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	<title>DoSol &#187; marcos bragatto</title>
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		<title>DoSol</title>
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		<title>MARCOS BRAGATTO ESTRÉIA PORTAL &#8220;ROCKEMGERAL&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 09:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Quem acompanha a cena roqueira nacional nos últimos dez anos já deve ter se deparado textos, fotos e coberturas do jornalista carioca Marcos Bragatto. O cara, que também é fotógrafo, passou várias vezes com seus textos aqui pelo Portal Dosol com resenhas, coberturas de shows entre outros &#8220;baragandãs&#8221;. Agora Bragatto estréia um portal para chamar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/bragatto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7205" title="bragatto" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/bragatto.jpg" alt="bragatto" width="444" height="187" /></a></p>
<p>Quem acompanha a cena roqueira nacional nos últimos dez anos já deve ter se deparado textos, fotos e coberturas do jornalista carioca <strong>Marcos Bragatto</strong>. O cara, que também é fotógrafo, passou várias vezes com seus textos aqui pelo <strong>Portal Dosol </strong>com resenhas, coberturas de shows entre outros &#8220;baragandãs&#8221;. Agora <strong>Bragatto </strong>estréia um portal para chamar de seu no endereço <a href="http://www.rockemgeral.com.br" target="_blank">www.rockemgeral.com.br</a> , onde todo o conteúdo que o eternizou como um dos mais legais e completos jornalistas musicais brasileiros, está disponível.</p>
<p>O <strong>Portal Dosol</strong> recomenda a visita! Repetindo o endereço:</p>
<p><a href="http://www.rockemgeral.com.br" target="_blank">www.rockemgeral.com.br</a></p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): UM VERDADEIRO PRESENTE DE NATAL</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 10:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[marcos bragatto]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[U2]]></category>

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Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
Relançamento de vídeo histórico do U2 redime o Natal até mesmo para quem considera a festa capitalista um grande horror. Há coisas que só o rock’n’roll pode fazer por você.
Meus amigos, o tempo passa, o tempo voa e a Vera Fischer continua muito boa. Vejam vocês que, um vídeo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-5801" title="u2ingresso85" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/u2ingresso85-448x261.jpg" alt="u2ingresso85" width="448" height="261" /></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p><em><span class="descri">Relançamento de vídeo histórico do U2 redime o Natal até mesmo para quem considera a festa capitalista um grande horror. Há coisas que só o rock’n’roll pode fazer por você.</span></em></p>
<p>Meus amigos, o tempo passa, o tempo voa e a Vera Fischer continua muito boa. Vejam vocês que, um vídeo que assisti em primeiríssima mão em 1985 completa 25 anos e chega, enfim, ao formato DVD. E eis, que, do nada, ele surge das mãos do jovem entregador – mais jovem que o próprio filme, talvez &#8211; dentro de um insuspeito envelope branco, em vez de vir saltitante na famosa sacolinha. Sua chegada é tão importante e surpreendente que sou obrigado a quebrar o protocolo e considerá-lo o mais importante presente de Natal de todos os tempos. Ainda mais numa coluna escrita nesse 25 de dezembro.<span id="more-5800"></span></p>
<p>Falo do Natal e já me arrependo. Porque, verdade seja dita, não sou um entusiasta da data. Ao contrário, desde bem cedo considero a comemoração do nascimento de J. Cristo um horror. Não que tenha algo contra Ele, mas porque no dia de seu aniversário, J. Cristo é do de menos. Num mundo capitalista onde todos só pensam no consumo, o negócio é gastar dinheiro em presentes quase sempre desnecessários, fábulas consumistas como a de S. Claus e o escambau. Que mané nascimento de Cristo. Penso assim desde muito cedo, e embora tenha ficado de coração menos rígido a cada ano por causa da data em si, acho tudo que a cerca o tal do horror.</p>
<p>Abro, portanto, quase que uma exceção de toda a minha vida para, enfim, associar algo de extraordinariamente bom a uma data penosa. Explico. Não sei se os amigos já tinham ouvido falar do vídeo <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/12/u2live_at_red_rocks_under_a_bl.php">“U2 Live At Red Rocks”</a>, pois eis que é ele o dono das bodas de prata renascido em DVD. Falando assim, numa época em que DVD é algo mais banalizado que disco acústico, parece algo ordinário. Pois não é. Trata-se de um filme feito na hora certa com a banda certa, pelas pessoas certas. Sabe quando usam o termo “fazer história” (e como usam isso hoje em dia)? É por aí. Hoje, 25 anos depois, não há como não reconhecer a história viva, em estado bruto e documentada como pouco se fez até hoje.</p>
<p>Na sei se os mais jovens têm noção, mas, em meados dos anos 80 não era tão fácil assistir a um vídeo de rock. Naqueles tempos, não existia aparelho de DVD, a febre eram os videocassetes, que, aliás, poucos tinham em casa – só os mais abastados. Comuns como eu tinham que recorrer às chamadas salas de vídeo para assistir à gravações, geralmente pirateadas, dos shows de rock do momento. Nem tanto “do momento” assim, uma vez que existia um certo atraso para as coisas desembarcarem por aqui. Essas salas, com capacidade para menos de 100 pessoas tinham “telões” bem modestos e de qualidade quase sempre razoável, mas era o que se tinha, meus amigos, era o que se tinha.</p>
<p>Ocorre que, com a abertura política no Brasil, e depois do Rock In Rio, que arrombou as portas do rock na grande mídia em janeiro de 1985, o público interessado no assunto era agigantado a cada módulo tocado na Fluminense FM. A coisa já tinha crescido tanto, que a Rádio Cidade, sempre comercial, já tinha decido seguir os passos da Maldita e se tornar, ela própria, uma rádio rock. E jogou pesado, atraindo para seu elenco ninguém menos que Monika Venerábile, uma das mais marcantes vozes lançadas pela Fluminense, que, diga-se, entre outras revoluções, foi a primeira a ter somente locutoras femininas. Monikinha apresentava, na Cidade, o programa “102 Decibéis”, só de rock, aos domingos à noite, que, do nada, começou a promover a exibição do vídeo do U2 no Estádio de Remo da Lagoa, cuja capacidade, na época, era em torno de 5 mil pessoas.</p>
<p>O tal vídeo do U2 era o <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/12/u2live_at_red_rocks_under_a_bl.php">“Live At Red Rocks”</a>, embora a produção sequer soubesse disso. Reparem que no ingresso escaneado lá embaixo aparece “Vídeo inédito – Tour Europa”, e o vídeo foi gravado num palco encravado as montanhas rochosas do Colorado, nos Estados Unidos. Acontece que na data marcada para a exibição, com o local lotado, a cópia do tal vídeo ainda não havia chegado, e para não pagar um mico ainda maior foi exibido, no lugar do “Live At Red Rocks”, o “U2 Live In Berlim”, que mostrava um show de Bono e cia. numa fase seguinte, posterior ao do álbum “The Unforgetable Fire”, de 1984 – o “Live At Red Rocks” é da turnê do disco “War”, de 1983. Mais tarde, numa outra data, o vídeo prometido foi exibido e se tornou um clássico instantâneo em tudo o que era sala de vídeo e em cópias piratas de baixa qualidade feitas por todos. Imaginem hoje em dia um local com capacidade para 5 mil pessoas vendendo ingresso para exibir um vídeo&#8230; Outros tempos, meus amigos, outros tempos.</p>
<p>Mais e daí? Porque esse vídeo é histórico? Pergunta quem ainda não deixou de ler esse lengalenga todo. No que eu respondo. Porque flagrou uma banda nascida para ser grande, num momento de quase absoluta despretensão e carregando um frescor excepcional. Percebe-se Bono, The Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton desprovidos de quaisquer marras causadas pelo sucesso e suas agruras, mostrando um som acintosamente espontâneo e um repertório extraordinário, acrescido, nessa versão em DVD, de cinco músicas que tinham sido limadas na versão original para manter a duração de uma hora, considerada na época comercialmente ideal. Basbaques puristas irão reclamar disso, mas não há o que tirar nem por no DVD, muito menos extras desnecessários. Mas atenção: isso não é uma <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/12/u2live_at_red_rocks_under_a_bl.php">resenha</a>.</p>
<p>Outro fato a ser destacado é que as filmagens foram feitas sob intensas dificuldades climáticas, com um número reduzido de câmeras (6!) carregadas nos ombros dos profissionais e constantemente borradas pela neblina. Os ângulos alternativos, as incríveis tomadas de fumaças saindo dos corpos de músicos e do público, e o local em si, um anfiteatro no meio de uma pedreira distante de tudo – tudo isso contribui para um registro extraordinário de uma banda idem. Daí este velho homem da imprensa não se conter com o presente que veio dos céus. Obrigado, Velho Batuta!</p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): GUNS N`ROSES X AC/DC. QUEM PODE MAIS?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 10:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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Por Marcos Bragatto
Conteúdo: Rock em Geral
Se as vendas de “Chinese Democracy” não são tão boas quanto se esperava, o AC/DC deita e rola com “Black Ice”; enquanto Axl se esconde, Angus e cia. não param de tocar em arenas lotadas.
