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	<title>DoSol &#187; marlos ápyus</title>
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		<title>OPINIÃO: QUANTOS ROQUEIROS FRUSTADOS VOCÊ CONHECE?</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/10/opiniao-quantos-roqueiros-frustados-voce-conhece/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 09:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Natal]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Marlos Ápyus, Natal/RN
Mas o que é um roqueiro frustrado? É o cara que passou toda a adolescência sonhando em ser uma estrela do rock, que um dia estaria ensaiando em uma garagem e um produtor o descobriria. É quando, em poucos passos, viveria o ciclo gravadora-Faustão-Jô Soares-Grandes Festivais-sexo-drogas… Ah… E um pouco de rock [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marlos Ápyus, Natal/RN</strong></p>
<p>Mas o que é um roqueiro frustrado? É o cara que passou toda a adolescência sonhando em ser uma estrela do rock, que um dia estaria ensaiando em uma garagem e um produtor o descobriria. É quando, em poucos passos, viveria o ciclo gravadora-Faustão-Jô Soares-Grandes Festivais-sexo-drogas… Ah… E um pouco de rock and roll também.</p>
<p>Como o conto de fadas não rola para todos, aquele garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones envelheceu e encontrou uma realidade bem distinta da sonhada. Foi quando se espalhou pela sociedade nos mais variados ramos, sempre plantando a sementezinha do rock no ouvido alheio menos avisado.<span id="more-4514"></span></p>
<p>O roqueiro frustrado é o guitarrista da banda de forró que transpõe para ritmos nordestinos canções do Dream Theater, com letras bregas e refrões pegajosos. É o baterista de axé que termina a apresentação numa virada destruidora alá John Bonham. É o cantor da banda brega que deixa o cabelo crescer e faz cara de mau para as fotos. É o músico que canta Vanguart na praça de alimentação do Natal Shopping.</p>
<p>Mas não são só músicos. Há o publicitário que coloca canções do primeiro disco do Mundo Livre na trilha do comercial loja de bijouterias. E o jornalista que foi contratado para fazer matéria policial mas sempre insiste em escrever para o caderno de cultura e assim ganhar ingressos para os shows de seu interesse (sempre com crachá de imprensa que é para curtir a barulheira de trás do palco, com câmera fotográfica em punho). É o bancário que trabalha emburrado, com uma blusa do Metallica, que não quer falar com ninguém, que fica as 8 horas de expediente com o fone de ouvido escutando toda a discografia do Iron remasterizada. É o programador que faz questão de instalar em seu blog o plugin para que todos saibam o que ele anda escutando na Last FM.</p>
<p>Tem roqueiro frustrado que vai curar suas mágoas com a fé. Queria tocar num inferninho, mas a mãe só deixava o coitado correr para a igreja. Sabe o que ele fez? O heavy metal do senhor! E deu certo. Ganha e vive bem melhor que muito roqueiro não frustrado. Porque para ele, de fato, o que importa é ter a alma lava. Aleluia, irmão!</p>
<p>No final das contas, não há problema nenhum em ser um roqueiro frustrado. Pelo contrário, tudo isso só mostra o quanto o rock é grande, pois mesmo quando o meio não contribui para que o homem concretize seus sonhos, o sonho persiste, no lenço preto que prende os longos cabelos do cobrador de ônibus, nas orações evangélicas, no palco da Shock Casa Show, no chopp daqueles senhores que curtem um happy hour na praça de alimentação. Vida a longa a todos os roqueiros frustrados. E muito obrigado por tornar este mundo um pouco mais divertido.</p>
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		<title>MARLOS ÁPYUS (RN): QUANTO VALE UM SHOW?</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/09/marlos-apyus-rn-quanto-vale-um-show/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 10:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira coisa é pensar num show como um produto. E aí a pergunta vira: quanto vale um produto?
