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	<title>DoSol &#187; FREJAT</title>
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		<title>&#8220;PROMISCUIDADE&#8221; MARCA O NOVO TRABALHO DE FREJAT</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 09:57:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/frejat-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3526" title="frejat-1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/frejat-1.jpg" alt="" width="302" height="152" /></a></p>
<p>A música bem que poderia ter sido escolhida para ser a faixa-título do CD, já que o repertório apresenta um lado sombrio e outro mais alegre. De um lado, “Intimidade Entre Estranhos” (com Leoni), onde Frejat precisa mudar radicalmente o timbre de voz, que fala das relações urbanas de um edifício, estampado na capa do CD; e a bela “Tua Laçada” (letra de Zé Ramalho), sem bateria e conduzida por um soturno violoncelo. De outro, o refrão colante da própria “Dois Lados”; e “Tudo de Bom” (escrita por Bruno Levinson), um funk arrebenta-assoalho de fazer inveja à Banda Vitória Régia. “O disco não é festivo, porque os tempos não são”, acredita Frejat. “Tem esse lado reflexivo, tem histórias como a da ‘Intimidade Entre Estranhos’, que pode se transportar para outros níveis de relacionamento. Não é um disco alegre, a ‘Tudo de Bom’ eu fiz questão que fosse a última, para que o disco não terminasse triste, porque ele tem essa atmosfera mais melancólica, dura”, conclui. O clima pode ser percebido já na expressão do cantor na capa do CD.</p>
<p>De uma forma geral o repertório é recente, exceção feita para o rock “O Céu Não Acaba”, feita em 2003 com Ezequiel Neves e Mauro Sta. Cecília para uma peça de Ricardo Petraglia, e “Tudo de Bom”, composta em 2006, quando Frejat deveria engrenar o processo de composição para o disco, não fosse um problema com a Warner, que quase impediu e atrasou em um ano o lançamento do CD. “Passamos 2007 discutindo a relação”, brinca Frejat, que também já não vê o porquê de se lançar um disco. “Ninguém compra disco, ninguém ouve um disco inteiro, só as pessoas de outra geração é que vão numa loja comprar disco, e é edificante comprar 3, 4 discos legais e passar o fim de semana ouvindo. A internet tem a ver com essa velocidade e superficialidade, porque ela permite o aprofundamento, mas não te joga pra isso, enquanto não tem como não entrar num disco”, teoriza o cantor. “Mas a culpa não é da internet é das pessoas”, aponta. Mas ela – a web &#8211; está sendo usada por Frejat na divulgação do novo disco. “Intimidade Entre Estranhos”, a exemplo do que tem feito outros artistas, ficará uma semana disponível para audição no MySpace.com. Só que, talvez por falta de divulgação, até a noite de hoje, o perfil só tinha nove amigos.<span id="more-3525"></span></p>
<p>Na hora de montar o repertório do show desse novo disco, que estréia no Canecão nos dias 12, 13 e 14 de setembro, Frejat também lamenta a preguiça das pessoas em dar uma chance às músicas novas. “Eu tenho achado o público preguiçoso. A música ficou tão forte como um elemento de entretenimento que perdeu o caráter artístico no sentido de as pessoas se envolverem de uma maneira maior. Antigamente a gente ouvia o disco que um artista ia lançar e ia para o show querendo que ele tocasse uma porrada de músicas do disco novo”, fala, com certa vibração. “Hoje se colocar sete músicas do disco novo no show, em algum momento perde a atenção do público, o que é frustrante”, conclui.</p>
