong><br />
Soninha – General Junkie, Peixe Coco, Dom Manuel Carnaval, Officina, Flávio Cavalcanti, Supersoniques. <span id="more-3047"></span></p>
<p><strong>Anderson – Qual é o conteúdo do seu site pessoal?</strong><br />
Soninha – Rapaz, o site está hospedado no American Online e infelizmente, só quem assina AOL pode visitar. Mais o conteúdo é bem legal, tem cinco seções. Numa eu falo sobre lançamentos, música, cinema, livros e discos. Numa outra seção eu falo sobre as minhas coisas favoritas, independente de ser lançamento ou não. Outra seção é chamada “Por um mundo melhor”. Esta seção é para as pessoas viverem melhor e não transformarem sua vida num inferno. O conteúdo do site é trocado toda semana. Todas as seções são abertas à inserção de quem visita a página.</p>
<p><strong>Anderson – Você veio no Mada 98, nós ficamos um ano sem o festival agora você volta pro Mada 2000. Qual a diferença básica entre os dois festivais?</strong><br />
Soninha – Eu acho que houve uma evolução na qualidade das bandas. Eu ouvi mais coisas que eu gostei ou coisas boas. Tudo bem que são mais bandas&#8230;</p>
<p><strong>Anderson – Não tantas mais assim, no MADA 98 tínhamos 25 bandas&#8230;</strong><br />
Soninha – Pois é. Acho que mais bandas melhoraram e apareceram outras muito boas. A disposição das bandas por estilo foi uma boa. No primeiro festival tinham bandas que já tinham um público mas que acabaram destoando uma barbaridade. Tinha até uma de pagode!!! O line up era mais irregular! Este ano foi bem definido. Dois palcos também foi legal. A disposição física do lugar e as barracas vendendo coisas alternativas foram ótimas evoluções. Acho que o festival alcançou a maioridade e a tendência daqui pra frente é melhorar!</p>
<p><strong>Anderson – Vamos sair um pouco do MADA e falar de um lado mais pessoal. Especificamente do seu trabalho com o esporte. Há um ame ou deixe em relação ao seu trabalho como comentarista. Como é isso?</strong><br />
Soninha – Na verdade acho que é assim com todo mundo. As pessoas me perguntam como é ser comentarista mulher. Acho que é foda de qualquer jeito. Para homem também. O que mais me incomoda é as pessoas falarem que eu sou bairrista, que eu não dou importância aos outros estados e que eu só falo dos times de São Paulo. Na verdade eu conheço muito melhor o futebol de São Paulo e do Rio por que em todo o Brasil é assim. Tentei ver na televisão algum jogo local e estava passando Vasco x Olaria, quer dizer a mídia nacional é voltada para estes dois centros. Em São Paulo é impossível falar de América e ABC. Eu não vou me meter a falar do que eu não conheço.</p>
<p><strong>Anderson- Você é Palmeirense, não é isso? </strong><br />
Soninha – Sou! De ir a estádio e tudo!</p>
<p><strong>Anderson – Quando você faz umas críticas ao Palmeiras e encontra os jogadores o que eles falam? </strong><br />
Soninha – Não rola muito. Agora esta questão de esconder o time é difícil por que você acaba metendo mais o pau na agremiação que você gosta. O João Carlos Albuquerque (apresentador da ESPN) dificilmente fala bem do Santos e todo mundo sabe que ele é “peixe” até a alma.</p>
<p><strong>Anderson – Como é para você não ser hipócrita num comentário, sabendo que depois tem que assumir certas declarações? </strong><br />
Soninha – São duas saias justas, tanto sobre música quanto futebol. A galera me pergunta coisas sobre o axé e o pagode, e pode ser que me encontre com os caras que eu critiquei no outro dia. São os ossos do ofício. Agora eu nunca vou dizer que eu gosto de uma coisa se eu não gosto. Eu trato todos muito bem, não puxo a cadeira da visita, mas daí a comentar que uma música ou um disco é bom, só por que estou na frente do artista não rola. Quando me perguntam: você gosta de axé? Você gosta de Banda EVA? Eu não gosto nem um pouco de Banda EVA. Uma vez eu “meti o pau” no Paulo Nunes naquele episódio do racismo. Ele parece que chamou o Rincon de preto. Na verdade nem sei de quem foi a culpa. Foi o maior disse-me-disse em São Paulo. No mesmo dia encontrei com ele no aeroporto e ele virou a cara para mim.</p>
<p><strong>Anderson – A galera que quer entrar em contato com você. Qual é o seu endereço eletrônico?</strong><br />
Soninha – soninhabr@aol.com.br</p>