O valor de um produto varia de acordo com o tempo e o espaço. Um coco deve custar bem mais caro no deserto do Saara do que na Praia de Pipa. Assim como um iPod custava bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira coisa é pensar num show como um produto. E aí a pergunta vira: quanto vale um produto?</p>
<p>O valor de um produto varia de acordo com o tempo e o espaço. Um coco deve custar bem mais caro no deserto do Saara do que na Praia de Pipa. Assim como um iPod custava bem mais caro há alguns anos. Desta forma, Lulu Santos não deve custar este ano o mesmo preço de uma década atrás, assim como o Babado Novo não deveria cobrar o mesmo cachê para baianos e gaúchos.</p>
<p>Conversando com amigos produtores, escuto absurdos acerca dos preços de uns tais artistas, desde “gigantes” nacionais a até coisinhas inexpressivas que mal arrastam os próprios primos para suas apresentações. E o que mais indigna não é nem o preço em si, mas saber que tais artistas realmente acreditam que valem o que cobram. Contudo, o mercado nesta hora nunca deixa injustiças ocorrerem. De início, até que se engana um ou outro desavisado. Mas com o tempo, e a agenda vazia, logo os ditos cujos tomam um porre de realidade e se vêem amargurando o ostracismo fruto grande parte da mentira que tentavam contar para eles mesmos.<span id="more-3546"></span></p>
<p>O Rappa, por exemplo, justificaria um grande investimento de um festival como MADA há alguns anos. Era banda de público certo, com muitas canções na mídia, um trabalho consolidado que justificava 60, 70 mil de cachê, se fosse o caso. Não estou por dentro do quanto cobraram este ano, mas, com um mínimo de honestidade, deveriam ter pedido apenas um terço do valor, já que foi o mesmo terço de gente que conseguiram levar em comparação com outras oportunidades. Contudo, duvido muito ocorrido desta forma. Sabe o que a banda ganha com isso? Além do cachê, a certeza de que se não levantarem o traseiro gordo e voltarem a trabalhar a própria marca, nunca mais serão chamados pois se tornaram prejuízo certo.</p>
<p>E aí que lembro de grandes empresas da área tecnológica. Um Apple da vida. Há toda uma imensa equipe trabalhando, pesquisando, desenvolvendo, melhorando seus produtos. E ano após anos lançam algo mais caro no mercado. Mas que se justifica na inovação que trazem, nos benefícios que agregam à sua marca.</p>
<p>É quando lembro de Marcelo Camelo. E olhe que sou fã dele. Pois bem… Quando do Los Hermanos, lançou o maior hit dos anos 90, seguido de dois discos fantásticos que arrastavam multidões para a frente de seus palcos. Encerram suas atividades com um disco mediano, arrogante, pedante até. Fica uns dois verões sumido sem fazer nada além de colocar gravações de gosto duvidoso no próprio MySpace. Agora surge com um disco bom sim, mas a anos luz daquilo que um dia fizera junto ao quarteto barbudo. E quer cobrar a mesma quantia que cobrava quando suas canções rodavam direto nas rádios. Como é isso, hein?</p>
<p>Agora voltemos à maçã do Tio Sam. Vocês conseguem conceber Steve Jobs convocando toda a imprensa para relançar o Atari? “Gente, cansei do sucesso do iPod, e estou aqui para relançar o Atari. É um trabalho retrô, mais cru, intimista. Algo só para entendidos, saca? Cada cartucho de Enduro vai custar o mesmo valor de um DVD. Por quê? Porque simplesmente eu acho que só porque sou eu que estou lançando, e porque eu quero, vocês vão querer pagar o mesmo valor de um DVD neste cartucho de Enduro!” Você pagaria?</p>
<p>Para isto servem as voltas do mundo. Não demorará a chegar o dia em que a ficha cairá. Basta olhar tanta festa de revival dos anos 80. Quantos destes que surgem velhos e gordos cantando sucessos antigos não cobravam mais caro do que realmente valiam vinte anos atrás?</p>
<p>Que estes antigos exemplos sirvam um pouco para as novas gerações.</p>
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		<title>DICAS PARA UM BOM DOMINGO DE ROCK!</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/07/dicas-para-um-bom-domingo-de-rock/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 10:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FOO FIGHTERS]]></category>
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		<description><![CDATA[O Portal Dosol dá dicas para diversão garantida na frente do computador neste domingo: Segue os links:
1- FOO FIGHTERS AO VIVO EM WEMBLEY, CORTESIA MSN.