<p>No show, Frejat vai usar a banda que o acompanha desde 2001, quando gravou seu primeiro álbum solo, “Amor Pra Recomeçar”: Billy Brandão (guitarra), Bruno Migliari (baixo), Marcelinho da Costa (bateria) e o brother Mauricio Barros (teclado). Já o disco foi gravado com a participação de outros amigos. Além de toda a árvore genealógica do Barão Vermelho no baixo (Dé, Dadi e Rodrigo Santos), chama atenção a participação do filho de Frejat, Rafael, que tem só 12 anos. “Foi idéia do Maurício, e ele toca guitarra bem para um moleque da idade dele”, conta o pai coruja, antes de entregar que Rafael gosta mesmo é de rock pesado, na linha de AC/DC, Ozzy e Led Zeppelin, embora tenha tocado justamente no funk “Tudo de Bom”. “Ele deu uma reclamada, mas ficou orgulhoso”, acredita o paizão.</p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): ABAIXO A PREGUIÇA, ACIMA A OUSADIA!</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 23:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meus amigos, não sei o que está havendo, mas ninguém tem, hoje, a curiosidade que tinha antes. Ou o interesse. Ou a paciência. Ou a disposição para descobrir o novo. O sujeito só quer saber daquilo que ele já conhece, numa perversa lógica segundo a qual “se o já conhecido me basta, para que vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus amigos, não sei o que está havendo, mas ninguém tem, hoje, a curiosidade que tinha antes. Ou o interesse. Ou a paciência. Ou a disposição para descobrir o novo. O sujeito só quer saber daquilo que ele já conhece, numa perversa lógica segundo a qual “se o já conhecido me basta, para que vou buscar algo de novo, que pode não ser tão bom quanto aquilo que já conheço?”. Sim, meus amigos, no cúmulo da falta de ousadia, vale mais o certo que o duvidoso. E pouco importa se ele – o duvidoso – pode ser melhor.</p>
<p>A data é de dia 28, mas escrevo no dia 30, e digo isso para começar ilustrando algo que aconteceu dia 29, entre um e outro. Depois de uma audição do terceiro disco solo de <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/08/promiscuidade_marca_novo_traba.php">Roberto Frejat</a>, numa entrevista coletiva lá no estúdio dele, entre uma pergunta e outra surgiu a de como será o repertório do novo show do chefão do Barão Vermelho, já que <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/08/frejatintimidade_entre_estranh.php">“Intimidade Entre Estranhos”</a>, o tal novo disco, traz 11 músicas inéditas. No que Frejat pediu licença para desabar sobre o comportamento do público nos últimos tempos, coisa que vem acontecendo, segundo ele, desde medos dos aos 90, e não só no caso dele, como artista, mas também dele, como público.<span id="more-3397"></span></p>
<p>Frejat tem reparado que o público que comparece aos seus shows está cada vez menos interessado na novidade, nas músicas novas, e só quer mesmo é ouvir os grandes sucessos. Para ele, montar um repertório de show inserindo músicas novas é uma coisa que deve ser feita com muito cuidado, porque, senão, o público “tira” a atenção do show e não a recupera mais. Mais: quem não tem um bom apanhado de sucessos, periga se dar muito mal. E não só no show dele, Frejat, mas isso tem acontecido quando, como público, ele vai assistir a shows de outros artistas. Basta aparecer uma música nova e é batata: o sujeito vira para o lado e começa a conversar.</p>
<p>Enquanto a assunto fluía com a participação de outros jornalistas, uma coisa não me saía da cabeça. Uma notícia, uma nota ligeira, que eu próprio reproduzi <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/04/kiss_nao_grava_disco_de_inedit.php">aqui</a> no Rock Em Geral. Segundo ela, Paul Stanley disse, em entrevista a um site americano, que o Kiss não grava um disco com músicas inéditas simplesmente porque os fãs não querem, preferem só ouvir os clássicos. Textualmente, foi assim: “Perguntamos aos fãs, mas eles falam que não querem novas músicas. Eu poderia compor a nova ‘Let It Be’, mas as pessoas diriam: ótimo, toque ‘Love Gun’! E fazemos isso felizes”. Assim sendo, preferem que Frejat cante “Pro Dia Nascer Feliz”, “Por Você” ou “Bete Balanço” a escutar se o cantor e compositor não conseguiu fazer (de novo) uma grande música. Frejat se lamentou, reclamou da atitude preguiçosa do público, e, me parece, com razão. Não citei a frase lapidar de Paul Stanley sobre o assunto, mas ele e o lamento de Frejat não me saíram da cabeça. Ou, por outra, saem, ambos, agora.</p>
