Banner 120X600 Banner 120X600

marcos bragatto

Antes de pegar carona na onda thrash metal que dominou o metal nos anos 90, o Suicidal Tendencies foi quem primeiro juntou a fúria do hardcore com os riffs pesadões das guitarras do metal. E foi exatamente esse o período que dominou o show de cerca de uma hora e meia, ontem, no Circo Voador, para alegria de uma platéia que não parou de se bater em rodas de pogo, stage diving e body sufing durante todo o show. As duas guitarras estavam afiadas e altíssimas, e o baixista virtuoso nada ficou a dever a Robert Trujillo, cedido ao Metallica há um tempão.

Mas não parecia que seria assim, com “Bring Me Down”, do álbum “Lights, Camera, Revolution”, na abertura. A descrença foi por terra com as excepcionais “War Inside My Head” e “Trip At The Brain”, que começou lentinha, como num despiste, e quase colocaram o Circo abaixo, logo no começo, entre as cinco primeiras. Mike Muir, com seu tradicional posicionamento nas laterais do palco entre as músicas, estava possesso correndo de um lado a outro. Mais velho e pesado, não deixou a peteca cair. Qual um rapper, discursava para o deserto, e chegou a anunciar “I Saw Your Mommy” como uma “música disco gravada por Madonna”, já quase no final do show. (more…)

wanderlacancion.jpg

Desde que decidiu ser um intérprete, a grande virtude de Wander Wildner foi a de saber escolher o repertório e moldá-lo ao estilo que criou para chamar de seu. Como de hábito, aqui Wander pinça músicas pouco conhecidas e as fornece uma inédita notoriedade. Descola a faixa título da extinta banda “Os Pistoleiros”, de Florianópolis, que é, de antemão, a cara do trabalho desenvolvido por Wander. Coloca luz, também, sobre outra catarinense, a Stuart, ao abrir o disco com a boa e dramática “Um Bom Motivo”, de Gustavo Kaly, um de seus herdeiros, e faz o registro definitivo para “Amigo Punk”, hino do rock gaúcho, assinada pela Graforréia Xilarmônica, na qual ele tinha participado na versão para o álbum “Acústico MTV Bandas Gaúchas”.

Deixando de lado o olhar amiúde, as doze músicas como um todo mostram um Wander Wildner sutilmente diferente, e muito por conta da afinada produção de Berna Ceppas e Kassin, que souberam manter a integridade artística de Wander, sem deixar de lhe apresentar novos rumos. Não é a toa que o trabalho de Wander continua punk, continua brega, baladeiro e afins, mas soa, ainda, country e até certo ponto folk – e isso é bom, sobretudo nos tempos em que esse nicho do pop rock tem sido redescoberto por novas gerações de brasileiros - entenda-se Vanguart e Mallu Magalhães. Pequenos detalhes e barulhinhos colocados aqui e acolá no disco até passam despercebidos, mas fazem a diferença. (more…)

Existem muitas maneiras de se contar histórias, sobretudo no mundo do rock. A mais legal delas é quando um dos envolvidos conta como tudo aconteceu, e Renato Russo sempre foi um sujeito de verve afiada e bom papo. Mais do que uma reles entrevista concedida a uma emissora de TV, como o título sugere, o material reunido nesse DVD é a história do rock criado em Brasília na década de 80 e também a do seu maior representante, a Legião Urbana, contada por quem viveu tudo, tim tim por tim tim.

A matéria encomendada pela tal emissora para o programa “Passado, Presente e Futuro”, no entanto, não tinha esse objetivo, mas o de flagrar a Legião logo após o lançamento do brilhante álbum “O Descobrimento do Brasil”, de 1993. Tanto que Jorge Espírito Santo, o jornalista que fazia a perguntas “em off”, já que a matéria era aquela do tipo que só o entrevistado aparece na tela falando, no afã de cumprir bem seu ofício, cortava inconvenientemente a narrativa minuciosa que Renato destrinchava. Seguramente a versão editava que foi ao ar (omitida aqui) não soa tão rica quanto essa, praticamente a íntegra da conversa, quase um monólogo de Renato Russo. (more…)

Meus amigos, o que é a natureza. Quando soube, certa vez, lá pelos idos de 1988, que o segundo disco do Garotos Podres se chamava “Pior Que Antes”, conclui que a própria banda fazia um severo e bem humorado reconhecimento da sua condição de “não saber tocar direito”. O que nem chegava a ser uma coisa ruim para quatro punks que tinham muito mais mensagem e atitude do que habilidade musical para formar uma banda disposta a contar, via punk rock, a dura realidade do trabalhador brasileiro. Falo do assalariado de verdade, não o classemediano, se é que vocês me entendem. Falo de macacão, não de terno e gravata.