2- EDITORIAL DO PORTAL ZONA PUNK, DESTAQUE PARA SEXTAPE AVIL LAVIGNE.
3- DISCO COMPLETO DO CSS PARA AUDIÇÃO NO MYSPACE
4- MARLOS ÁPYUS ESTRELANDO: AS MENTIRAS QUE A INTERNET CONTA
5- JUSTIN TIMBERLAKE GRAVANDO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Portal Dosol</strong> dá dicas para diversão garantida na frente do computador neste domingo: Segue os links:</p>
<p><a href="http://msninconcert.msn.com/music/FooFighters/pt-br/artist.aspx" target="_blank">1- FOO FIGHTERS AO VIVO EM WEMBLEY, CORTESIA MSN.</a></p>
<p><a href="http://www.zonapunk.com.br/ver_materia.php?id=174" target="_blank">2- EDITORIAL DO PORTAL ZONA PUNK, DESTAQUE PARA SEXTAPE AVIL LAVIGNE.</a></p>
<p><a href="http://www.myspace.com/canseidesersexy" target="_blank">3- DISCO COMPLETO DO CSS PARA AUDIÇÃO NO MYSPACE</a></p>
<p><a href="http://www.apyus.com/as-mentiras-que-a-internet-cont/" target="_blank">4- MARLOS ÁPYUS ESTRELANDO: AS MENTIRAS QUE A INTERNET CONTA</a></p>
<p><a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL339408-9798,00-JUSTIN+TIMBERLAKE+DE+SUNGA+E+BIGODE+PARA+NOVO+FILME.html" target="_blank">5- JUSTIN TIMBERLAKE GRAVANDO COMÉDIA</a></p>
<p><a href="http://territorio.terra.com.br/canais/rockonline/noticias/ultimas.asp?noticiaID=16630" target="_blank">6- CAPA DO NOVO DISCO DO METALLICA</a></p>
<p>up date&#8230;</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL652779-7085,00.html" target="_blank">7- GILBERTO GIL NO LÍBANO</a></p>
<p><a href="http://www.disruptores.com.br/?p=564" target="_blank">8- WALL-E COM CARA DE CLÁSSICO</a></p>
<p><a href="http://bemvindoboaviagem.blogspot.com/2008/07/passou-o-dia-do-rock-e-por-aqui-nada.html" target="_blank">9- DISCOS FREE DOWNLOAD NO BOMDIABOAVIAGEM</a></p>
<p>up date&#8230;</p>
<p><a href="http://albumvirtual.trama.com.br/#" target="_blank">10- DISCO DO MACACO BONG (MT) PARA DOWNLOAD</a></p>
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		<item>
		<title>OPINIÃO: MARLOS ÁPYUS &#8211; O MAIS PURO SABOR DO DESPEITO</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/03/opiniao-marlos-apyus-o-mais-puro-sabor-do-despeito/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 12:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabe a diferença entre trabalhar em Macaíba e trabalhar em São Paulo?