Meus amigos, a maré não está pra peixe. Ou, por outra, está sim. E nem estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/acdc.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5048" title="acdc" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/acdc.jpg" alt="" width="300" height="308" /></a></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral" target="_blank">Conteúdo: Rock em Geral</a></p>
<p><em>Se as vendas de “Chinese Democracy” não são tão boas quanto se esperava, o AC/DC deita e rola com “Black Ice”; enquanto Axl se esconde, Angus e cia. não param de tocar em arenas lotadas.</em></p>
<p>Meus amigos, a maré não está pra peixe. Ou, por outra, está sim. E nem estou falando das águas avantajadas que cobriram a bela Santa Catarina. Porque, se o momento é de crise, crise é oportunidade, diz o sádico sábio do capitalismo. E se o socialismo ruiu junto com a queda do muro de Berlim, hoje, que salva a iniciativa privada é o Estado. Sim, meus amigos, é o dinheiro do contribuinte, o suado salário do trabalhador que está salvando da falência as grandes empresas. “Here, there and everywhere”, diria Ian McCulloch. “Do It Clean!”. Que vergonha, meus amigos, que vergonha.<span id="more-5568"></span></p>
<p>Não sei se a crise chegou ao mundo do rock. Fora aqueles dois cancelamentos mal explicados do TIM Festival, não me parece que a economia instável cancelou ou marcou shows por aqui, ao menos até agora. Também não ouvi falar de queda de vendas por conta desse tipo de coisa. Se o mais que esperado “Chinese Democracy” não vende tanto, “Black Ice” deita e rola no mundo real, físico, sem qualquer estratégia virtual. Qual dos dois é melhor? Quem é mais representativo para o rock, Guns N’Roses ou AC/DC? Crise? Que crise?</p>
<p>O recluso Axl Rose tem explicação para as vendas não tão boas assim do seu disco. Segundo ele, que não aparece nem pra dar tchauzinho na janela e agora só se comunica através de posts em blogs ou chats oficiais, a culpa é da Best Buy, empresa que detém a distribuição exclusiva de “Chinese Democracy”. Ele e seus empresários dizem que, em muitas lojas os discos foram colocados em gôndolas pouco visíveis, e os banners não fora pendurados como deveriam ter sido. Pode um negócio desses? Parece até que estamos falando do CD de uma banda independente aqui no Brasil, que sua para vender mil cópias. E, cá entre nós, era preferível ver Axl dando chilique em saguão de hotel, chegando atrasado em shows do Guns do que tirando onda de indie/nerd postando em blog. Queremos Axl e o nosso Guns N’Roses de volta!</p>
<p>Enquanto isso, o AC/DC cumpre uma extensa turnê que começou no dia 28 de outubro, já tendo realizado, até hoje, 22 datas. Até 30 de junho há outras 63, grande parte dessas apresentações com ingressos esgotados em questão de minutos. Não é por acaso que vende mais. Em vez de ficar prostrado atrás de um monitor, Angus Young coloca seu uniforme colegial de veludo e cai na estrada. Toca, sua a camisa, mostra a bunda (literalmente), revive clássicos e apresenta músicas novas, fresquinhas, com uma banda cuja formação está junta há uma pá de tempo. Que espera que nada. O AC/CD sabe que, no rock, o artista tem que ir aonde o rock se faz vivo: em cima de um palco.</p>
<p>Não sou daqueles, entretanto, que condena Axl pelo “uso do nome” Guns N’Roses. Para mim, ele ficou com nome do grupo por direito, seja agindo com honestidade ou não, e com esse nome faz o que quiser: atrasa disco em 14 anos, paga mico, usa uma cacetada de artistas pra fazer o mais simples, e assim por diante. Tá no direito dele, porque hoje o Guns N’Roses é isso aí, gostem ou não. Axl é esse monstro desgovernado, aturdido pelo sucesso e pela decadência, e é assim que deve ser. Como é público, notório e divulgado aos quatro ventos, acredito que, com a separação de uma banda, começa a contagem regressiva para uma reunião, e assim será com o Guns N’Roses. Um dia a formação clássica vai se reunir. Quando eu não sei, mas podem anotar aí que eles voltam.</p>
<p>O que me intriga é que Axl é dado a turnês, sobretudo mundiais e com shows em mega-festivais, mas, paradoxalmente, não há nem sinal de que ele vai montar uma banda para sair em turnê de lançamento de “Chinese Democracy”. Dizem as más línguas que ele próprio tinha dúvida se o disco iria realmente sir, e, por isso, não preparou nada. Outras, também com veneno, acham que Axl está amplamente endividado, e precisaria vender muito disco pra poder juntar grana e montar uma turnê. De novo coisa de banda independente do Brasil, né? Um terceiro grupo de fofoqueiros garante que Axl “já” enjoou desse CD, e que pretende esperar a poeira baixar pra lançar um outro em seguida, e, aí sim, voltar à estrada. Faz sentido.</p>
<p>Dirão os alvissareiros que tanto Axl quanto o AC/DC são sobreviventes de um modelo de mercado que já não existe mais. Que ícones do rock como Angus Young e Axl Rose não despontam simplesmente porque a indústria da música mudou. Mas como afirmar isso enquanto, nesse exato momento, milhares de fãs compram seus CDs de forma convencional, pedindo ao balconista e pagando no caixa? Ou, se são modernos, baixam sem parar todas as músicas? No caso do AC/DC de forma ilegal, já que a banda se recusa a participar do comércio virtual de músicas. Quem pensou que o youtube ia acabar com shows precisa rever seus conceitos. Rock’n’roll neles!</p>
<p>Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!</p>
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		<title>SHOWS DO RADIOHEAD NO BRASIL TERÃO ABERTURA DO KRAFTWERK</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 10:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
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Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
A segunda atração do Festival Just a Fest deve ser o Kraftwerk. A primeira &#8211; e principal &#8211; é o Radiohead, para quem o grupo alemão vai fazer a abertura também no México, Argentina e Chile. As informações não foram fornecidas pela produção do festival no Brasil, mas estão postadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/radiohead1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5497" title="radiohead1" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/radiohead1.jpg" alt="" width="244" height="270" /></a></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p>A segunda atração do <strong>Festival Just a Fest</strong> deve ser o <strong>Kraftwerk</strong>. A primeira &#8211; e principal &#8211; é o <strong>Radiohead</strong>, para quem o grupo alemão vai fazer a abertura também no México, Argentina e Chile. As informações não foram fornecidas pela produção do festival no Brasil, mas estão postadas no site oficial do <strong>Radiohead</strong>.</p>
<p>O evento acontece nos dias 20 de março, no Rio, na Praça da Apoteose, e 22 de março, em São Paulo, na Chácara do Jockey. Ao menos outras duas atrações ainda devem ser anunciadas, mas os ingressos já estão à venda através do site <a href="http://www.ingresso.com/">www.ingresso.com</a>, e nas bilheterias dos estádios do Pacaembu, em São Paulo, e do Maracanãzinho, no Rio. Ainda há ingressos disponíveis para as duas datas, a R$ 200.</p>
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		<title>COMO FOI? FACE TO FACE NO RIO DE JANEIRO</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 10:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
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		<category><![CDATA[face to face no rio de janeiro]]></category>

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Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
Conteúdo: Rock em Geral
Grupo americano encerrou a turnê pelo Brasil, ontem, no Rio, encerrando, enfim, a década passada.