<p><strong>Anderson – O MADA vai ou não vai?</strong><br />
Soninha – É muito importante que exista um festival como esse por vários motivos. O primeiro é formar o público e para isso é preciso que o festival continue. Eu sei que ele é feito no maior sufoco numa iniciativa quase individual. É difícil você ter uma banda, as vezes dá o maior desânimo e um festival deste dá um gás para que as bandas continuem. Para a cena local é muito importante que venha gente de fora para ver, do mesmo jeito que em São Paulo é importante que você toque no exterior e tudo mais. Santo de casa nunca faz milagre.</p>
<p><strong>Anderson – Pra fechar, qual é o melhor time do Brasil?</strong><br />
Soninha – São três. Corínthians, Atlético Mineiro e Atlético Paranaense.</p>
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		<title>MEMÓRIA: ENTREVISTA COM OS MARCELO CAMELO EM ABRIL DE 2002</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 10:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[2002]]></category>
		<category><![CDATA[dosol]]></category>
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		<category><![CDATA[los hermanos]]></category>

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		<description><![CDATA[
De vez em quando é bom a gente &#8220;catucar&#8221; o passado para entender o presente. O que você lê agora é uma enteevista com Marcelo Camelo (Los Hermanos) feita em abril de 2002. Na época a banda tinha acabado de lançar o hoje lendário &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221;. Leiam que é muito interessante.
Marcelo Camelo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/los-hermanos.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3042" title="los-hermanos" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/los-hermanos.jpg" alt="" width="356" height="237" /></a></p>
<p>De vez em quando é bom a gente &#8220;catucar&#8221; o passado para entender o presente. O que você lê agora é uma enteevista com <strong>Marcelo Camelo</strong> (Los Hermanos) feita em abril de 2002. Na época a banda tinha acabado de lançar o hoje lendário &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221;. Leiam que é muito interessante.</p>
<p><em>Marcelo Camelo é vocalista e guitarrista do Los Hermanos, banda que teve o seu mais recente CD &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221; escolhido pela crítica como um dos melhores de 2001. Em entrevista concedida pela internet a Anderson Foca, ele fala um pouco sobre tudo. </em></p>
<p><strong>Foca &#8211; &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221; parece remeter também a uma certa previsão: será que as<br />
gravadoras ainda vão querer bandas como os Los Hermanos? </strong><br />
Marcelo &#8211; Eu não sei, sinceramente. Parece que não, tendo em vista as demissões da EMI, por exemplo. Mas isso é uma preocupação delas. A música vai sempre existir. O mercado caiu na própria armadilha, provou do próprio veneno. Criou uns tantos monstros neste processo de fazer mega-sucessos e de ganhar mega-dinheiros. Deu mais poder pras rádios, aumentou o preço do disco, &#8220;esqueceu&#8221; de numerá-los&#8230; Vai reclamar de disco pirata a essa altura?</p>
<p>Fingir que dá bola pra direito autoral, pra propriedade intelectual? A situação é complicada de tal maneira que parece preceder alguma mudança de paradigma. É evidente que alguma coisa está para acontecer no mercado fonográfico. A venda de disco em bancas é um bom indicador. O computador começa a democratizar o processo de gravação. A internet começa a democratizar o processo de divulgação. Acho que em pouco tempo a pergunta vai ser: será que bandas como o Los Hermanos ainda vão querer gravadoras?</p>
<p><strong>Foca &#8211; &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221;, na minha opinião, é um dos poucos discos de carreira que saíram no rock nacional nos últimos tempos. Vocês também pensam que ele é um disco para continuar vendendo daqui a dez anos? </strong><br />
Marcelo &#8211; Esse seria um sinal de que fizemos um bom trabalho. Mas isso é um fruto pra se colher daqui a dez anos. Por enquanto vamos em frente, tentando fazer coisas novas melhores, tentando caminhar por lugares diferentes&#8230; este é o objetivo. Ainda somos muito novos pra colher qualquer coisa.<span id="more-3041"></span></p>
