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	<title>DoSol &#187; orquestra imperial</title>
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		<title>OPINIÃO: MÚSICO É APENAS PARTE DE UM TODO</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 09:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Foca</dc:creator>
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Por Marlos Apyus
Com o sucesso de programas como  Friends e Seinfeld, onde os atores principais ganhavam quantias gigantescas por  cada episódio filmado, os seriados norte-americanos aprenderam uma lição: nunca  um ator ou personagem deve se tornar mais importante que a própria história a  ser contada ou então graves problemas surgirão.
Desta forma [...]]]></description>
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<p style="text-align: center"><a href="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/orquestra_imperial-_net.jpg" title="orquestra_imperial-_net.jpg"><img src="http://www.dosol.com.br/wp-content/uploads/orquestra_imperial-_net.jpg" alt="orquestra_imperial-_net.jpg" /></a></p>
<p><strong>Por Marlos Apyus</strong></p>
<p>Com o sucesso de programas como  Friends e Seinfeld, onde os atores principais ganhavam quantias gigantescas por  cada episódio filmado, os seriados norte-americanos aprenderam uma lição: nunca  um ator ou personagem deve se tornar mais importante que a própria história a  ser contada ou então graves problemas surgirão.<span id="more-1524"></span></p>
<p>Desta forma começaram a  nascer seriados com um número gigante de personagens principais justamente para  evitar a supervalorização de um ou outro profissional. São bons exemplos desta  prática enlatados como &#8220;Lost&#8221; e &#8220;Heroes&#8221;, cada qual com mais de uma dezena de  artistas dividindo um mesmo cartaz.</p>
<p>A prática se mostrou certa. Quando  uma atriz como Michele Rodriguez, a &#8220;Ana Lucia&#8221; de Lost, começou a dar problema,  foi bastante fácil matar seu personagem e, por mais que tal acontecimento tenha  desequilibrado o enredo até então impecável, dar continuidade à  história.</p>
<p>A música, principalmente a brasileira, de certa forma tem  aprendido a trabalhar neste formato. De alguns anos para cá uma pá de novas  bandas tem dado suas caras contemplando formato semelhante ao de uma orquestra  para dar viabilidade à sua arte. É o caso de trabalhos como o do Funk Como Le  Gusta, Karnak, Orquestra Imperial e Monobloco.</p>
<p>Se o custo de uma equipe  assim tão grande fica mais alto, a garantia de sua sobrevivência também cresce.  Este fim de semana a Orquestra Imperial se apresentou em Recife na festa de  lançamento do bloco &#8220;Enquanto Isso na Sala de Justiça&#8221;. E, para decepção de  alguns, e até alegria de alguns outros, levou falta a pessoa de Rodrigo  Amarante. Levou mas não fez. Porque apesar de as canções de sua autoria não  terem sido executadas, o show seguiu numa energia exemplar, com Moreno Veloso,  Talma de Freitas e Cia. tocando o barco na maior. O mesmo poderia acontecer com  o Los Hermanos, por exemplo, de se apresentar sem metade da sua dupla de  compositores? Com certeza seria um fiasco.</p>
<p>O mesmo ocorreu com a atração  seguinte, o Monobloco. Composto por mais de cem batuqueiros, o grupo se  apresentou com apenas duas dezenas deles. Sérgio Lorosa e Pedro Luís, dois dos  seus componentes mais relevantes, sabe-se lá por quais motivos, não  compareceram. Isso impediu que o show fizesse com que mais de 15 mil pessoas  pulassem todos fantasiados de super-heróis até o sol nascer sobre o mangue  pernambucano? Não senhor.</p>
<p>Esta é uma idéia a se pensar. Até que ponto um  músico deve ser mais importante que sua banda? John e Paul fizeram estragos  juntos como Beatles, mas separados em suas carreiras solos poucas vezes foram  além do mediano. Nós somos fãs de John, de Paul, ou dos Beatles?</p>
<p>Talvez o  exemplo vá longe demais. Mas é fácil aproximarmos de nossa realidade de músico  independente. Tantas vezes assistirmos bandas promissoras encontrarem seu fim  precoce por causa de um ou outro integrante que emperra o trabalho por conta de  seu desinteresse, de sua arrogância, ou até mesmo de fatalidades. E prática  comum é: &#8220;Sem fulano, banda tal deixa de ser banda tal&#8221;. A pergunta é: por quê?  Se este fosse o pensamento, Steve Harris teria colocado um ponto final no Iron  Maiden antes do lançamento do primeiro disco, a Legião Urbana talvez nunca  tivesse existido e até mesmo os Beatles talvez sofressem com uma crise de  identidade, pois todos eles precisaram trocar de integrantes antes de atingir o  sucesso que atingiram.</p>
<p>Então podemos muito bem adotarmos a lição de  Hollywood: nunca um músico deve se tornar mais importante que a própria banda,  ou então graves problemas surgirão.</p>
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