Dizem que é difícil fazer o tempo voltar atrás, mas foi exatamente essa a sensação que se tinha no Namastê Clube, no Rio de Janeiro, durante a apresentação do Face to Face: um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/facetoface.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4188" title="facetoface" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/facetoface-448x301.jpg" alt="" width="448" height="301" /></a></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral"><strong>Conteúdo: Rock em Geral</strong></a></p>
<p><em>Grupo americano encerrou a turnê pelo Brasil, ontem, no Rio, encerrando, enfim, a década passada.</em></p>
<p>Dizem que é difícil fazer o tempo voltar atrás, mas foi exatamente essa a sensação que se tinha no Namastê Clube, no Rio de Janeiro, durante a apresentação do Face to Face: um túnel do tempo de mais ou menos uns dez anos. Não que não houvesse a presença dos mais jovens, que se estatelavam entre a grade e as inevitáveis rodas de pogo, mas marcou o comparecimento de gente que fazia dos anos 90 um período muito mais ativo (e fértil) para o hardcore melódico e afins.<span id="more-5445"></span></p>
<p>A começar pela abertura. Se o Stellabella está em plena atividade divulgando o álbum de estréia, e tocou tão cedo que as filas do lado de fora eram maiores que o público dentro da casa, o Rivets fez praticamente um show de reunião. Muito mais afinado com o público do Face to Face, reviveu o sucesso underground com músicas conhecidas e apresentou outras “novas”, que, segundo Fabrício, o lendário vocalista que já foi do seminal Barneys, já fazem parte de um disco pronto já há sete anos. Síndrome de Guns N’Roses? Vai saber&#8230;</p>
<p>Talvez uma das poucas representantes do hardcore da época que ainda não tinha tocado no Brasil, o Face to Face era uma espécie de grupo mais esperado no meio, e o público não decepcionou, agitando forte desde o começo do show. Tanto que no final da quarta música, “You Lied”, o vocalista/guitarrista Trever Keith se pronunciou a respeito. “Já vi que vocês gostam de rock’n’roll, né? Então vamos tocar!”, disse antes de iniciar a boa “Ordinary”. O repertório do show, que durou uma hora, é semelhante ao do DVD “Shoot the Moon – The Essencial Collection”, lançado no Brasil. A agitação do público era tanta que os sete seguranças que estavam entre o palco e a grade tiveram que suar o terno para segurar a onda – mais tarde Trever ainda ressaltou o trabalho dos engravatados.</p>
<p>Em “Disconnected”, enfim, um momento de descanso em que o público continuou cantando, sozinho, para deixar Trever Keith emocionado. O fato se repetiria em outras músicas, todos cantavam tudo, numa rara sincronia entre repertório, banda e agitação. “Complicated” foi outra em que o público cantou tão bem (e tão alto), que mereceu mais um agradecimento do vocalista aos fãs. No início do bis, ele quase puxou o grito de “oops, there is it”, o popular “u-tererê”, mas tudo não passou de piada. Duas músicas rápidas finalizaram o set, que foi menor que o de outras cidades incluídas nessa turnê. Mas seguramente uma hora foi o suficiente para todos se acabarem, antes de embarcar de volta do túnel do tempo. Agora, sim, a década de 1990 acabou.</p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): POEIRA ZINE FAZ JORNALISMO ROCK COMO ELE DEVE SER</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 09:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
Conteúdo: Rock em Geral
Meus amigos, recordar é viver. Foi pensando assim que, ao receber um e-mail de divulgação lançando uma nova edição do Poeira Zine, fiquei embasbacado ao ver, estampado na capa, o excepcional Gov’t Mule. Não sei se o nome lhes é familiar, caros leitores. Mas a mim, sim. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral" target="_blank">Conteúdo: Rock em Geral</a></p>
<p>Meus amigos, recordar é viver. Foi pensando assim que, ao receber um e-mail de divulgação lançando uma nova edição do Poeira Zine, fiquei embasbacado ao ver, estampado na capa, o excepcional Gov’t Mule. Não sei se o nome lhes é familiar, caros leitores. Mas a mim, sim. Acontece que, por conta do destino, me vi separado do grupo que descobri pelas andanças do rock, tocando ao vivo, em pleno Canecão, a casa da música popular brasileira, no longínquo ano de 1996. Disse que me vi separado e repito: nunca mais tinha ouvido falar dessa extraordinária banda cujas fotos do show ainda estão aqui os meus alfarrábios . Ou, por outra, só li uma nota quando o baixista original faleceu, em 2002. Pensei que, depois disso, o Gov’t Mule tinha ido para o saco. Pois não foi.</p>
<p>Falei do Poeira Zine e não sei se vocês o conhecem. Tem nome de zine, mas é, na verdade, uma revista. Digo isso porque as matérias são escritas, diagramadas, impressas em gráfica e encadernadas, em “off-set”, com capa em papel couchê e tudo. Por isso chamo de revista, embora seja batizado como zine. Curioso que, na década de 90, a Rock Press tinha mais ou menos o mesmo formato e era uma revista, embora muito chamassem a publicação (as vezes com conotação pejorativa) de zine. Isso, hoje, já não tem a menor importância. A Rock Press, como boa parte das publicações impressas, virou site, e o Poeira Zine reina.<span id="more-5405"></span></p>
<p>Conheci o Poeira Zine há uns dois anos, quando o editor Bento Araújo gentilmente me enviou um exemplar, com o The Who na capa. Na época eu era um dos colaboradores da extinta Bizz, e a revista vivia uma “crise de capa”. Aliás, um dos motivos de a nova Bizz ter fracassado certamente foi a falta de habilidade na escolha das capas de cada edição, mas isso é outra história. Ocorre que, um subeditor da revista me disse, na época, que o The Who, lançando um álbum de inéditas depois de setecentos anos, só não foi capa porque eles não teriam conseguido uma entrevista com a banda. Eis que, ao abrir o Poeira Zine, estava lá um entrevistão com ninguém menos que Pete Townshend, o dono da boca. Ponto para bento Araújo, que, do quaro de sua casa, furou a Editora Abril.</p>
<p>Dessa vez, quando pedi para comprar a tal edição do Poeira com o Gov’t Mule na capa, Bento fez questão de me enviar, gratuitamente, logo dois exemplares, esse e o anterior, com uma geral na cena pré-punk de Chicago. Com mais atenção, verifiquei que Bento é quem faz praticamente tudo na revista (pra mim é – repito &#8211; revista), inclusive diagramação. Li também, no editorial, praticamente um pedido de desculpas pelo fato de a matéria de capa ser com uma banda “nova”, isto é, criada nos anos 90, quando a publicação foi criada para só mostrar os clássicos das antigas pra valer. Ou, nas palavras de Bento, “trazer de volta o espírito do jornalismo ‘rocker’ dos anos 70”. E olha que ele próprio, Bento Araújo, nasceu em 1976! É mole?</p>
<p>Este velho homem da imprensa rock que vos escreve deve confessar que não acompanhou a imprensa o que o editor citou no editorial. Mas, depois de ler, por questões pessoais, a matéria de capa, e quase toda a edição 21 de cabo a rabo, entendi o que ele quis dizer. Que informação legal se lê em revista especializada, com matérias multi-ganchos grandes e cheias de boxes explicativos – na do Gov’t Mule foram 12 páginas, quatro boxes e duas entrevistas exclusivas. Sim, eu sei que boa parte do conteúdo impresso naquelas páginas – sobretudo o biográfico – seguramente pode ser encontrado na internet, e ou próprio já teria acesso a ele se tivesse me disposto a procuram com um pá de cliques. Acontece que assim não é legal. Legal é ver a revista, como vi num e-mail, adquirir e ler. Eu mesmo poderia, ao saber que o Gov’t Mule estava vivo, ter procurado e encontrado notícias na web e saber de tudo antes de o correio chegar aqui na portaria do prédio. Preferi, no entanto, a versão impressa em revista – com um bom texto, diga-se – porque é assim que deve ser.</p>
<p>Falei de matéria legais como a do Gov’t Mule, publicada no Poeira Zine, justamente pra fazer a conexão que esbocei ali em cima, com Rock Press. Porque eu mesmo fiz matérias desse tipo para a finada publicação. Lembro de algumas, com Black Sabbath, Korn, Raimundos e The Police. Na época, fui advertido pelo meu amigo, o inefável Dr. Rodivaldo Traça, que chamou a empreitada de “jornalismo Google”. Como se tudo fosse copiado da internet para o papel. Ora, meus amigos, tanto eu como o Bento Araújo, a música e o rock em si, antecedemos à internet em muitos anos, e uma coisa é o pensamento, humano; outra é uma ferramenta cibernética somente útil nas mãos de gente como a gente &#8211; humanos.</p>