<p>Já disse, repito, e volto a afirmar. Num show de rock é o público que sempre tem razão. Sai de casa, se desloca, compra o ingresso para ver um espetáculo. Pode curtir, vaiar, pedir música, rir, chorar, aplaudir. Só não pode deixar de prestar a atenção no espetáculo em si. Porque, se não há o interesse, é melhor o sujeito dar o fora e deixar que aqueles que o tenham interajam com o artista. Minha amiga Paula Fonseca se acha ranzinza quando diz que não tolera conversa do lado dela no meio de um show, e eu acho normal que não se converse. Ou, por outra, no melhor estilo motorista de ônibus, que só se fale o indispensável. Eu, do meu lado, chego a ter urticárias quando aquele que está diante de uma banda, não dá a ela a total atenção. Não está gostando? Vaie!</p>
<p>Ainda assim, dizia, num show de rock o público tem sempre razão, e devemos esperar muito dele. No rock, o fã é fã mesmo, poucos são aqueles que vão de bobeira num show, só de rolé ou só para azarar. O fã de rock quer é ver o bicho pegar, os caras lá em cima tocando pra valer. Mas, de outro lado, entendo o que dizem Roberto Frejat e Paul Stanley. Entendo porque também observo isso. Está escancarado no mercado musical dos nossos dias, aliás. As pessoas preferem as festas de bandas consagradas, ou com nefastos DJs tocando as músicas de sempre, a experimentar o novo, ver se esse ou aquele artista tem algo a acrescentar. A proliferação de festas temáticas do tipo “anos 80”, ou “anos 90” contribuem assustadoramente para isso, do mesmo modo atuam as bandas cover.</p>
<p>Eu, se me permitem, não sou assim, e não digo isso por ser um profissional do meio, não. Sempre quis conhecer bandas novas, e sempre quis saber como está tal banda conhecida, num disco novo. Lembro-me de uma ocasião, no Circo Voador, lá no início os anos 90, quando o grande Ratos de Porão ia tocar, lançando um disco novo, “Anarkophobia”, que levava a pecha de thrash, na cola do sucesso do Sepultura, e pessoas ao meu lado só queriam ouvir as “clássicas”, o que significava as dos ótimos álbuns anteriores, “Brasil” e “Cada Dia Mais Sujo e Agressivo”. O resultado é que bati boca com todos, afinal, a música nova de hoje pode ser, irrefutavelmente, o clássico de amanhã.</p>
<p>Hoje mesmo, meus amigos, daqui a umas duas horas, estarei me pirulitando para o show do Scorpions, lá nos cafundós da cidade, com várias pulgas atrás da orelha. Vejam que a banda lançou, no ano passado, <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2007/09/scorpions_humanity_hour_i.php">“Humanity Hour I”</a>, um álbum espetacular, cheio de músicas e riffs pegajosos, e vem ao Brasil numa turnê “eletroacústica”, com direito a participação de batuqueiros que podem colocar tudo a perder. Por mim, poderiam fazer é um show ultra pesado, com uma 7 músicas desse disco. Exatamente como deseja Frejat em relação ao seu disco novo, apesar da preguiça do público. Para mim, colocar muitas músicas novas a cada turnê, como bem faz o Iron Maiden, acabo de lembrar, é sinal de vitalidade do artista. Se a música nova é boa ou ruim, só o tempo vai dizer, mas como vamos saber, se sequer ouvirmos essa músicas?</p>
<p>Ademais, eu já falei, mas agora vou voltar a dizer. O grande prazer está na descoberta, jamais na repetição. Nada é melhor, no rock, do que descobrir o valor naquilo que ninguém ainda conhece. Podem anotar aí. É batata.</p>
<p><em>Até a próxima e long live rock’n’roll!!! </em></p>
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