Se você, por exemplo, monta uma banda em Macaíba e rala o suficiente para se tornar a melhor banda de sua cidade, dificilmente você passará disso. Com um pouco de sorte, talvez se torne a melhor banda do estado. Com mais sorte ainda, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe a diferença entre trabalhar em Macaíba e trabalhar em São Paulo?</p>
<p>Se você, por exemplo, monta uma banda em Macaíba e rala o suficiente para se tornar a melhor banda de sua cidade, dificilmente você passará disso. Com um pouco de sorte, talvez se torne a melhor banda do estado. Com mais sorte ainda, a do Nordeste. Com uma sorte monstra, do Brasil. E não… Nem congite o mundo.<span id="more-1803"></span></p>
<p>Mas se você monta uma banda em Sampa, e se esforça o suficiente para ser a melhor banda da cidade, muito facilmente você se torna a melhor banda da América Latina e se gabarita para ser uma das melhores do mundo no seu segmento.</p>
<p>Lógico que o tal “esforço suficiente” é algo em valores absolutos bem maior em Sampa do que em Macable. Mas as oportunidades também o são.</p>
<p>Isso só para reverberar a notícia de que o <a href="http://www.undergoogle.com/blog/2008/03/qual-o-video-mais-assistido-em-todos-os-tempos-no-youtube.html" target="_blank">Cansei do Ser Sexy entrou para a história com o vídeo mais assistido do YouTube</a>, atualmente com 90 milhões de “internetelespectadores”. E nem quero entrar na discussão sobre se foi trabalho de algum cracker ou não (vídeos com a metade das visitas deste costumam receber centenas de vezes mais comentários, por exemplo), até porque se foi, foi de um cracker digno de aplausos, que conseguiu enganar um sistema que, até onde sei, ainda não foi enganado por ninguém.</p>
<p>A música é bacana, o vídeo não. Diz a lenda que algum fã do grupo editou o áudio com imagens promocionais do iPod Touch e enviou para Apple, quem sabe procurando por algum trampo. E que Steve Jobs e Cia. curtiu tanto que o utilizou em sua campanha de lançamento mundial. Talvez este auê tenha agitado os fãs da maçã e presenteado o grupo paulista com um muito bem vindo efeito colateral.</p>
<p>A notícia me fez pesquisar alguns outros vídeos do grupo na net para saber se conseguia mudar minha opinião acerca do CSS. E as conclusões foram duas: por mais que possuam umas 3 músicas minimamente interessantes, no fundo, no fundo, se trata de uma banda muito, mas muito cagada mesmo; acho que já vi em Macaíba grupos mais interessantes.</p>
<p><a href="http://www.dosol.com.br/2008/03/opiniao-marlos-apyus-o-mais-puro-sabor-do-despeito/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-N3OrZzPud8/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p>
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		<title>MARLOS ÁPYUS: A SUPER TEORIA DOS DOIS ROCK AND ROLLS</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 09:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Se há uma maneira justa de dividir a humanidade, ela pode ser feita colocando de um lado as pessoas que fazem sexo, e do outro as que fazem amor. Porque o amor é civilizado, e o sexo é um animal selvagem. O amor é a felicidade, e o sexo é a alegria. O amor tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/romulo_net.jpg" title="romulo_net.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/romulo_net.jpg" title="romulo_net.jpg"><img src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/romulo_net.jpg" alt="romulo_net.jpg" /></a></p>
<p>Se há uma maneira justa de dividir a humanidade, ela pode ser feita colocando de um lado as pessoas que fazem sexo, e do outro as que fazem amor. Porque o amor é civilizado, e o sexo é um animal selvagem. O amor é a felicidade, e o sexo é a alegria. O amor tem como contrapartida a tristeza e o ódio, e o sexo a indignação e a dor física. Enquanto o amor se senta, o sexo dança. Enquanto o amor abraça, o sexo chupa. O amor é de esquerda, o sexo é de direita. O amor é branco, o sexo é negro. O amor é frágil, o sexo é forte. O amor é feminino, o sexo é masculino.<span id="more-1601"></span></p>