<p><strong>Foca &#8211; O Amarante vem ganhando espaço nas composições e nos vocais. A intenção<br />
é continuar assim?</strong><br />
Marcelo &#8211; Isso nunca foi controlado, nem mesmo discutido. O Rodrigo tem composto mais, o que é muito bom pra banda. O Bruno agora começou a escrever também. Temos de funcionar como uma equipe mesmo. O melhor pra equipe é o que vale.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Quais as diferenças básicas dos Los Hermanos da época do Abril Pro Rock (eu estava lá), da demo &#8220;Amor e Folia&#8221; , para agora?</strong><br />
Marcelo &#8211; Muitas. Nas vidas pessoais, na vivência como banda&#8230; são mudanças naturais<br />
de qualquer coisa que existe há quatro anos. Se você abrir uma quitanda, em quatro anos vai estar vendendo diferente. Nos entendemos melhor tocando, compondo. No palco somos diferentes, cansamos de tentar pular mais que a<br />
platéia, tentar puxar o show pra cima com gestuais. Estamos um pouco mais tranquilos, somos menos apressados.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Acho que a turnê do primeiro disco foi uma das mais esquisitas de que se tem notícia. O público esperando &#8220;Anna Júlias&#8221; e a banda detonando um hard core. Nós tocamos com vocês num reveillon aqui em Natal e observamos isso. Como vocês encararam essa turnê? </strong><br />
Marcelo &#8211; Foi um aprendizado imenso. Hoje em dia a gente não se surpreende mais com<br />
nenhum tipo de platéia. Em menos de três anos de banda já tínhamos tocado pra todos os tipos. Oitenta mil pessoas putas, oitenta mil felizes, dez putas e dez felizes. Já tocamos pra quem nem sabia quem a gente era e pra um bando de fanáticos na mesma semana. Era nossa rotina.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Como foi o processo para o segundo disco sair? </strong><br />
Marcelo &#8211; Foi ótimo. Fomos para um sítio, sem telefone ou tv. Deixamos as coisas acontecerem. O clima de liberdade foi total. Estar lá para fazer música, naquele clima, permitiu que brincássemos novamente e que os arranjos saíssem como deveriam: sem preocupações.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Como anda a relação de vocês com a Abril? Vocês ainda vão gravar com eles? </strong><br />
Marcelo &#8211; A relação é tranquila. As coisas estão na mesa mesmo. Acho que eles não gostam muito do disco e por isso não investem tanto. Isso certamente dificulta as coisas porque não temos grana pra fazer clip, a música não toca no rádio, os shows não acontecem com tanta frequência.. mas tá tudo certo. Fizemos um disco do qual a gente se orgulha muito. Eu fico com pena por que acho que o &#8220;Bloco&#8230;&#8221; tem muito mais potencial de tocar em rádio (seja lá o que isso signifique) que o primeiro disco. O contrato é de 3 discos mas eles podem rescindir a qualquer momento. Então, não sei se eles vão querer um<br />
próximo.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Porque a escolha por temas como desilusões amorosas, depressão, etc? </strong><br />
<strong>Vocês acham que compõem melhor desse jeito ou sai assim mesmo? </strong></p>
<p>Marcelo &#8211; Essa é uma pergunta recorrente. O amor tem muitas formas. &#8220;Cadê Teu Suin&#8221; é<br />
uma música sobre amor, &#8220;Todo carnaval&#8230;&#8221; é uma música de amor&#8230; mas esse tema é tão presente na música brasileira. Será que é tão estranho assim uma banda falar de amor? Quantas músicas do Chico Buarque não são sobre amor, de alguma forma? E do Caetano? Acho que todos consideram estranho o fato de sermos uma banda de rock (????) falando de amor.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Como é a relação de vocês com a crítica? &#8220;Todo Carnaval Tem Seu Fim&#8221; tem uma frase que cita a Folha de São Paulo&#8230; </strong><br />
Marcelo &#8211; É estranha. Às vezes eu ligo, às vezes não ligo. Mas ninguém é mais crítico do que nós mesmos. Sem demagogia. O Los Hermanos é o grupo de amigos com mais auto-crítica que eu conheço. Eu não gosto de ver gente escrevendo sobre o disco sem ouvir. E tem tanta gente que não ouviu, falando bem quanto mal . Eu fico puto quando vejo gente colando coisas do release. Fico puto quando vejo um jornalista copiar a matéria do outro, mudando algumas poucas palavras. É muita cara de pau. É como chegar pra tocar sem saber os acordes, a letra. É ser incompetente, não fazer direito seu trabalho.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Gostaria que você citasse 5 bandas nacionais que te agradam na atualidade e 5<br />