<p>Quando digo que jornalismo rock deve ser impresso, não me refiro apenas ao classic rock desempoeirado pelo Poeira Zine, mas de todo o rock. Pensem bem. Se Bento acha o Gov’t Mule novo, não é exagero dizer que o Oasis é um medalhão. Ou o que Police acabou de renascer das cinzas como um dinossauro, assim como o Pixies um ano antes. Todas essas bandas, só citadas a título de ilustração, poderiam ganhar matérias bem elaboradas como a do Gov’t Mule, numa publicação de rock impressa. O que Bento chama de “espírito do jornalismo ‘rocker’ dos anos 70”, nada mais é do que o jornalismo rock deve ser. Vejam: não é o rock que deve se adaptar à internet; esta é que tem que se enquadrar ao rock.</p>
<p>É de se salientar, entretanto, que enquanto publicações impressas de renome em todo o mundo, como o semanário New Musical Express, ícone da modernidade, agonizam e priorizam as versões virtuais, lá fora, na mesma Inglaterra, a revista Classic Rock completa dez anos e vai muito bem, obrigado. Está até distribuindo estatuetas para ícones do gênero, numa premiação anual que na edição de 2008 transformou Ozzy Osbourne oficialmente em lenda viva do rock. Numa visão intra-muros, aqui no Brasil, afora a “bancada pela fama” Rolling Stone, todas as outras impressas sucumbiram à internet, exceto o grande Poeira Zine e a Roadie Crew, que nasceu metal e vem adaptando o conteúdo para – advinhem – o classic rock. Seria essa uma tendência? O tempo dirá.</p>
<p>Como sempre digo, é tanta coisa no menu que eu não sei o que comer. Queria falar de Gov’t Mule e de imprensa rock de verdade. Que o Poeira Zine é um espetáculo e que o rock antecede à internet. Pois acabei falando mais ou menos um pouco de tudo, porque, como diz o cancioneiro, não tenho tempo a perder. Preciso ler a matéria sobre o California Jam e começar baixar logo os discos e shows do Gov’t Mule que o Poeira indicou!</p>
<p>Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!</p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): SE NÃO ARRUMAR UMA BOA VOCALISTA O NIGHTWISH JÁ ERA</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 09:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[marcos bragatto]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[NIGHTWISH]]></category>

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Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
Conteúdo: Rock em Geral
Meus amigos, às vezes chega a hora, enfim, de se ter uma opinião definitiva. Ao invés de dizer, cravar, sentenciar. Pois eu lhes digo que demorei muito a chegar a conclusão que, enfim, vou revelar. Demorei a chegar a essa conclusão, mas a encontrei ontem à noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/nightwish3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5062" title="nightwish3" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/nightwish3-448x292.jpg" alt="" width="448" height="292" /></a></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/11/o_mundo_vive_uma_nova_onda_de.php" target="_blank">Conteúdo: Rock em Geral</a></p>
<p>Meus amigos, às vezes chega a hora, enfim, de se ter uma opinião definitiva. Ao invés de dizer, cravar, sentenciar. Pois eu lhes digo que demorei muito a chegar a conclusão que, enfim, vou revelar. Demorei a chegar a essa conclusão, mas a encontrei ontem à noite – quem diria – no Circo Voador, talvez o lugar em que mais eu fiz reflexões em toda essa vida de velho homem da imprensa. Ou seja, demorei a concluir, mas não vou hesitar e espalhar aos quatro ventos o que há pouco defini. Pois o Nightwish é muito melhor com Tarja Turunen. Pronto, falei.<span id="more-5233"></span></p>
<p>Quem me conhece sabe que nunca fui de alvoroço. Como jornalista, jamais fiz parte dos alvissareiros, novidadeiros e afins. Por isso, desde que li aquela famigerada carta escrita por Tuomas Holopainen, em 2005, e assinada por todos integrantes da banda dando um pé na bunda da graciosa vocalista, não me desesperei. Calejado que sou com as saídas e entradas de vocalistas e com as mudanças de formação das bandas no mundo o rock, não entrei em desespero. Já vi várias substituições darem muito certo. Querem uma? Brian Johnson irreversivelmente no lugar de Bon Scott, no AC/DC. Outra? Bruce Dickinson no de Paul D’ianno, no Iron Maiden. Aliás, as duas pegando as respectivas bandas em grande fase. Uma terceira? David Coverdale no Lugar de Ian Gillan no Deep Purple.</p>
<p>Como vimos, este velho homem da imprensa (e do rock) não é de se lamentar pela a saída de fulano ou sicrano. No caso de Tarja, muito menos. Como disse a torto e a direito, <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2005/11/tarja_turunen_se_foi_mas_o_mun.php">soprano é o que mais se tem por aí</a>, dentro dos conservatórios de música. Difícil seria encontrar um compositor extraordinário como Tuomas Holopainen. Entre as boas músicas feitas e arranjadas por ele e a voz dela, fiquei decididamente com a primeira opção. Ocorre que, aproveitando a mudança, Tuomas resolveu não mais ter uma soprano em sua banda, mas uma cantora de sotaque mais pop, com a óbvia intenção de enfraquecer as inevitáveis comparações entre substituída e substituta. Ponto pra ele de novo.</p>
<p>Quando comecei a ter contato com o novo Nightwish, antes mesmo de o disco sair, através do single “Amaranth”, adorei. A música, observem, segue exatamente a fórmula vencedora de “Nemo”, o maior hit da história da banda. A novata Anette Olzon cantando muito bem uma música colante pra dedéu. Saiu o ambicioso <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/02/nightwish_dark_passion_play.php">“Dark Passion Play”</a> e vi que se tratava, de cara, de um trabalho extraordinário, com várias boas composições e arranjos que foram elaborados para arrebentar de vez e mostrar quem é o bam bam bam da boca. Um disco que atropelou qualquer resquício eventualmente deixado pela antiga vocalista.</p>
<p>Enquanto isso Tarja Turunen, com quem pude conversar no final do ano passado por telefone, para fazer uma <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/01/missao_cumpridafora_do_nightwi.php">matéria</a> para a Revista da MTV, embora empolgada com tanta coisa nova que lhe acontecia, cortava um dobrado para compor algo interessante, e, ao mesmo tempo, formar uma boa banda para sair em turnê. Acabou fazendo de <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/02/tarja_turunen_my_winter_storm.php">“My Winter Storm”</a> um álbum irregular e, como acontece no futebol, reunir grandes nomes da música pesada não resultou numa boa banda, em cima do palco. Eu, cá com os meus botões, decidi esperar os shows de parte a parte. No final de agosto, vi, junto com outras testemunhas uma apresentação dela que beirou o razoável, no Canecão.</p>
<p>Pois foi ontem, meus amigos, que pude tirar a pulga que habitava a parte de trás da minha orelha. Num Circo Voador que não chegou a lotar, vi o <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/11/ao_vivo_nightwish_reafirma_que.php">Nightwish com a nova vocalista</a>. Ressabiado pelas notícias de que a moça abandonara o palco em Belo Horizonte por causa de um <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/11/colapso_nas_codas_vocais_encer.php">colapso vocal</a> ou por ter <a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/11/para_tecladista_vocalista_do_n.php">surtado</a> ao ser molestada por fãs (até hoje não se sabe o que aconteceu), fiquei cabreiro. E tinha fundamento minha desconfiança. Antes mesmo de a moça começar a cantar e mostrar latentes deficiências vocais, percebi, no primeiro segundo, que lhe falta o élan que sobrava em Tarja para exercer a função. Mais ainda. Falta-lhe indumentária, postura, “punch”, “vibe” e o escambau.</p>