<p>O rock nasceu do sexo. Era selvagem. Descerebrado. Americano. Era Little Richards e Elvis Presley. Um negro e um branco de alma negra. Então vieram os europeus, os ingleses, os brancos de alma branca, os Beatles. E trouxeram com eles o romance, o amor. Desde então existem dois rock and roll&#8217;s altamente distintos, que não se misturam e que ignoram um a existência do outro. Que se alternam no poder, dando ao mundo momentos amorosos e de pornografia pura, não necessariamente nesta mesma ordem.</p>
<p>O rock and roll sexual é bom de guitarra, o romântico é bom de letra. Led Zeppelin é sexo puro. Ramones não. O punk é romântico, o funk é é a maior putaria. Os fãs do Iron Maiden, filhos do sexo, aceitam numa boa as guitarras de Jimi Hendrix, mas negariam qualquer som influenciado pelo Joy Division, ou coisa de quem ama demais.</p>
<p>O Rock Progressivo, por mais estranho que soe esta definição, é sexo. Porque no início é até amor, mas o seu fim é sexo. E os fins justificam os meios.</p>
<p>O Brasil adere às ondas com pelo menos 10 anos de atraso. Enquanto o fim dos anos 70 foi amor com todo o movimento punk, este mesmo sentimento só chegou aqui no fim dos anos 80, quando o mundo lá fora era puro sexo. Axl Rose é sexo. Renato Russo não.</p>
<p>Então veio Kurt Cobain, que é amor, iniciando por lá uma nova onda, que começou grunge e cedeu espaço aos indies. Enquanto isso por aqui tivemos Chico Science, sexo no mangue, na lama, sujo, mal lavado, oinc oinc.</p>
<p>Hoje o mundo é Rap e New Metal. Sexo em duas vertentes distintas, uma negra e outra branca. Por aqui somos emos. Brancos sem sal. Amor sem graça, repetitivo, enfadonho. Mas o tempo está passando. E daqui a pouco é 2010. E o rock nacional vai voltar a ser a maior putaria.</p>
<p>E você? Faz sexo ou amor?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>OPINIÃO: MÚSICO É APENAS PARTE DE UM TODO</title>
		<link>http://www.dosol.com.br/2008/01/opiniao-musico-e-apenas-parte-de-um-todo/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 09:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[marlos ápyus]]></category>
		<category><![CDATA[monobloco]]></category>
		<category><![CDATA[orquestra imperial]]></category>

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		<description><![CDATA[

Por Marlos Apyus
Com o sucesso de programas como  Friends e Seinfeld, onde os atores principais ganhavam quantias gigantescas por  cada episódio filmado, os seriados norte-americanos aprenderam uma lição: nunca  um ator ou personagem deve se tornar mais importante que a própria história a  ser contada ou então graves problemas surgirão.
Desta forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/orquestra_imperial-_net.jpg" title="orquestra_imperial-_net.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/orquestra_imperial-_net.jpg" title="orquestra_imperial-_net.jpg"><img src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/orquestra_imperial-_net.jpg" alt="orquestra_imperial-_net.jpg" /></a></p>
<p><strong>Por Marlos Apyus</strong></p>
<p>Com o sucesso de programas como  Friends e Seinfeld, onde os atores principais ganhavam quantias gigantescas por  cada episódio filmado, os seriados norte-americanos aprenderam uma lição: nunca  um ator ou personagem deve se tornar mais importante que a própria história a  ser contada ou então graves problemas surgirão.<span id="more-1524"></span></p>
<p>Desta forma começaram a  nascer seriados com um número gigante de personagens principais justamente para  evitar a supervalorização de um ou outro profissional. São bons exemplos desta  prática enlatados como &#8220;Lost&#8221; e &#8220;Heroes&#8221;, cada qual com mais de uma dezena de  artistas dividindo um mesmo cartaz.</p>
<p>A prática se mostrou certa. Quando  uma atriz como Michele Rodriguez, a &#8220;Ana Lucia&#8221; de Lost, começou a dar problema,  foi bastante fácil matar seu personagem e, por mais que tal acontecimento tenha  desequilibrado o enredo até então impecável, dar continuidade à  história.</p>
<p>A música, principalmente a brasileira, de certa forma tem  aprendido a trabalhar neste formato. De alguns anos para cá uma pá de novas  bandas tem dado suas caras contemplando formato semelhante ao de uma orquestra  para dar viabilidade à sua arte. É o caso de trabalhos como o do Funk Como Le  Gusta, Karnak, Orquestra Imperial e Monobloco.</p>