internacionais e também os 5 discos de todos os tempos pra você. </strong><br />
Marcelo &#8211; 5 nacionais: Marcelo Birck, Brasov, Wonkavision, Pato Fu e Los Hermanos<br />
5 internacionais: Weezer, Beatles (você disse 5 bandas que te agradam na atualidade e não 5 bandas atuais certo?), Cake, Blur, Los Fabulosos Cadillacs.</p>
<p>5 discos: Construção do Chico Buarque, Chico Buarque Número 2, dele também, estudando o Samba do Tom Zé, o primeiro do Weezer e o Califórnia do Mr Bungle. Essas listas mudam de quando em quando, naturalmente.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Do primeiro para o segundo disco a banda tirou um pouco o pé do acelerador, os<br />
hardcores quase sumiram (só entrou aquele que é de uma demo, não é?). A idéia da banda e reformular o som da banda sem fórmulas? </strong><br />
Marcelo &#8211; Em outras palavras é manter as portas abertas. Deixar o caminho livre. Deixar o horizonte à vista.</p>
<p><strong>Foca &#8211; O que é mais difícil? Gravar um primeiro disco com músicas já amadurecidas no underground ou partir do nada para um segundo?</strong><br />
Marcelo &#8211; São processos bem distintos. Acho que gravar um disco do zero dá mais trabalho mas (ou por isso) é mais divertido. O primeiro é sempre um registro de um período longo de shows. O repertório mais parece uma coletânea daquela época. O segundo exige uma pausa, uma reflexão. Ele começa sob outra perspectiva. Já sabíamos das limitações do estúdio, sabíamos com o que poderíamos contar. Pudemos compor as músicas contando com um arranjo de cordas. Aí fica tudo mais divertido.</p>
<p><strong>Foca &#8211; Qual é o recado para aquele cara que acabou de gravar uma demo e quer divulgá-la? </strong><br />
Marcelo &#8211; Sorria. Divirta-se.</p>
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		<title>FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS: NOTAS E CAUSOS</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/07/festival-de-inverno-de-garanhuns-notas-e-causos/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 21:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Shows]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[FESTVIAL DE INVERNO DE GARANHUNS]]></category>
		<category><![CDATA[foca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dosol.com.br/?p=2799</guid>
		<description><![CDATA[Por Foca
MUITO BOM
Estive palestrando no FIG na última terça para um público tímido porém interessado no tema da minha fala que era &#8220;Circulação&#8221;. Ao meu lado estava Paulo André Pires da Astronave Produções Culturais e Abril Pro rock. Foi proveitoso, trocamos experiências no bate-papo e valeu muito a pena!
ESTRADA EXCELENTE
Mesmo com as fortes chuvas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Foca</strong></p>
<p><strong>MUITO BOM</strong><br />
Estive palestrando no FIG na última terça para um público tímido porém interessado no tema da minha fala que era &#8220;Circulação&#8221;. Ao meu lado estava Paulo André Pires da Astronave Produções Culturais e Abril Pro rock. Foi proveitoso, trocamos experiências no bate-papo e valeu muito a pena!</p>
<p><strong>ESTRADA EXCELENTE</strong><br />
Mesmo com as fortes chuvas que estão castigando o Nordeste este ano a estrada para Garanhuns está excelente, inclusive com duplicação até Caruaru. Se não fossem os altíssimos preços praticados pelos hotéis da cidade, principalmente nos finais de semana recomendaria uma ida até lá. O hotel que eu estava era apenas honesto e estava cobrando 900 reais pelo sábado e domingo do festival para um apartamento duplo. Preço de suíte presidencial&#8230;</p>
<p><strong>ISAAR COM CLASSE</strong><br />
Consegui ver o show da cantora pernambucana Isaar que foi muito luxuoso, coisa fina mesmo. Para os não iniciados, Isaar defendeu durante algum tempo a voz dos projetos do Dj Dolores. Agora em carreira solo encontrou sua vocação. Muito forte o show e ela muito bonita no palco. Bem legal de ver.</p>