<p>Vejam que disse tanta coisa e nem cheguei até a voz. Se no disco foi excelente, ao vivo foi quase um desastre. E, se não foi, é porque poucas músicas da “era Tarja” entraram no repertório, e as escolhidas não eram as que exigiam um alcance de voz mais rebuscado, e isso sem falar na cada vez maior participação do baixista Marco Hietala como cantor. E que o show durou pouco mais de uma hora, coisa inadmissível pra artistas novos (de idade) e já com um bom estofo em termos de repertório. O público carioca fez de tudo para agradar a moça, mas ela simplesmente não serve. E Tuomas sabe disso. Ou vocês acham que o cara vai dar vazão à criatividade dele, na banda dele, através de alguém que não consegue interpretar o que ele inventa?</p>
<p>Antes de o show começar, já dentro do Circo Voador, encontrei com o grande Vilela, que além de notório tricolor, produz eventos ligados ao metal e realizou o show do Nightwish de 2004, para um Canecão lotado, que ele mesmo classificou como “épico”. Vilela disse que, naquele ano, 3300 pessoas foram ao show, e eu, num raciocínio matemático intuitivo cheguei ao resultado que diz que menos gente foi ver, hoje, Nightwish e Tarja, cada um no seu quadrado, somados os públicos. Ou seja, com a separação, ao menos em termos de show caíram os dois. Em disco, repito, o Nightwish deu de lavada.</p>
<p>Como sempre digo, toda vez que uma banda se separa começa a contagem regressiva para que ela se reúna, e isso irá acontecer, invariavelmente, com Tarja e o Nightwish. Pois eu, desde ontem à noite, sou órfão da formação clássica e a quero de volta o mais rápido possível. Com Anette Olzon, podem anotar, o Nightwish está liquidado. Fadado à decadência precoce e cruel.</p>
<p><em>Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!</em></p>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): O MUNDO VIVE UMA NOVA ONDA DA AC/DC MANIA</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 10:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Rock em Geral]]></category>

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Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro
Conteúdo: Rock Em Geral
Meus amigos, não há mal que dure pra sempre nem bem que nunca se acabe. Às vezes, no mundo do rock, quando tudo vai por um caminho, alguém vem por outro e atropela sem tomar conhecimento. Vejam o AC/DC, por exemplo. Ou, por outra, antes vejam o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/acdc.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5048" title="acdc" src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/acdc.jpg" alt="" width="300" height="308" /></a></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto, Rio de Janeiro</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/11/o_mundo_vive_uma_nova_onda_de.php" target="_blank">Conteúdo: Rock Em Geral</a></p>
<p>Meus amigos, não há mal que dure pra sempre nem bem que nunca se acabe. Às vezes, no mundo do rock, quando tudo vai por um caminho, alguém vem por outro e atropela sem tomar conhecimento. Vejam o AC/DC, por exemplo. Ou, por outra, antes vejam o que se tornou o mercado fonográfico. Um Radiohead aqui tentando faturar usando o modelo “quer pagar quanto”, um Nine Inch Nails acolá liberando disco gratuitamente, todo mundo buscando um jeito de faturar no mundo virtual, porque, no físico, hoje representado pelo CD, isso é impossível. Porque, sozinho, sem o mínimo o apoio de estratégias virtuais, o CD, segundo consta, não vende mais. Um paradigma que vem se estabelecendo. Uma verdade absoluta ou algo que o valha.</p>
<p>Eis que surge, então, o AC/DC. Com o novo álbum, &#8220;Black Ice&#8221;, o grupo ocupou por duas semanas seguidas o topo da parada americana, coisa que não havia acontecido antes. Além do mercado americano, ficou por cima da carne seca ainda em mais outros 28 países, incluindo grandes mercados europeus como Alemanha, Espanha, Dinamarca, Bélgica e Noruega. Vendeu, nesse período, mais – muito mais – que banana em feira: cerca de 5 milhões de discos. E a única estratégia utilizada pelo grupo foi a assinatura de um contrato com a rede varejista Wal-Mart. Sim, meus amigos, nada de colocar música na web e coisa e tal. O grupo australiano, inclusive, não gosta de vender música separadamente no i-tunes, como disse o vocalista Brian Johnson. E, ainda assim, uma empresa que verifica downloads apurou que, entre o dia do vazamento de “Black Ice” e o do lançamento oficial, cerca de 100 mil pessoas baixaram o CD por dia. É mole?<span id="more-5047"></span></p>
<p>Quem leu com atenção este último parágrafo deve achar que só um discaço poderia causar tamanho alvoroço nos mundos real e virtual. Mas não quero falar sobre o disco agora – e isso aqui não é uma resenha. Mas adianto, de outro lado, que o furor não é causado por “Black Ice”, e, sim, pelo AC/DC. Explico. Em todo o ano de 2008, até outubro, o grupo australiano vendeu cerca de outros 5 milhões de cópias de discos de seu catálogo, só nos Estados Unidos, superando as vendas de catálogo dos Beatles, até então o maior vendedor de discos naquele país. Existe, meus amigos, como está dito lá no título, uma grande onda mundial de AC/DC mania.</p>
<p>Querem mais? Pois então tomem. No dia 23 de outubro, fui à uma festa de lançamento de “Black Ice”, promovida pela gravadora da banda, e um vídeo era passado no telão com inacreditáveis legendas que só aumentavam a confirmação dessa AC/DC mania, e não é de hoje. Entre os dados apresentados, colhi os mais significativos: 1) O AC/DC vendeu mais de 18 milhões de cópias de catálogo desde 2003; 2) É o maior vendedor de catálogo da SONYBMG em todo o mundo; 3) “Live At Castle Donington” é o DVD mais vendido entre todos os artistas da gravadora, e “Family Jewels”, o segundo; 4) O álbum “Back in Black” vendeu mais de 45 milhões em todo o mundo; 5) Entre 2006 e 2007, o catálogo do AC/DC teve um aumento de vendas de 23%, enquanto o mercado vendia em torno de 19% de CDs “físicos”; 6) por fim, o AC/DC é a única banda no mundo que aumenta suas vendas ano após ano. Tá bom pra vocês?</p>
<p>Isso tudo, vejam vocês, não é opinião, não. São os fatos. São os números que não mentem. Até o meu amigo Moderninho de Plantão, embora não consiga entender o porquê, reconheceu a precisão da coluna de Sub-Lucious na Folha de São Paulo, que aponta mais ou menos esses dados que ajuntei ali em cima, embora sempre duvidando que uma banda com 35 anos de estrada, sem apresentar nada de novo (na visão estreita dele) possa se transformar num irrefutável fenômeno de massa. Eles ainda não compreenderam que rock é rock mesmo. Ao menos dessa vez não deram às costas aos fatos. Ponto para eles.</p>
<p>Disse que não era opinião, eram os fatos. Pois a opinião vem agora. O AC/DC virou objeto de desejo depois do sucesso do filme “Escola de Rock”, de 2003. O filme, além de trazer músicas do grupo a trilha sonora, especialmente “It’s a Long Way to The Top (If You Wanna Rock’n’roll)”, que fecha o longa com os créditos já na tela, veste o personagem principal, Dewey Finn (Jack Black), com a clássica indumentária de uniforme de escola usada até hoje pelo guitarrista Angus Young, símbolo do AC/DC. O filme, que cativou desde garotos de idade inferior a 10 anos até velhacos sessentões, detonou um querer pelo AC/DC jamais visto na história do rock. Isso, somado à história e ao legado do grupo australiano, resulta nessa espetacular nova onda de AC/DC mania.</p>
<p>Fato semelhante ocorreu com o excelente “Pulp Fiction – Tempo de Violência”, de Quentin Tarantino, lançado em 1994. Ao utilizar, na trilha sonora, sobretudo temas da surf music dos anos 60, criou uma onda de novas bandas no underground mundial – o americano, principalmente -, além de reinventar o sensacional Dick Dale, o criador da surf music. A onda foi ta grande que veio parar no Brasil, e eu próprio, na saudosa Revista Dynamite, tive uma coluna mensal para apresentar bandas do gênero.</p>
<p>Tenho falado dede o título sobre uma nova onda de AC/DC mania, e explico que uso o “nova” porque, de fato, o AC/DC sempre foi mania em períodos diferentes. Na época de “Back In Black” e “For Those About To Rock We Salute You”, de, respectivamente, 1980 e 1981, vivia-se uma onda desse tipo. Em outros momentos da carreira do grupo, também já foi assim, e hoje isso acontece de forma grandiosa e espetacular, os números são realmente, como disse lá em cima, avassaladores e incontestáveis.</p>