<p>Se o custo de uma equipe  assim tão grande fica mais alto, a garantia de sua sobrevivência também cresce.  Este fim de semana a Orquestra Imperial se apresentou em Recife na festa de  lançamento do bloco &#8220;Enquanto Isso na Sala de Justiça&#8221;. E, para decepção de  alguns, e até alegria de alguns outros, levou falta a pessoa de Rodrigo  Amarante. Levou mas não fez. Porque apesar de as canções de sua autoria não  terem sido executadas, o show seguiu numa energia exemplar, com Moreno Veloso,  Talma de Freitas e Cia. tocando o barco na maior. O mesmo poderia acontecer com  o Los Hermanos, por exemplo, de se apresentar sem metade da sua dupla de  compositores? Com certeza seria um fiasco.</p>
<p>O mesmo ocorreu com a atração  seguinte, o Monobloco. Composto por mais de cem batuqueiros, o grupo se  apresentou com apenas duas dezenas deles. Sérgio Lorosa e Pedro Luís, dois dos  seus componentes mais relevantes, sabe-se lá por quais motivos, não  compareceram. Isso impediu que o show fizesse com que mais de 15 mil pessoas  pulassem todos fantasiados de super-heróis até o sol nascer sobre o mangue  pernambucano? Não senhor.</p>
<p>Esta é uma idéia a se pensar. Até que ponto um  músico deve ser mais importante que sua banda? John e Paul fizeram estragos  juntos como Beatles, mas separados em suas carreiras solos poucas vezes foram  além do mediano. Nós somos fãs de John, de Paul, ou dos Beatles?</p>
<p>Talvez o  exemplo vá longe demais. Mas é fácil aproximarmos de nossa realidade de músico  independente. Tantas vezes assistirmos bandas promissoras encontrarem seu fim  precoce por causa de um ou outro integrante que emperra o trabalho por conta de  seu desinteresse, de sua arrogância, ou até mesmo de fatalidades. E prática  comum é: &#8220;Sem fulano, banda tal deixa de ser banda tal&#8221;. A pergunta é: por quê?  Se este fosse o pensamento, Steve Harris teria colocado um ponto final no Iron  Maiden antes do lançamento do primeiro disco, a Legião Urbana talvez nunca  tivesse existido e até mesmo os Beatles talvez sofressem com uma crise de  identidade, pois todos eles precisaram trocar de integrantes antes de atingir o  sucesso que atingiram.</p>
<p>Então podemos muito bem adotarmos a lição de  Hollywood: nunca um músico deve se tornar mais importante que a própria banda,  ou então graves problemas surgirão.</p>
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		<title>OPINIÃO: MARLOS ÁPYUS ANALISA AS RÁDIOS</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 10:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fm tropical]]></category>
		<category><![CDATA[marlos ápyus]]></category>
		<category><![CDATA[rádios]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto originalmente publicado no blog pessoal do autor.
Estou experimentando o Windows Vista (coisas legais, outras nem tanto, depois falo melhor a respeito) e graças à sua barra de gadgets estou podendo voltar a ouvir alguma rádio que não a Last.FM (que, logo descobri, era mais limitada do que eu pensava). Desde que o som do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto originalmente publicado no blog pessoal do autor.</em></p>
<p>Estou experimentando o Windows Vista (coisas legais, outras nem tanto, depois falo melhor a respeito) e graças à sua barra de<em> gadgets</em> estou podendo voltar a ouvir alguma rádio que não a Last.FM (que, logo descobri, era mais limitada do que eu pensava). Desde que o som do meu carro foi para o espaço de vez que não sei o que anda acontecendo pelas ondas de qualquer FM.<span id="more-1504"></span></p>
<p>Tentei voltar a ouvir a FM Tropical pela web, mas não dá. O áudio começa até bem, mas segundos depois perde definição até praticamente inexistir. Instalei então no Vista alguns <em>gadgets</em> para ouvir FMs Brasil a fora. E pude constatar que se trata de uma mídia que não me quer como ouvinte.</p>
<p>Primeiro busquei a 89, Rádio Rock, apenas para lembrar aquela notícia que me passou batido de que de “rock” ali só sobrara o nome. Na ocasião rolava um especial Babado Novo. Passei pela Joven Pan e, enfim… Joven Pan. Um pouco de tudo, mas nada que me prendesse.</p>