Acontece que, tempos depois, num show de lançamento do tal disco no Circo Voador, o inquieto Mau, vocalista do grupo, vestindo um sujo macacão e com o rosto suado, anunciou aos brados o título do vinil com o argumento de que “ele se chama pior que antes porque tudo está pior que antes”. Achei interessante a abrangência da explicação, ainda mais se comparada àquela que eu, de início, havia capturado. Tanto que guardei a passagem na memória, até que a história aflora, vejam vocês, cerca de 20 anos depois, para me fazer desenrolar outros quinhentos. (more…)

Que o Iron Maiden iria aproveitar o sucesso mundial da turnê “Somewhere Back In Time”, que revive, ao vivo, o grande momento da banda, nos anos 80, isso era de se esperar. Até um longa-metragem para o circuito de cinemas está sendo preparado pelos diretores Sam Dunn e Scot McFdyen, os mesmos de “Metal – A Headbanger’s Journey”. Acontece que a banda se antecipou com essa coletânea, que traz um material praticamente idêntico ao apresentado nos shows que superlotam os palcos em todos os continentes.

O “praticamente” fica por conta de sutis mudanças, senão vejamos. Das 14 músicas que estão neste CD (a introdução com o discurso do presidente Churchill não conta), 10 estão entre as 16 do set list do show apresentado no Brasil, em março. As quatro dissidentes são a ótima “Children Of The Damned”, “Phantom Of The Opera”, num registro ao vivo, “The Evil That Man Do” e “Wrathchild”, também ao vivo. As quatro músicas que têm versão ao vivo (além das já citadas, “Aces High” e “2 Minutes to Midnight”) são retiradas do excepcional “Live After Death”, show da turnê que passou pelo Rock In Rio, em 1985, e que foi lançado recentemente em DVD duplo. (more…)

Meus amigos, não sei com vocês, mas comigo o momento “should I stay or should I go” é cada fez mais freqüente. Agora, por exemplo. Quero falar de um assunto que não sei de devo fazê-lo aqui ou ali em baixo, na vizinha Bola é Bola Mesmo. Sim, porque cada vez mais a música (e o rock, claro) interage com o futebol e vice-versa. E é justamente o vice-versa que pega. Uma coisa é tão misturada com a outra que a expressão justifica, por si só, a minha dúvida em escrever isso aqui ou acolá. Should I stay or should I go? (more…)

O desgaste do termo emocore não tirou do CPM 22 a disposição de continuar seguindo seu caminho. Destaque maior em termos comerciais do gênero, o grupo é também o responsável por fazer do hardcore algo acessível a rádios FM, programas de TV e, por conseqüência, a grandes platéias. Neste quinto álbum, no entanto, o grupo aponta muito mais para o rock do que para as suas origens, ao menos no que diz respeito ao som. Às vezes, se flagra mesmo um típico número de hardcore melódico (que deu origem ao emo), como em “Escolhas, Provas e Programas”. Não que os rapazes tenham recuado a ponto de a sua música ter perdido peso - ele está em praticamente todas as faixas -, mas o processo natural de fazer parte do mercadão da música brasileira é que acaba levando a esse tipo de coisa. (more…)

Meus amigos, há coisas nessa vida que não se pode perder de jeito nenhum. Ouvir “We Are The Champions” em tudo o que é final de campeonato é uma coisa, mas ver, ao vivo (não em DVD), o Queen, com Freddie Mercury cantando o hino oficial do vencedor é que é o canal. Digo isso para dar um exemplo de algo que é preciso ser visto. Digamos que o show do Queen fosse uma bomba extraordinária. Ainda assim o espetáculo valeria para poder ver “We Are The Champions” ao vivo. Como já disse – e sempre repito – há coisas no mundo do rock que se tornaram parte do imaginário coletivo. E se há a possibilidade de um encontro com esse imaginário, frente a frente, não se pode perder de jeito nenhum. (more…)

Um olhar cuidadoso sobre a história da cultura nos últimos 30 anos deixa claro que o mundo em que vivemos seria definitivamente outro, caso o punk não tivesse acontecido.