<p>Disse, ainda, que isso aqui não é uma resenha, mas vou falar um pouco do disco. Ou, por outras, de discos do AC/DC. Assim como Ramones e Motörhead, o AC/DC é daquelas bandas que vivem a se repetir, e isso, para elas, ao invés de ser uma coisa pejorativa, é convertida em grande virtude. De modo que se o olhar da crítica não levar isso em conta, desanda qualquer tentativa de avaliação. Porque o AC/DC não faz disco ruim; uns é que são, eventualmente, melhores que outros, e assim vai se levando uma carreira de 35 anos regada à riffs de guitarra, muito peso e rock’n’roll. Que é, convenhamos, o que realmente importa. O resto é falácia, retórica e o escambau.</p>
<p>Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MARCOS BRAGATTO (RJ): O FIM DO TIM FESTIVAL</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 10:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
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		<description><![CDATA[Conteúdo: Rock Em Geral
Meus amigos, o tempo é o senhor da razão. A frase é milenar, mas toda vez que lembro dela me vem à cabeça o ex-presidente Collor. Nos idos de 1992, todo domingo pela manhã ele saía da residência oficial para dar uma corrida, e jamais concedia entrevistas. Já estava sendo investigado no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral" target="_blank"><strong>Conteúdo: Rock Em Geral</strong></a></p>
<p>Meus amigos, o tempo é o senhor da razão. A frase é milenar, mas toda vez que lembro dela me vem à cabeça o ex-presidente Collor. Nos idos de 1992, todo domingo pela manhã ele saía da residência oficial para dar uma corrida, e jamais concedia entrevistas. Já estava sendo investigado no escândalo detonado pelo irmão Pedro, que o levara a ser impedido de exercer o cargo de Presidente da República. Preferia, então, usar camisetas com frases “de efeito” para se comunicar com a Nação. Num desses domingos a frase foi essa. O tempo é o senhor da razão. E ela se mostrou correta: passou o tempo e Collor foi impedido de ser presidente e de se candidatar a cargos públicos durante oito anos. Hoje é senador, mais isso são outros quinhentos.</p>
<p>E daí? Pergunta o leitor indignado. O que isso tem a ver com o rock e com o fim do TIM Festival, anunciado lá no título? Nada, acredito eu. Só lembrei da passagem e resolvi contar. Ou, por outra, tem a ver sim, e nem é preciso forçar tanto a barra. Collor, nesse período, vivia num mundo no qual se achava intocável, e onde poderia fazer o que quisesse que estava feito. Era o próprio dono do mundo diante de sua estapafúrdia “república das Alagoas”, tão bem dissecada, na época – vejam vocês, e sem trocadilhos – pela Veja. Se tivesse o mínimo de noção de que realmente o impedimento era factível, Collor, que era um animal, mas jamais burro, teria feito esforços para não perder o cargo, e conseguiria com facilidade, era só reconquistar o apoio perdido no Congresso, que é quem vota o tal impedimento. Collor caiu porque se achava um intocável.<span id="more-4891"></span></p>
<p>Ao falar de Collor, hoje me lembro do Dunga. Sim, meus amigos, o famigerado técnico da seleção brasileira de futebol. Alguém sabe quem está a favor de Dunga na seleção? Provavelmente ninguém. Nem os jogadores, a comissão técnica ou o próprio presidente da CBF. Todos querem que Dunga saia e ele deve sair antes de o apito inicial da primeira partida da Copa de 2010. Mas Dunga, de seu lado, se sente como Collor. Como um intocável. Perguntado sobre o desempenho pífio da seleção, atribui tudo a fatores periféricos como a pressão de ser treinador, a paixão o torcedor, a melhora de outras seleções e assim por diante. Jamais vê, no seu trabalho, inexperiência, falta de treinamento de jogadas, desempenho ruim desse ou daquele jogador. Dunga se acha um intocável.</p>
<p>Mas isso aqui é a coluna de futebol do site? Pergunta o insistente leitor que continuou até este ponto do texto. No que eu decido, então, chegar ao ponto. Disse, já no título, que o TIM Festival acabou, e não me referia à edição de 2008, que aconteceu no final de semana passado, e que teve a cobertura d&#8217;O Homem Baile. Digo que o TIM Festival acabou. Excetuo o segmento jazz do festival, que tem a uma criteriosa curadoria, para afirmar que se não mudar o formato, as idéias, e – sobretudo – os bam bam bans que escolhem as atrações a cada ano, e que levaram o evento à lamentável situação desse ano, não existirá mais TIM Festival.</p>
<p>O leitor de longa data pode até creditar tal sentença a certa implicância que nutro pelo Antropólogo (recém promovido a etnomusicólogo) que se mete a trazer ao festival as mais novas novidades novinhas em folha a cada ano. Com um investimento altíssimo por parte do patrocinador e cachês vitaminados, o festival é uma verdadeira bênção para artistas nanicos no cenário mundial, mas transformados em grandes estrelas por aqui. Uma síndrome de colonizado que, como Antropólogo, nosso parco conhecedor de música (e de rock) deveria dominar. Acontece que, depois de acertar, ao menos, nos últimos anos, em algumas atrações – quem não se lembra de Wilco, White Stripes, Strokes e Killers? – desta feita ele passou ao largo do que realmente interessa, atingindo um comparecimento ridículo por parte do público comum – excetuando artistas e celebridades fakes. E olha que vou deixar de dizer aqui que o tal Cicrano estragou o festival ai tirar-lhe o “perfil Montreux”.</p>
<p>Nem sempre se pode ser Deus, diria qualquer cristão em defesa do cidadão de bem, no que tem a minha anuência. E pensava assim – que esta edição do TIM Festival era só um momento infeliz – até ler uma entrevista com o dito cujo, que – diga-se, sempre comparece a todos os palcos do evento – no Jornal do Brasil. Ali, ele disse claramente, por a + b, que não existem critérios para a seleção de atração para o evento. Mais: que as atrações eram escolhidas com base em comunidades do orkut e a partir de sessões de vídeo assistidas no youtube. Confesso que retornei ao início da entrevista para ver se estava entendendo direito e se era ele próprio o entrevistado. Fiquei, acreditem, estarrecido.</p>
<p>Ocorre que, em princípio, o Antropólogo não iria fazer tal revelação. Só o fez porque foi espremido com brilhantismo pelos repórteres Bráulio Lorentz e Luiz Felipe Reis. Conforme o entrevistado procurava se esquivar da resposta, foi cercado por todos os lados pelos entrevistadores e acabou abrindo o jogo. Para o bem do jornalismo, tudo foi publicado, escancarando como um repórter deve agir. Parece óbvio, mas, em tempos de informação abundante e volátil, é raro ver um repórter ser repórter de verdade, o que só reafirma a competência da dupla – não sei se os dois estavam entrevistando o dito cujo juntos ou se cada um fez uma parte da matéria. Raro também é a publicação da íntegra de uma entrevista, no que merecem os parabéns aqueles que decidiriam assim publicá-la. O estarrecimento das declarações do Antropólogo foi compensado pelo bom jornalismo praticado pela equipe do JB.</p>
<p>Mas eis onde eu queria chegar. Assim como os exemplos de Collor e Dunga, nosso Antropólogo se sente um intocável. Faz o que quer e não está nem aí par o resultado final. Não sei se o patrocinador acompanha o que acontece no festival, ou se fica só contabilizando a tal “exposição da marca na mídia” &#8211; bem grande, diga-se -, mas bancar curadores a peso de ouro para ficar buscando atrações no orkut e no youtube é, no mínimo, jogar dinheiro fora. Porque qualquer Zé Mane pode fazer isso. Não é a toa que a decadência do TIM Festival é latente. E por isso mesmo já dá pra apontar o fim definitivo do festival, caso não se mude muita coisa. O Collor já saiu há tempos. Só falta o Dunga e o Antropólogo. Porque, sabemos todos, o tempo é o senhor da razão.</p>
<p>Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!</p>
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		<title>ENTREVISTA: KRISIUN (RS)</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 10:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bragatto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[KRISIUN]]></category>

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		<description><![CDATA[EM FASE EXPLÊNDIDA, KRISIUN CONSEGUE INOVER SEM DEIXAR DE LADO A FIDELIDADE À MÚSICA EXTREMA
Lançamento do novo álbum, “Southern Storm”, consolida jeito próprio de fazer o som mais pesado e brutal de todos os tempos. Fotos: Axel Jusseit / Divulgação. 