<p>Fui rodando, rodando e me deparei com aquela que parecia ser a mais interessante: Cidade Web Rock. E passei uma manhã inteira escutando. Seguia a linha da local FM Tropical, mesclando coisas novas com hits malhadíssimos. Mas, quando foi dando umas 11 da manhã, notei que já estava ouvindo o 5º Charlie Brown Jr diferente. Ai não dá, né?</p>
<p>Ás vezes penso que fui eu que parei no tempo. Mas quando noto que existe programador que agenda cinco canções diferentes do Charlie Brown Jr, além de coisas como o Rappa cantando “A Feira”  ou Planet Hemp cantando “D2, Mantenha o Respeito”, é que noto o quão vanguardista sou eu.</p>
<p>Deprimente este mundo.</p>
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		<title>OPINIÃO: TIM MAIA E A NECROFILIA DA ARTE POR MARLOS ÁPYUS</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 09:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[marlos ápyus]]></category>
		<category><![CDATA[tim maia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marlos Ápyus (apyus.com)
Tim Maia passou os últimos quatro anos de sua vida proibido de pisar os pés na Rede Globo. Não vou aqui exibir provas. Quem quiser procure nos arquivos da MTV e do SBT onde vi entrevistas suas à época (Jornal da MTV e Jô Onze e Meia) relatando que o motivo seria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marlos Ápyus</strong> (<a href="http://www.apyus.com">apyus.com</a>)</p>
<p><strong>Tim Maia</strong> passou os últimos quatro anos de sua vida proibido de pisar os pés na Rede Globo. Não vou aqui exibir provas. Quem quiser procure nos arquivos da MTV e do SBT onde vi entrevistas suas à época (Jornal da MTV e Jô Onze e Meia) relatando que o motivo seria seu modo franco como lidava com as mídias. Sua argumentação causava risos.<span id="more-1319"></span></p>
<p>Se não me engano, Tim Maia morreu num domingo. E na segunda-feira, entre seus programas, a Rede Globo divulgava o lançamento de uma coletânea com seus maiores sucessos com a marca da Som Livre.</p>
<p>Não gosto desse “manto da injustiça” que costumam jogar sobre artistas em geral. Tim Maia foi ladrão de carro, viciado em cocaína e por algumas vezes (mas nada que o fizesse merecer o título de “furão”) não honrou seus compromisso profissionais. Até mesmo a letra de “Vale Tudo”, lida ao pé dela, relata uma certa homofobia sua (quando diz que só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher), mas isso já pode ser implicância minha. Nada disso é digno de aplauso. Muito pelo contrário. Mas ontem a noite, por bons minutos em horário nobre (que na TV é o equivalente a horas na vida real) aplaudiu-se este comportamento.</p>
<p>Também esta semana o <a href="http://www.omelete.com.br/musi/100009722/Instituto_apresenta_Tim_Maia_racional.aspx">Omelete relatou um show</a>, segundo sua palavras, sensacional do grupo Instituto em homenagem a Tim Maia, onde eram executadas canções de seu álbum hoje cultuado “Racional”. Fiquei me perguntando o que Tim Maia, se vivo, estaria pensando disso. Este álbum fora gravado quando o mesmo fazia parte de uma seita religiosa da qual pouco tempo depois pulou fora. E especificamente este trabalho era renegado pelo artista que nunca mais quis saber de tais canções.</p>
<p>Eu gosto muito de Tim Maia. Desde sua fase com os camaradas Hyldon e Cassiano, passando por sua fase “Racional”, até sua fase final, onde sua maior intérprete era Sandra de Sá (e, vá lá, Marisa Monte também). Mas me impressiona como o síndico ganhou fãs com sua morte. Os roqueiros de dez anos atrás davam de ombros para sua discografia por preconceito para com sua fase brega onde seus maiores sucessos era compostos pela dupla Sulivam e Massadas. A Rede Globo hoje se pinta como a maior incentivadora do negão. E atitudes escrotas, como cancelar shows com a platéia já lotando o salão, viram lenda urbana.</p>
<p>A canção que dá nome ao novo álbum da Experiência Ápyus fala disso. “Eu quero morrer pra virar seu ídolo, quero morrer pra ser capa no seu jornal. Ser santificado no Globo Repórter, álbum da Som Livre, manchete da vez no Jornal Nacional. Serão perdoados todos os meus pecados, saindo da vida, entrando pra glória.”</p>
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