Meus amigos, se tem uma herança que o punk deixou para todos nós, é ela a de tomar a iniciativa de fazer o que tem que ser feito nós mesmos. Quando não há nada que nos interesse, façamos nós mesmos o que deve ser feito. Eis a mais genuína das sentenças: faça você mesmo. Digo isso depois de rever o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”, dirigido por Gastão Moreira e lançado em DVD há quase dois anos. E quem diz isso, no documentário, é o baixista do Replicantes, Heron Heinz, depoimento que acabo de endossar e dar fé pública. (more…)

Na ativa há cerca de quatro anos, vitimado pela crise da indústria fonográfica, o The Feitos batalhou um bocado para chegar ao primeiro álbum, e acabou optando pelo formato SMD. O disco vem encartado numa mini revista pôster e sai pelo módico preço de R$ 5, estampado na própria caixinha do CD, em papelão como os antigos vinis. Com tanto tempo de estrada o disco acabou reunindo uma espécie de “best of” dos shows do grupo, incluindo “hit indie” “Disco do Roberto”, sucesso nas pistas de dança das casas noturnas alternativas do Rio de Janeiro. (more…)


DoSol é viabilizado pelo WordPress
RSS de Artigos | RSS de Comentários.

Banner 468x60

Newsletter

Se você tiver interesse em acompanhar as atualizações do site por e-mail, basta digitar seu endereço no campo abaixo e clicar em "cadastrar".

Próximos Eventos

  • Covernation

Rádio DoSol

Rádio DoSol

CDs Virtuais

  • Camarones Orquestra Guitarrística
    Camarones Orquestra Guitarrística
    Corra Cabron Corra
  • The Sinks
    The Sinks
    Sunny Days
  • Calistoga
    Calistoga
    New Way To Say
  • Brand New Hate
    Brand New Hate
    Get Burned
  • Allface Ao Vivo
    Allface
    2002/2007 - Ao Vivo no DoSol
  • Chicken's Call
    Chicken's Call
    Dez Anos, Dez Canções
  • Natal Rock Sessions
    Natal Rock Sessions
    Ao Vivo
  • Brand New Hate
    Brand New Hate
    Get Burned
  • Festival Nordeste Independente
    Fest. NE Independente
    Festival Nordeste Independente
  • Joseph K
    Joseph K
    Caos FM
  • Os Bonnies - Voei, Voei
    Os Bonnies
    Voei, Voei
  • Memória Rom - A Próxima Encruzilhada
    Memória Rom
    A Próxima Encruzilhada
  • George Belasco e o Cão Andaluz - Olhos São Moscas
    George Belasco e o Cão Andaluz
    Olhos São Moscas
  • Barbiekill - Ai Meu Edy!
    Barbiekill
    Ai Meu Edy!
  • EP The Sinks - Hardlife Blues
    EP The Sinks
    Hardlife Blues
  • Álbum Unlucky Seconds - Keeping The Beat
    Unlucky Seconds
    Keeping The Beat
  • Álbum Hindoslem - 2 Dudes One Brain
    Hindoslem
    2 Dudes One Brain
  • Álbum Virtual Calistoga - New Way To Say
    Calistoga
    New Way To Say
  • Álbum Virtual Revolver - Singles
    Revolver
    Singles
  • Álbum Virtual Experiência Ápyus - Nostalgia?!
    Experiência Ápyus
    Nostalgia?!
  • Álbum Virtual Allface - Simples
    Allface
    Simples
  • Álbum Virtual The Sinks - Sunshine
    The Sinks
    Sunshine
  • Álbum Virtual The Sinks - Ignored
    The Sinks
    Ignored
  • Álbum Virtual Arquivo - Rock Para Meninas
    Arquivo
    Rock Para Meninas
  • Álbum Virtual Joseph K?! - De Cabeça Pra Baixo
    Joseph K?!
    De Cabeça Pra Baixo
  • Álbum Virtual New Generation - Volume I
    New Generation
    Volume I

Eventos Realizados

  • Festival Novas
  • Venice Under Water
  • Festival Novas
  • Dia Mundial do Rock
  • Caralho A4
  • Caralho A4
  • Vegetal
  • Experiência Ápyus
  • Festival Novas
  • Garage Fuzz
  • Natal Rock Sessions
  • Malefactor
  • Indie Disco
  • Amálgama
  • Tributo ao Los Hermanos
  • Night of Metal
  • I Metal Invasion
  • Super Trunfo Xubba
  • Festival Nordeste Independente
  • Macakongs 2099
  • Gothic Night
  • Matanza
  • Conexão Natal Recife
  • Vegetal Atack
  • Farscape
  • Peixe Coco em Oceana
  • Festival Novas
  • Indie Discos Hot Edition
  • Heavyllon
  • Hard'n'Roll
  • Indie Disco Summer
  • I Alcoholic Metal Fest
  • Caosnatal 2007
  • Jane Fonda Day II
  • Do Rock Show
  • Forgotten Boys
  • REC
  • II Natal Brutal Fest
  • II For The Blood and Honour
  • 11º Natal Metal Fest
  • Do Rock Show
  • 1º Metalcore Festival