Por Marcos Bragatto
Conteúdo: Rockemgeral

Trio parada dura: Max, Alex e Moyses continuam fazendo o mais brutal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span class="descri">EM FASE EXPLÊNDIDA, KRISIUN CONSEGUE INOVER SEM DEIXAR DE LADO A FIDELIDADE À MÚSICA EXTREMA</span></strong></p>
<p><span class="descri">Lançamento do novo álbum, “Southern Storm”, consolida jeito próprio de fazer o som mais pesado e brutal de todos os tempos. Fotos: Axel Jusseit / Divulgação. </span></p>
<p><strong>Por Marcos Bragatto</strong></p>
<p><a href="http://www.gardenal.org/rockemgeral/2008/10/em_fase_esplendida_krisiun_con.php" target="_blank"><strong>Conteúdo: Rockemgeral</strong></a></p>
<p><img style="border: 1px solid black;" title="Trio parada dura: Max, Alex e Moyses continuam fazendo o mais brutal heavy metal" src="http://www.gardenal.org/rockemgeral/Krisiun%20-%201.jpg" alt="Krisiun - 1.jpg" /><br />
<small>Trio parada dura: Max, Alex e Moyses continuam fazendo o mais brutal heavy metal</small></p>
<p>Poucos imaginavam, há 18 anos, quando três irmãos cabeludos começaram a tocar o mais pesado do metal extremo no interior do Rio Grande do Sul, que o Krisiun chegaria ao estágio que chegou. Consagrado no nicho metálico no exterior (entenda-se Europa e Estados Unidos), o trio formado desde então por Alex Camargo (baixo e vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) tem se superado, conseguindo crescer musicalmente ao buscar novos caminhos dentro de um subgênero do metal que parecia fadado à repetição. Não para o trio parada dura.</p>
<p>A virada na história da banda aconteceu nos dois últimos álbuns, “Works Of Carnage” (2003) e “Assassination” (2006), quando, sem abrir mão de toda a brutalidade característica, o Krisiun passou a investir em composições mais cadenciadas, com a inclusão de temas de origem no jazz/blues e grooves até então não utilizados nesse tipo de som. Tudo com uma sutileza – se a selvageria da música permite o termo – que não fez o grupo recuar um só milímetro no quesito extremo, ponto de honra não só para a banda, mas para qualquer fã do grupo espalhado por esse mundão do heavy metal.<span id="more-4841"></span></p>
<p>Agora, com o novo álbum, “Southern Storm”, o Krisiun volta o provocar com uma música ultra pesada, em 13 faixas que consolidam um jeito de fazer metal extremo bem próprio. Muito por conta de, como diz o batera Max Kolesne, “sermos daqui da América do Sul”, o que inclusive inspirou o título do disco. Nessa entrevista, Max ainda falou sobre as enormes turnês do Krisiun pelo mundo, a forma de ser diferente sem largar mão de fazer som extremo, o futuro de uma banda essencialmente “física”, e outros detalhes da fase atual. Dá uma olhada aí:</p>
<p><strong>Rock em Geral: Esse disco parece mais variado e, ao mesmo tempo, mais nervoso que os dois últimos. Houve a intenção de fazer algum coisa mais porrada? Qual foi o ponto de partida?</strong></p>
<p><strong>Max Kolesne:</strong> É uma série de fatores que influi. Em primeiro lugar é a evolução natural da banda, estamos há tanto tempo tocando juntos e a cada disco tentamos nos superar, melhorar as composições, dar uma evoluída. E também tem a vontade de não ficar se repetindo o tempo todo, sempre fazendo a mesma fórmula como era antigamente, aquela coisa de um som mais rápido mesmo. Nós já vimos assim desde o “Assassination”, já havíamos começado a trabalhar mais as músicas, variar os tempos, colocar mais groove, mais peso, diminuir a velocidade em algumas partes. Mas ao mesmo tempo em que esse disco tem umas variações, ele consegue ser mais brutal e mais rápido ainda. Porque as partes que são rápidas são bem rápidas mesmo, bem porrada. Foi uma evolução natural.</p>
<p><strong>REG: É um consenso que nos discos anteriores vocês andaram testando músicas com menos velocidade, e esse parece mais pesado. Foi uma espécie de contraponto?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Não é bem assim que funciona. Quando começamos a compor o disco, nos reunimos no estúdio e começamos simplesmente a tocar. Começamos a tocar os riffs, encaixando bateria e vocal, é uma coisa muito natural. A composição tem que fluir de uma forma natural, não é uma coisa que estabelecemos para ser assim ou assado. Começamos a partir de um riff ou e um groove, ou até mesmo de um ritmo de bateria e vamos juntando as peças e a coisa vai fluindo naturalmente. Cada disco é o reflexo do momento que estamos passando, vivendo e sentindo.</p>
<p><strong>REG: Existe uma pressão, de vocês próprios, para ser cada vez mais veloz, agressivo, extremo?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Isso não rola porque essa é a forma natural do Krisiun tocar, é muito natural para nós quando começa a música com os três tocando juntos, tem essa química. O som sai brutal naturalmente. Não temos essa preocupação de sermos mais rápidos, isso não existe, não damos mínima para esse tipo de coisa. A nossa preocupação é a de músico profissional, de estar sempre em forma para tocar e tocar bem, com pegada, com groove, com feeling. Porque tocar bem é uma série de coisas. Não adianta ser só técnico, só rápido ou seja lá o que for. É a química da banda tocando junto, suando como uma máquina de brutalidade. Temos a preocupação de estar sempre praticando instrumentos, ensaiando, mas não rola essa de ser mais rápido ou isso e aquilo. E acima de todos esses fatores, o principal é fazer um disco para o fã escutar e já sair batendo cabeça, curtir todos os riffs, todas as linhas de vocal, para o cara chegar em casa, botar o disco e curtir. Porque tem muita banda nova de death metal, de black, extremo, que fica muito preocupada com o lance de ser brutal e esquece um pouco o feeling. Você escuta um disco que o cara toca mil notas por segundo e no final você não lembra um riff, não consegue curtir, entrar na batida da música. Para nós isso é o principal, fazer um disco de metal para o cara escutar e curtir.</p>
<p><strong>REG: O título desse disco se refere ao Brasil ou ao Rio Grande do Sul, terra natal de vocês?</strong></p>
<p><strong>Max: </strong>Não é o fato de sermos do sul do Brasil, mas de o Brasil ser da América do Sul. Eu acho que o fato de sermos brasileiros, do Terceiro Mundo, isso tem uma influência muito forte na nossa música. Foi uma coisa que nos ajudou muito no começo, quando começamos a fazer as primeiras turnês, a aparecer mais lá fora. A galera sempre reconheceu o Krisiun como uma banda que tinha um estilo diferente do Morbid Angel, do Canibal (<em>Corpse</em>), do Deicide, das bandas que já estavam estabelecidas. Nós não viemos copiando ninguém. Essa identidade do Krisiun, que nós podemos chamar de brutal mais sujo, mais agressivo, é uma coisa que tem a ver com o fato de sermos daqui da América do Sul, tem muito disso na nossa música. O Sepultura também tem esse lado. As bandas que vêm daqui sempre vão trazer uma bagagem, uma influência muito forte do país, do continente.</p>
<p><strong>REG: Vocês voltaram a trabalhar com o produtor Andy Classen. É possível variar a sonoridade da banda num novo disco mantendo o produtor?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> É possível. Por exemplo: o “Assassination” nós gravamos com ele, e voltamos nesse porque gostamos muito dessa produção. Muitas vezes, nos discos anteriores, nós não ficamos satisfeitos com a produção, e isso é uma busca que nunca termina, a banda sempre está procurando uma produção melhor. Às vezes achamos que ficou legal e no final não ficou tudo aquilo. Com o Andy Classen nós acertamos, ele conseguiu um balanço muito bom entre uma produção que tem peso, e o som é extremamente natural, pesado, um som “gordo”, mas bem claro ao mesmo tempo. Ele consegue um equilíbrio entre o moderno e o “old school”. Com ele acho que finalmente achamos uma produção ideal. Mas no “Southern Storm” nós buscamos algo parecido com o “Assassination”, ser mais pesados ainda, melhorar certos aspectos que deixaram a desejar, tanto nas composições como na produção. Tentamos vir com um disco mais pesado e uma produção com os instrumentos mais “na cara”, mais garra, a bateria mais natural ainda, tribal.</p>
<p><strong>REG: “Minotaur” é uma música que tem um clima sombrio; como ela foi feita e sobre o que fala?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> A letra dela é a menos realista do disco. A maioria das letras é inspirada na realidade, em guerras, genocídios. Tudo que a gente vê de ruim, violento e sanguinário influencia nossas letras. Já “Minotaur” é uma coisa inspirada na mitologia, no minotauro, que é metade homem, metade besta. Foi uma coisa que se encaixou legal no ritmo da música, na estrutura toda. A composição partiu daquela batida tribal em que ela começa, na bateria, que um dia eu fiz, brincando no estúdio, e o Moyses falou: “toca isso aí que nós vamos fazer uma música em cima desse negócio”. Como eu falei, as coisas fluem naturalmente, e decidimos fazer uma música em cimas desse ritmo tribal, com um som um pouco mais lento.</p>