<p><strong>REGINALDO ROSSI E AMADO BATISTA SOLD OUT</strong><br />
Eu e Paulo André só conseguimos chegar cerca de 500 metros do palco do show do Reginaldo Rossi e Amado Batista durante o FIG. Eu estava até afim de curtir uma bregosidade, mas a multidão nos impediu de ver (e ouvir) alguma coisa. Deveriam ter umas 30.000 pessoas fácil. Até ontem o maior público do FIG (e era terça-feira).</p>
<p><strong>FRIO DE VERDADE E A MODA!</strong><br />
Tava uns dez graus tranquilo a temperatura na terça-feira. Frio de verdade e para os padrões nordestinos &#8220;polo norte&#8221; total! A moda fashion interiorana entrou em ação com todo mundo na beca, principalmente as nativas. E pegue botas, luvas, gorros e afins. Fiquei por fora de bermuda e casaco, da próxima farei um look também.</p>
<p><strong>2.000 SHOWS&#8230;</strong><br />
&#8230;gratuitos. Essa é a conta que os produtores locais fazem, para os eventos da prefeitura do Recife e do Governo desde o Ciclo Natalino. E os artistas todos são tops nacionais além, lógico, dos artistas pernambucanos. É muita coisa até para os padrões das grandes capitais do mundo. Se é certo ou errado não sei, mas que o povo pernambucano tem visto gratuitamente os melhores artistas do Brasil, isso ninguém nega!</p>
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		<title>MATÉRIA ESPECIAL: A DOCE ILUSÃO DA INDEPENDÊNCIA</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 09:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Hugo Morais (bemvindoboaviagem)
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Hugo Morais</strong> (<a href="http://www.bemvindoboaviagem.blogspot.com">bemvindoboaviagem</a>)</p>
<p>Desde que um grupo de amigos se junta e começa a tocar músicas de bandas que são suas influências, ali já está o embrião do que um dia pode vir a ser a mais nova sensação local, regional ou nacional. Mas o mais comum é ser uma reunião de amigos que depois de algumas tentativas e alguns fracassos, pára e vira lenda. Ou com as facilidades dos dias atuais, grava um EP, um CD e acaba, mas com um material lançado.<span id="more-1489"></span></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_ZjEY5myPj3c/R5ZFaXR9kyI/AAAAAAAAAaM/vGLvQiTarLo/s1600-h/DSC03465.jpg"><img src="http://bp2.blogger.com/_ZjEY5myPj3c/R5ZFaXR9kyI/AAAAAAAAAaM/vGLvQiTarLo/s400/DSC03465.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158386742427751202" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 324px; height: 245px" border="0" height="183" width="324" /></a>Muito da culpa da banda não dar certo é dos integrantes. O comum é serem acomodados ou imaturos. Ou não fazem por onde chegar a algum lugar, ou não percebem o que tem que fazer para chegar a algum lugar. As vezes a intenção é só tocar, tirar uma onda, ficar pela cidade mesmo tomando birita, as vezes curtindo a fama com as menininhas que acham que empunhar uma guitarra é o máximo. Para essas bandas a diversão é o início e o fim. Palmas para elas que são bem resolvidas. Já para as que pensam em chegar a algum lugar, ficar parado e esperar as coisas acontecerem não é uma boa. Se antigamente as coisas aconteciam, hoje tem que fazer acontecer. Todo esse papo é lugar comum. Tudo já foi escrito. Então o que faz algumas bandas conseguirem seguir em frente, ter “sucesso” e outras não? Dedicação, contatos, profissionalismo e inovação são os fatores mais importantes e que predominam nessas bandas. Mesmo aquelas porra-loucas que tocam por todo canto, não são assim o tempo todo. São no palco, fora dele tem que ser sério, não careta, sério. Muitos preferem chamar tudo isso de panelinha, cruzar os braços e ficar se perguntando o que as outras tem? É melhor se perguntar o que a sua banda não tem. Talvez não tenha nem senso crítico de se questionar.</p>