<p><img style="border: 1px solid black;" title="Tentamos vir com um disco mais pesado e uma produção com os instrumentos mais " src="http://www.gardenal.org/rockemgeral/Krisiun%20-%202.jpg" alt="Krisiun - 2.jpg" /><br />
<small>Tentamos vir com um disco mais pesado e uma produção com os instrumentos mais &#8220;na cara”</small></p>
<p><strong>REG: Você falou que nesse disco as músicas mais rápidas são mais rápidas ainda. Uma delas é “Under The Sun”, que tem partes velozes demais&#8230; </strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Essa música varia bastante, vai de uma coisa mais lenta para outra mais rápida&#8230;</p>
<p><strong>REG: Isso tem a ver com o encaixe das letras? </strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Não tem muito a ver o conteúdo das letras com o ritmo da música, é mais o clima que a música passa. O lance de ser mais rápida não influi muito. A gente se liga é na atmosfera da música.</p>
<p><strong>REG: Em geral a música vem antes?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Primeiro vem a música, mas nisso o Alex vai escrevendo, na medida em que a gente começa a compor ele vai tendo as idéias para as letras se encaixarem legal na composição. Para esse disco o Alex escreveu tudo. No passado o Moyses escrevia, todo mundo escreve alguma coisa. Dessa vez foi o Alex que ficou mais focado nas letras.</p>
<p><strong>REG: Vocês costumam gravar covers. Por que dessa vez escolheram Sepultura e por que a música “Refuse/Resist”?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> O Sepultura foi a banda que mais nos influenciou, não só na música, mas na atitude, em todos os aspectos. O Sepultura é uma banda que foi lá e mostrou o Brasil para o mundo inteiro, o metal brasileiro. Mostrou que se você acredita, se batalha, consegue as coisas, por mais difíceis que sejam. Para ter uma banda no Terceiro Mundo, no Brasil, e chegar junto com os caras lá fora, sempre vai ter barreiras e essas barreiras podem ser quebradas. Então o Sepultura mostrou tudo isso pra nós, mostrou que existe um caminho, basta lutar muito e acreditar na parada.</p>
<p><strong>REG: E a música, esperava-se alguma coisa de uma fase mais antiga&#8230; </strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Essa foi uma das razões, a vontade de fazer um negócio diferente. Com certeza a galera estava esperando alguma coisa do “Schizophrenia” ou do “Beneath The Remains”, mas achamos que seria mais interessante ver o Krisiun tocando um som mais lento do Sepultura do que uma coisa mais rápida, mais óbvia. Escolhemos essa pra ficar um negócio diferenciado mesmo. E além de tudo é um puta som, tem muita raiva, é um som raivoso.</p>
<p><strong>REG: Vocês já pensaram em colocar outros instrumentos na banda, ao menos na hora de gravar, no estúdio?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Lógico, algum coisa assim pode até acontecer no futuro. Um guitarrista, de repente fazer um duelo com o Moyses, violão ou alguma coisa assim. Mas nunca fugindo muito da proposta da banda. Uma coisa ou outra, uma introdução, ou no meio da música, uma coisa que tenha a ver. Mas também não vamos encher um disco de teclados ou coisas do tipo. Sempre vai ser o que é, mas eventualmente pode acontecer de ter a participação de alguém, um amigo músico que possa fazer alguma coisa.</p>
<p><strong>REG: Vocês continuam tocando muito na Europa, mas, e nos Estados Unidos, vocês fizeram um bom caminho lá também?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Na verdade, no “Assassination” nós fizemos muito mais shows nos Estados Unidos. Entre o começo de 2006 e o começo de 2007, fizemos três turnês nos Estados Unidos e Canadá que deram mais de 100 shows. Nos Estados Unidos a coisa tá de igual pra igual com a Europa, em termos de shows e turnês. A aceitação da banda lá é muito boa.</p>
<p><strong>REG: Tem mais público lá ou é igual na Europa? </strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Se comparar país por país certamente os Estados Unidos é o mais forte, a gente consegue fazer, numa turnê, uns 70 shows. Já na Europa faz 15 na Alemanha, meia dúzia na França&#8230; Mas se for fazer a comparação Europa com Estados Unidos, é mais ou menos igual.</p>
<p><strong>REG: Os locais são parecidos?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Varia muito o país. Nos Estados Unidos sempre tem os shows que são os picos, como em Los Angeles, Nova Iorque, em Seattle. No Texas os shows são muito bons, mas tem os shows menores, em cidades menores, em clubes, com menos gente. É bem diferente de uma cidade pra outra.</p>
<p><strong>REG: Em que lugar do mundo o Krisiun ainda não tocou e vocês querem muito tocar?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Tem vários. Na Ásia tá abrindo um caminho, tem a China, o Behemoth vai fazer a primeira turnê na Ásia. Temos vontade e curiosidade de ir para esses lugares, levar o metal extremo pra eles. Austrália também nunca rolou, provavelmente vai rolar com o disco novo.</p>
<p><strong>REG: Vocês se mantêm ligados com o que rola no mundo do metal&#8230; Já ouviram o novo do Metallica?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Achei legal pra caralho, um puta disco, fiquei surpreendido. Não esperava que eles viessem nessa linha mais thrashão mesmo, thrash de verdade. Eles fizeram tanta coisa ruim que saíram totalmente da proposta inicial da banda. Agora acho que eles se reencontraram, estão fazendo o que eles sabem fazer de melhor. Eu achei o disco muito bom.</p>
<p><strong>REG: Vocês liberaram músicas na internet antes de o CD sair. Como vocês estão lidando com essas mudanças no mercado do disco? E afinal, internet é bom ou ruim?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> É meio complicado esse negócio de internet, porque depende muito do indivíduo em si. Eu já vi cada coisa na internet, coisas ridículas. Os caras entrando em sites da banda, chats e coisas assim, e o próprio fã colocando o disco inteiro para baixar e uma porrada de gente baixando. São pessoas que não vão comprar o disco. E, no entanto, tem pessoas que são fãs de verdade e ficam procurando na internet por curiosidade de escutar o disco. Eu faço isso. Sai um disco novo de uma banda que eu gosto, eu procuro e tento escutar. Se eu gostar, compro depois. O cara que é fã de verdade procura na internet porque não agüenta de ansiedade para escutar o trampo novo, mas depois ele vai comprar. E tem os parasitas, que não compram CD de ninguém e ainda ficam falando mal. A galera que se preocupa em apoiar a banda consegue manter a coisa andando.</p>
<p><strong>REG: A grande característica do Krisiun sempre foi a agressividade, mas, um dia, com o passar do tempo, até pela idade, vocês vão acabar cansando disso. Como você vê o futuro do Krisiun nesse sentido? Vocês vão ficar tocando esse som porrada pra sempre?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> A intenção é a de ser sempre agressivo. No momento em que não tiver mais o pique, a vontade de fazer um som agressivo, a gente aposenta a banda. Se for pra fazer um Krisiun mais light, diminuir a agressividade, a brutalidade das músicas, é melhor cada um partir pra outra coisa. Tocar num boteco, fazer alguma coisa assim.</p>
<p><strong>REG: Você não imagina o Krisun como os Stones, velhos e tocando a mesma coisa?</strong></p>
<p><strong>Max:</strong> Não, não rola. O estilo que a gente toca é mais físico, tem que estar com um bom preparo. Só que tem coisas que surpreendem. Por exemplo, antigamente neguinho falava que o Morbid Angel não iria agüentar, e já passou um tempão, os caras com mais de 45 e ainda estão detonando. E também, na história da música tem casos que nem o de um baterista chamado Buddie Ritchie. Ele é um grande ícone da bateria, um cara genial, era um baterista de jazz, mas era o cara mais brutal e agressivo que os outros, tinha muita selvageria quando tocava, destruía o instrumento. Ele morreu no meio dos anos 80, já estava com quase 70 anos, e quando estava aquecido destruía do mesmo jeito de quando ele tinha 20. Tem casos que vai além do físico, é um lance mais espiritual, da selvageria que o cara tem dento dele que continua guiando a forma como ele vai tocar. Tem muito cara que chega numa certa idade, grava dois, três disquinhos e já começa a amansar, por preguiça de praticar o instrumento. A que ponto nós vamos conseguir chegar só o futuro dirá, mas enquanto estivermos com vontade, vamos embora. Mas vai demorar, ainda vamos incomodar bastante.</p>
<p><img style="border: 1px solid black;" title="Se for pra fazer um Krisiun mais light, diminuir a agressividade, a brutalidade das músicas, é melhor cada um partir pra outra coisa" src="http://www.gardenal.org/rockemgeral/Krisiun%20-%203.jpg" alt="Krisiun - 3.jpg" /><br />
<small>Se for pra fazer um Krisiun mais light, diminuir a agressividade, a brutalidade das músicas, é melhor cada um partir pra outra coisa</small></p>
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