<p>Duas bandas que estiveram aqui em Natal domingo mostraram que sabem como é o independente: Zefirina Bomba (PB) e The Honkers (BA). As bandas são exemplos dos dias atuais, da independência que está na boca de todos. Ser independente é uma grife. É status. Algumas são porque querem, a maioria porque não tem opção. E isso não é de hoje, sempre foi assim, poucas chegavam a uma grande gravadora, hoje a coisa ficou mais escassa devido ao já sabido desmantelamento das majors. As bandas vinham de três shows em João Pessoa, Fortaleza e Recife, tudo feito de carro, com divulgação pequena, na base do boca-a-boca e internet. Aqui em Natal o evento ocorreu no Shambala Pub, um local que não está apropriado para receber bandas de rock. O “palco” é um cubículo e o equipamento de som deixou a desejar as duas bandas. Se pro Zefirina (foto acima) que toca um rock movido a distorção a coisa não era tão notada, no Honkers (foto abaixo) ficou claro. Isso fez lembrar os shows toscos que eram organizados antigamente em Natal na base do malhado, mas verdadeiro, “Do it yourself”. É isso que as duas bandas, que já tocaram nos melhores festivais brasileiros, fizeram. Se bancaram correndo riscos, coisa que nem passa pela cabeça de muitas bandas daqui, seja pela organização zero, ou pela falta de coragem mesmo.</p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_ZjEY5myPj3c/R5ZF83R9kzI/AAAAAAAAAaU/liANU12bIBA/s1600-h/DSC03574.jpg"><img src="http://bp0.blogger.com/_ZjEY5myPj3c/R5ZF83R9kzI/AAAAAAAAAaU/liANU12bIBA/s400/DSC03574.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158387335133238066" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 324px; height: 250px" border="0" height="271" width="324" /></a>Olhando os dias atuais em Natal podemos ver as mesmas bandas tocando constantemente. E em locais restritos. Fruto de uma panelinha? Talvez, mas talvez essas bandas sejam as mais profissionais. E se não forem, talvez sejam as que mais mostrem interesse em tocar. Ou talvez sejam únicas, possuam elementos musicais que as demais não tenham, se alguém conseguir juntar tudo isso ficará no circuito. Anos atrás shows poderiam ser vistos em Ponta Negra, Praia do Meio, Blackout (hoje Galpão 29), Casarão da Ribeira, Garagem Ribeira, Bimbo’s, Bar do Buraco, Aero-Roller, The Wall, Bar do Pedrinho, Quatro Colunas&#8230; Muitos lugares, o tal underground existia. O que aconteceu com todos esses lugares? Muitos eram locais aproveitados para shows, mas que não eram próprios para isso. O resto fechou, sucumbiu. Talvez espelho da produção local. Produção das bandas e dos produtores culturais. Hoje resta o Galpão. E surgiram o DoSol e a Estação Ribeira. O Budda, última fortaleza das bandas baile que há alguns anos assolaram Natal, fechou. Dois grandes nomes da produção local cruzaram os braços: Vlamir Cruz e Alexandre Alves. Indagados, a resposta é a mesma: cansaram da acomodação das bandas, que queriam tudo nas mãos. Queriam tudo nas mãos e não davam nada em troca. E essa troca não precisa ser dinheiro, apenas trabalho. Quando alguém surge querendo fazer algo com um preço que é pago, com dinheiro, é chamado de mercenário. De aproveitador e muitos outros adjetivos. Sim, estes e outros são dados a Anderson, mais conhecido como Foca.</p>
<p>Diferentemente de Vlamir e Alexandre, que faziam a coisa sem querer ter um retorno financeiro, Foca o faz, e por isso ainda está na ativa. Porque só faz mediante pagamento, se não querem ajudar, que paguem pelo menos. Não dá para viver de filantropia a vida toda. Os que reclamam da panelinha as vezes são encontrados dentro do estúdio DoSol gravando, enviando material para o festival ou algum evento que ocorre no bar, ou curtindo as festas que o mercenário organiza. Ele sozinho não faz tudo. Ao seu redor alguns ajudam. São figuras fáceis nos eventos do DoSol: Dante, Gustavo e Henrique, todos do Calistoga. Sempre estão presentes também Caio Vitoriano, Vinicius Menna, Rafaum e outros que sempre ajudam ou fazem parceria. Parceria, essa é a palavra.</p>
<p>Quem está errado? Foca? Vlamir? Alexandre? Nenhum, cada um tem seu ponto de vista e sua maneira de trabalhar. Cada um interpreta a realidade de um modo diferente. Cada um deu e dá sua contribuição como acha melhor, mas nunca reclamaram sem ter motivos para isso. O que ocorre com a maioria das bandas, uma maioria nivelada por baixo, é um reclamismo recorrente com argumentos ridículos que as vezes se escoram até em ideologias baratas, vide o underground que por aqui não existe mais. Ficar reclamando não resolve. Se uma banda que você julga não ser boa está tocando, no mínimo deve estar trabalhando para isso. Pode até não ser a melhor, mas é mais dedicada. Ou se joga o jogo, ou sai dele.</p>
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